22
mar

O futebol em Manacapuru

 Publicado por Carlyle Zamith em Princesa do Solimões, Rio Negro

Princesa do Solimões e Fast fazem neste sábado (22), às 15h, em Manacapuru, a segunda partida da final da Taça Estado do Amazonas, que equivale ao 1º turno do Campeonato Amazonense. O campeão, além da taça, leva a vaga para a Copa do Brasil 2015, além de um lugar garantido na final do campeonato, que dá direito a disputar a Série D, e a Copa Verde 2015.

ESTÁDIO GILBERTO MESTRINHO

O “Gilbertão”, como é conhecido o estádio de futebol da cidade de Manacapuru (68 km da capital), tem as cores vermelho e branco, foi inaugurado no dia 09 de novembro de 1986, com a presença do governador Gilberto Mestrinho, e os prefeitos Amazonino Mendes (Manaus) e Paulo Freire (Manacapuru). Sua capacidade é de 15 mil pessoas. O nome do estádio é uma homenagem ao ex-governador Gilberto Mestrinho. A obra custou na época 35 milhões de Cruzados. Exercem o mando e campo neste estádio as duas equipes de futebol profissional de Manacapuru: Princesa do Solimões Esporte Clube e Operário Esporte Clube.

O jogo de inauguração aconteceu entre as equipes do Nacional e a Seleção de Manacapuru.

1986 – NACIONAL 1 x 1 SELEÇÃO DE MANACAPURU

LOCAL: Estádio Olímpico Municipal Gilberto Mestrinho, em 9 de novembro de 1986.

ÁRBITRO: Raimundo Nonato (AM), auxiliado por Olário Azevedo e Augusto Carneiro.

NACIONAL: Ronaldo (Edson Cimento), China (Marinho), Murica (Marduck), Galvão, Clóvis, Sergio Duarte (Tojal), Helinho, Gilson, Bendelack (Camarão)  Luizinho (Raulino) e Jasson (Ricardo); Técnico Aderbal Lana.

SELEÇÃO DE MANACAPURU: Ginha, Betinho, Piranha, Marquinho (Almir), Paulo, Rildo, Evandro, Wellington, Gato, Carlinhos (Toca) e Paçoca; Técnico Francisco Bezerra.

GOLS: Helinho aos 39 minutos da etapa incial e Rildo de pênalti no segundo tempo.

PRINCESA DO SOLIMÕES – A ESTRÉIA EM 1987

Princesa do Solimões foi fundado no dia 18 de agosto de 1971, mas a estréia no campeonato profissional só veio acontecer no dia 22 de fevereiro de 1987, em Manacapuru, perante 2.409 pagantes, contra o Rio Negro que venceu por 3 a 2, em jogo apitado por José Diniz. Se não foi uma boa estréia, pelo menos a exibição agradou aos seus torcedores. Paçoca marcou os dois do Princesa, sendo um de penal. Tonho (2) e Rildo, para o Rio Negro.

PRINCESA (time de estréia): Guinha, Dinho, Paulo, Evandro e Magela; Paçoca, Alcimar e Marquinhos (Gato); Rildo, Wellington e Tota (Betinho). Técnico: Paulo Leal.

RIO NEGRO: Luís Roberto, Paulo Verdan, Marcão, Paulo Galvão e Luís Florêncio. Kleber, Fernandinho (Tonho) e João Francisco; Curió, Jason e Rildo.

CONQUISTAS DO PRINCESA

O Princesa estreou no campeonato profissional amazonense em 1987, seguindo o caminho do Penarol, de Itacoatiara, e do Olaria, de Humaitá, que eram até então os únicos clubes do interior do estado a participar da competição. O Princesa não participou da competição oficial nos seguintes anos: 1992, 1993, 1994, 1999, 2000 e 2003.

  • Campeão do Campeonato Amazonense em 2013;
  • O Princesa foi vice-campeão amazonense em 1995 quando empatou em 0 x 0 contra o Nacional, no Estádio do SESI completamente lotado. Em 1997, novamente um vice-campeonato desta vez contra o São Raimundo;
  • Campeão da Taça Estado do Amazonas em 1995, 1997 e 2013, e a vice-liderança em 2012;
  • Campeão do Torneio Inicio, da ACLEA, em 1997 e 2007.
  • Em 1989, o Princesa disputou seu único torneio nacional, o Campeonato Brasileiro de Futebol (série B). Não foi bem, ficando em sexto no seu grupo, mas venceu o Mixto de Mato Grosso e o Dom Bosco.

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20
mar

Um gesto que vale mais que mil palavras

 Publicado por Carlyle Zamith em Cotidiano

Ex-jogador de 83 anos sofria de Mal de Alzheimer e estava internado desde quarta-feira em São Paulo.

Na nublada tarde de 29 de junho de 1958, em Estocolmo, Hideraldo Luiz Bellini, capitão da seleção brasileira, eternizou o gesto de erguer a taça de campeão após a conquista do primeiro título mundial do Brasil. A pequena Jules Rimet, de apenas 30 centímetros de altura e quatro quilos, foi levantada sobre sua cabeça com a mesma determinação em que defendeu seus clubes.

Um gesto que vale mais que mil palavras é um velho ditado, sem autoria conhecida, mas que coube a uma pessoa validar seu significado. Este cara é o Bellini.

Jamais na história do mundo, um simples levantar braços teria tanto significado. Humildemente, o nosso Capitão, assim o fez apenas para que os jornalistas presentes em campo sueco pudessem ver a taça… mas não é verdade.

Estava marcado que caberia a ele, ser o dono do maior gesto de vitória no futebol mundial. Até então o “Pegar a Taça”, acabou virando no “Levantar a Taça”. Mesmo quando sequer uma Taça era colocada em disputa.

Quanta diferença!

Muitos tiveram a chance de fazer isto antes dele. Todos querem ter o privilégio de repetir o gesto, depois dele. Se a contagem dos anos se divide em AC (antes de Cristo) e DC (depois de Cristo). A glória do futebol, em seu maior momento, se divide em AB (antes de Bellini) e DB (depois de Bellini). Pois é, o Céu terá o maior capitão de todos os tempos.

Após 83 anos, Hideraldo Luís Bellini foi chamado para o andar de cima.

Texto de José Renato Santiago

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15
mar

Fast é campeão da Taça Amazonas de 1971

 Publicado por Carlyle Zamith em Fast

Logo mais, às 16 horas, na Arena da Amazônia, acontecerá o primeiro jogo da Taça Estado do Amazonas, com o confronto entre Fast e Princesa do Solimões. Após realizarem grandes campanhas, durante a primeira fase, onde os dois ocuparam o Grupo A, os clubes passaram também pelas semifinais e agora, voltam a medir forças pelo primeiro jogo da decisão.

Mas enquanto o jogo não acontece, vamos relembrar a temporada de 1971 que começou no início do ano com a Taça Amazonas, uma competição disputada em apenas um turno. Era uma espécie de “aperitivo” do Campeonato. Servia para as equipes testarem seus novos contratados.

1971 – FAST 2 x 0 NACIONAL

O Fast foi o campeão antecipado e invicto com apenas dois empates, ao derrotar o Nacional no seu último compromisso.

LOCAL: Parque Amazonense, em 09 de maio de 1971, com um público pagante de 10.066.

ÁRBITRO: Walquir Pimentel (FCF).

FAST: Na foto, Marialvo, Antônio Piola (Formiga), Casemiro, Zequinha Piola e Pompeu; Zezinho e Holanda (Hélito); Mano, Afonso, Edson Piola e Adinamar.

NACIONAL: Iane, Maravilha, Aveiros, Valdomiro e Eraldo; Mário Motorzinho e Tarciso; Julião, Hércules, Pretinho e Rolinha (Zé Eduardo).

GOLS: Afonso e Adinamar

COLOCAÇÃO:

FAST (campeão) 02 pp
Rio Negro e Nacional 04 pp
Rodoviária 06 pp
São raimundo 06 pp
América 10 pp
Olípico 11 pp
Sul América 13 pp

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9
mar

Os confrontos entre Nacional e Remo, em Manaus

 Publicado por Carlyle Zamith em Nacional

O Nacional Futebol Clube e o Clube do Remo, os dois Leões do Norte, duelaram na noite deste domingo (9), na inauguração da Arena da Amazônia, antigo Vivaldo Lima. O time do Pará empatou com o Naça por 2 x2 em um jogo tomado pela emoção do público. Mas desde quando começaram esses confrontos e quais foram os resultados? É isso o que nós vamos ver agora…

Era comum em finais de campeonatos, clubes do Pará organizarem temporadas em nossos gramados, sempre com bom resultado financeiro em razão da grande rivalidade existente entre os dois Estados.

