8
mar

Maior público na Colina

   Publicado por Carlos Zamith   em Atlético Rio Negro Clube, Nacional Futebol Clube

Rio Negro 0 x 0 Nacional

Colina cheia

Sete dias após o recorde de público no campo do Parque Amazonense, o estádio “Ismael Benigno”, na Colina, também registrava outro recorde de pagantes, no jogo pela Taça Amazonas dia 27 de abril de 1969, entre Rio Negro e Nacional, resultado de 0 a 0 que ensejou ao Nacional disputar o título com o Fast Clube, três dias depois.


Não se sabe como, mas a verdade é que foram vendidos 23.152 ingressos. É claro que muita gente voltou para casa, mesmo com o ingresso na mão, porque não havia condições para entrar no estádio.


Foi, talvez, a primeira vez que a imprensa esportiva se admirou com o montante da arrecadação anunciada, minutos antes do término da partida, pelo tesoureiro da entidade Carlos Zamith.


Recorda-se que entre os cronistas havia sempre os que davam palpites sobre a renda antes de se iniciar o espetáculo e nesse dia o que mais se aproximou foi o falecido Rômulo Gomes, que na época cobria o jogo pela Radio Difusora. Seu palpite foi de 48 mil cruzeiros, o que mais chegou perto dos 51.856 cruzeiros arrecadados.


Obs.: O número de público pagante de cada jogo passou a ser divulgado somente quando a FAF passou a comandar o nosso futebol, em 1966.


BOLETIM FINANCEIRO


  18.820 gerais   a  2,20   41.404,00
   3.652 crianças a  1,00    3.652,00
     680 cadeiras a l0,00    6.800,00
  23.152 pagantes.   Renda  51.856,00


Obs.: Não houve venda de ingressos para o setor de arquibancada, porque dias antes do jogo um forte temporal levou toda a sua cobertura, recen-reconstruída.


Local: Estádio “Ismael Benigno”.
Juiz: Emílio Marques Mesquita (SP).
Auxiliares: Manuel Luís Bastos e Rosquilde  Serra, locais.
.
RIO NEGRO: Clovis, Edmilson Paraíba, Maravilha, Valter e Chicute; Xerém e Ademir (Jorge Luís); Rubens, Carlos Alberto (Nando), Santos e Anizio.


Obs.: Vieram de fora, Edmilson (Paraíba), Maravilha e Santos (Pará), Xerém, Nando Carlos Alberto e Anízio (cariocas), Ademir (Pernambuco),


NACIONAL: Marialvo, Pedro Hamilton, Sula, Valdomiro e Téo; Mário Vieira e Rolinha (Bell); Zezé, Rangel (Márcio Mineiro que fazia a sua estréia em Manaus), Pretinho e Pepeta.


Obs.: Vieram de fora, Pedro Hamilton (Pará), Mário Vieira (carioca), Zezé (Amapá), Rangel (carioca) e Márcio (Minas).

6
mar

Nacional – campeão de 1986

   Publicado por Carlos Zamith   em Nacional Futebol Clube

JOGO DECISIVO
Nacional 1 x 0 Rio Negro
27/08/1986

Local: Vivaldo Lima.
Árbitro: Jorge Viana (RJ).
Gol de Raulino, aos 35, do 1º tempo.

NACIONAL: Edson Cimento, Marinho Macapá, Paulo Galvão, Murica e Luís Florêncio; Sérgio Duarte, Tojal e Camarão; Botelho, Raulino e Ricardo (Iranildo). Técnico: Aderbal Lana.

RIO NEGRO: Paulo Goulart, Beto, Luizão, Chagas e Carlinhos; Levy (Jorginho), Patrulheiro e João Francisco; Merica, Volney e Gerson (Nilson). Técnico: Ernesto Paulo.

O Nacional contou ainda com Artur (goleiro), Oberdan, Jorginho, Oscar, Naldo, Deuzimar e Guaraci.

Participantes: Nacional, Rio Negro, Fast, Penarol, São Raimundo, América, Sul América e Libermorro.

Nacional campeão de 1986
Técnico Aderbal Lana, Paulo Galvão, Edson Cimento, Tojal, Murica, Marinho Macapá e Luís Florêncio. Agachados: Botelho, Raulino, Camarão, Sérgio Duarte e Ricardo.

REGULAMENTO
Competição em Chaves A e B, em dois turnos classificando-se os dois primeiros, com jogos de ida e volta.

