27
jan

Goleadas do Sul América

 Publicado por Carlos Zamith em Sul América

Escudo SA originalTorcedores do Sul América sempre lembram a grande vitória de 8 a 0, de seu time contra o São Raimundo e há algum tempo atrás, a sua sede chegou a ostentar uma faixa relembrando o grande feito.  Mas isso era quando existia uma boa rivalidade entre os dois clubes.

Recordando a grande vitória, tenho os detalhes do jogo:

Sul América 8 x São Raimundo 0
Junho de 1957. Local: Parque Amazonense .
Gols: Chicão 3, Ney 2, Tota 2 e Alemãozinho.

SUL AMÉRICA: Sandoval e Almir Macarrão; Zamundo, Sula e Carrapeta; Alemãozinho, Chicão, Ney, Assis e Tota.

Os adeptos do São Raimundo, no entanto, não dão muita importância a esse jogo, porque na verdade era apenas um amistoso e ainda alegam que o seu time não jogou com todos os titulares (o que não tenho como provar).

E sempre lembram os sãoraimundenses, das boas vitórias de seu time, valendo pontos. Eis:

18/09/1960 – São Raimundo 5 x Sul América 1
07/10/1971 – São Raimundo 5 x Sul América 0
26/07/1999 – São Raimundo 6 x Sul América 2

A mais recente:
21/04/2001 – São Raimundo 6 x Sul América 1

Chicão Sul AméricaGOLEADA HISTÓRICADO “SULÃO’
Pelo turno de classificação do campeonato oficial de 1959, aconteceu a maior goleada até então registrada nos arquivos do nosso futebol. O caso foi assim:

 O Guarani, havia subido à Primeira Divisão na temporada de 59 e caiu logo para o campeonato seguinte.

07/06/1959 – SUL AMÉRICA 16 x GUARANI 0
Local: Colina.  Renda: C$ 1.440,00.

Gols: Chicão (foto) 7, Milton Prudente 4, Zamundo 2, Sula, Assis e Azedo, um cada. O primeiro tempo terminou em 5×0.

SUL AMÉRICA: Wilson, Almir Macarrão e Amor; Zamundo, Sula e Carrapeta; Assis, Chicão, Milton Prudente, Evilázio Soares e Azedo.

AS FOTOS:
Infelizmente não tenho fotos dos acontecimentos registrados aqui. É que na área onde resido, há algum tempo, sempre nos meses de março e abril, devido às chuvas temos problemas de alagamento. Por isso, tenho sofrido perdas inestimáveis.

23
jan

Morre Santiago

 Publicado por Carlos Zamith em Morre Sabtiago

clip_image002 O blogueiro Walter Azevedo, dá a notícia da morte do ex-ponta Santiago, que foi campeão em Manaus pelo Olímpico e pela Rodoviária.

Ressalta que Santiago morreu no último dia do ano de 2011. (Na Foto, Gilberto e Santiago).

No arquivo do Baú Velho consta que Santiago veio do futebol paraense, inicialmente para defender o Olímpico, em 1967, pelo qual foi campeão ao lado de Faustino, Russo, Sales, Irailto, Cascadura, Gilberto, Xerém e outros.

No Olímpico Santiago jogou ainda em 1968, transferindo-se para a Rodoviária, estreou contra o Rio Negro e venceu por 3×2. Na Rodoviária ficou até 1973.

No ano seguinte, defendeu o Sul América, esteando com o Rio Negro em 10 de agosto, perdendo por 2×0. No time da Colina ficou até 1975.

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Time do Sul América de 1975. Em pé: Orlandino, Botica, Tição, Maravilha, Milão e Zequinha. Agachados: Wilkens, Silva, Mário Bacuri, Luluca e Santiago.

22
jan

Valdir Santos

 Publicado por Carlos Zamith em Astros da bola, São Raimundo

Um jogador que esbanjava tranqüilidade, boa técnica, responsável, caladão e que teve uma passagem muito boa pelo futebol do Amazonas. Filho de ex-jogador da década de 30, o Edgar mais conhecido pôr Edgar Elefante, durão nas jogadas divididas e que por isso marcou, também, sua passagem, jogando pelo Cruzeiro do Sul ou pela União Esportiva Portuguesa, no tempo de Aguinaldo, Beleza, Tácito Moura, Dico, Paixão, Sabá e outros.

O filho é Valdir Santos, que teve o Santos acrescentado no tempo em que defendeu o São Raimundo por causa do Valdir, o goleiro que passou a ser Valdir Melo, a fim de facilitar a identificação nas transmissões esportivas pelas emissoras de rádio.

Basílio e Valdir Santos no São RaimundoValdir Santos (na foto Basílio e Valdir Santos no São Raimundo – 1966) nasceu em Manaus a 3 de janeiro de 1943 e muito cedo começou a tocar na bola. O juvenil do Clipper , da Visconde de Porto Alegre foi seu primeiro clube da Federação, que na época disputava o campeonato da segunda categoria, em 1957. Tinha 14 anos. No ano seguinte, por insistência de sua irmã Alice, uma ferrenha torcedora do Auto Esporte, trocou de clube. Um dia, véspera de importante jogo contra o Nacional, o médio Almério, que trabalhava no comércio como vendedor de medicamentos, teve que viajar para o interior e Cláudio Coelho chamou-o para o posto. Agradou “e ficou algum tempo formando a intermediária do Auto ao lado de Nonato e Guilherme Terçado”.