1947 – REMO 1 x 0 NACIONAL

Em 1947, o Clube do Remo veio a Manaus para uma temporada de três jogos amistosos e saiu daqui invicto, marcando no total dez gols contra os adversários que foram o Tijuca, Fast e o Nacional.

LOCAL: Parque Amazonense, em 7 de dezembro de 1947. Juiz: Tenente Pedro Barbosa (AM).

NACIONAL: Mota, Vicente (Caçador) e Darcy; Mariozinho, Caveira e Trinta e Um; Oliveira, Paulo Onety, Marcos Gonçalves (Ariosto), Raspada e Enéas (Eliseu), posteriormente Júlio.

REMO: Veliz, Expedito e Isam; Modesto, Tião (Quiba) e Vicente (Cunha); Itaguary, Geju, Palito, Dilermando e Boró.

GOL: Geju, aos 23 do primeiro tempo.

NOTA DO BAÚ: Caçador pertencia ao Olimpico e Darcy ao Tijuca.

 

1958 – REMO 4 x 1 NACIONAL

No final de 1958, o Clube do Remo fez uma temporada amistosa de dois jogos, contra o Nacional e o Auto Esporte.

LOCAL: Parque Amazonense, em 7 de novembro de 1958. Juiz: Antonio Ramos (AM).

NACIONAL:  Pedro Brasil (Sandoval), Martins e Sampaio; Toscano, Agostinho e Boanerges (Said); Assis (Adamor),Dada (Pratinha), Lacinha, Zizico e Said (Boanerges).

REMO: Smith, Diniz e China; Izaias, Baiano e Emanuel; Jacó, Rodrigues, Quinha, Olinto II e Dedeco.

GOLS: Rodrigues 2, Quinha e Jacó (Remo), todos no primeiro tempo. Dadá, de penalti para o nacional no tempo final.

NOTA DO BAÚ: Os jogadores do Remo, Jacó e Quinha eram do futebol amazonense. Jogavam pelo Olimpico quando foram contratados pelo time paraense.

 

1959 – NACIONAL 2 x 0 REMO

Para inaugurar os melhoramentos no campo do Parque Amazonense, com a construção das cabines para a imprensa (não o Pavilhão Gilberto Mestrinho) e prolongamento da parte da geral, no sentido Beco do Macêdo, a FADA trouxe o Clube do Remo para dois amistosos. O primeiro jogo ocorreu contra o Auto Esporte, na sexta-feira de primeiro de maio, feriado nacional e o outro dois dias depois.

LOCAL: Parque Amazonense, em 3 de maio de 1959. Árbitro: Álvaro Maranhão (AM).

NACIONAL: Jorge Baleia, Jayme Costa e Sampaio; Martins (Mário China), Agostinho (Jayme Basilio) e Boarnerges (Gurgel); Tucupi, Pratinha, Lacinha (Pretinho), Motal (Adamor) e Assis (Said).

REMO: Smith (Piedade), Ribeiro e Zé Ferreira (Pedro Buna); Mangaba, Socó e Baiano (Sidney Queiroz); Câmarfa, Jacó (Izaias), J. Alves (Olinto), Zezinho e Dudinha.

GOLS: Lacinha e Assis, ambos no primeiro tempo.

 

1960 – REMO 3 x 1 NACIONAL

Três jogos amistosos disputou o Clube do Remo em 1960 e obteve três vitórias, além no Naça, contra o Auto Esporte e o Rio Negro com o total de 11 gols contra 3.

LOCAL: Parque Amazonense, em 4 de junho de 1960. Juiz: Álvaro Maranhão (AM).

NACIONAL: Tongato (Pedro Brasil), Martins e Sampaio, Guimarães (Ruy), Jaime Basilio  e Boanerges; Assis, Adamor (Baixote), Motal, Ribas (Jonas) e Caíca.

REMO: Piedade (Edgar), Olinto e Ribeiro; Izaias (Mangaba), Socó e Pedro Buna (Xavier); Jorge de Castro (Quinha), Valtinho (Japonês), Câmara, Sessenta e Quibinha.

GOLS: Quibinha, Câmara e Japonês (Remo) e Jonas (Nacional).

NOTA DO BAÚ: Boanerges foi expulso por jogo violento.

 

1965 – REMO 1 x 0 NACIONAL

Nacional na Taça Brasil.

LOCAL: No Parque Amazonense, em 18 de julho de 1965. Juiz: Fernando Andrade (PA).

NACIONAL: Marcos Marinho, Boanerges, Russo; Jaime Basílio e Reginaldo Penambucano; Sula e Dermilson; Fredoca, Hugo, Nandinho (Lacinha) e Pepeta.

REMO: Arlindo, Jorge Mendonça, Socó, Casemiro e Edílson; Assis e Walmir (Zé Luís); Zé Ilídio, Rangel, Zequinha e Neves.

GOL: Zequinha ainda no primeiro tempo.

 

1966 – REMO 5 x 2 NACIONAL

O Clube do Remo veio a Manaus duas vezes em 1966, num curto período de três meses e disputou quatro jogos. Foram duas vitorias (vs Nacional), uma derrota (vs Rio Negro) e um empate (vs combinado Fast e América).

LOCAL: Parque Amazonense, em 6 de julho de 1966. Árbitro: Dorval Guarda Medeiros (AM).

NACIONAL: Zé Carlos, Téo, Jonas (Russo), Sula e Normando; Chincha e Gadelha (Dermilson); Hugo (pretinha), Holanda, Pretinho e Pepeta.

REMO: Balbino, Ribeiro, Carvalho, Casemiro e Edilson; Zé Luís e Orivaldo (Assis); Zequinha, Pipico, Jurandir e Adinamar (Zezé).

GOLS: Para o Remo, Pipico fez 2, depois Zé Luís, Jurandir e Zequinha. Para o Nacional, Gadelha e Holanda, de penaliti.

NOTA DO BAÚ: O goleiro Zé Carlos fez sua estréia como titular do Nacional.

1966 – REMO 3 x 0 NACIONAL

LOCAL: Parque Amazonense, 18 de outubro de 1966. Juiz: Sebastião Silva (AM).

NACIONAL: Marck Clark, Téo (Armando), Jonas, Rato (Sula) e Normando; Chincha (Gadelha) e Dermilson; Pratinha, Holanda (Cândido), Pretinho (Luizinho) e Quisso.

REMO: Balbino, Ribeiro, Esteves, China e Edilson; Assis (Zé Luís) e Valter (Pipira); Nelio, Adilson (Rangel), Zezé e Jurandir (Afonso).

GOLS: Adilson aos 10, Assis aos 16 e Nelio, de penal, aos 30, todos no primeiro tempo.

NOTA DO BAÚ: Cândido foi emprestado ao Rio Negro.

 

1969 – NACIONAL 3 x 1 REMO

LOCAL: Parque Amazonense, em 20 de janeiro de 1969. Juiz: Carlos Costa (RJ).

NACIONAL: Marialvo, Pedro Hamilton, Sula, Berto e Téo; Mário Vieira e Rolinha; Pepeta, Lió, Jadir e Lula Zago.

REMO: François, China, Alemão, Zé Maria e Edílson; Íris e Paulista (Carlitinho); Zequinha, Amoroso, Robilota e Adinamar Abib.

GOLS: Pepeta, Lió e Zé Maria, contra, para o Nacional. Robilota para o Remo.

NOTA DO BAÚ: O Nacional disputou o Torneio Nordestão de 1969, contra o Clube do Remo em jogos de ida e volta. O campeão amazonense ganhou o primeiro em Manaus, mas perdeu duas vezes em Belém.

1976 – NACIONAL 1 x 0 REMO

LOCAL: Vivaldo Lima, em 19 de setembro de 1976. Público: 18.295.

NOTA DO BAÚ: Nacional na Copa Brasil de 1976. Nessa competição o número de participantes foi bem menor. Apenas oito com alguns jogos de volta e sem as grandes expressões do futebol brasileiro. A única exceção foi a presença do Corinthians.

 

1977 – REMO 2 x 0 NACIONAL

LOCAL: Vivaldo Lima, em 27 de novembro de 1977. Público: 23.241.

NOTA DO BAÚ: Nacional na Copa Brasil de 1977. Nacional que teve como companhia o Fast, não conseguiu a classificação, nem para a repescagem, ao contrário de seu co-irmão.

 

1984 – NACIONAL 1 x 1 REMO

LOCAL: Vivaldo Lima, em 19 de julho de 1984. Juiz: Carlos Alberto Nascimento (AM).

NACIONAL: Reginaldo, China, Marcão, Joãozinho e Antonio Carlos; Zé Luiz, Almir (Marinho Macapá) e Rivelino; Beendelak, Dario e Edú.