PRIMEIRO TURNO

CHAVE A: Rio Negro 12 pg; Fast 7; Sul América 6 e América 2
CHAVE B: Nacional 13; Penarol 8; São Raimundo 5 ; Libermorro 3
CLASSIFICADOS: Rio Negro e Fast (A). Nacional e Penarol (B)

     JOGOS DE IDA               JOGOS DE VOLTA
Nacional  4 x 1 Fast       Rio Negro 3 x 0 Penarol
Rio Negro 1 x 0 Penarol     Nacional 4 x 0 Fast
Nacional  2 x 2 Penarol     Nacional 1 x 0 Penarol
Rio Negro 3 x 2 Fast            Fast 4 x 2 Rio Negro
Penarol   3 x 2 Fast         Penarol 1 x 0 Fast
Nacional  1 x 0 Rio Negro   Nacional 1 x 0 Rio Negro

NACIONAL: campeão do Primeiro Turno

SEGUNDO TURNO

CHAVE A: Rio Negro 10 pg; Sul América 6; Libermorro 4; São Raimundo 1
CHAVE B: Fast 12 pg; Penarol 8; Nacional 8; América 6
CLASSIFICADOS: Rio Negro e Sul América (A). Fast e Penarol (B)

     JOGOS DE IDA                  JOGOS DE VOLTA
Fast      3 x 1 Sul América   Rio Negro 0 x 0 Penarol
Rio Negro 2 x 0 Penarol         América 1 x 1 Fast
Penarol   3 x 0 Fast               Fast 6 x 1 Penarol
Rio Negro 2 x 0 Sul América    R. Negro 1 x 0 Sul América
Penarol   1 x 0 Sul América     Penarol 1 x 0 Sul América
Rio Negro 1 x 0 Fast          Rio Negro 1 x 1 Fast

RIO NEGRO: campeão do Segundo Turno

DECISÃO no dia 24/08, Rio Negro x Nacional empataram em um tento, adiando a decisão para o dia 27/08, em outro jogo, numa quarta-feira à noite. (ficha técnica)

O jogador Raulino que não atuou neste dia por estar suspenso, mas foi o herói da noite no jogo do dia 27, marcando o gol do título. Houve uma falta de Carlinhos em Botelho (para muitos inexistente), no bico da grande área pela direita do ataque do Nacional. Luís Florêncio bateu em curva. O zagueiro Murica que estava na área do adversário deu de cabeça do segundo pau da trave de Paulo Goulart para Raulino que, colocado no lado oposto, desviou sem chance, aos 35, do primeiro tempo.

3
mar

Sandoval

   Publicado por Carlos Zamith   em Astros da bola

Sandoval (1951)Cinco títulos seguidos como titular de um time de futebol não é qualquer um que consegue tal façanha que ficou por conta de um dos grandes goleiros do Amazonas nas décadas de 40 e 50. Foi no amadorismo, quando o futebol amazonense nem sonhava em se profissionalizar. Numa época em que os clubes caminhavam sem qualquer estrutura, sem departamento médico e até sem massagista, cujo trabalho quase sempre era entregue a um desses fanáticos torcedores, sem qualificação para a função.

No futebol amazonense como dono absoluto da posição, conseguiu ser pentacampeão, uma conquista muito difícil para a época. Era o goleiro Sandoval, na pia batismal Sandoval de Jesus Monteiro, nascido no Maranhão a 3 de março de 1926 e que veio para Manaus muito criança (Foto de 1951, como goleiro da Seleção do Amazonas).

Começou a bater bola também criança, agarrando a tão incômoda bola de couro duro com uma tira também de couro que servia para esconder o bico da câmara de borracha. Não era na verdade a sua posição preferida. Tinha tendência para atacante, para goleador, mas no arco exibia muito mais a sua qualidade de futuro craque.

Das peladas dos campos do bairro da Cachoeirinha, jogando no time do Madureira, foi parar no infantil do Rio Negro, por volta de 1942 jogando ao lado dos irmãos Silas e Clovis do Vale, Juvenil, Edison Souza, Rabicó, Taiguara e Aládio. Tinha apenas 16 anos e já era “cobra” na posição.

Depois foi subindo, sempre requisitado pelos times suburbanos até que chegou ao time de aspirantes do Nacional em 1946, onde ficou até o início de 1949, porque foi defender o Barés, sagrando-se logo campeão do Torneio Inicio da primeira divisão, ao lado de Mário Matos, Gatinho, Hélcio Sena, Gato, Júlio, Artur Tribuzzi, Aderaldo, Nagib Chama, Nery e Linhares. Sandoval era um goleiro que não tinha boa estatura, mas a agilidade e o senso de colocação eram as principais virtudes, despertando a atenção dos paraenses.

Sandoval-defesasem título5Sandoval transferiu-se para o futebol do Pará, mas sua permanência por lá foi rápida. Voltou e alistou-se no Nacional para ser campeão invicto em 1950, substituindo Vicente que até então vinha sendo o titular. Campeão com Mário Matos e Lupercio; Hélcio Sena, Gato (Caçador) e Antonino (Gioia); Cabral, Hélcio Peixoto, Luciano, Raspada e Linhares. (Na foto ao lado, num jogo do América em 1952, no Parque. Á direita o zagueiro Darcy).