Em 1963, Valdir Santos fez todo o campeonato com a camisa do Fast Clube que tinha na sua linha média o forte da equipe: Antônio Piola, Valdir e Jofre, com uma boa estréia derrotando o São Raimundo por 4×2, na Colina e recorda que o Piola fez 2, Pretinho e Eládio completaram o marcador.

A peregrinação de Valdir continuou. Em 1964 vestiu a camisa do Olímpico que estava voltando após sete anos de inatividade. Era também o primeiro campeonato profissional do Amazonas. O time não foi bem e por isso não voltou no ano seguinte. Livre, sem qualquer vinculo, Valdir ingressou no São Raimundo e no ano de 1966, o seu time era campeão da cidade.

No São Raimundo foi onde passou os melhores momentos de sua carreira. Jogou no time da Colina até 1972. Parou quando ainda tinha muito futebol pela frente, com 29 anos de idade. Achou que estava na hora, mas continuou nas peladas esbanjando categoria e com o mesmo físico de trinta anos passados.

Ao Valdir o futebol só lhe ofereceu uma coisa boa, além dos amigos: uma casa no conjunto Campos Elíseos um grande presente do Dr. Flaviano Limongi, quando presidente da FAF. Até hoje o imóvel lhe pertence. Trabalhou na Universidade do Amazonas, desde quando passou de jogar oficialmente.

MARACANÃ

Valdir jogava pelo São Raimundo em 1969 e o Nacional estava em grande atividade para se exibir no Maracanã, contra o Maringá. Tinha Valdomiro e Sula para a posição. A direção do Naça resolveu solicitar por empréstimo o seu concurso, com negociações feitas através de Alfredo Ferreira Pedras e Ponde de Leão. Valdir foi incorporado à delegação, mas não chegou a jogar.

Outro grande momento de Valdir foi num jogo São Raimundo x Rio Negro, em 1967, valendo pelo campeonato do ano anterior, com mais de cinco mil pagantes no Parque. O Rio Negro vencia por 3×1, mas o São Raimundo, em sensacional virada, empatou o jogo. Sabá 2 e Ademir, de penal, para o Rio Negro: Aírton 2 e Nonato, de penal, para o São Raimundo.

20
jan

Avenida Sete de Setembro

 Publicado por Carlos Zamith em Ruas de Manaus

A Avenida Sete de Setembro, que se inicia nas imediações abaixo do antigo prédio da Prefeitura Municipal e vai até a Ponte Metálica, também conhecida por Ponte de Ferro ou Terceira Ponte, tinha a denominação de Rua Municipal.

Mas a Lei 1.145, de 27 de outubro de 1922, passou a denominar-se de Avenida Sete de Setembro. O ato foi assinado pelo Presidente da Intendência (hoje Câmara Municipal), Sérgio Rodrigues Pessoa e pelo Secretário Otaviano Ribeiro.

Avenida Sete de Setembro
Avenida Sete de Setembro
Ínicio da Av. Sete de Setembro. À esquerda, inicio da Rua Itamaracá, onde funcionou o Bar Porta Larga.

18
jan

Bolôlô – o lateral

 Publicado por Carlos Zamith em Astros da bola, Princesa, Rio Negro

Quando o Princesa Isabel disputava o campeonato da primeira divisão controlado pela FADA, na década de 1950, uma dupla de zagueiros ficou com nome em Manaus e muito temida pelos atacantes dos times adversários. Era uma parelha respeitada, formada por Bolôlô e Valquírio, considerados jogadores violentos, principalmente o central Valquírio, um rapaz forte, brigador, olhar sério e que não perdia as divididas. Entrava sempre decidido a vencer a parada e vencia mesmo. Bolôlô era mais comedido. Jogava com alguma classe, mas também sabia bater no adversário. Sua fama de carniceiro subiu muito mais em razão de atuar ao lado de Valquírio.
 
Foto: Bolôlô, no Rio Negro (1962)João Tavares (Bolôlô), nasceu em Manaus a 24 de dezembro de 1934.  Morava nas imediações da Praça D.Pedro II, na rua Visconde de Mauá, atrás do atual prédio da Câmara Municipal de Manaus e começou suas peladas lá mesmo no campo que revelou bons jogadores para o nosso futebol. E foi ali mesmo que João Tavares, na época muito  garoto e magrinho, recebeu o apelido que carrega até hoje. No seu tempo de peladas no campinho onde se localiza hoje o prédio do antigo Iapetec, jogou com Dadá, Ribas, Lidoca, seu xará João Tavares Aragão, que atuou pelo América e pelo Paissandu, de Belém, além de outros mais velhos, como Tuta, Nêgo Júlio e Catré.

