29
jul

Estádio Flaviano Limongi

 Publicado por Carlyle em Cotidiano

O estádio construído no Conjunto Oswaldo Frota, na Zona Norte, que foi erguido para receber partidas de futebol comunitário e também deve ser usado como centro de treinamento das seleções Olímpicas de futebol, receberá o nome de Flaviano Limongi. O campo da Zona Norte de Manaus é uma das opções da Sejel para ser Centro de Treinamento, ao lado de Colina, Zamith e Sesi.

Parabéns Governador e Prefeito.

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A família de Carlos Zamith de Oliveira convida os demais parentes e amigos para a missa de dois anos de saudade que será celebrada, hoje, nesta segunda-feira, 27 de julho, às 18h30, na Paróquia Nossa Senhora Aparecida, situada na rua Alexandre Amorim, 341, no bairro da Aparecida –Manaus/AM.

A família antecipadamente agradece o comparecimento de todos.

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26
jul

A garra de Mário Torres

 Publicado por Carlyle em Astros do futebol, Fast

Ele não chegou a ser um craque no termo exato da palavra, mesmo porque na sua época talvez nem existisse a palavra "craque de futebol", mas foi um jogador dedicado, responsável, cheio de muita garra e que quando vestia a camisa do seu clube, entrava em campo com a determinação de dar tudo de si, até o sangue se preciso fosse, para ter a certeza de missão cumprida. Mário Torres foi assim em defesa da camisa do Fast Clube, o então "Rolo Compressor", em outras épocas temido pelos adversários por ser um time que jogava duro.

Ele não chegou a defender a seleção amazonense, porque teve poucas chances no primeiro time do Fast e, ademais, sua postura de jogador de futebol no puro amadorismo, identificava-se perfeitamente com o time de aspirantes do tricolor. Sua Figura era logo reconhecida quando o Fast entrava em campo, no Parque ou no Luso, jogando a partida preliminar.

Debaixo de sol forte, aquele centro-médio, hoje é quarto-zagueiro, de feição rosada, cabelos grisalhos, com uniforme bem arrumadinho, sem dispensar a tornezeleira por fora dos meiões, estava no seu posto comandando a equipe. Ajudou a muitos novatos a subir ao primeiro time, sendo eles, Aurélio (irmão de Marcílio) que chegou a jogar na seleção do Paraná; Fernandinho, de Aparecida; Carlito, ponteiro-esquerdo, hoje motorista da Prefeitura; o goleiro Raul, que depois foi titular quase 20 anos; o zagueiro Heitor, considerado um dos mais violentos do nosso futebol, que só perdia para o Curerêu e um monte de outros jovens que fizeram carreira no quadro de aspirantes fastiano.

Mário Torres está doente. Recentemente ele, Paulo Onety, José Belo e o Jorge de Matos (Russo) que trabalha no mercadão, foram dedicadíssimos durante a fase de sofrimento do antigo lateral Mariozinho que passou seus últimos momentos na Santa Casa de Misericórdia.

Em tratamento no Cecon, Mário Torres recebe a visita de seus familiares e pouco são os antigos colegas de futebol que ali aparecem para levar uma palavra de conforto. Temos certeza, no entanto, que o velho Mário Torres, como aconteceu de outra vez, deixará brevemente aquele hospital para a costumeira visita a este colunista, como sempre fazia nos finais de semana, carregando sua inseparável pasta executiva Presidente.

REGISTRO

  • Hoje é o Dia dos Avós ou Dia da Vovó, celebrado em homenagem à Santa Ana e São Joaquim, os avós de Jesus Cristo, considerados os padroeiros de todos os avós pela Igreja Católica.
  • Transmito minhas parabenizações pelo seu aniversário transcorrido ontem, à senhora Cleide Bessa Sena, digna esposa do vereador Raimundo Sena, e aos leitores Alberto Lima, o popular Sula, antigo jogador do Sul América e Nacional, que aumenta idade hoje; à Madalena Pinto, do IMPAS (ManausMed) e ao prezado Danilo Paladino, que apagaram velas no meio da semana.
  • Também ontem foi o Dia Nacional do Escritor, que você siga pontuando nossa imaginação com sabedoria e amor.

Este Baú Velho foi publicado originalmente no jornal À Crítica, no dia 26 de julho de 1987.
Mário Torres veio a falecer em 1987, após esta publicação. Sempre falava do Fast e lamentava a mudança do padrão do equipamento original.

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19
jul

Barés no basquete

 Publicado por Carlyle em Clubes extintos, Rio Negro

Faz algum tempo que esta coluna não focaliza o esporte de quadra de nossa cidade. E que, embora bem divulgado o basquetebol ou volibol eram um tanto esquecidos pelos coleguinhas fotógrafos, mas há que se destacar um punhado de bons atletas do basquetebol nas décadas de 1940, quando o Tíjuca andava na crista da onda com os Orofinos, Limongi, Alberi, Júlio Bode, os irmãos Menezes, Armando, Aderbal e Tude ou o Wilson Cunha mais conhecido como Purrupita.

Na década de 60, o Rio Negro tinha um bom time de basquetebol, destacando-se Tical, Pavão, Totonho, Alvaro, Hugo, Arinos e outros que merecidamente conquistaram o título de 1960 num movimentado campeonato ainda sob a orientação da FADA.

E é sobre a decisão desse certame que vamos rememorar hoje. Jogo decisivo disputado na quadra Francisco Guimarães, do Rio Negro, reunindo o dono da casa e a equipe do Atlético Barés Clube. Peleja equilibrada, escore apertado:

— Rio Negro 66 x Barés 65

Resultado que valorizou sobremaneira a conquista rionegrina. O Barés ficou com o vice-campeonato e, pela boa campanha durante a competição, seus atletas mereceram elogios dos dirigentes da entidade, na ocasião em que foram proclamados vice.

UM POR UM

A foto acima é da equipe do Barés, momentos antes do jogo decisivo com o Rio Negro que jogava na sua própria quadra.

Fernando – Está em pé, mais conhecido por Bucu que atuou como técnico. Quando jogador era especialista nos arremessos a longa distância. Entretanto, um tanto explosivo e isso lhe ocasionou vários problemas disciplinares. Na decisiva trabalhou como técnico porque fora suspenso no jogo anterior com o mesmo Rio Negro. Bacu faleceu ano passado aqui mesmo em Manaus;

Ribamar – Jogou também pela SAGA, de Aparecida. Reside em Belém servindo à Aeronáutica como sargento;

Valverde – Veio de Boa Vista para o basquetebol amazonense. Terminou seus estudos em nossa capital. Jogava pelo Barés, de Roraima quando se transferiu para o Bancrevea. Depois jogou pelo Rio Negro, Nacional e finalmente, Barés. Juntamente com Heraldo, Roberto Gesta e Jaime Redher, fundaram a Federação de Basquetebol do Amazonas. Valverde é professor de Educação Física da Escola Técnica;

João Akel – Jogou pelo América e depois Barés. Era funcionário do IBC. Transferiu-se para o Rio de Janeiro e lá reside;

Rui Poças – Está agachado. Este era craque, com absoluto domínio de bola, sobrinho do antigo advogado, Milton Assensi. Morreu ainda jovem, vítima de um acidente automobilístico;

Rui Magriça – Era também conhecido como "Mandrak Amazonense". Bom cestinha como levava a sério a disputa. Exibia-se muito para o público quando as quadras lotavam. Jogou em vários clubes, tais como, Nacional, Olímpico, Rio Negro, Tijuca, Fast, América e Auto Esporte. É bancário aposentado, depois foi trabalhar numa firma de processamento de dados;

Heraldo Costa – Era conhecido como "Jeep Amazonense" em virtude da velocidade que imprimia nos jogos. Foi um dos bons cestinhas da década de 1960. Jogou no Olímpico, Tijuca, Fast, América, Auto Esporte, Náutico de Fortaleza e no América, do Rio. Foi presidente da Federação de Basquetebol em duas gestões e técnico campeão do Norte-Nordeste. É despachante aposentado e atua presentemente como funcionário do CEAM.

RETIFICANDO

Através do meu amigo Dr. Francisco Marinho, fiquei sabendo que o antigo craque Adair Marques (77 anos), das décadas de 1930 e ’40 como defensor do Rio Negro e Olímpico, reside em Belo Horizonte, sempre ler o BAU. E fiquei sabendo, ainda, que o Olímpico não nasceu de uma ala descontente do Rio Negro, mas de um time de funcionários da firma J. G. Araújo.