REMO: Bracali (Luís Sérgio), Rui Curuçá, Marcos, Darinta e Pedrinho; Roque, Chicão e Raulino (Nilton); Paulinho, Dadinho e Tita (Jair).

GOLS: China aos 5 e Tita aos 26, do primeiro tempo.

NOTA DO BAÚ: Amistoso com as estréias de Dario Peito de Aço e Rivelino, este com contrato especial para essa partida.

 

1985 – NACIONAL 4 x 2 REMO

LOCAL: Vivaldo Lima, em 3 de março de 1985. Público: 11.658.

NOTA DO BAÚ: Partida válida para a primeira fase no Copão de 1985.

Informação adicionada pelo amigo Luis Cláudio Chaves.

 

1996 – REMO 1 x 0 NACIONAL

LOCAL: Vivaldo Lima, em 6 de fevereiro de 1996.

NACIONAL: Pereira, Marquinhos, Capitão, Gentil e Guára (Luíca); Wellington, Alberto e Vanderlei; Garanha, (Cisco-Jardel), Reidinei e Washington.

REMO: Claudecir, Jura (Válber), Belterra, Flávio e Salinas; Ney, Marcirio (Emerson) e Dema; Rogério (Júlio César) Ageu e Hall (Jean).

NOTA DO BAÚ: Jogo realizado dentro do Torneio Ricardo Teixeira, competição organizada pela Federação Amazonense de Futebol (FAF), com a participação do Nacional, Rio Negro, Tuna Luso e Clube do Remo, em programação dupla, com jogos no Estádio Vivaldo Lima.

 

2000 – NACIONAL 3 x 2 REMO

LOCAL: Vivaldo Lima, em 12 de abril de 2000.

NOTA DO BAÚ: Jogo realizado dentro da Copa do Brasil 2000.

 

2001 – NACIONAL 2 x 0 REMO

LOCAL: Vivaldo Lima, em 8 de outubro de 2005.

NOTA DO BAÚ: Jogo realizado pelo Campeonato Brasileiro da Série B.

 

2005 – REMO 2 x 0 NACIONAL

LOCAL: Vivaldo Lima, em 19 de agosto de 2001. Público: 11.808.

NOTA DO BAÚ: Jogo realizado pelo Campeonato Brasileiro da Série C.

 

2014 – NACIONAL 2 x 2 REMO

Palco de importantes jogos da primeira fase da Copa do Mundo 2014, a Arena Amazônia, em Manaus, foi inaugurada neste domingo – ainda incompleta -, no empate entre Nacional-AM e Remo, por 2 a 2, em um emocionante jogo de volta pelas quartas de final da Copa Verde, competição que reúne times do Norte, Centro-Oeste e Espírito Santo.

LOCAL: Arena da Amazônia, em 9 de março de 2014. Juiz: Wagner Reway (Fifa/MT).

NACIONAL: Jairo; Daílson (Amaral), Índio, Rodrigão e Fabinho (Nando); Romarinho (Jeferson Recife), Negretti, Éder e Chapinha; Fabiano e João Douglas. Técnico: Francisco Diá.

REMO: Fabiano; Diogo Silva, Raphael Andrade, Max e Alex Ruan; Dadá, Ilaílson (Jhonnatan), Athos e Eduardo Ramos (Ted); Leandrão (Leandro Cearense) e Thiago Potiguar. Técnico: Charles Guerreiro.

GOLS: Max fez os dois gols do Remo que inauguraram as duas traves da Arena, aos 32’ e 14’, do primeiro e segundo tempo respectivamente. O Nacional reagiu com Jeferson Recife e com o meia Nando que aos 42′, acertou um “pombo sem asa”, de fora da área, no ângulo, empatando o jogo.

NOTA DO BAÚ: Estiveram presentes na partida inaugural da Arena, 23.034 pessoas, sendo 3.034 em serviço, 10 mil em doações e 10 mil pagantes. A renda bruta do jogo foi de R$ 443.750,00. O Jogo foi transmitido pela TV Tiradentes.

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7
mar

Livro “Os Clássicos do Futebol Brasileiro”

 Publicado por Carlyle Zamith em Cotidiano

Boa notícia para os amantes da literatura esportiva de qualidade. Os estudiosos José Renato Sátiro Santiago e Marcel Unti lançam agora, em março, o livro "Os Clássicos do Futebol Brasileiro”.

Como o próprio jornalista Maurício Noriega diz na apresentação do livro: “Jogos comuns, vocês que me perdoem, mas os clássicos são fundamentais”. Pois é dentro deste cenário que Os Clássicos do Futebol Brasileiro, livro de autoria de José Renato Sátiro Santiago Jr. e Marcelo Unti, apresenta um inédito e histórico levantamento dos maiores jogos da história do futebol brasileiro, os chamados Clássicos.

Uma história iniciada ainda no princípio do século passado entre São Paulo Athletic Club e o Club Athletico Paulistano e repleta de muitas curiosidades, fatos, “causos” e registros históricos que envolve o futebol de todas as 27 unidades federativas do Brasil.

São mais de 200 clássicos, mais de 1.000 histórias, emoções infinitas e rivalidades que se perpetuam ainda mais o futebol brasileiro. Histórias de jogos decididos com gols de Tarzan, Ventilador, Burro Preto e, até mesmo de Purgante. Partidas em que equipes inteiras foram a delegacia, de uniforme e tudo, ou que foram invadidas por enxame de abelhas ou de uma cabra, chamada Sofia. Clássicos do Sertão, do Cacau, Pai e Filho, Vovô, Suburbano e alguns até mesmo disputados no Lixão. Uma viagem fantástica e imperdível pelo País do Futebol.

Poderão ser adquiridos através do e-mail jrssjr@uol.com.br e/ou nas respectivas páginas dos livros no Facebook.

SERVIÇO

O quê? Lançamento do livro “Os Clássicos do Futebol Brasileiro” com 356 pgs (16×23)
Onde? Lançamento: Bar São Cristovão (Rua Aspicuelta, 533) em São Paulo
Quando? 13 de março a partir das 19:00

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20
fev

Carlos Zamith – uma vida em fotos

 Publicado por Carlyle Zamith em Audio & Video, Eu sou o Baú Velho

Hoje, 20 de fevereiro, é o aniversário de meu pai, Carlos Zamith, se estivesse aqui nesse chão completaria 88 anos, mas partiu desta para outra melhor. Não há palavras pra expressar nossa saudade, melhor ver essas imagens que falam por si e dizem muito mais do que eu poderia dizer. É só clicar no play…

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18
fev

Obra do Estádio Carlos Zamith em progresso

 Publicado por Carlyle Zamith em Cotidiano

Local, na Zona Leste de Manaus, já tem uma das arquibancadas concluídas

Ao que parece, todos os problemas burocráticos em relação a interdição do Centro de Treinamento do Coroado foram sanadas. Após a construtora J. Nasser tomar as devidas providências em relação as questões de segurança da obra, o segundo CT oficial da Copa do Mundo em Manaus, junto com a Colina, começa a ganhar forma.

O estádio, que leva o nome do jornalista Carlos Zamith, já aparece com uma de suas duas arquibancadas concluídas. Já o campo do Centro de Treinamento foi construído em camadas, com brita e um colchão com as tecnologias mais avançadas de drenagem e irrigação. O gramado contém uma mistura de gramas adaptáveis ao clima da região.

A construção, a cargo da construtora J. Nasser Engenharia Ltda, teve início no dia 5 de agosto de 2013. O investimento é da ordem e R$ 14,7 milhões, com o estádio tendo capacidade para pouco mais de cinco mil pessoas.

Obras interrompidas

Um mês atrás, após vistoria realizada no local, o Ministério Público do Trabalho (MPT) pediu a interdição das obras por julgar que as condições de trabalho no canteiro de obras do CT do Coroado não observavam as normas de segurança do trabalho, sendo detectadas diversas irregularidades trabalhistas.

A Justiça do Trabalho acatou o órgão e interrompeu as obras, que só foram liberadas após a construtora tomar as medidas adequadas de segurança.

Matéria publicada originalmente por GloboEsporte.com (Manaus/AM)

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16
fev

Uberadinha – Times do Colégio Dom Bosco

 Publicado por Carlyle Zamith em Clubes extintos

No terreno do Colégio Dom Bosco existiam dois campos de futebol, um na parte baixa, atrás da antiga Igreja, com dimensões mais amplas e alguma grama e o outro, na parte de cima, de barro duro onde os garotos mais franzinos batiam as suas peladas. De ambos saíram bons jogadores para o nosso futebol.