No ano seguinte o Nacional ficou fora do campeonato, envolto em grande crise financeira e Sandoval passou a defender o América dirigido pôr Cláudio Coelho. Quatro vezes, de 1951 a 1954, campeão como titular da equipe. Tinha um bom reserva, o Augusto, jogador que poderia brilhar em qualquer outro clube, mas se contentou em ser um eterno reserva. Cláudio Coelho, um rionegrino que foi ídolo na década de 40 como jogador, levou o América aos quatro títulos seguidos.

Quando o jogo estava fácil para o seu time, Sandoval gostava de brincar com a torcida adversária, fazendo golpes de vista, acenando para a bola quando ela ia pelo alto ou agarrando-a com os braços voltados para as costas, ou ainda dependurando-se no poste horizontal da sua meta. Tudo isso o levou a ser um tanto repudiado pelos adversários, que lhe deram o apelido de “Zé Coió”, nome de um humorista que ficou em Manaus durante muito tempo animando os espetáculos da Festa da Mocidade, da Rádio Difusora e que tinha trejeitos do sexo frágil.

Sandoval, Nonato e MoaciroTerminado o campeonato de 1954, já quase na metade do ano de 1955, o time do América foi praticamente desfeito. Cláudio Coelho transferiu-se para o Auto Esporte que ia disputar o campeonato da primeira divisão e com ele foram quase todos os jogadores do América, mas Sandoval preferiu tomar o caminho da Colina, ingressando no Sul América, no tempo de Reinaldo, Sula, Carrapeta, Aurélio, Alemãozinho, Zamundo, Ney, Evilásio e Tota, além de Artur Tribuzi, Teodoro, Moacir e do saudoso Hélcio Sena. (Na foto de 1995, Nonato, Sandoval e Moacir).

No Sul América jogou até 1960 e depois se tornou treinador, chegando a acumular 17 jogos sem perder, no campeonato de 1961. Sempre destacou que no Sul América teve a melhor fase financeira no futebol. Os torcedores eram apaixonados pelo clube e tratavam os jogadores com muito carinho.

Sandoval (1990)Jogar na seleção é a meta de qualquer jogador de futebol. Sandoval foi um dos selecionáveis de 1949 a 1954 como titular. Jogou Pará, Cuiabá e Goiás. Sua última convocação deu-se em 1956, como reserva de Marcos Marinho, sem jogar nenhuma das duas partidas. O Amazonas perdeu para o Pará por 7×0.

Funcionário aposentado da Fazenda Estadual, Sandoval morreu na madrugada do dia 27 de janeiro de 2008, pouco antes de completar 82 anos, tombando no banheiro de seu apartamento, vitima de uma parada cardíaca, um problema que já enfrentava há algum tempo.

Muito amigos e antigos jogadores de futebol, do América, Rio Negro e Sul América, estiveram presente ao seu sepultamento.

27
fev

Amistoso com casa cheia

   Publicado por Carlos Zamith   em Atlético Rio Negro Clube, Nacional Futebol Clube

No dia 26 de setembro de 1971, foi realizado um jogo amistoso entre Rio Negro e Nacional, no Estádio “Vivaldo Lima”, com acesso ao portador de carnês vendidos antecipadamente pela entidade em conjunto com a Associação dos Cronistas Esportivos do Amazonas (ACLEA), e desconto de 50% no preço para qualquer setor do Estádio.

O jogo despertou a atenção do público em virtude da grande cobertura dada pela imprensa. Foram 30.004 pagantes para ver o clássico Rio-Nal, o segundo realizado no estádio Vivaldo Lima, inaugurado a 5 de abril de 1970.

NACIONAL 2 x 2 RIO NEGRO

Juiz: Manoel Luís Bastos. Auxiliares: Adriano Ofilini e Alexandre José Lourenço.

Empate no tempo normal. Rolinha (Nac.) aos 2, do 1º tempo.  No 2º. Tempo, Anízio (RN) aos 8, Mário Vieira (Nac) aos 22 e Parada (RN) aos 29.

Prorrogação de 20 minutos sem alteração no marcador.
Penalidades máximas, três para cada time: Rio Negro, 2×1.

Parada e Dirlei marcaram e Zé Carlos chutou fora (RN).
Eraldo marcou. Hércules e Rolinha perderam (Naça).

RIO NEGRO – Carlos Henrique, Pedro Hamilton, Zé Carlos, Valter Costa (Dirlei) e Vanderlei; Tamilton (César) e João Pereira (Géo); Garcia (Gilberto), Luís Darque, Wilson Lopes (Parada) e Anízio.

NACIONAL – Procópio, Eraldo, Tarcisio (Aveiros), Valdomiro e Chiquinho; Mário Vieira e Rolinha; Olavo, Márcio Mineiro (Hércules), Wilson Lopes e Valdir dos Anjos (Julião).