Adair revela que foi no campinho do banho dos turcos na Chapada, onde a turma se reunia e jogava memoráveis peladas, interrompidas por refrescantes mergulhos no igarapé, daí que surgiu a ideia de fundar um time de futebol. Primeiro Albatroz que depois virou Olímpico.

REGISTRO

No conturbado futebol brasileiro, os cartolas da CBF e das Federações nem se lembram que hoje, 19 de julho, é o "Dia Nacional do Futebol". E também, hoje, o "Dia da Caridade".

Recebi do leitor Aderbal Lopes Gouveia, Conj. D. Pedro, uma sugestão bem válida e que na medida do possível vou reservar um cantinho no Baú para dar detalhes sobre as ruas de Manaus.


Este Baú Velho foi publicado originalmente no jornal À Crítica, em 19 de julho de 1987.

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18
jul

General Osório de 1938

 Publicado por Carlyle em Clubes extintos

Há muito estava querendo atender a um leitor que sempre me escrevia solicitando a publicação de uma foto do time do General Osório disputante de alguns campeonatos oficiais do futebol local. Andei procurando antigos jogadores dessa equipe, conversei com o Joãozinho, que foi seu centromédio e também Comissário de Polícia, me virei por todos os lados, mas tudo em vão. E foi aí que surgiu o meu amigo Dudu, proprietário de uma rêde de drogarias — Mundo das Drogas — e que na sua mocidade jogou de zagueiro juvenil do Naça, que me acenou na hora certa com essa foto para atender ao exigente e impaciente leitor que volta e meia estava cobrando a publicação.

Mandou com uma recomendação severa:

— Zamith, quero-a de volta, por ser uma foto inédita.

Tudo bem! Aí está a foto inédita que trás o time do General Osório, formado por jogadores que na época estavam servindo ao Exército no antigo 27º Batalhão de Caçadores, que funcionava onde hoje está hoje o Colégio Militar.

A formação é de 1938. O General Osório, por iniciativa de alguns militares graduados, principalmente do então tenente Waldir Martins (morador da rua Coronel Salgado, na Aparecida) disputou dois campeonatos oficiais. E era fácil armar um bom time. Os jogadores de futebol convocados anualmente para servirem à Pátria, eram conversados e as vezes até obrigados a defenderem o time do Exército em troca de algumas regalias, como folgas para os treinos, isenção de longas e cansativas marchas, licença para namorar e por aí afora. E foi assim que o time do General Osório chegou a cumprir dois bons campeonatos e revelando, principalmente, um goleiro que se tornou ídolo da garotada residente nas imediações do antigo 27º B.C.

UM POR UM

Lé – Ponteiro esquerdo que brilhou no Rio Negro e encerrou sua carreira no Nacional no final da década de 40;

Lauro Chibé – Jogou na União Esportiva. Morava em Aparecida e era especialista em confecção de Bumbas. Ele preparou o Boi Coringa em 45, o único Bumbá que fazia xixi. Lauro, hoje beirando os 80 anos, está firme como se fosse ainda o jovem de anos passados;

Nestor Nascimento – Jogou no Tijuca, Olimpico, Fast e em vida era funcionário da Prefeitura;

Camelo – Jogador que veio de Itacoatiara e por aqui ficou pouco tempo;

Régua – era cabo do Exército na época. Jogador muito arisco. Residia na Miranda Leão e depois foi para o Acre;

Bethovem – Goleiro que veio do interior para servir ao Exército. Era de uma colocação admirável. Chegou a jogar pela União Esportiva e seu nome andava na boca da garotada;

Hidelfonso Pinheiro – Zagueiro, jogou no Rio Negro e Independência. Ex-policial, já falecido;

Mário Miranda – Era sargento e jogou com destaque no Rio Negro;

Mário Ramos – Ponteiro que pela rapidez ganhou alguma fama. Foi funcionário do Deram e irmão do saudoso farmacêutico Aluísio Ramos;

Achão – Era sargento, também falecido;

Ciro – Médio que jogou no Fast, Rio Negro e São Raimundo. Pai do ex-ponteiro Melo, que jogou pelo São Raimundo na década de 70. Ciro ainda hoje é lembrado como um dos mais perfeitos na posição;

Gerson Montenegro – Nascido em Itacoatiara e por aqui chegou a jogar ainda pelo Fast Clube.

REGISTRO

Nesta terça-feira, 21 de abril de 1987, está completando 68 anos o antigo craque do Rio Negro e Fast, Raimundo Garcia de Morais, o popular Dog, odontólogo aposentado pelo Ministério da Saú-de, Grau 33 da Grande Loja Maçônica Oriente do Brasil e que ainda foi campeão em 47 pelo Olímpico. E o meu afetuoso abraço ao meu caçula Carlson, que também apaga velinhas neste dia 21 e que lá em São Paulo, com a ajuda das jovens Rosely, Rossicley, Rossicleide e da dra. Soledad do Hospital das Clínicas, estão dando àquela força, a ele e minha esposa que o acompanha, para franca recuperação. Um abraço ao Dog e ao meu filho Carlson.


Este Baú Velho foi publicado originalmente no jornal À Crítica, no dia 19 de abril de 1987.
Fotografia restaurada e colorizada por Carlyle.

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7
jun

Brasileiro de 1946

 Publicado por Carlyle em Seleção do Amazonas

Até a década de 50 o futebol amazonense viveu grandes momentos por ocasião das disputas do Campeonato Brasileiro, reunindo as seleções dos Territórios e dos Estados. A grande expectativa do amazonense sempre foi o jogo contra o Pará, nosso eterno rival. O Parque Amazonense, com capacidade para 3 ou 4 mil pagantes, era o palco desses acontecimentos que movimentavam a então pacata cidade de Manaus. A disputa começava às 16 horas, mas muito cedo, logo depois do almoço, grande número de torcedores tomava o caminho do estádio no afã de conseguir melhor localização para assistir ao espetáculo. As torcidas tinham seus gritos de guerra. A do Amazonas era Jacaré, enquanto lá em Belém, a resposta vinha com Jaraqui. Tudo era num clima mais ou menos pacífico, sem violência.

No Campeonato Brasileiro de 1946, quando ainda se praticava o amadorismo, a entidade local, FADA, escolheu o técnico Luís Comitante que trabalhava no Nacional para dirigir nossa seleção. Houve de saída um problema, mas logo sanado pelos dirigentes da Federação. É que Comitante, de nacionalidade uruguaia, estava há pouco tempo e Manaus e não portava diploma, uma exigência da então Confederação Brasileira de Desportos que se cumpria à risca. A solução, no entanto, foi encontrada com a adesão do professor de educação física, o rionegrino Waldir Oliveira, que “assumiu” a condição de treinador, enquanto o uruguaio passava a condição de auxiliar.

Os jogadores foram convocados pela Comissão: os goleiros Mota, do Nacional e Flaviano Limongi, do Tijuca; zagueiros: Darci, Marcilio, do Rio Negro; Aurélio e Canhão, do Fast Clube; médios: Valdemir Osório e Dog, do Rio Negro; Salum Omar, do Olympico; Lupercio, Pedro Sena e Mariozinho, do Nacional, d Raimundo Rebelo e Oliveira, do Rio Negro; atacantes Raspada e Paulo Onety, do Nacional; Raimundo Rebelo e Oliveira, do Rio Negro; Sidinho, do Olympico; Cabral e Mário Orofino, do Tijuca. Dos que foram chamados, alguns “importados”, tais como o goleiro Mota, cearense de nascimento, Omar e Sidinho, que pertenceram ao Santa Cruz, de Recife

Depois de passar fácil pela representação do Guaporé, com duas goleadas, de  5×0 e 9×0, neste jogo com grande destaque para o comandante nacionalino Paulo Onety que marcou oito gols, a CBD, diferente dos anos anteriores, quando o primeiro jogo sempre era em Manaus, inverteu a ordem. O primeiro em Belém e o segundo em Manaus. A seleção do Amazonas viajou com certo otimismo, mas a esperança mesmo era vencer o jogo de volta e sair para vencer, também, a prorrogação imediatamente a prorrogação aquii em Manaus.