No campo maior, eram realizados torneios e até um campeonato com a denominação de “Liga Auxilium”. Tudo orientado pelos Padres Salesianos e sempre com a presença marcante do saudoso mestre Padre Agostinho Caballero Martin, fundador do Colégio Dom Bosco, nascido na Espanha, na aldeia D’Avila, Província de Salamanca a 28 de agosto de 1882 e falecido em Manaus a 19 de dezembro de 1962.

O campinho da parte baixa desapareceu com o alargamento do início da Rua Pedro Padre Ghisland, ex-Saldanha Marinho, para o escoamento do trânsito que utiliza a Rua Governador Vitório. Mas ainda hoje, os Padres do Colégio Dom Bosco dão muita atenção a parte esportiva e não raro tem aparecido alguns jogadores para o futebol local.

Foi no campinho de saudosa memória que saíram bons jogadores para os times da primeira divisão. O Tijuca Clube tinha seu elenco praticamente formado por alunos do Colégio. O América dos irmãos Teixeira, também teve parte de sua origem no Dom Bosco, onde o então técnico João Liberal comandava o campeonato interno com rigorosa fiscalização e, sobretudo, com perfeita organização.

Até jogos noturnos, no ano de 1947, foram disputados com grande afluência. Os jogos do campeonato da “Liga Auxilium” eram realizados nas manhãs de domingo. Obrigatoriamente, cada jogador, ao assinar a súmula, tinha que exibir o carimbo numa carteirinha, comprovando sua presença à Missa, sem esquecer que a turma sempre dava um jeito para driblar a fiscalização de João Liberal.

O time que aparece na foto é lá do Colégio Dom Bosco, quando corria o ano de 1939. É o time do Uberabinha, que usava a camisa do Colégio e que obteve excelentes resultados pela categoria de seus integrantes, alguns com carreira de destaque nas equipes que disputavam o campeonato oficial da FADA (Federação Amazonense de Desportos Atléticos).

UM POR UM

  • Em pé, de óculos escuros, o antigo zagueiro Tuta, (12/10/1919~10/02/2001). Foi campeão pelo Olímpico e integrante de várias seleções na década de 40;
  • José Jorge Rebelo, antigo funcionário do Cortume. Foi por muito tempo morador de São Raimundo, ex-defensor do Sul América e presidente do mesmo clube;
  • Rubens Gaspar ou Gaspar II. Seu irmão jogou como ponta esquerda do Olímpico Clube. Era de uma família do interior e aluno interno do Colégio;
  • Ernesto – não tenho referências;
  • Flaviano Limongi (usando gorro muito em moda à época), quando dava seus primeiros passos para mais tarde tornar-se um dos bons goleiros do nosso futebol, inclusive como integrante de seleções nos anos quarentas;
  • Dedé, jogou no América e foi quarto-zagueiro do time titular do Fast Clube, bicampeão da cidade em 1948/1949. É funcionário aposentado do Tribunal de Justiça;
  • Agachados estão Reinaldo Tribuzi, ex-jogador do Sul América na década de 1950 e também ex-presidente do mesmo clube. Advogado, foi presidente do TJD, da FADA;
  • Antônio Frota, o Frotinha que jogou pelo juvenil do Rio Negro e titular bicampeão pelo Fast, em 1948/1949.  Advogado e Conselheiro do Tribunal de Contas aposentado;
  • Mário Orofino, de gorro, um ex-jogador identificado com o Tijuca Clube. Era chamado de bailarino pela facilidade com que dominava a bola e aplica os dribles no adversário;
  • Anizio – meio encoberto pela mão esquerda de Mário. Como referencia sabemos apenas que morou durante muito tempo na rua Henrique Martins, atrás do velho Ginásio Amazonense;
  • Jamil Xaud, de gorro listrado, residia em Roraima. Comerciante e um de seus irmãos prestou serviços ao esporte local, inclusive como integrante da entidade local;
  • Lourinho, ao lado esquerdo de Mário Orofino, não temos referências.

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O futebol foi introduzido no Brasil em 1894 por Charles Miller, um paulista descendente de ingleses. Em 1902, ele já era um goleador e se colocava como primeiro artilheiro do campeonato paulista.

Em Manaus, o futebol se desenvolveu a partir de 1906, começando a ser jogado nas praças públicas (cedidas pela prefeitura) e no Bosque Municipal, na avenida Constantino Nery, próximo ao Bosque Clube. Um pouco mais tarde, foi utilizado o campo da praça Floriano Peixoto, onde hoje é o Hospital Geral de Manaus, no bairro de Cachoeirinha.

Não há meios para se saber ao certo quem trouxe o futebol para a nossa cidade, mas presume-se que foram os ingleses, como aconteceu no Rio e São Paulo, considerando que os primeiros times em Manaus eram formados por jovens procedentes da Inglaterra que aqui exerciam atividades em firmas estrangeiras.

A partir de 1910, o futebol cai no gosto da sociedade local. Os Ingleses fundaram o Manáos Sport Club (1906) e o Manáos Athletic (1908). Os portugueses deram origem ao Luso Foot-Ball Club (1912), Onze Português (1913), Vasco da Gama (1913) e Luzitano Operário (1914).

Com a considerável movimentação do número de times na época, finalmente foi criada a Liga Amazonense de Foot-Ball, em 10 de janeiro de 1914, que teve seus estatutos aprovados 5 dias depois e, logo a seguir, em 21 de janeiro, realizou as inscrições para o primeiro campeonato oficial de futebol da cidade de Manaus, na sede do Ideal Clube, com a participação de 5 equipes na primeira divisão:

Nacional, Rio Negro, Manáos Athletic, Manáos Sporting e Vasco da Gama.

Já a segunda divisão teve a participação de 7 outras equipes. Os jogos da primeira divisão aconteciam todos no Bosque Municipal, sempre aos domingos à tarde, já os jogos da segunda divisão seriam no campo da praça Floriano Peixoto

Foi assim que no Bosque Municipal, em 1° de Fevereiro de 1914, domingo de sol e calor, realizou-se o jogo de abertura entre as equipes do Nacional e Manáos Athletic, com a vitória do Nacional por 2×1, sendo os dois gols nacionalinos marcados pelo atacante Paulo Melo que era antigo despachante aduaneiro, enquanto Barton anotou para o time Inglês.

Meses depois, no dia 14 de junho, a imprensa registrava “Match Entre Teams de Brazileiros e Inglezes” e veio a vingança na decisão do primeiro título de campeão com a vitória dos ingleses por 3×2 sobre os nacionalinos, perante 3 mil torcedores, o maior público presente em uma partida de futebol no Estado até aquele  momento. Os gols foram marcados pelo moreno José Ernesto (contra), Burns e Barton para o Manáos Athletic. Os dois gols do Nacional foram marcados por Bevilaqua e o artilheiro Cícero Costa. Eurico Borges foi o árbitro da partida.

MANÁOS ATHLETIC – PRIMEIRO CAMPEÃO (1914)

O Manáos Athletic Club foi um clube brasileiro de futebol, hoje extinto, da cidade de Manaus, capital do estado de Amazonas. Formado por jogadores ingleses, que exerciam atividades em várias firmas da cidade de Manaus, foi campeão amazonense duas vezes, nos dois primeiros anos da competição oficial, em 1914 e 1915. Foi fundado exatamente no dia 23 de junho de 1908, na avenida Constantino Nery, onde era o recanto de lazer da côlonia inglesa, sob a presidência de John Silver Knight. Após a segunda guerra mundial, em 1945, o lugar passou para o domínio dos amazonenses e passou a denominar-se Bosque Clube.

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1
fev

Morreu Zé Maria, eterno goleiro do Nacional

 Publicado por Carlyle Zamith em Astros do futebol

Era veterano quando começou a mostrar boas qualidades para a posição de goleiro, cujo local onde pisa é difícil crescer a grama. Veio para Manaus por indicação do ex-governador Gilberto Mestrinho, que fora goleiro do juvenil do Rio Negro na década de 1940 e que na época exercia o mandato de deputado Federal pelo Território de Roraima. Em Manaus colocou no peito duas faixas de campeão e por aqui ficou. Nunca se queixou da vida, mas sabia que perdeu tempo jogando e trabalhando sem conseguir armar seu pé de meia.

José Maria do Couto nasceu na capital do Pará, em 28 de agosto de 1929 e lá só participava de peladas em times do subúrbio. Estava servindo ao Exército Brasileiro, como soldado, no 26º BC, quando foi transferido para Roraima, lotado no 1º Batalhão de Fronteira. E foi aí que começou a gostar do futebol. Começou no segundo time do Amazônia Esporte Clube, a quarta força do futebol de Roraima e logo chegou ao time principal.