Rio Negro e nacional com casa cheia
Clóvis defende assistido por Catita e Edmilson (camisa 2)

 
INGRESSOS VENDIDOS NO ESTÁDIO

 5.069 gerais         a  2,00  10.138,00
13.428 arquibancadas  a  4,00  53.712,00
   231 numeradas      a  8,00   1.848,00
 1.352 crianças       a  1,00   1.352,00

INGRESSOS NO CARNÊ COM DESCONTO

   309 gerais         a  1,00     309,00
 9.090 arquibancadas  a  2,00   1.818,00
   525 numeradas      a  4,00   2.100,00

30.004 pagantes.  Total:  Cr$  71.177,00

25
fev

Em seis jogos, Naça só perdeu uma vez

   Publicado por Carlos Zamith   em Campeonatos, Nacional Futebol Clube

Escudo do NacionalEscudo do São PauloNacional x São Paulo, no Campeonato da CBF, já se enfrentaram seis vezes com cincos empates e apenas uma vitória do time paulista. Duas vezes o Nacional jogou no campo do adversário, no Morumbi e de lá saiu com dois honrosos empates. Em todos os jogos os escores foram apertados: três empates de 1×1, um de 2×2, outro de 0×0 e uma vitória do São Paulo, no Vivaldo Lima, por 1×0. Nos seis jogos, o São Paulo marcou sete gols e o Nacional seis.

 

04-10-1972 – NACIONAL 1 x 1 SÃO PAULO
Local: Vivaldo Lima. Público Pagante: 18.018.

Árbitro: Arnaldo César Coelho, da FCF.

NACIONAL – Edson Borracha, Antônio Piola, Jurandir, Café e Nelson Souza; Mário Vieira e Rolinha; Ismael, Lacy (Pedrilho), Campos e Reis.

SÃO PAULO – Vanderlei, Nelson, Lima, Arlindo e Gilberto Sorriso; Edson e Teodoro; Paulo (Wilton), Zé Carlos, Toninho Guerreiro e Paraná.

Gols de Toninho aos 43, do 1º tempo e Campos, aos 40, do 2º tempo.

28-10-1973 – NACIONAL 0 x 0 SÃO PAULO
Local: Morumbi, em São Paulo.

Árbitro: Agomar Martins (gaúcho)

NACIONAL – Procópio, Luís Alberto, Tião, Eurico Souza e Lúcio; Jorginho e Toninho Cerezo; China, Serginho (Luís Carlos), Bené (Marcos Silveira) e Ângelo.

SÃO PAULO – Sérgio, Nelson (Forlan), Mário, Arlindo e Gilberto Sorriso; Chicão e Pedro Rocha; Terto, Zé Carlos, Mirandinha e Piau (Zé Roberto).

10-03-1974 – SÃO PAULO 1 x 0 NACIONAL
Local: Vivaldo Lima. Público pagante: 21.528. 

Árbitro: José Luís Barreto.

NACIONAL – Délcio, Antenor, Renato, Eurico Souza e Luís Florêncio; Jorginho e Ângelo; Roberto, Bibi, Expedito e Reis.

SÃO PAULO – Valdir Peres, Nelson, Paranhos, Arlindo e Gilberto Sorriso; Chicão e Pedro Rocha; Ratinho (Jesum), Silva (Ademir), Serginho Chulapa e Piau.

Gol de Ademir, aos 40, do 2º tempo.

16-03-1980 – NACIONAL 2 x 2 SÃO PAULO
Local: Vivaldo Lima. Público pagante: 9.047.

Árbitro: Leandro Serpa (CE)

NACIONAL – Beto, Foguinho, Jouber, Ricardo e Sérgio Vieira; Tovar (Armando), Dão (Sarará) e Nilson; Bendelak, Letiere e Reis.

SÃO PAULO – Valdir Peres, Ney, Marião, Getúlio e Jesum; Teodoro, Renato (Pereira) e Ailton Lira; Paulo César (Edu), Serginho Chulapa e Zé Sérgio.

Gols de Letiere (Naça) aos 50 segundos, Ailton Lira aos 18 e Serginho Chulapa aos 30, do 1º tempo. Nilson (Naça) e penal, aso 35, do 2º tempo.


08-02-1982 – NACIONAL 1 x 1 SÃO PAULO
Local: Vivaldo Lima, 4a.feira à noite. Público pagante: 28.488.

Árbitro: Aristóteles Cantalice (PE).

NACIONAL – Reginaldo, China, Marcão, Paulo Galvão e Wilson; Isidoro, Sérgio Duarte e Fernandinho; Bendelak, Almir (Freitas) e Nilson.

SÃO PAULO – Valdir Peres, Paulo Roberto, Oscar, Cassem e Nelsinho; Zé Mário (Pianeli), Humberto e Renato; Márcio Araújo (Jaiminho), Agnaldo e Zé Sérgio.