Em Belém, no dia 22 de setembro de 1946, no campo do Clube do Remo, com o paraense Alberto da Gama Malcher no apito e debaixo de muita chuva, o Amazonas perdeu por 3×0, após 2×0 no primeiro tempo, gols de Helio, aos 34 e 36 minutos. No tempo final, outro gol do Pará aos 43 minutos, através de meia Teixeirinha. O Amazonas teve um gol de Raspada invalidado pelo árbitro sob a alegação de impedimento.

AMAZONAS: Limongi, Darcy e Aurélio; Lupercio, Salum Omar e Dog; Cabral, Mário Orofino, Paulo Onety, Sidinho e Raspada.

PARÁ: Dodó, Bereco e Expedito; Biroba, Manuel Pedro e Vicente; Dilermando, Arquimedes, Hélio, Teixeirinha e Boró.

O jogo de volta, a grande esperança do Amazonas em se classificar e continuar na competição, foi no dia 6 de outubro de 1946, no Parque. O árbitro era o amazonense e então Tenente do Exército, Waldir Martins, muito ligado ao Olympico Clube. O time amazonense apareceu com algumas alterações: Marcilio no lugar do paraense Darcy formando a zaga com seu irmão mais novo, Aurélio; Pedro Sena entrou no posto do paulista e Salum Omar e Raimundo Rebelo ocupou a posição do pernambucano Sidinho.

Logo no primeiro tempo, Paulo Onety, em grande forma, inaugurou o marcador para o Amazonas, mas a alegria durou pouco pois o arisco ponteiro Boró, igualou a contagem. No segundo tempo, o Amazonas voltou disposto a venceu e o ponteiro Cabral, para o delírio da grande massa que lotava as dependências do Parque, marcou o gol da vitória. Poucos minutos de descanso, e debaixo de muito nervosismo, começou a prorrogação. O Amazonas logo marcou através do zagueiro Marcilio, que machucado, fazia número na ponta esquerda. Veio porém, a tristeza, Hélio e Boró, com gols relâmpagos, liquidaram com as pretensões dos locais. O Amazonas estava desclassificado. A torcida cabisbaixa, deixava o velho estádio da antiga Linha Circular silenciosa, totalmente abatida.


PARA RECORDAR

No dia 30 de maio de 1965, jogando amistoso em Manaus, no Parque Amazonense, o São Paulo goleou o Rio Negro por 7×0, com arbitragem de Manuel Luís Bastos. Gols de Marco Antônio 3, Prado 2, Ifraim e Paulo Valentim.

SÃO PAULO: Suli (Raul), Osvaldo Cunha, Penachio, Jurandir (Ademir) e Tenente; Nenê (Serafim) e Valter (Vadinho); Marco Antônio, Prado (Ifaim), Paulo Valentim (Pagão) e Da Silva.

RIO NEGRO: Pedro Brasil (Marck Clark), Valdér, Zequinha Piola, Catita e Damasceno; Nonato (Santana) e Antero (Joãozinho); Tapioca, Tomaz, Cândido (Torrado) e Horácio (Sabá Burro Preto).

Matéria publicada originalmente na coluna Baú Velho, em 26 de outubro de 1997.

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22
mai

Filme “Amazonas, o jogo da bola”

 Publicado por Carlyle em Cotidiano

Estive nesta quinta-feira (21), na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), participando da solenidade de lançamento do filme “Amazonas, o Jogo da Bola” (80min), primeiro longa-metragem de futebol no Estado do Amazonas, sob a direção de Chicão Fill. O filme narra através de historiadores, torcedores e personalidades do futebol, os primórdios do nosso futebol até o momento contemporâneo com a construção da Arena da Amazônia. O documentário também será exibido no Cinefoot, no Rio de Janeiro, único festival da América Latina dedicado à promoção e exibição de filmes de futebol. A exibição será nesta segunda-feira (25/5), às 17h, no Espaço Itaú de Cinema, na praia de Botafogo.

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15
mai

Rio Negro no Campeonato Brasileiro de 1973

 Publicado por Carlyle em Rio Negro

O Campeonato Brasileiro de 1973, também chamado de “Copão”, teve a participação o Atlético Rio Negro Clube, pela primeira vez.

O time barriga-preta, enfrentou 28 adversários: América de Natal, Palmeiras, Portuguesa de Desportos, Santa Cruz, Vitória, Atlético Mineiro, Desportiva-ES, Goiás, Comercial – CG, Vasco da Gama, Atlético-PR, Ceará Náutico, Grêmio, Sergipe, Santos, Olaria, Clube do Remo, Tiradentes, Flamengo, Bahia, CRB, Fortaleza, e Nacional, de Manaus, além de 4 jogos de volta.

A estréia foi contra o América, em Natal e um resultado de 0x0 até que animou a rapaziada do barriga-preta, mas logo depois uma derrota de 1×2, ante o poderoso time do Palmeiras, de São Paulo, com Leão, Eurico, Luís Pereira, Zeca, Ademir Daguia, Alfredo Mostarda, Leivinha, César Maluco e Edu. No terceiro compromisso, mais uma decepção: derrota frente à Portuguesa de Desportos, de Zecão, Pescuma, Calegari, Badeco, Xaxá, Cabinho e Tatá, por 1×3.

O Rio Negro contratou o goleiro Borrachinha: o zagueiro Zé Carlos falecido na cidade paulista de Ribeirão Preto; Denilson, que foi titular do Fluminense durante muitos anos; Silva Batuta, ex- Flamengo e Corinthians, centro avante artilheiro, já em final de carreira; os paraenses Osmar e Nilson; Almir Coutinho, lateral esquerdo vindo do Madureira, Rio e que havia jogado pelo Nacional, além dos cariocas Zé Cláudio e Dinho, este ex-Olimpico e Toninho Goiatuba, que veio com fama de artilheiro do futebol goiano

Depois dos dois insucessos, o Rio Negro reabilitou-se vencendo o Ceará, em Fortaleza, com um gol do paraense Nilson. Logo depois, já em Manaus, uma nova vitória por 1×0, ante o Náutico de Recife, gol do veterano Silva e mais um bom resultado, o empate com o Grêmio, de Porto Alegre, 1×1, no Vivaldo Lima. Um outro resultado positivo, no entanto, estava reservado para a torcida rionegrina, uma boa exibição ante o time do Sergipe.

A GRANDE GOLEADA

O jogo foi disputado no dia 18 de outubro de 1973, numa quarta-feira à noite. O árbitro, indicado pela CBF, era Rubens Paulis e o Rio Negro, com uma disposição impressionante, contando com o apoio de sua grande torcida, fez o que muita gente não esperava: aplicou uma sonora goleada de 5×0, contra um time que vinha com algumas credenciais, principalmente pelo fato da conquista de resultados positivos.

O escore foi aberto com meia hora de jogo, através de Silva, que no tempo final foi substituído pelo goiano Toninho. E foi o mesmo Toninho, que com dois minutos de jogo do segundo tempo, balançou a rede adversária por duas vezes. Aí tudo ficou fácil, com 3×0 no marcador em apenas sete minutos de jogo. O resto era só uma questão de tempo. O paraense Nilson provou sua condição de goleador. E aos 15, marcou o quarto e aos 31 completou a goleada de 5×0.

RIO NEGRO jogou com Borrachinha, Pedro Hamilton – falecido em consequência de um corte no braço esquerdo com linha de cerol de papagaio, Zé Carlos, Biluca e Almir Coutinho; Zezinho e Rolinha depois Zé Cláudio; Jorge Cuíca, Nilson, Silva depois Toninho Goiatuba e Zé Cláudio, depois Jeová.

Dessa formação, apenas Rolinha, amazonense de nascimento, vive em Manaus. O outro amazonense, Zezinho, está trabalhando em Rondônia, como treinador.

SERGIPE jogou com Careca, Santana, Raimundo, João Carlos e Casca; Osmário (Rubens) e Petronilo; Paranhos, Marcilio, Cipó (Merrinho) e Leal.

RIO NEGRO CONTRA O SANTOS

A euforia do bando barriga-preta não terminou com essa goleada frente ao Sergipe. O Santos, de Cejas, Brecha, Cláudio Adão, Edu, Eusébio, Hermes e Mazinho, veio a Manaus para saldar o compromisso da tabela. Esbarrou com o time voluntarioso. O Rio Negro saiu na frente com um gol de Nilson, no primeiro tempo, mas aos 23, do período final, Brecha empatou para os santistas, resultado que perdurou até o final do jogo

Aconteceu no dia 28 de outubro de 1973, no Vivaldo Lima. O árbitro designado pela CBD era Arnaldo César Coelho. O Rio Negro marcou primeiro, gol do paraense Nilson aos 29, da fase inicial. O Santos empatou aos 23 do tempo final, através de Brecha.