Quando deu baixa do Exército, ficar por lá jogando futebol em troca de um emprego. Foi campeão em 1952 pelo Rio Branco e em 1953, pelo Roraima. A Seleção do então Território fez uma excursão vitoriosa a Paramaribo ganhando um Torneio. Em seu time, vários jogadores de Manaus, como Caveira, Dog, Mão de Remo, Bonates, Morcego e Aderaldo.

Zé Maria participou, além do Roraima, como titular São Paulo e Flamengo, do qual foi fundador, quando surgiu a oportunidade para jogar em Manaus no ano de 1961. O objetivo era o de vestir a camisa do Rio Negro que estava de volta ao futebol após 14 anos de inatividade, mas faltou ambiente no time barriga-preta:

“O professor Gilberto Mestrinho era deputado Federal por Roraima e me acenou para jogar pelo Nacional e vim correndo”. O titular era Tongato. Fiz minha estréia, com 32 anos de idade, logo num Rio-Nal, dia 2 de setembro de 1962, no Parque. Vencemos por 1×0, gol de Pepeta. O nosso técnico era Walter Félix de Souza, o Té. Ele gostou do meu desempenho e segurei a posição, no time titular, mas nesse ano o campeão foi o Rio Negro”.

Em 1963, Zé Maria teve atuações alternadas com Vasconcelos e foi campeão pelo Nacional, dentre outros, com Boanerges, Jonas, Sula, Basilio, Vanderlann, Fredoca, Sabá Burro Preto, Dermilson, Pepeta, Ribas. Lacinha, Vivaldo, Aderbal, Português e Caíca.

No ano seguinte o primeiro campeonato profissional e novamente campeão da cidade, ainda sob o comando de Té. O São Raimundo conquistou o primeiro turno e o Nacional, o segundo. A decisão foi em melhor de quatro contra o São Raimundo. No primeiro jogo, 1×1, no segundo, Nacional, 3×2 e no terceiro, novo empate de 1×1. Nacional campeão.

Zé Maria fez seu último jogo pelo Nacional, no meio do segundo turno do campeonato de 1964, contra o São Raimundo, 2×2. Daí em diante entregou o posto a Vasconcelos que jogou até o fim do campeonato. Recebeu a faixa de 1º campeão profissional, com quase todos os companheiros do título anterior.

Depois de seu compromisso em Manaus, Zé Maria voltou a Roraima para jogar durante mais sete anos no Baré e, em 1972, com 43 anos decidiu parar, transferindo sua residência para Manaus.

Zé Maria, eterno goleiro do Nacional, faleceu ontem, 31 de janeiro de 2014, aos 85 anos de idade. É pai de Paulo Henrique Costa do Couto (prof. Paulo Gravata) e Gilmar Couto, apresentador do Programa UFAM Esportes, da TV UFAM.

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26
jan

Marcus, goleiro desde garoto

 Publicado por Carlyle Zamith em Astros do futebol

Na década de 1950, quando o nosso futebol ainda era controlado pela FADA, os clubes tinham bons goleiros. Aliás, o Amazonas sempre foi um privilegiado em revelar valores para essa difícil posição chegando até a importar alguns deles para clubes do Pará. MARCUS Paiva Marinho foi um bom goleiro do Nacional. Morava na rua Luís Antony, em frente ao estádio General Osório (hoje, colégio Militar) e ali diariamente era visto ainda garoto, jogando no gol.

Profissionalmente apareceu muito bem nos quadros do Nacional Futebol Clube. Foi titular da Seleção do Amazonas, em 1956, que ficou conhecida como seleção Treme-Treme, até ser contratado pelo Paysandu Sport Club no ano seguinte, substituindo o velho e conhecido Dodó, que estava pendurando as chuteiras. Foi campeão no mesmo ano, sob as ordens de Arlindo Dourado e Rafael Bria. O time que jogou a última partida formava com Marcus, Salazar e Gilvandro; Pau Preto, Maurício e Caim; Meia Noite, Natividade, o amazonense Luciano, Quarentinha e Carlos Alberto.

De volta à Manaus, em 1960, Marcus jogou pelo Rio Negro que retornava ao futebol. Encerrou a carreira em 1967, atuando pelo Sul América. Era servidor aposentado do município e morreu no ano de 2009.

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19
jan

Irene Borges faz homenagem ao estádio Vivaldo Lima

 Publicado por Carlyle Zamith em Cotidiano

A galeria Moacir Andrade recebe até o final do mês de janeiro a exposição Tributo ao Estádio Vivaldo Lima, da fotógrafa Irene Borges. A exposição faz parte da programação do projeto Férias no SESC e ficará aberta à visitação pública todos os dias, de segunda à sábado com entrada gratuita.

A exposição Tributo ao Estádio Vivaldo Lima vai até o dia 31 de janeiro. Nela você encontra diversos objetos com algum tipo de ligação com o Vivaldão como a primeira e última catraca utilizada no antigo espaço, além do gramado de 1970, ano da inauguração, placas comemorativas, que são do acervo da Fundação Vila Olímpica, imagens em DVD, e muito mais.

Irene Borges faz uma reflexão a respeito da importância que o Vivaldo Lima teve para a cultura e esporte da região, com retratos em várias fases do estádio. O objetivo é repassar para as novas gerações a história do estádio e os grandes acontecimentos no Vivaldão, como era conhecido. O estádio Vivaldo Lima foi demolido em 2010 e deu lugar a Arena da Amazônia, que vai receber jogos da Copa do Mundo.

Irene Borges foi a última pessoa a entrevistar o historiador Carlos Zamith. Sobre esse encontro, ela escreveu:

“Sábado, dia 13 de julho de 2013, data que ficará guardada na minha memória; quando eu o visitei pela primeira e última vez. Conversamos por cerca de uma hora e meia, mais ou menos, pouco tempo passei diante de um homem de 87 anos, mas de uma lucidez incrível apesar da enfermidade que aos poucos lhe tirava a vida, sempre acompanhado por seu filho Carlyle. Ao me despedir, prometi que voltaria para continuarmos a entrevista porque no momento ele já sentia um tanto cansado; porém, não houve mais tempo, e duas semanas depois ele nos deixou. Certo dia, antes de visitá-lo, abri seu blog Baú Velho e vi algumas fotos dele em seu leito de enfermidade, impressionante; eu não vi o rosto de um homem que enfrentava dores horríveis, mas sim, o rosto de um homem com uma grande Paz, um semblante iluminado por uma Luz do Amor de Deus, nosso Criador; fiquei emocionada e não pude conter o desejo de conhecê-lo pessoalmente. VALEU!”

Irene Borges

SERVIÇO:

O QUÊ: Exposição ‘Tributo ao Estádio Vivaldo Lima’
ONDE: SESC na rua Henrique Martins
QUANDO: Até 31 de janeiro de 2014 (coquetel de encerramento nesse dia, às 19:30)
QUANTO: entrada gratuita
CONTATO: 2126-9597

Veja abaixo o vídeo com a matéria da Record News TV:

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12
jan

Parabéns Nacional, 101 anos!

 Publicado por Carlyle Zamith em Nacional

Nosso Baú de hoje é especial para homenagear o Nacional Futebol Clube que amanhã, segunda-feira, dia 13 de janeiro, completa 101 anos de existência, com 41 títulos conquistados no futebol amazonense, sendo 18 no amadorismo e 23 no profissional. É o primeiro time do hexa-campeão do Amazonas.

Revirando os alfarrábios de meu pai, encontrei a foto mais antiga do Nacional. Ela é inédita, nunca antes publicada na internet, nem em seus livros ou mesmo na imprensa. É o NACIONAL de 1913, ano de fundação do clube da estrela azul, quando ainda tinha a denominação de Onze Nacional.

SOBRE A FOTO HISTÓRICA

Em pé, começando pela esquerda, está Manoel Fernandes da Silva, conhecido como Fernandinho, fundador do Nacional. Estudou na Inglaterra e foi funcionário federal no estado de Rondônia. Ao lado, Antônio Craveiro, centroavante, foi funcionário do Correios, morreu ainda jovem, com 33 anos, depois que foi acometido de tifo. Segue o moreno José Ernesto e ao seu lado, o juiz do jogo com o uniforme do Manaós Sporting Club (pode-se ver na camisa as iniciais do clube MSC). No canto direito da foto, um pouco mais atrás, um anônimo torcedor elegantemente vestido de braços cruzados.

No centro, de joelhos, estão Jorge Hermes, sobrinho do antigo corretor Hermes de Araújo. Manoel Laíza e Authberto Rocha que durante muito tempo gerenciou a agência do Lloyd Brasileiro de Manaus que funcionava na Rua Marechal Deodoro.