Obs.: O zagueiro Gassem, do São Paulo, foi expulso no 2º tempo.
Gols de Agnaldo (SP), aos 15 e Bendelak (Naça) aos 29, do 1º tempo.

18-02-1984 – NACIONAL 1 x 1 SÃO PAULO
Local: Morumbi. Público pagante: 4.045.

Árbitro: Alceu Coronado (Paraná).

NACIONAL – Reginaldo, China, Marcão, Paulo Galvão e Wilson; Marquinho, Sérgio Duarte e Fernandinho (Nilson); Bendelak, Peu e Almir (Freitas).

SÃO PAULO – Valdir Peres, Pulo Roberto, Oscar, Dario Pereyra e Nelsinho; Humberto, Renato e Pianeli (Marcão); Márcio Araújo (Jaiminho), Agnaldo e Zé Sérgio.

Obs.: Freitas, do Nacional, foi expulso de campo logo após substituir a Fernandinho.

Os gols: Almir (Naça) aos 33 e Marcão (São Paulo), aos 38, do 2º tempo.

23
fev

Rua Miranda Leão

   Publicado por Carlos Zamith   em Ruas de Manaus

A rua Miranda Leão – que se inicia na Rua Marquês de Santa Cruz e termina no igarapé de Educandos – recebeu essa nomenclatura em 1920. Miranda Leão nasceu no município amazonense de Maués, a 09/01/1869.

Foi o Intendente Dr. Fulgêncio Martins Vidal que, na reunião da Intendência (hoje Câmara Municipal) do dia 16 de junho de 1920, ocupou a tribuna para apresentar um projeto de lei com esta justificativa:

“Para mim seria doloroso se não o fizesse, pois jamais poderia deixar que a esponja do tempo apagasse o nome de um ilustre amazonense tão cedo roubado do convívio daqueles que de perto o conheciam e apreciavam a sua vasta e profunda erudição e o seu caráter sem jaça. Quero, pois, me referir ao meu saudoso amigo e colega Dr. João Coelho de Miranda Leão, para que requero seja lançada na Ata dos nossos trabalhos de hoje, voto de profundo pesar”.


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Prosseguindo da tribuna, o orador disse:

O distinto morto exerceu durante alguns anos os cargos de Intendente e Superintendente deste Município em os quais sempre revelou competência em administração operosa e honesta, também como Diretor do Serviço Sanitário deste Estado. Foi ele o primeiro médico desta cidade que iniciou por conta do governo do Coronel Antônio Clemente Ribeiro Bittencourt, os trabalhos da profilaxia contra a Febre Amarela, cuja glória da extinção desta não lhe coube, porque justamente quando os casos de óbitos vinham sendo resumidos, aportou aqui uma Comissão nomeada pelo Governo Federal para tal fim, mas em parte muito lhe deve”.

Durante a epidemia gripal, como Chefe do Serviço Sanitário, foi incansável e dedicado em combater o mal, salientando-se entre os que muito trabalharam nessa quadra temerosa e aflita que, então atravessamos, conforme se poderá ver nos jornais, chegando até, juntamente com outros, a dirigir os enterramentos nos dias mais angustiosos que passamos em meados de novembro de 1918. Miranda Leão deixou a clínica que lhe dava meios de subsistência para empregar suas atividades no elevado cargo que exercia e para atender somente aos desprotegidos da sorte que necessitavam de seus serviços profissionais. A um amazonense tão distinto, tão honesto e tão humanitário, este Conselho deve render-lhe o devido preito, gravando-lhe o nome em uma das ruas desta cidade e prestando-lhe as últimas homenagens perpetuando-lhe a sepultura e levantando-lhe um mausoléu condigno com a sua posição”.


Depois dessas considerações, o Intendente Fulgêncio Martins Vidal apresentou um projeto de lei com esta redação:


Em homenagem ao distinto médico amazonense Dr. João Coelho de Miranda Leão, pelos relevantes serviços prestados ao povo desta cidade, toma o nome de Rua “Doutor Miranda Leão” a Rua”Marechal Hermes”, antiga Rua dos Remédios, e fica perpetuada a sepultura nº. 19.023, do Cemitério de São João Batista, onde jazem os restos mortais do pranteado patrício, Dr. Miranda Leão“.

Ao concluir a sua oração, o Intendente deu ainda as seguintes explicações ao Plenário:

“Apresentando este projeto, devo uma explicação aos meus pares, bem assim ao povo deste Município. Proponho a mudança do nome da antiga Rua dos Remédios depois Marechal Hermes, para o nome do pranteado Dr. Miranda Leão, porque o nome do nosso estimado patrício e ínclito Marechal do nosso glorioso Exército já se acham assinalado em belo Grupo Escolar, sendo esta a razão porque pensei em substituir o nome da referida rua, sem querer de modo nenhum trazer a menor desconsideração ao nosso ilustrado Marechal”.

O projeto foi aprovado na reunião do dia 17 de julho de 1920 passando a ser Lei nº 1040.