RIO NEGRO: Borrachinha, Pedro Hamilton, Zé Carlos, Biluca e Almir; Denilson e Zezinho; Jorge Cuica, Nilson, Silva Batuta (Toninho Goiatuba) e Rolinha (Zé Cláudio). Desse time, os prata da casa eram Zezinho e Rolinha.

SANTOS: Cejas, Hermes, Vicente, Roberto e Zé Carlos; Léo e Brecha; Mazinho, Cláudio Adão, Nenê (Eusébio) e Edu (Ferreira.)

Nos demais jogos, o Rio Negro acumulou alguns resultados negativos e ao final da competição dos 28 jogos foram sete vitórias, dez empates e onze derrotas. Houve equilíbrio entre defesa e ataque. Sofreu 21 gols e marcou 20. Em todo o campeonato, além dos jogadores da foto e os já citados, o Rio Negro utilizou ainda, Antônio Piola, Zequinha Piola, Zezinho, Ivo, Orange, Casemiro, Mário Vieira, Laércio, Paulo pernambucano, Osmar e Ferreira.

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9
abr

LIBERMORRO Esporte Clube

 Publicado por Carlyle em Libermorro

Libermorro Futebol Clube é uma agremiação poliesportiva da cidade de Manaus/AM que não teve conquistas nem campanhas brilhantes, mas, se tornou um clube simpático no meio dos desportistas. Eram onze amigos que depois de serem barrados no campo do Olaria, para onde tinham ido jogar uma pelada, decidiram fundar seu próprio clube de futebol para rivalizar com aqueles que impediram utilizar o espaço.

O nome da nova agremiação foi fácil: LIBERMORRO. Uma composição do nome do bairro Morro da Liberdade. Seu mascote é o Tigre e suas cores são verde e branco, com sede na rua São Pedro, 141.

A fundação ocorreu no dia 7 de dezembro de 1947 e os jovens que assinaram a ata foram: João Pereira Beira-Mar, Pedro Pereira Beira-Mar, João Santos, Sátiro Machado, João Francisco de Oliveira, Raimundo Nonato da Cunha, Francisco Rodrigues ou Chico Fotógrafo, João Grande, Diamantino dos Santos e Alcemir Oliveira, contando ainda com a colaboração de João Franco de Oliveira, um dos grandes incentivadores e praticamente o autor do primeiro estatuto do clube.

O Libermorro disputou inicialmente o campeonato de amadores, chegou a ser vice em três oportunidades e, no último vice-campeonato, decisão com o Olaria, seu mais ferrenho adversário, o zagueiro Ricardo Miranda e o goleiro Dacy entregaram o jogo. Eram os comentários da época. O próprio Raimundo Nonato da Cunha, um dos fundadores, confessou mais tarde, que comprou os dois jogadores por dois litros de Rum Bacardi, fato que nunca foi negado pelos dois atletas.

O Libermorro ingressou na divisão profissional em 1977, como “salva pátria”. É que só cinco clubes habilitaram-se para a disputa do campeonato: Nacional, Fast, América, São Raimundo e Sul América. O Rio Negro estava afastado por motivos financeiros, o Olímpico e a Rodoviária extinguiram seus times de futebol. O regulamento da entidade determinava que o campeonato só poderia ser disputado com o mínimo de seis clubes. E o Libermorro salvou a pátria.

PRIMEIRO JOGO PROFISSIONAL

O primeiro jogo do Libermorro como time profissional, aconteceu no dia 22 de maio de 1977, contra o Nacional que lhe aplicou a goleada de 7 a 0. Naquele tempo, Rio Negro e Rodoviária deixaram o campeonato, e na época existia uma lei desportiva que exigia que todo e qualquer campeonato oficial disputado no Brasil deveria ter no mínimo 6 participantes, e no momento só haviam 5 clubes. O Libermorro era o campeão amazonense amador de futebol e foi convidado pela Federação Amazonense de Futebol para disputar o estadual, o clube aceitou, se regularizou, mas no entanto o profissionalismo não deu bom resultado e acabou ficando em último lugar naquele ano sofrendo várias goleadas.

Na primeira partida histórica em 22 de maio de 1977, no Estádio Vivaldo Lima, assistido por 2.555 pagantes, o Nacional terminou o primeiro tempo vencendo por 3 a 0, sendo dois gols de Edinho e outro de Zezinho. No final mais quatro gols foram marcados, Dudu fez mais dois, Nilson e Aluisão completaram.

LIBERMORRO:  Fernando, Nailson, Piquito, Santos e Eugênio (Folhinha); Adamastor e Airton; França, Roberto Branco, Charuto e Izamor.

NACIONAL: Passini, Santana, Lindomar, Paulo Galvão e Oliveira; Stélio e Mário Geraldo; Dudu, Edinho (Aluisão), Zezinho e Nilton.

O árbitro era Raul Torbes, um sargento do Exército que estava servindo em Manaus e que atualmente reside na cidade de Vila Velha, Espírito Santo, foi quem apitou essa partida.

O CAMPEONATO DE 1983 FOI SUA MELHOR CAMPANHA

Em 1983, o Tigrão do Morro realizou sua melhor campanha na história do Amazonense. O ano foi marcado pela única vitória do Libermorro sobre o Nacional, por 2 a 1, em 9 de julho, no estádio da Colina. Os gols foram marcados por Erivelton e Freitas, do Nacional e Ronaldson para o Libermorro. No segundo turno, o Nacional venceu por 3×0 e, no quadrangular final, outra vitória do Nacional por 2×0. Mesmo assim, conseguiu se garantir entre os melhores no segundo turno. No somatório final, o ‘Lili’ ficou com o quinto lugar na classificação geral, que é a melhor posição obtida na história do Libermorro em um Estadual.

No ano seguinte, o Tigrão teria uma grata surpresa. Se o título do Estadual como um todo nunca foi obtido, o clube da Zona Sul viria a conquistar seu único Torneio Início na história. A receita do sucesso foi mesclar jogadores com mais experiência de fora do Estado e promessas locais. Venceu a final disputando com o Penarol, na cobrança de penalidades. Formava com Josué, Hilton, Melo, Beto e Cortez; Marivaldo, Souza e Erivelton; Terano, Chico Alves e Edmar.

O Libermorro disputou o campeonato profissional até 1989 e parou. Seu último jogo aconteceu no dia 9 de agosto desse mesmo ano, no Vivaldo Lima, contra o Rio Negro, para o qual perdeu por 1 a 0, gol de Ivanildo no primeiro tempo. O árbitro do jogo era Ademar Paz da Silva.

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Magistrado afirma que é um monte muito importante em sua carreira e esse reconhecimento é estimulante para o seu trabalho

O juiz titular da 8ª Vara Criminal, Carlos Zamith, recebeu na manhã desta sexta-feira, dia 27, a Medalha do Mérito Judiciário, pelos serviços prestados à Justiça do Amazonas. A outorga foi realizada na presidência do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), tendo em vista que o magistrado não pode estar presente na solenidade realizada em dezembro de 2014.

A presidente do TJAM, desembargadora Graça Figueiredo, ao laurear Zamith com a medalha, fez questão de ressaltar o seu desempenho à frente das varas pelas quais ele responde. "Esse é o reconhecimento do seu trabalho. Estou muito feliz de poder lhe entregar tal honraria. Que você continue desempenhando suas funções com honradez", disse.

Para Zamith, este é um momento muito importante em sua carreira. "Sinto que o meu trabalho foi reconhecido por essa honraria. É um estímulo para que eu continue desempenhando o meu papel. São 20 anos de tribunal e espero continuar exercendo a minha função com zelo e afinco. O reconhecimento é sempre bom e estimulante", declarou.

Ele lembrou, ainda, dos ensinamentos de seu pai e dedicou a medalha a ele. "Meu pai faleceu há 2 anos e eu sinto que nunca tive a oportunidade de agradecer como ele merecia ser agradecido, pelo legado que ele me deixou. Na última sexta-feira, dia 20, ele completou 2 anos de falecimento e recebendo essa medalha, gostaria imensamente que ele estive presente para dedicá-la a ele", finalizou.