Na fila da frente, vemos Santos Ferreira e Paulo Melo que era antigo despachante aduaneiro. Sentado segurando a bola está Cícero Costa, zagueiro que chegou a jogar pelo Clube do Remo e que também era excelente violonista. Ele foi o autor de cinco gols no primeiro clássico RioNal, realizado no dia 2 de março de 1914. E para finalizar, Jorge melo e Fausto Paiva.

UM POUCO DA HISTÓRIA

Conta a história que o Nacional surgiu de uma cisão do Manaós Sporting, que era presidido pelo Dr. Edgar Melo de Freitas. A cisão foi motivada por um desentendimento entre o presidente e o capitão da equipe de futebol, Manoel Fernandes da Silva, o Fernandinho (o primeiro da foto em pé), quando se discutia, em reunião, determinado artigo do estatuto do Manaus Sporting.

Naquela época, o capitão de qualquer time, tinha uma força entre os atletas. Era uma espécie de comandante e Fernandinho fez oposição e logo encontrou apoio de seus companheiros de equipe. O diretor José Marçal dos Anjos, do Manaós Sporting, acompanhou os atletas e aí foi fundado o Nacional, no dia 13 de janeiro de 1913.

A primeira reunião foi realizada na casa nº200, da Avenida Sete de Setembro, ao lado da Prefeitura Municipal de Manaus, e o novo clube ganhou o nome de Eleven Nacional. O professor Cariolano Durand, cunhado do jogador Antônio Craveiro (em pé, o segundo na foto) volta e meia dizia para o Fernandinho:

- Não posso compreender como é que um clube que veda a entrada de qualquer jogador que não seja brasileiro nato, tenha palavra estrangeira no seu próprio nome?

Diante das constantes observações, o nome do clube foi alterado para Onze Nacional.

A primeira sede oficial foi lançada na gestão do Sr. José Amandio Mendes e do Coronel Leopoldo de Mattos, presidente e vice-presidente, respectivamente, e  estava localizada na Avenida Epaminondas. A partir de 1930, o Onze Nacional passou a denominar-se Nacional Futebol Clube, mudando-se para a sede da rua Saldanha Marinho, entre a avenida Eduardo Ribeiro e a rua Barroso, onde lá funcionou durante 40 anos.

O HINO

A letra e a música do hino são de Flávio de Souza, na época preparador físico da equipe de futebol do Nacional. Flávio foi durante muito tempo membro do conjunto musical da Rádio Baré, cronista esportivo atuante e fundador da Associação dos Cronistas e Locutores Esportivos do Amazonas (ACLEA). Além de comenárista esportivo, especializado em arbitragem, também foi treinador de futebol, começando no juvenil do Rio Negro em 1964, depois no Nacional e em 1969 assumiu a direção da Rodoviária, estreante no campeonato profissional. Clique no PLAY abaixo e ouça a gravação de 1968 que saiu pelo selo da Phillips, em compacto simples de vinil, com selo azul nº 365.259 PB.

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.

OS TÍTULOS

Fundado em 1913, o Nacional conquistou seu primeiro título em 1916, repetindo o feito nos quatro anos seguintes, tornando-se pentacampeão da cidade (1916~1920).

Mas ainda detentor de outros títulos inéditos:

  • Campeão do Centenário da Independência do Brasil (1922)
  • Campeão do centenário da Província do Amazonas (1950)
  • Último campeão do futebol amadorista (1963)
  • Primeiro Campeão do futebol profissional (1964)
  • Hexacampeão de futebol profissional (1976~1981)

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Fonte: DVD Rio-Nal 100 anos de paixão (2013, Manuel Callado)

O Nacional participou pela primeira vez do Campeonato Brasileiro de Futebol (COPÃO) em 1972. A competição, organizada pela então Confederação Brasileira de Desportos (CBD), contou com 26 clubes, num critério de o disputante ter sido o campeão de seu Estado.

O representante amazonense jogou contra 25 adversários e a sua colocação ao final do certame se não foi boa, pelo menos não decepcionou. Seus dirigentes, precavidos da importância da competição, tiveram o cuidado de armar uma equipe competitiva, conseguindo reforços no mercado de Minas Gerais, trazendo jovens valores que estavam despontado nas equipes inferiores do Atlético Mineiro.

E foi através de um convénio com o time mineiro que o Nacional conseguiu os empréstimos de Pedrilho, Campos, Lacy, Ismael e Danival, além de trazer do futebol carioca os irmãos Almir e Walmir Coutinho e o zagueiro Jurandir, ex-Bonsucesso.

A ESTRÉIA

A estréia do Nacional não foi das piores. Mesmo jogando em Salvador, contra o Bahia, adversário categorizado, perdeu por 1×0. Um escore plenamente justificável, considerando ainda que o gol dos baianos foi marcado aos 32 minutos do segundo tempo, pelo ponteiro Natal, que brilhara no time mineiro do Cruzeiro.

Na volta, em casa, o Nacional enfrentou o Flamengo, do Rio, numa quarta-feira, dia 13 de setembro de 1972, com o público de 26.439 pagantes. O placar não saiu do zero a zero. Eis a escalação:

NACIONAL: Edson Borracha, Antônio Piola, Jurandir, Fausto e Almir; Mário Vieira e Jorginho; Ismael, Valmir Coutinho (Julião), Lacy e Reis.

FLAMENGO: Renato, Moreira, Chiquinho, Tinho e Mineiro; Liminha e Zé Mário; Vicentinho, Caio Cambalhota (Humberto), Doval (Arilson ) e Paulo César Cajú.

Depois desse jogo, vieram o Vasco, Corinthians, Botafogo, Internacional, São Paulo, Palmeiras, Santos, Atlético Mineiro, Gremio, Cruzeiro, Fluminense, etc. Dos 25 jogos que o Nacional disputou, dirigido pelo treinador Paulo Emilio, conseguiu quatro vitórias, dez empates e perdeu onze vezes, com 18 pontos ganhos e 32 perdidos. Seu ataque marcou 23 gols e sofreu 31. Uma campanha que ficou na intermediária dos 16 participantes. Os 23 gols do Nacional foram marcados por Campos (14), Valmir Coutinho (3), Pedrilho (2), Antônio Piola, Nelson Souza, Ismael e Danival (1 cada).

O JOGO QUE FICOU NA MINHA MEMÓRIA

No dia 25 de setembro de 1972, a tabela do Campeonato Brasileiro (Copão) marcava o jogo Nacional x Corinthians, no estádio Vivaldo Lima. O torcedor aguardava um bom resultado, pois o Nacional vinha de um empate (3×3) em Natal, contra o ABC.

O público de 20.967 pagantes, ao término do jogo, alegre desfraldando a bandeira azul e branca com a vitória do Nacional por 2×0. O grande herói da tarde esportiva foi o mineiro Campos, de São Leopoldo, pertencente ao Atlético Mineiro e cedido por empréstimo ao time amazonense. Campos marcou aos 2 minutos e repetiu aos 29, ambos no 1º. Tempo.

NACIONAL: Edson Borracha, Antônio Piola, Jurandir, Café e Almir Coutinho; Mário Vieira e Jorginho; Ismael, Lacy (Danival), Campos e Reis.

CORINTHIANS: Sidney Zé Maria, Baldochi, Luis Carlos e Pedrinho; Nelson (Lance) e Adãozinho (Vaguinho); Paulo Borges Mirandinha, Tião e Aladim.

Juiz: José Assis Aragão (SP). Auxiliares: Alexandre José Lourenço e Paulo Bernardes (AM).

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20
dez

Feliz Natal e um Feliz Ano Novo!

 Publicado por Carlyle Zamith em Cotidiano

Na noite desse Natal são as estrelas que brilham no céu do Seu Amor um sinal.

Deixe-me ver o espírito do Natal se já está na sua casa.

Não, não quero ver a árvore iluminada na sala, nem presentes.

Quero ver o espírito de Natal entre Pais que descobrem tempo para os filhos e filhos que descobrem seus Pais, mesmo aqueles que já partiram.

Então deixe o Natal invadir sua alma.

Abrace-se à sua família e façam alguns minutos de silêncio que será como uma oração do coração, que vai subir aos céus e todos verão a estrela do Salvador nesse momento de

Luz, Paz e Amor!

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17
nov

São Raimundo completa 95 anos

 Publicado por Carlyle Zamith em São Raimundo

O São Raimundo Esporte Clube, fundado no dia 18 de novembro de 1918, está completando 95 anos de existência neste domingo. Uma data que sempre foi repleta de festejos, de inaugurações e de temporadas interestaduais, principalmente na época em que o sempre lembrado Ismael Benigno esteve à frente dos destinos desse simpático clube alvi-celeste da Colina, mas hoje foi lembrado apenas com uma faixa na entrada do estádio Ismael Benigno (Colina), na Zona Oeste de Manaus, sede da agremiação.