Miranda Leão havia cometido suicídio no dia 26/06/1920, com um tiro de revolver na cabeça, um fato inesperado pelos seus mais chegados amigos, pois era um homem equilibrado. Corriam notícias de que ele havia descoberto estar com lepra, talvez por ter exercido a profissão de médico no Leprosário do Umirisal.

(Dados colhidos em livros de Atas da Câmara Municipal)

Quando o jogo programado é um clássico Rio Negro x Nacional, fico matutando e a memória me traz à lembrança de um que não esqueço jamais. Faz muito tempo e poucos são aqueles que ainda recordam. Eu era garoto e um torcedor ranzinza da União Esportiva Portuguesa, mas gostava de ver qualquer bom jogo e esse Rio Negro e Nacional chamou-me a atenção porque tinha um aspecto decisivo muito especial. Nosso futebol era amador, no tempo em que o jogador tinha verdadeira adoração pela camisa que vestia e muito difícil era mudar de clube.

COMO FOI

Quase no final do ano de 1939 o “drama” aconteceu mais ou menos assim:

Jogo no Parque Amazonense com arbitragem de Tácito Moura um bom jogador da União Esportiva no tempo de Dico, Rabito, Jokeide Barbosa e Tenente. O clássico, que naquele tempo ainda não era chamado de Rio-Nal, não chegou a terminar. O marcador acusava 4 a 4, resultado que daria o título ao Rio Negro.

Aos 30 minutos do segundo tempo, o árbitro marca um penal contra o Rio Negro. O comandante e ídolo rionegrino, Cláudio Coelho, não se conformou e impediu a cobrança da falta. Segurou a bola (naquele tempo ainda de bico), alegando que “não houve falta alguma”.

O tempo foi passando, discussão dos dois lados e não chegaram a um acordo, mesmo porque apenas uma bola era levada aos jogos. Escureceu e como no Parque não havia luz artificial, o jogo foi suspenso.

NO TRIBUNAL

O problema, como era natural, foi parar no Tribunal da entidade e passou algum tempo para ser decidido, até que foi encontrada uma fórmula que agradou aos contendores: “jogar os quinze minutos restantes, com o marcador de 4 a 4 e começando com a cobrança do penal em favor do Nacional”.

O Parque ficou lotado e eu estava por lá, bisbilhotando aqui e ali, ouvindo os comentários e olhando uma ambulância, quando ainda era chamada de “assistência”, bem equipada, dentro do próprio estádio, abaixo da escadaria do portão principal, para qualquer eventualidade.

 

O REINICIO

Cobrança o penal, no início dos 15 minutos finais
Cobrança o penal, no início dos 15 minutos finais

Os quinze minutos começaram com a cobrança do penal para o gol que dava para a Vila Municipal. O técnico do Nacional, o antigo goleiro Praxiteles Antony, às escondidas, passou a semana toda treinando Pedro Sena na cobrança de penalidades.

O arbitro escolhido era outro, o centro-avante Sálvio Miranda Corrêa, boa pinta, jogador do Olímpico com passagem pelo time de aspirantes do Fluminense, do Rio. Aceitou a dura incumbência na condição seguinte: são quinze minutos cheios, como se faz no basquetebol.

Iano no gol do Rio Negro e Pedro Sena preparado para a cobrança. Com categoria marcou 5 a 4 para o Nacional. Rapidamente foi dada nova saída. A torcida ainda festejava o gol de penal, Cláudio (foto ao lado) esticou para Babá na ponta. Este cruzou e Cláudio fulminou a meta de Joel. Era novo empate, 5 a 5, resultado bom para o Rio Negro.

Cláudio o ídoloDECEPÇÃO

O tempo foi passando. Torcedores e dirigentes do Rio Negro, inclusive o presidente Flávio de Castro deixavam a desconfortável arquibancada de madeira para abraçar os seus campeões. Já no último degrau da velha escadaria, ouviu-se uma imensa gritaria. Julgavam que o jogo havia terminado. Puro engano: gol do Nacional quando faltavam 30 segundos. O ponteiro Didi cruzou rasteiro da esquerda e Emanuel entrou de carrinho para marcar o gol do título; Nacional, 6 a 5. Esse jogo foi bom, eu vi e não esqueço.

NACIONAL – Campeão com Joel, Beré Raposo e Otílio Farias; Lupercio, Pedro Sena e Manoel Braga; Casquinha, Barrote, Garibaldi Emanuel e Didi.

Nessa campanha o Nacional ainda utilizou os goleiros Ney Rayol e Manuel Alexandre, o zagueiro Humberto Peixoto e os atacantes Maurício, Jofre Chacon, Dôda.