Em 1955, o desportista Almério Cabral dos Anjos, levou-o para jogar no juvenil do Olympico permanecendo por lá durante um ano. Recebeu outro convite para ingressar no Princesa Isabel, de Jorge Bonates. Jogou apenas uma vez no time de aspirantes passando logo a titular, quando encontrou Valquírio, o goleiro Clermones, Pedro Maciel, Catita, Aderaldo, Maneca Marques, Ronaldo Barrote, Mário Costa, Barba Azul, Léo, Boró, Olinto, Selmo , Zé Sales, Franze e mais um monte de gente boa. O Princesa era um time bem ajustado, gente que corria 90 minutos por amor à camisa.

Em 1960 Bolôlô foi levado para o Rio Negro por Josué Cláudio de Souza que fazia voltar aos gramados o seu time de futebol, afastado pelo espaço de quinze anos. Na época Bolôlô trabalhava numa pequena mercearia na rua José Clemente com a Lobo D’Almada, atrás da Santa Casa. Ganhou logo a posição de titular, formando a zaga com Raimundo Mário ou Valdér e, como a mercearia fechou, Josué  levou-o para a Rádio Difusora, dando-lhe um emprego de operador nos transmissores da emissora, onde trabalhou longo tempo.
 
Foto: Bolôlô (1992)Num jogo preliminar caça-níqueis, contra o América, no início de 1964,  Bolôlô sofreu uma grave contusão. O atacante Coelho, num lance puramente casual, caiu em cima de sua perna. Sofreu fratura da tíbia e do perônio. Na ocasião foi socorrido pelos irmãos Piola (Antônio e Edson) que jogariam pelo Fast na partida principal. Nesse mesmo dia estreava  no time do Rio Negro, o armador Antero, também conhecido por Marta Rocha.

Levado para o Pronto Socorro, Bolôlô foi operado pelo Dr. Jorge Aucar. Ficou parado seis meses, recebendo total assistência do seu clube. Recuperado, tentou voltar a jogar. Chegou a treinar duas vezes, mas percebeu  que tinha medo e decidiu parar de vez aos 30 anos de idade. Campeão pelo Rio Negro em 1962, numa memorável decisão com o Nacional. O Rio Negro venceu por 2 a 1, gols de Dermilson e Thomaz, jogo apitado por Dorval Medeiros, o popular Guarda.

15
jan

O maior público de todos os tempos

 Publicado por Carlos Zamith em Fast

No dia 9 de março de 1980, estavam reunidos  no nosso maior estádio, Nacional Fast Clube e Cosmos, jogo amistoso, mas com muitas atrações no time visitante: Benkenbauer, Carlos Alberto Torres, Oscar, Romerito e Chinaglia. O Fast apresentou, como novidade, o Campeão do Mundo, Clodoaldo.

O estádio Vivado Lima apanhou o maior público de todos os tempos, um recorde e cuja capacidade era, na época, limitada a 50 mil lugares.

Desde às primeiras horas da tarde o movimento era grande nas imediações do Vivado Lima. Uma enorme fila de ônibus despejando torcedores que na correria procuravam as melhores acomodações. Tarde de muito calor e praticamente ninguém conseguiu ver o espetáculo sentado. Cada espaço era disputado com certo sacrifício.

Marquise do Vivaldão lotada no jogo entre Fast e Cosmos
Visão parcial da arquibancada lotada no dia 9 de março de 1980

Houve um momento em que uma das marquises ameaçou desabar, tal a quantidade de pessoas que se encontravam nela sentadas. Foi quando um torcedor que estava na parte superior, lá em cima, lança uma garrafa de refrigerante nos que estavam nos degráus inferiores da arquibancada. A resposta foi imediata. Os que estavam na marquise se viram sob pedras latas, tudo o que dava na mão.

Muitas pessoas que se postaram na marquise sairam com diversos ferimentos pelo corpo, porque de quando em quado surgiam gritos que a marquise estava desabando. O corre-corre era geral e os mais afoitos saltavam de qualquer maneira, Houve casos graves de fraturas de pernas, braços e costelas.

Os médicos Francisco Malheiros, Carlos Urtiga, Remédio Leocádio, Argentina Medeiros, José  Dias e Benedito Ribeiro foram incansáveis no atendimento aos torcedores e os casos mais sérios eram encaminhados ao Pronto Socorro do Estado, como no caso de seis pessoas que cairam da marquise, todas com suspeita de fraturas.

DEPOIS DO JOGO

Tudo terminou como começou, ou seja, zero a zero. Depois do jogo a curiosidade do torcedor era em torno da arrecadação e do público pagante. Muitos chegaram a calcular 70 mil, considerando que sempre quando se falava em capacidade do estádio, alguns davam esse número.

O público só veio a saber do montante, dias depois ao jogo, pelo boletim financeiro distribuído e publicado pela imprensa, dando o número de pagantes: 56.950, com mais de 48.500 ingressos vendidos só para a arquibancada.

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