Fonte: Portal do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas
Foto: Raimundo Valentim

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19
fev

AMÉRICA – O Time dos Sonhos do Amadeu

 Publicado por Carlyle em América

Terminado o campeonato de 1972, quando o nosso futebol já começava a dar sinais de declínio, com a ausência de público nos estádios, a imprensa local anunciava um jogo entre seleção de importados para enfrentar o campeão da cidade, o Nacional, com a manchete mais ou menos assim “O time dos Sonhos do Amadeu”.

Era um jogo caça-níqueis com o time formado por jogadores de outros centros e que estavam atuando no futebol amazonense. A promoção foi um fiasco na parte financeira, porque disputado pela parte da manhã, num dia de forte calor, o torcedor não compareceu ao velho estádio do Parque Amazonense, totalmente às moscas.

Era comum, a cada final de temporada, a realização da chamada “Prova de Fogo”, reunindo o time campeão e uma seleção formada pelos jogadores dos outros clubes, também um caça-níquel, com o objetivo de premiar os atletas campeões.

A renda era dividida entre os preliantes. Quer dizer, ganhavam os campeões e os não campeões. O “Time dos Sonhos do Amadeu”, porque nesse dia, além de orientar a equipe dos “importados”, foram utilizadas as camisas vermelhinhas do América Futebol Clube e ainda de quebra, o baixinho e bom jogador Ruy, na época considerado um dos melhores meios-de-campo do nosso futebol e o ponteiro Nildo, também na faixa dos melhores no nosso futebol.

O público não prestigiou a festa e por conseqüência a arrecadação foi ínfima. Na hora da divisão alguns trocados para cada jogador, a despeito dos bons valores que garbosamente vestiam a camisa rubra do sempre esforçado Amadeu Teixeira, só deram mesmo para o refrigerante. Tão decepcionante a arrecadação que nunca mais pensaram em outra realização do mesmo tipo, porque até os árbitros e auxiliares tiveram que se contentar com a metade das cotas ajustadas.

DE ONDE ERAM

  • TARCISO do Rio Negro, era zagueiro vindo do futebol paulista depois de boa passagem pelo Palmeiras, direto para o Nacional, estreando contra o Rio Negro em agosto de 1970. Depois de jogar pelo Rio Negro retornou ao futebol paulista. Até 1999 residia no interior de São Paulo e sem boa condição financeira;
  • DISSICA – não era importado. Formou no time para colaborar, pois o goleiro convidado (Carlos Henrique, do Rio Negro), não apareceu. Dissica era titular no São Raimundo. Atual presidente da FAF;
  • BRITO veio do futebol carioca para a Rodoviária. Um zagueiro de raça e boa categoria. Chegou a participar da seleção do Amazonas em 1970, na inauguração do “Vivaldo Lima” e depois foi embora;
  • ZÉ MARIA, quarto zagueiro que veio do futebol paraense para a Rodoviária. Terminando seu contrato, foi para o futebol de Rondônia;
  • VANDERLEY, lateral esquerdo contratado pelo Rio Negro. Daqui saiu direto para o Corinthians paulista onde atuou com relativo destaque, mas por pouco tempo;
  • RUY, sempre jogou pelo América. Veio do interior e por aqui ficou. Andou pisando em espinhos por muito tempo e sem qualquer condição, passando por maré muito baixa, numa humilde casa no bairro de São Francisco, até partir;
  • NILDO chegou a Manaus com credencial depois de passar pelo futebol cearense. Alistou-se no América e foi um dos bons valores no campeonato de 1972, embora já veterano. Ficou em Manaus, trabalhando como taxista. Faleceu aqui no final de 2004;
  • BEL da Rodoviária, meia-armador veio de Rondônia bom cartaz para defender o Nacional. Depois passou pelo São Raimundo e Rodoviária;
  • MARCOS PINTADO do Fast, veio do futebol pernambucano para o Rio Negro, mas não foi muito feliz. Andou por outros clubes de Manaus, inclusive Rodoviária;
  • AMIRALDO do América, foi grande cartaz no futebol de Santarém e aqui confirmou suas qualidades. Jogou no Sul América, São Raimundo e América. Ficou em Manaus trabalhando como construtor de obras;
  • ANÍZIO do Rio Negro, ponteiro esquerdo carioca que veio para o Rio Negro, para voltar após três temporadas em Manaus.

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18
jan

Ponte Benjamin Constant

 Publicado por Carlyle em Manaus Antiga

A Ponte Benjamin Constant é uma ponte centenária, localizada na Avenida 7 de Setembro, sobre o igarapé do Mestre Chico, no bairro da Cachoeirinha em Manaus. É um dos marcos históricos da cidade de Manaus, fazendo a ligação do centro da cidade com o bairro da Cachoeirinha.

O bairro da Cachoeirinha foi projetado em 1892, por iniciativa do governador Eduardo Ribeiro, visando aumentar a frota de bondes e reestruturar os serviços de saneamento, abrindo assim, novas áreas para expandir o perímetro urbano da cidade. Nesta época, o bairro era ligado ao Centro de Manaus por uma ponte de madeira que os moradores chamavam de Itacoatiara, localizada na avenida Sete de Setembro, no ponto em que o igarapé do Mestre Chico deságua no rio Negro.

Para viabilizar a chegada de linha de bonde ao bairro da Cachoeirinha, o governador Eduardo Ribeiro decidiu construir uma nova ponte em ferro e aço. Neste período, Manaus crescia com uma arquitetura totalmente inglesa a exemplo do Mercado Adolpho Lisboa. A ponte não fugiu à regra e é considerada uma das mais belas pontes do Brasil, sendo uma das mais imponentes de Manaus. Hoje é a famosa Ponte de Ferro Benjamin Constant, uma das referências históricas da cidade de Manaus.

A nova ponte foi construída no período de 1892 a 1895, com todas as peças importadas da Inglaterra e sob a supervisão do engenheiro Frank Hirst Hebblethwaite. Sua inauguração ocorreu em 1895, no mesmo ano em que eram inaugurados os serviços de bondes elétricos, o segundo do país. Ela possui dois vãos de vinte metros, distribuídos em 161 metros de comprimento por 10,50 de largura, sua estrutura metálica foi feita na fábrica Dorman Long & Company Limited, na Inglaterra.

A ponte tem o nome de Benjamim Constant, muito embora pela Lei nº 1477, de 16 de abril de 1928, foi alterada para Antônio Bittencourt, mas até hoje é conhecida pela sua denominação original. Recebeu por seus moradores próximos diversos nomes: Ponte da Cachoeirinha, Terceira Ponte, Ponte Metálica e a mais popular que é Ponte de Ferro.

Créditos das Fotos: Carlos Zamith (Baú Velho), Jornal do Commércio, Paulo Pereira, família JG Araújo, George Huebner & Amaral, Arthuro Lucciani.

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14
dez

Praça General Osório

 Publicado por Carlyle em Manaus Antiga

Nos primeiros anos da minha vida, eu e minha família, morávamos na rua Luiz Antony, 223, próximo do 29º Batalhão de Caçadores, mais tarde Colégio Militar. Bem muito antes, aquilo tudo era o jardim da Praça General Osorio, depois virou campo de futebol, o Estádio General Osório (1938), lugar onde eram realizados os Festivais Folclóricos, idealizados pelo jornalista Bianor Garcia.

Hoje, ainda ha mangueiras remanescentes naquele trecho, mas que vem perdendo lentamente, as suas áreas verdes tão exuberantes como nas fotos abaixo, onde se destacava o coreto central. Esse coreto foi construído em 1913, na gestão do Superintendente Municipal Jorge de Moraes, considerado o Prefeito na época, mas demolido em 1938, por ordem do Interventor Federal Álvaro Maia para agradar aos milicianos.

Em 1937, o Município concedeu a Praça General Osório ao comando da Guarnição Federal e do 29º Batalhão de Caçadores para a instalação de um estádio destinado à prática de educação física. Esse parque de exercícios, denominado Estádio General Osório, foi inaugurado em 1938 e servia tanto aos militares quanto ao público em geral.

Em 1971, o prefeito Paulo Pinto Nery, concedeu, definitivamente, o terreno do Estádio General Osório ao Ministério do Exército para que ali o Comando Militar da Amazônia instalasse o Colégio Militar de Manaus – CMM. O Colégio Militar de Manaus (CMM) foi inaugurado pelo saudoso coronel Jorge Teixeira. A partir daí, a área foi cercada e tornou-se de uso exclusivo às atividades do CMM, o que decretava o fim da Praça General Osório.