Titulares e reservas do Campeão de 1939
Titulares e reservas do Campeão de 1939 – Em pé: Humberto Peixoto, Praxiteles Antony, Lupercio, Mauricio, Jofre Chacon, Didi, Doda e Barrote. Agachados: Pedro Sena, Casquinha, Manoel Braga, Ney Rayol, Joel, Manuel Alexandre, Beré e Garibaldi. Na foto faltam os titulares Otílio Farias e Emanuel.

18
fev

Rua Mundurucus

   Publicado por Carlos Zamith   em Ruas de Manaus

Até hoje, embora passados alguns anos, a Rua Mundurucus continua sendo conhecida por essa denominação e dificilmente o povo se adaptará ao nome oficial. Essa artéria, no centro da cidade entre as Rua Quintino Bocaiúva e dos Andradas, cuja extensão talvez não chegue a duzentos metros, teve seu nome mudado em duas oportunidades.


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Em 1920, o Intendente Júlio César Lima apresentou projeto justificando:-

É dever cívico, que muito diz do grau de cultura e adiantamento de um povo, prestar homenagem à memória daqueles vultos que se destinguiram na sociedade onde viveram. Assim tem entendido o Conselho Municipal a respeito de quase todas as individualidades de destaque no nosso meio e que, no entanto, uma lamentável exceção se vê no esquecimento relativo à memória do tenente Manoel da Silva Ramos – fundador da imprensa no Amazonas – o qual, além da glória, por si só bastante para imortalizá-lo entre nós, foi ainda secretário e Vereador à Câmara Municipal da antiga Cidade da Barra do Rio Negro, hoje nossa elegante capital“.

Concluindo, o orador mandou à Mesa o Projeto de Lei mudando o nome de Rua dos Mundurucus para Rua Silva Ramos, autorizando o Superintendente Municipal a fazer as despesas necessárias para colocar as placas designativas na aludida Rua A proposição de Júlio César Lima recebeu o apoio de seus pares, Antônio Clemente Ribeiro Bittencourt, Plácido Serrano, Aprígio de Menezes e Luiz Caetano de Oliveira Cabral.

MUDANÇA

No dia 30 de outubro de 1920, o Projeto foi promulgado transformando-se na Lei nº 1.057 e, a partir daí a Rua Mundurucús passou a denominar-se de Rua Silva Ramos,

Três anos depois, pela Lei nº. 1.220, de 27 de outubro de 1923, assinada pelo presidente da Intendência, Dr. Vivaldo Palma Lima e pelo secretário Vicente Monteiro Maia, foi restabelecida a denominação de Rua Mundurucús enquanto o nome de Silva Ramos passava para atual artéria que tinha o nome de Rua Cearense.

OUTRA MUDANÇA

Mas, em 1963, pelo Decreto nº. 53, de 11 de abril, a Rua Mundurucús volta a ter outra denominação: “Travessa João Avelino”, nomenclatura que permaneceu oficialmente, embora no cadastro da Prefeitura constasse o nome de “Rua Mundurucús”.

A justificativa desse ato, assinado pelo então Prefeito Josué Cláudio de Souza dizia que “compete aos Poderes públicos exaltar as atividades dos homens que se distinguiram em todos os setores sociais, não somente os letrados e os possuidores de fortuna, por seus serviços prestados à coletividade através de ensinamentos e doações merecem a consagração popular, mas também àqueles que por seu procedimento hão demonstrado as facetas de espíritos superiores onde sobressaem, por mais dignas, a sinceridade e a lealdade“.

A Lei nº 343/96, do Executivo, aprovada pela Câmara Municipal, restabeleceu o nome de Mundurucus, contando como nomenclatura antiga, embora João Avelino fosse o oficial.

17
fev

Aírton – o indiozinho

   Publicado por Carlos Zamith   em Astros da bola, São Raimundo Esporte Clube

Airton e Orlandino, numa disputa aerea pela Taça Amazonas. São Raimundo 1 e Olimpico 1, em 26/01/1969.Um louco do volante, desses que andam por aí impunes tirando a vida do ser humano, matou o Aírton, um antigo jogador, que brilhou no Rio Negro e no São Raimundo. Um atleta que fez a sua história no nosso futebol, pelos gols que marcou com sua incrível impulsão. 
 
Revelado pelo futebol de Parintins, ele veio para Manaus juntamente com um outro conterrâneo e formaram uma dupla de área de boas tabelinhas. Aqui fez o seu cartaz de bom goleador, especialista nas bolas pelo alto. Ganhou até o apelido de O Indiozinho de Parintins, dado pelo saudoso narrador esportivo Carlos Carvalho. Campeão duas vezes na década de 60 e infernizou a vida de muitos goleiros pelos seus inesperados gols cabeça.