O São Raimundo lembra os nomes de Francisco Rebelo de Souza, seu primeiro presidente, Francisco Bessa, Quincas e José Vidal, Newton Queiroz, João Carlos Frederico, Dorval Dias, Professor Assis, Belmiro Costa, Pedrinho Sena, Venâncio, Jurandir Diola, João Bicudo, Mário Bacalhau, Lauro Pantoja, Tantico, Raimundo Sena e, principalmente aqueles que vestiram a sua camisa em memoráveis tardes esportivas na época do amadorismo, como Belêlêu, Enéas, Valdir Normando, Romão Garcia, Calendário, Elísio Nogueira, Tico, Tiririca, Didi, Cristóvão, Nozor, Carlos Genésio, Jaime Rebelo, Argemiro, Nêga Chica, Dídimo, Chagas, Agenor Tiago, Calá, Tantão, Ciro, sem esquecer outros grandes ídolos, detentores de títulos na primeira divisão, como Santarém, Almir, Vadinho, Zamundo, Valdir Santos, Valdir Melo, Fredoca, Melo, Paulinho, Zezinho, Augusto e tantos outros jogadores adorados pela torcida.

O São Raimundo também lembra a grande rivalidade com o Sul América, ambos do mesmo bairro, no tempo em que a imprensa esportiva denominou o jogo entre ambos de “Galo Preto”, na década de 50. Uma rixa tão salutar para o esporte que e acabou com o tempo.

TEMPORADAS

O São Raimundo promovia interestaduais para festejar qualquer evento relacionado em sua agenda. Por exemplo:- em 1962, o presidente Ismael Benigno, em conjunto com a ACLEA, contratou uma temporada da Tuna Luso, de Belém, que sempre deixava bom saldo financeiro para os patrocinadores. Era o mês de fevereiro, primeiro aniversário do estádio, inaugurado a 19 de fevereiro de 1961, com temporada do Sport Clube, de Recife. O time paraense cumpriu três jogos amistosos, perdeu o primeiro jogo, empatou o segundo e perdeu o terceiro.

Na estréia, dia 18 de fevereiro de 1962, o São Raimundo, em tarde de gala, venceu o time visitante por 2×1, com todos os gols marcados no 1º tempo. Vadinho e Santarém, para os da casa e Antonino para a Tuna Luso.

SÃO RAIMUNDO: Valdir Melo, Nilson e Seba; Sales (Cristóvão), Chicó e Tiririca; Louro (Nelson), Milton Prudente (Álvaro), Santarém, Almir e Vadinho.

TUNA LUSO: Sarará, Gonçalves e Nonato; Jatay (Epifânio), Moraes e Hiran; Eloi, Valmir, Edilson, Antonino e Santiago (Índio).

No segundo compromisso, contra o Nacional, três dias após, um empate de dois tentos Jaime Basilio e Caíca para o Nacional no primeiro tempo. Valmir e Edilson para a Tuna Luso, no tempo final. Depois foi a vez do Rio Negro, na despedida, dia 26 de fevereiro. O time barriga-preta em tarde de  raro brilhantismo, venceu pelo marcador de 3×0, com todos os gols do meia armador Fernando, um de penal.

BOA FASE

No futebol amazonense, o São Raimundo atravessou grande fase na década de 60. Foi campeão de 1961, ainda no amadorismo e depois campeão em 1966, o primeiro promovido pela FAF, já no profissionalismo. A sua torcida era considerada a terceira do Estado, único clube até hoje, com estádio próprio, construído com o esforço de seus dirigentes e torcedores.

Um time repleto de ídolos, comandados pelo artilheiro Santarém. Até hoje os mais antigos sanraimundenses não esquecem a linha de ataque que fez furor em vários campeonatos: Melo, Aírton, Santarém, Almir e Vadinho e lá atrás a segurança de Valdir Melo, Zé Maria, Paulinho, Zezinho, Zamundo, Fredoca e Itagiba. Um time de futebol que dava valor a prata da casa e por isso revelou bons jogadores para o nosso futebol. Depois, com as “importações” às vezes alguns cabeça de bagre ou até veteranos já sem condições, as equipes não tiveram meios de sustentar as altas despesas e o caos começou a se desenhar em todas as equipes.

JOGO DA FOTO

No dia 22 de março de 1970, praticamente no início da Taça Amazonas (vencida pelo Naça), competição de um só turno, o São Raimundo ainda vivia bons momentos. No seu campo, derrotou o Fast Clube por 3×1 perante mais de 3.600 pagantes. O time ainda tinha alguns ”importados”, mesclado com vários “prata da casa”. O carioca Mário marcou dois e Santarém completou, todos no segundo tempo. O único tento do Fast foi marcado pelo paraense Laércio.

SÃO RAIMUNDO: Waldir Melo, Santana, Paulinho, Waldir Santos e Arain; Augusto e Almir; Mário (Aírton), Marcio Mineirinho, Santarém e Bira (Sales)

FAST: Maneco, Antonio Piola, Casemiro, Zequinha Piola e Carneiro; Zezinho e Barrote (Holanda); Laércio, Edson Piola, Afonso e Zequinha Paraense.

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10
nov

Nacional X Botafogo

 Publicado por Carlyle Zamith em Nacional

Botafogo e Nacional já se defrontaram  sete vezes, quatro em caráter amistoso e três vezes pelo Copão Brasil. O time carioca leva nítida vantagem, pois venceu todos.

Eis os detalhes dos jogos, cinco em Manaus e um no Maracanã:

nacionalxbotafogo

AMISTOSOS

09/05/1962 – BOTAFOGO 3×1 NACIONAL

Local: Parque Amazonense
Árbitro: José Israel Rayol

NACIONAL: Geraldo, Boanerges e Sampaio; Chincha, Aderbal e Vanderlann; Caíca, Jaime Basilio, Sabá, Ribas e Lacinha.

BOTAFOGO: Manga (Brito), Nagel e Zé Maria; Airton, Pampolini e Paulistinha (Wilton); Neivaldo (Aluizio), Edson, Amoroso (Domingos) e China (Luis Carlos).

O gols: Amoroso, no 1º tempo. Airton e Aluizio para o Botafogo e Sabá, para o Nacional, no 2º tempo.

15/12/1974 – BOTAFOGO 1×0 NACIONAL

Local: Vivaldo Lima
Árbitro: Manuel Luís Bastos (FAF)

NACIONAL: Procopio (Toinho), Antenor, Renato, Eurico Souza e Luís Florencio (Djalma); Ângelo e Rolinha; Roberto (Ismael), Paulo Isidoro, Bibi e Reis (Pedrilho).

BOTAFOGO: Wendell, Miranda, Chiquinho, Osmar e Marinho Chagas; Artur (Edmilson) e Ademir; Rogério, Zair (Ferreti), Nilson e Dirceuzinho.

Entrega das faixas dos campeões de 1974 – Nacional. O gol foi de Rogério aos 42, do 2º tempo.

23/03/1979 – NACIONAL 1×1 BOTAFOGO

Local: Vivaldo Lima
Árbitro: Odilio Mendonça (FAF)
Público pagante: 11.089

NACIONAL: Beto, Cabralzinho (Marinho), Paulo Galvão, Djalma e Hélio; Ray, Mariceudo (Jorge Luís) e Corrêa; Bendelak (Edson), Nando (Eli) e Nilson (Esquerdinha).

BOTAFOGO: Zé Carlos, Perivaldo, Osmar, Osvaldo (Cremilson) e China; Luizinho Rangel (Chiquinho), Mendonça (Wescley) e Dé; Gil, Luizinho Lemos e Clovis (Ronaldo).

Gols de Corrêa, aos 43, do 1º tempo e Luizinho Lemos, aos 43, do 2º tempo.

Obs. Este jogo foi um tanto tumultuado no início, com quatro expulsões, logo aos l5 minutos. Gil e Osmar, do Botafogo. Ray e Paulo Galvão, do Nacional.

14/02/1996 – NACIONAL 3×2 BOTAFOGO

Local: Vivaldo Lima, 4a.feira à noite – amistoso
Árbitro: Eliel Azevedo. Auxiliares: Raimundo Nonato Costa e João Batista Moral
Renda: Cr$141.385,00, com 13.993 pagantes. Ingressos para arquibancada, a dez reais.

NACIONAL: Pereira, Marquinho, Reidner, Gentil e Guára; Lima, Renato e Nei Júnior (Luíca); Garanha (Washington), Alberto (Jeremias) e Cisco, revelado pelo time do Championell, do Peladão, foi o melhor jogador campo e mereceu a sondagem do Botafogo.