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Conheça a biografia das pessoas que foram homenageadas com nomes de estádios na capital

Manaus – Ao andar pelas ruas de Manaus, você já deve ter se deparado com centros esportivos com nomes como os de Vivaldo Lima, Ismael Benigno e Carlos Zamith, mas você sabe quem são estas figuras e por que deram nomes a estádios na capital amazonense? O PortalD24AM pesquisou a história destas personalidades e mostra por que eles foram homenageados ‘batizando’ os três principais estádios de Manaus.

Lembrado como uma das maiores figuras do futebol no Amazonas, o médico, advogado e sóciofundador do Nacional Fast Clube, Vivaldo Palma Lima, deu nome ao estádio que passou a funcionar em 1970, em Manaus, e, até hoje, após sua demolição, é considerado um monumento clássico pelos entusiastas do futebol local.

Fanático por futebol e torcedor do Nacional, Vivaldo Lima também se destacou na política, sendo eleito deputado federal, em 1947. Ao lado de Plínio Ramos Coelho, foi o primeiro a propor a construção de um estádio de grande porte na capital amazonense.

Apesar da iniciativa de Vivaldo, o lançamento da pedra filosofal do estádio só veio em 1955, quando Coelho foi eleito governador.

A obra ficou parada por cerca de nove anos e só foi retomada em 1964, já no governo de Arthur Cézar Ferreira, que contratou o arquiteto Severiano Porto e deu a ele a missão de construir o “maior e mais bonito estádio da região”.

Vivaldo Lima morreu em 1949, aos 72 anos, duas décadas antes da inauguração oficial do estádio com o qual sonhava.

De Colina à Ismael Benigno

Inaugurado em 1961, com o nome de Estádio Gilberto Mestrinho, foi apenas em 1977, após sua primeira grande reforma, que a famosa ‘Colina’ passou a se chamar Estádio Ismael Benigno, homenageando aquele que é conhecido como o maior benfeitor do São Raimundo Esporte Clube, do qual foi fundador, e “o mais querido filho” do bairro de mesmo nome, localizado na zona oeste de Manaus.

Para a família de Benigno, toda nascida no bairro de São Raimundo, sempre foi motivo de orgulho ser reconhecida pelos méritos que, segundo o neto, também chamado Ismael Benigno, são todos do avô.

“Numa época em que a crônica esportiva e o rádio andavam ao lado do futebol, ele se dividia entre a rádio Difusora e o clube. Seu Ismael foi o responsável direto por cada uma das fases de construção do estádio. Como o esforço era quase pessoal, a obra era inaugurada em etapas: primeiro o campo, depois os muros, as arquibancadas e assim por diante. Cada etapa era inaugurada com festa”, relembrou.

Ismael Neto contou que, hoje, 36 anos após a morte de ‘Seu Ismael’, seu avô ainda é querido e lembrado no bairro.

“Tenho o orgulho de ter sido um dos poucos clientes do Jokka Loureiro, dono de uma famosa peixaria da região, a ter recebido permissão para ficar no restaurante após o horário de funcionamento”, brincou.

“No dia em que nos conhecemos, eu disse meu nome ao Jokka e, como resultado, ganhei uma taça de presente, além de poder ouvir, mais uma vez, sobre como meu avô é querido até hoje”.

Ismael Benigno foi vereador, deputado estadual e nomeado Prefeito de Manaus, em 1958, pelo então governador Plínio Ramos Coelho. A vida política o iniciou na prática de atender a população carente em sua própria residência.

“Ele foi político querido, o que é algo raríssimo hoje em dia. Mesmo depois de deixar a vida pública, uma romaria se aglomerava na porta de sua casa, diariamente, atrás de mantimentos, fraldas, remédios, roupas e todo tipo de ajuda. A mesa de jantar da família estava sempre cheia dessas coisas”, declarou Neto.

Após sua morte, em 1978, a diretoria do São Raimundo decidiu homenagear Ismael dando à Colina o nome de Estádio Ismael Benigno. No ano seguinte à morte de Benigno, a vereadora Josefa Vasquez deu o nome de Praça Ismael ao logradouro em frente à igreja de São Raimundo Nonato, em Manaus.

‘Enciclopédia’ batiza estádio feito para Copa

O terceiro e mais recente nome a ser lembrado é o do jornalista Carlos Zamith, conhecido no Amazonas pela coluna esportiva ‘Baú Velho’, que mais tarde deu origem ao livro de mesmo nome.

Com a escolha de Manaus como uma das cidades-sede da Copa do Mundo 2014, o então governador do Estado, Omar Aziz, determinou que o novo Campo Oficial de Treinamento (COT), construído no Coroado e inaugurado seis meses atrás, recebesse o nome do cronista esportivo, falecido, em julho de 2013, aos 87 anos.

Autor de três livros – Baú Velho (1999), Histórico das 42 Decisões do Campeonato Profissional 1964 a 2005 (2006) e Baú Velho 2ª Edição (2007) – Zamith é considerado o maior pesquisador da história do futebol do Estado e passou a ser chamado de ‘enciclopédia do futebol amazonense’ devido à extensa coleção de dados registrados a punho em cadernetas, como datas de jogos, formação das equipes, minutos dos gols e arbitragem.

Após a morte do jornalista, seu filho Carlyle Zamith manteve o acervo do pai preservado e continua a divulgar a obra de Carlos Zamith na versão online do Baú Velho, criado pelo próprio jornalista ainda em vida, onde posta dados históricos e notícias atuais relacionadas ao futebol local.

Apesar de não ter recebido nenhuma seleção durante o mundial, o Estádio Municipal Carlos Zamith, com capacidade para 5 mil torcedores e um custo de R$ 15 milhões, é considerado um legado da Copa e tem sido usado com frequência em jogos de torneios do futebol local, como os campeonatos amazonense infantil, juvenil, feminino e Série B do masculino.

Por Sarah Lyra surrupiada do Jornal D24am

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4
dez

O filho do Báu

 Publicado por Carlyle em Cotidiano

Ontem (03) foi dia de entrevista na rádio Em Tempo com o analista de sistema e funcionário público Carlyle Zamith, filho do saudoso jornalista Carlos Zamith.  O programa Liga Em Tempo trouxe momentos de recordações do grande jornalista esportivo e apaixonado pelo futebol amazonense.

Carlyle Zamith falou do livro Baú Velho, material que retrata a história das decisões, dos jogadores, de quando o futebol amazonense deixou de ser amador para ser profissional e muitos outros fatos importantes. Em 2008, para acompanhar a modernização, foi criado o site Baú Velho em que continuou sendo tratado sobre o futebol, mas que também conta com um pouco da história da cidade de Manaus. O site continua sendo atualizado agora por Carlyle, que está dando continuidade à obra de seu pai.

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Nesta quinta-feira, 13 de novembro, o Rio Negro comemora mais um ano de existência e pode receber um presente adiantado: a vaga para a Série A do Campeonato Amazonense. O Clube Líder da Cidade, como ficou conhecido a partir da década de 40, nasceu no futebol e foi com o futebol que cresceu, deu alegria aos seus torcedores, encheu os estádios nos dias dos grandes espetáculos principalmente nos confrontos ante o Nacional, seu eterno rival e com quem travou sérias brigas. Uma delas, a mais demorada, por ocasião da definição do campeão oficial de 1945, cuja decisão provocou o seu afastamento do futebol durante 14 anos.

Rio Negro, campeão de 1965, no Parque Amazonense. Em pé, Edson Ângelo, Valdér, Rubens, Clovis, Catita e Damasceno. Agachados estão Nonato, Sabá Burro Preto, Thomaz, Ademir Pernambucano e Horácio.

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Estudei 8 anos no Colégio Dom Bosco, duarante os anos de 1969 até 1976. Muitos padres se tornaram além de mestres, amigos meus. Um deles é o Pe. Humberto Vieira de Barros que morreu na madrugada desta segunda-feira (27), em Recife. Padre Humberto nasceu em 18 de fevereiro de 1934 e estava com 80 anos. Encontrava-se internado desde julho, no Real Hospital Português, após ter sofrido um aneurisma cerebral hemorrágico. O velório está acontecendo na Capela do Colégio Dom Bosco, no centro do Recife. Momento de muita comoção para todos que conviveram com este querido padre com 59 anos de vida religiosa como Salesiano de Dom Bosco e 49 de sacerdócio. Que Deus lhe conduza no caminho da Luz para todo o sempre, amém Jesus.