José Aírton Nunes, nascido a 3 de setembro de 1939, em Parintins, chegou a Manaus quando o Rio Negro estava voltando aos gramados, no tempo de Josué Pai. Seu companheiro do futebol, Thomaz, também conhecido por Passa-Fome, veio depois. Estrearam na equipe rionegrina em dezembro desse ano, já no segundo turno do campeonato, contra o Sul América. Estréia vitoriosa, pois o seu time venceu por goleada: 6 a 1. O barriga-preta jogava com Chicão, Bolôlô e Mário; Fernando, Catita e Eudóxio; Horácio, Aírton, Thomaz, Dermilson e Orlando Rebelo. Foi campeão da temporada de 1962, numa empolgante decisiva contra o Nacional, num jogo em que Lacinha, do Naça, foi expulso e substituído.

Nesse mesmo ano jogou pela Seleção do Amazonas, pelo Campeonato Brasileiro, contra os Territórios e o Maranhão.

Airton,  São Raimundo (1968)Aírton se entendia muito bem com o Thomaz que atuava quase sempre entre os zagueiros. Os dois faziam tabelas rápidas e, nos cruzamentos do ponteiro Horácio, sempre Aírton estava presente, saltando mais alto que os defenso-res, a despeito de sua mediana estatura. Era um exímio cabeceador. O Rio Negro marcou 46 gols no campeonato de 1963 e a dupla Aírton-Thomaz contribuiu com 20. Em 1964, Aírton recebeu boa proposta do São Raimun-do, na época presidido por Ismael Benigno. Na Colina passou a melhor fase de sua carreira, formando este ataque (de cinco) arrasador: Melo, Aírton, Santarém, Almir e Vadinho. Voltou a ser campeão em 1966 pelo seu novo time. Ficou no São Raimundo até o final do campeonato 
 
Em 1967 foi contratado pelo Olympico, que voltava ao futebol. Fez poucas partidas, mas o seu nome figura entre os campeões da temporada. O São Raimundo, porém, vivia na sua cabeça. Muito ligado ao grande goleador Santarém, não demorou em voltar ao ninho antigo. Jogou ainda as temporadas de 1968, 1969 e 1970, no São Raimundo. Em 1971, atravessou a rua e foi vestir a camisa do Sul América. Fez seis jogos pelo primeiro turno. O Sul América não conseguiu classificar-se para a fase final e ficou de fora do campeonato. Aírton decidiu parar ainda com idade que dava para jogar mais uns três anos. Vice-artilheiro do campeonato de 1964, pelo São Raimundo, com 12 gols. Seu companheiro Santarém ficou em primeiro, com 13. Na temporada de 1966, terceiro colocado na artilharia, com cinco gols. Em 1968, foi artilheiro, ainda pelo São Raimundo, com seis gols. A vida de Aírton foi ceifada de modo brutal. Ao cair da noite de um domingo, 07 de abril de 1996, após uma visita à residência de familiares, caminhava tranqüi-lo pela Estrada dos Franceses, quando foi apanhado violentamente, por trás, por um veículo conduzido por um irresponsável. Ainda chegou a ser levado para o Hospital Getúlio Vargas, mas sem chance alguma. Morreu três horas após o atropelamento.

10
fev

Os melhores que eu vi jogar

   Publicado por Carlos Zamith   em Cotidiano

Adair, Sálvio e OsakSempre me fazem à pergunta: quais os melhores jogadores que vi jogar no futebol de Manaus?

Tenho o cuidado de dividir a pergunta em três etapas, porque comecei a freqüentar os campos de futebol, no Parque ou no Luso e ainda no Bosque, desde os anos 30, claro que acompanhado de meu pai, um português apaixonado pela União Esportiva Portuguesa, cuja sede  Avenida Joaquim Nabuco foi vendida sem autorização dos seus sócios proprietários.

Na foto ao lado, Adair, Sálvio e Osak Soares na Seleção do Amazonas de 1938.

Na primeira edição do Livro “Baú Velho”, lançado em 1999, página 231, está a minha opinião que transcrevo abaixo:

GOLEIRO: Charuto, Limongi, Sandoval, Jorge Baleia, Clovis e Marialvo.

ZAGUEIRO DIREITO : Amâncio, Tuta, Jofre Costa Novo e Darcy.

ZAGUEIRO CENTRAL: Marcilio, Aurélio, Gatinho, Jaime Rebelo e Kleber Brito (RN).

QUARTO ZAGUEIRO: Pedro Sena, Hildebrando, Edison Souza, Sula e João Tavares.

MEIO DE CAMPO: Rabito, Osak Soares, Adair Marques, Sidinho, Juvenil, Beleleu, Zamundo, Dermilson e Rolinha.

PONTA DIREITO: Dico, Oliveira, Tucupi, Pratinha e Hugo.

CENTRO AVANTE: Vidinho, Paulo Onety, Marcos Gonçalves, Sálvio Miranda Corrêa, Santarém, Edson Piola e Jason.

PONTA ESQUERDA: Marcolino, Lé, Raspada, Pinhegas, Vadinho, Pepeta e Reis.

Observação: a apreciação foi feita no antigo sistema 4-2-4, cujos ponteiros  jogavam abertos.

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