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Museu – que será localizado na área onde é o acesso VIP do estádio multiuso – vai se chamar Flaviano Limongi, em homenagem e reconhecimento ao fundador da Federação Amazonense de Futebol (FAF)

O presente e o passado estão prestes a se encontrar na Arena da Amazônia Vivaldo Lima. O projeto do Memorial Flaviano Limongi, um museu dedicado à história do futebol amazonense, foi apresentado ontem pela Fundação Vila Olímpica de Manaus (FVO), entidade que administra o estádio, aos representantes dos clubes profissionais e parte da imprensa local.

A promessa é de que o espaço, que ficará numa área de 200m² na área onde hoje é o acesso VIP do estádio, esteja aberto ao público até o fim do mês de outubro. No evento de ontem os dirigentes dos clubes foram convidados a ceder material histórico que possa contribuir para enriquecer o acervo do memorial.

Orçado em torno de R$ 100 mil, o projeto, no entanto, ainda não conta com financiamento para sua execução. Segundo o diretor-técnico da FVO, Ariovaldo Malízia, não houve reserva de orçamento para este fim. “A gente tem esse objetivo de buscar apoio na iniciativa privada para patrocinar o museu. Caso não aconteça isso, vamos ter que acionar o governo, se for o caso, mas tem que sair esse ano!”, declarou Malízia.

Segundo o diretor-presidente, o valor do ingresso cobrado será de R$ 20 para o turista nacional e estrangeiro e R$ 10 para estudantes e residentes de Manaus e do interior, desde que apresentem documentação comprovando a moradia no Estado.

Com média de visitação de 500 pessoas por semana, a Arena da Amazônia deve multiplicar seu potencial de interesse do público a partir da criação do acervo. O presidente do Rio Negro Clube, Thalles Verçosa, aprovou a iniciativa e diz que pretende ceder objetos do arquivo do clube para que sejam expostos como peças históricas no museu.

Na Sala de Memórias do Rio Negro, são cerca de 8 mil itens, entre troféus, atas, medalhas, camisas históricas e um grande número de fotos. “Temos até a bola de prata que o Berg (ídolo do Rio Negro) conquistou no Campeonato Brasileiro, único amazonense a atingir tal feito jogando dentro do Estado”, exemplificou Verçosa.

Justa homenagem

O nome do memorial – Flaviano Limongi – é justa homenagem ao fundador da Federação Amazonense de Futebol (FAF), um dos entusiastas do futebol amazonense de todos os tempos.

“Ele alavancou o futebol amazonense na década de 60, quando o nosso futebol se tornou profissional e ainda trouxe a Seleção Brasileira na inauguração do Vivaldão”, conta Carlyle Zamith, 54, filho do amigo de longa data de Limongi, Carlos Zamith, e herdeiro do acervo de milhares de fotografias e textos sobre o esporte bretão em terras amazonense, material que ele também pretende compartilhar com o museu.

* Surrupiado do Jornal A Crítica

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26
set

Nacional completa hoje 35 anos do TETRA

 Publicado por Carlyle em Nacional

Há exatamente 35 anos, no dia 26 de setembro de 1979, o Nacional Futebol Clube conquistava, pela quarta vez consecutiva, o título profissional de Campeão Amazonense, portanto, um tetracampeonato inédito, o primeiro na história do Vivaldão e do Clube, ao derrotar o eterno rival Rio Negro, por 1×0, com o gol do atacante gaúcho Raul, aos 10 minutos do primeiro tempo da prorrogação.

Segue a foto do dia do jogo, onde o Nacional jogou com o uniforme azul e o Rio Negro de branco:

O título desta temporada foi um dos mais empolgantes. O campeonato disputado em três turnos, determinava classificação dos dois primeiros colocados e os terceiros pelo critério de melhor arrecadação, para um triangular decisivo de cada fase. Nacional e Fast foram os primeiros colocados e o Rio Negro ganhou nas rendas. Na série decisiva, em 23 de setembro, o Nacional jogava apenas pelo empate com o Rio Negro, mas perdeu por 1 x 0. Veio então, o segundo e decisivo jogo onde aconteceu o maior publico envolvendo dois clubes amazonenses. Foram 40.193 torcedores que pagaram ingressos para assistir a decisão, conforme o borderô expedido pela FAF. Depois de 0x0 no tempo normal, o Naça venceu na prorrogação de 30 minutos, com um gol do gaúcho Raul, que entrara em substituição ao artilheiro Careca.

O Nacional contou ainda com os atletas Wilmar (goleiro), Djalma, Aristeu, Airton, Marionho, Macapá, Hélio, Jorge Luís, Edson, João carlos, Lucinho, marcos, brandão, Adriano, Mariceudo, Cabralzinho, Esquerdinha, Jorge Costa e Ray.

Lamentavelmente, o comerciante Paulo Conte, assistindo o jogo no estádio, sofreu uma parada cardíaca e veio a falecer. Ele era proprietário da Sapataria Salvador que por muito tempo patrocinou resenhas esportivas das nossas emissoras de rádio.

NACIONAL 1×0 RIO NEGRO, em 26 de setembro de 1979

LOCAL: Estádio Vivaldo Lima, com um público pagante de 40.193, recorde em jogos regionais.

ÁRBITRO: José Assis Aragão (SP).

NACIONAL: Beto, Soló, Paulo Galvão, Ely e Carlinhos; Armando, Corrêa e Dão; Bendelak, Careca (Raul) e Nilson. Técnico Laerte Dória.

RIO NEGRO: Ricardo, garrido, Ranzi, Paulo Ricardo e Jorge Silva; Val, Artur (piau) e Almeida (Zézinho Maracanã); Orlando, Tuíca e Souza.

GOL: Raul (irmão do goleiro Beto) que entrou na prorrogação no lugar de Careca.

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20
set

Botafogo em Manaus

 Publicado por Carlyle em Cotidiano, Nacional

Botafogo e Corinthians enfrentam-se  em Manaus, às 17h30 (horário local) no dia 11 de outubro, em jogo válido pela 28ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro de Futebol. Este será o primeiro duelo da elite do futebol brasileiro a ser ralizado na Arena da Amazonia.

A venda dos ingresso inicialmente será feita apenas na internet, clique AQUI, para comprar. Depois estarão à venda  nas bilheterias da Arena Amadeu Teixeira, localizado ao lado da Arena da Amazonia.

BOTAFOGO – A PRIMEIRA VEZ EM MANAUS

Manaus ainda praticava o futebol amador e as exibições de clubes de outros Estados sempre levavam grande número de torcedor ao velho Estádio do Parque Amazonense. Tudo novidade. Não existia televisão.

O Botafogo, do Rio de Janeiro, veio a Manaus pela primeira vez em 1962 para disputar dois amistosos, trazendo em seu time como astros principais, o goleiro Manga e ao atacante Amoroso, tio do atual Amaroso, atacante do São Paulo, em 2005.

A ESTRÉIA

O jogo foi no dia 9/5/1962, contra o Nacional e o time carioca venceu por 3 a 1, tendo como árbitro o amazonense José Israel Rayol. Os gols foram de Amoroso, no 1º tempo. Aluisio e Aírton, no 2º tempo. Sabá Burro Preto marcou para o Nacional também no 2º tempo.

BOTAFOGO: Manga (Brito), Nagel e Zé Maria; Luciano, Aírton (Pampolini) e Paulistinha; Neivaldo (Aluisio), Edson, Amoroso (Domingos), China (Luís Carlos) e Sidney (Mainha).

NACIONAL: Geraldo, Boanerges e Sampaio; Chincha, Aderbal e Wanderlann; Caíca (Pepeta), Jayme Basílio, Sabá Burro Preto, Ribas e Lacinha.

A DESPEDIDA

Quatro dias depois, o Botafogo voltou ao mesmo local para enfrentar uma Seleção local, ainda com José Israel Rayol no apito. Deu empate de 3 tentos, com gols de Hugo 2 e Pratinha, para a Seleção. Amoroso 2 e Mainha, para o Botafogo.

SELEÇÃO: Valdir Melo (SR), Boanerges (Nac.) depois Sales (SR) e Seba (Santos); Zamundo (SA) depois Chicó (SR), Sula (SA) depois Antônio Carlos (SR) e Orlando Mineiro (SR); Pratinha (sem clube) depois Caica (Nac) posteriormente Ofir (Labor), Fredoca (SA) depois Vadinho (SR), Português (Fast), Ribas (Nac.) e Hugo (Auto Esporte).

BOTAFOGO: Manga, Luciano e Nagel; Aírton (Pampolini), Zé Maria e Paulistinha; Neivaldo (Aluisio), Edson, Amoroso (Domingos), China (Luis Carlos) e Mainha (Sidney).

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Matéria publicada no Jornal À Crítica em 19 de junho de 2012, por Nathália Silveira.

O Nossa Senhora das Graças, antigo Beco do Macedo, na Zona Centro-Sul, abriga um dos lugares mais importantes do século XX para a prática esportiva na cidade de Manaus: o Parque Amazonense. Famoso por tradicionais corridas hípicas e jogos de futebol, e símbolo de uma geração, o local, que hoje guarda poucas lembranças do que foi o estádio – como o portal de entrada -  encontra-se à venda pelo montante de R$ 8 milhões.

História

Segundo o historiador Carlos Zamith, o Parque Amazonense surgiu em 1906, no governo do então coronel Antônio Constantino Nery e  do prefeito de Manaus, o coronel Adolpho Guilherme de M. Lisboa,  que através da Lei da Intendência autorizou que aquela terra, no antigo bairro Mocó, fosse concedida a um cidadão e que ali se construísse um hipódromo. Em 1912 o hipódromo foi fechado e, em 1918, através de uma doação de um Dispensário Maçônico, foi construído um estádio de futebol, que passou a receber jogos do Campeonato Amazonense, afirma Zamith.

O primeiro clássico no Parque foi entre Rio Negro e Nacional, no dia 13 de julho de 1918, com o placar de 1 a 1. “Na década de 60, o América Futebol Clube foi arrendatário das partidas. Mas, com a inauguração do Vivaldo Lima, os jogos passaram a ser no novo estádio e o América não teve mais condições de repassar a verba”, contou Zamith. O último jogo no Parque foi realizado em 8 de julho de 1973, entre Rio Negro e Rodoviária. O galo venceu por 3 a 1.

Para o radialista e coordenador do Peladão, Arnaldo Santos, é lamentável a venda desse ponto histórico de Manaus. “É muito triste, é uma falta de respeito com o passado. Agora, não sabemos o que vai ser construído ali e onde está a história da cidade”, argumentou Santos, ao lembrar que fez sua primeira transmissão para o rádio, em 60, no saudoso Parque Amazonense.

Perguntas para Carlos Zamith, jornalista e historiador

  1. O que você lembra na época em que o futebol era a principal modalidade do Parque?
    O Estádio do Parque Amazonense foi o mais importante naquela época de 1918, e só perdeu força quando o Vivaldão foi construído Era casa do América. O local ainda contava com uma cabine da (Associação dos Cronistas e Locutores Esportivos (Aclea), que foi destruída quando o estádio foi demolido.
  2. Qual sua opinião em relação a venda desse local?
    Não sabemos o que vai acontecer. Mas, tudo indica que não será mais um parque, talvez abra espaço para edifícios. Na verdade, não acho que acabar com o parque é tão ruim. Afinal, hoje em dia ele não é mais explorado pela população, exceto quando existem algumas peladas no final de semana. E deve ser caro ficar com o local sem retorno.
  3. Como é o parque hoje em dia?
    Está abandonado e não tem quem zele pelo local. A fachada há cinco anos foi restaurada, e hoje não tem mais nada.

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21
ago

O primeiro título do Auto Esporte Clube

 Publicado por Carlyle em Clubes extintos

O Auto Esporte Clube foi um clube brasileiro de futebol, da cidade de Manaus, capital do estado do Amazonas. Como bem destaca o nome, era chamado de time dos motorizados, uma vez que nasceu dentro da classe e que teve como seus maiores lutadores, os desportistas Antônio Lourenço Marques e Odorico Andrade. Uniforme amarelo-ouro com a gola e punhos verde, calções também verde e escudo de águia no peito. Tinha o de número dois com as mesmas cores, mas em grossas listras, amarelo ao centro e verde nas laterais. Fundado no início da década de 50, ingressou na primeira divisão do futebol amazonense, em 1955, na época da Federação Amazonense de Desportos Atléticos (FADA), após participar de alguns Campeonatos da Segunda Categoria.

Ao subir à primeira divisão, ainda se praticava o futebol amador e um período em que se atravessava uma crise muito grande, principalmente por falta de público no estádio do Parque. Um dos fatores era atribuído aos movimentados campeonatos nos subúrbios, como por exemplo, no campo do Hore, no Plano Inclinado ou no Estádio General Osório, do hoje Colégio Militar, com bons jogos aos sábados e aos domingo à tarde e de graça.

Cláudio Coelho, antigo ídolo do Rio Negro, acabara de dar quatro títulos seguidos ao América dos irmãos Teixeira (Artur e Amadeu), resolveu ajudar o Auto Esporte e com ele foram quase todos os jogadores do seu antigo clube, como Guarda, Clemente, Juarez Souza Cruz, Brás Gioia, Hélcio Peixoto, Gordinho, Osmar, Mário Matos e Nicolau.

PRIMEIRO TÍTULO

O Auto tornou-se a maior potência do futebol local, tanto que no ano seguinte, 1956, conquistava seu primeiro título na divisão principal.

Coroado no primeiro turno, após decidir com o Fast. No segundo turno, o Nacional estava na frente. No jogo final do campeonato, uma vitória do Auto, por 3 a 1, com muitos jogadores expulsos de campo: Jaime Basílio do Nacional, Gatinho e Nicolau, do Auto Esporte e logo a seguir, expulsões de Dadá e Boanerges, do Nacional.

Outro jogo foi marcado para decidir o título. O Auto venceu por 1 a 0, já no mês de abril de 1957, com um gol de penalidade máxima cobrada pelo zagueiro Clemente Iberê. Pior para o Nacional que nesse mesmo jogo Adamor e Nelson Pereira desperdiçaram uma penalidade máxima cada.

O time base era formado por Vicente, Guarda e Gatinho; Juarez Souza Cruz, (Jaime Basílio), Gilberto e Brás Gioia; Sílvio (Gildo), Gordinho, Osmar, Sandoval e Nicolau, mas ainda participaram da campanha, o goleiro Osman, Ruy, Mário Matos, Anacleto, Clemente e Moacir.

O atacante Osmar (Ferreira Vieira), vindo do município de Óbidos, foi o terceiro goleador do campeonato com 15 gols.

O Auto Esporte Clube teve nove participações na 1ª divisão do estadual: de 1955 a 1963 (último ano do amadorismo) e dois títulos de Campeão Estadual da 1ª divisão: em 1956 e 1959.

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4
ago

Valdir Corrêa, o garotinho

 Publicado por Carlyle em Astros do futebol, Cotidiano

Valdir Corrêa é espírita, devoto de Deus, leonino, botafoguense, torcedor local alvinegro, amante do esporte e apaixonado por futebol.

Nascido na pequena cidade de Sena Madureira, do interior do Acre, chegou à Manaus em 1957 e tem mais de 40 anos de rádio. Ele já é avô, pai de quatro meninas, é uma pessoa simples que conserva uma alma de garoto, e é conhecido em todo o Amazonas pelo apelido de Garotinho.

Um belo dia, Josué Filho disse no ar “Valdir Corrêa, o garotinho da Difusora já que o Zé Carlos é o garotinho do Nacional”. E assim ficou, Valdir Corrêa, o nosso garotinho.

Hoje é o aniversário de Valdir Corrêa e segue nossa singela homenagem a este profissional que respeita a todos e é apaixonado por Manaus. Que o senhor Deus restabeleça sua saúde e Nossa Senhora passe a frente de suas necessidades.

Por telefone, Waldir concedeu uma entrevista ao radialista e comentarista esportivo da Rádio Difusora do Amazonas, Zezinho Bastos.

Aperte o PLAY abaixo e ouça na ínegra:

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23
jul

Carlos Zamith – Convite Missa

 Publicado por Carlyle em Cotidiano

Carlos Zamith - 1 ano de saudade

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