BOTAFOGO: Vagner, Grotto, Gotardo, Márcio Teodoro e Paulo Roberto; Moisés (Silas), Jamir e  Marcelo Alves; Dauri (Mauricinho), Tulio e Souza (Perivaldo).

Os gols foram de Reidner, cobrando falta aos 4; Jamir, cobrando falta, aos 11 e Márcio Teodoro, escorando de cabeça um escanteio, aos 34, do 1º tempo. Garanha aos 4 e Luíca, aos 9, do 2º tempo.

Obs. O árbitro Eliel Azevedo expulsou de campo os jogadores do Botafogo, Márcio Teodoro, no 1º tempo, Silas e Mauricinho, no 2º tempo e Renato, do Nacional, também no 2º tempo, além do auxiliar técnico do Botafogo, Renê Valber. Na expulsão do jogador Silas, dirigentes do Botafogo protestaram e chegaram a retirar o time de campo, mas voltou após seis minutos de paralisação. O cachê do Botafogo foi de 120 mil reais.

JOGOS PELO COPÃO BRASIL

27/09/1972 – BOTAFOGO 2×1 NACIONAL

Local: Vivaldo Lima
Árbitro: Oscar Scolfaro (FPF)
Público pagante: 27.127

NACIONAL: Edson Borracha, Antônio Piola, Jurandir, Café e Almir;  Mário Vieira (Danival) e Jorginho; Ismael, Lacy (Pedrilho), Campos e Reis.

BOTAFOGO: Wendell, Edmilson, Brito, Osmar e Marinho Chagas; Carlos Roberto e Nei; Tuca (Ademir), Ferreti, Fischer e Dorinho.

Gols de Marinho, aos 30, do 1º tempo. Antônio Piola aos 16 e Tuca, aos 20, do 2º tempo.

Obs.: Jurandir (Naça) e Fischer (Bota) foram expulsos ao primeiro minuto do segundo tempo.

24/09/1973 – BOTAFOGO 1×1 NACIONAL

Local: Vivaldo Lima (domingo)
Árbitro: Dulcidio Vanderley Boschila (FPF)
Público Pagante: 24.314

BOTAFOGO: Wendell, Miranda, Brito, Nilson Andrade e Valtencir; Carlos Roberto e Carbone; Zequinha, Fischer, Nilson Dias e Dirceuzinho.

NACIONAL: Procopio, Flávio, Luís Carlos, Eurico Souza e Luís Florencio; Jorginho e Toninho Cerezo; Guerino Neto, China (Zé Eduardo), Serginho (Marcos Silveira) e Ângelo.

Gols de Dirceuzinho aos 25, do 1º tempo e Marcos Silveira, aos 43, do 2º.

17/09/1975 – BOTAFOGO 4×1 NACIONAL

Local: Maracanã
Árbitro: Hélio Gosso (MG)
Público pagante: 3.005

BOTAFOGO:Wendell, Miranda, Chiquinho (Cedenir), Artur e Valtencir; Ademir, Carlos Roberto e Dirceuzinho; Nilson, Claudiomiro e Fischer.

NACIONAL: Procopio (Borrachinha), Antenor, Renato, Osmar e Grimaldi; Djalma e Bibi; Roberto, Serginho, Lula (Arcelio) e Nilson.

Gols de Claudiomiro e Fischer, no 1º tempo. Dirceu e Fischer, no tempo final.

04/12/1975 – BOTAFOGO 2×0 NACIONAL

Local: Vivaldo Lima
Árbitro: Silvio Luís (FPF) – narrador da TV Bandeirantes
Público pagante: 6.438

NACIONAL:  Borrachinha, Antenor, Osmar, Fausto e Grimaldi;  Jorginho (Zé Paulo) e Bibi (Djalma); Roberto, Serginho, Domingos e Nilson.

BOTAFOGOZé Carlos, Miranda, Cedenir (Mauro Cruz), Valtencir e Marinho Chagas; Carlos Roberto e Ademir; Dilson, Puruca (Mendonça), Tiquinho e Dirceuzinho.

Gols de Tiquinho, aos 34 e 36, do 1º tempo.

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24
out

Mercado Municipal Adolpho Lisboa

 Publicado por Carlyle Zamith em Manaus Antiga

Situado no centro histórico de Manaus, com 3.500 metros quadrados de área construída, o conjunto arquitetônico do Mercado Adolpho Lisboa é composto por quatro pavilhões de ferro importados da Europa: o Central, o da Carne, o do Peixe e o das Tartarugas.

A ORIGEM

Antes da existência do mercado, até 1855, funcionava no local a Ribeira dos Comestíveis para comercializar produtos vindos do interior do Amazonas. A ribeira supria as necessidades da cidade, onde se vendiam peixes, carnes, farinhas, frutas, legumes, grãos, mas com o início do ciclo da borracha, a cidade sofreu um intenso processo de migração, aumentando a demanda de produtos. Desta forma, os governantes da época perceberam a necessidade de construir um Mercado Público.

Foi então que em 1881, na gestão do Presidente da Província do Amazonas, Sátiro de Oliveira Dias, foi desapropriado um terreno de 5.400 metros quadrados, próximo ao porto, situado na Rua dos Barés, antigo bairro dos Remédios, dando-se assim o primeiro passo para a edificação de um mercado público coberto, com adequados padrões sanitários e comerciais, iniciada em agosto de 1882, na gestão seguinte, do então presidente Alarico José Furtado.

Após diversos editais de concorrência para a realização das obras, o governo Provincial firmou um contrato com a Backus & Brisbin, empresa que atuava em Nova Orleans (EUA), no México e em Belém, no Pará. O contrato previa a construção de um galpão coberto (91.476 m2), com paredes de alvenaria, sustentado por colunas e com a fachada voltada para o rio Negro. Inaugurado em 15 de julho de 1883, o Mercado Público de Manaus tinha um frontão de pedra, em estilo neogótico e um relógio de fabricação alemã acima do lanternim do galpão. Sua parte  interna, com vinte boxes destinados à exposição e à venda de mercadorias, era calçado com pedras de Lioz (tipo raro de calcário originário de Portugal) e paralelepípedos. Em 1890 foram construídos dois outros pavilhões (galpões) laterais de igual tamanho, também com estrutura de ferro e cobertura de zinco.

Com o passar do tempo, o Mercado começou a ficar inadequado, sendo necessário ampliá-lo para atender a demanda da população. Em 1902, começou uma obra para ampliação do prédio, cuja nova fachada seria voltada para a Rua dos Barés e não para o rio Negro, como anteriormente. A obra só foi concluída em 1906, sendo inaugurada pelo então prefeito Adolpho Lisboa, que colocou seu nome na nova fachada. A partir dessa data, O Mercado Adolpho Lisboa passou a ostentar duas fachadas: uma para o rio Negro – onde havia um embarcadouro para descarregar as mercadorias – outra para a Rua dos Barés. Em 1911, durante a administração do prefeito Jorge de Moraes surgiram os dois pequenos pavilhões octogonais, montados próximos às extremidades do Pavilhão das tartarugas, homenageados com os nomes dos Estados do Amazonas e Pará. Destinaram-se, originalmente, à função de ‘café e botequim’. Neste mesmo período, foi instalado o gradil de ferro fundido, oriundo da Praça Dom Pedro II, sobre base em alvenaria de pedra e dois portões, fechando a parte sul (com fachada voltada para o Rio Negro) e construídas duas escadas de alvenaria em Lioz nas laterais do edifício e desaparecidas anos depois.

Em 2005, o projeto de restauração foi iniciado na administração do prefeito Serafim Corrêa e aprovada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) que contemplou a repaginação de alguns espaços. Após sete anos fechado, o Mercado Municipal Adolpho Lisboa reabre para a população nesta quinta-feira (24), aniversário de 344 anos de Manaus. Na cerimônia, que contou com a participação de autoridades políticas, o povo pode conhecer de perto as novas instalações do mercado mais antigo de Manaus. Até o velho relógio do frontão da fachada dos Barés, que anteriormente era localizado na fachada voltada para o Rio Negro, estva lá bonito e iluminado a regular as atividades do velho mercado.

QUEM FOI ADOLPHO LISBOA?

Adolpho Guilherme de Miranda Lisboa (1862-1913) nasceu na capital da província da Bahia, em 22 de janeiro de 1862, filho do capitão Felippe Guilherme de Miranda Lisboa, então servindo no 7º Batalhão de Infantaria do Exército, e de Olympia Rosa de Oliveira Lisboa. Sua chegada à Amazônia ocorreu quando recém-nascido, conduzido por seu pai, este transferido para o 5º Batalhão da mesma arma, com sede em Belém. Veio para Manaus em 1902, convidado a ocupar o cargo de Superintendente Municipal pelo então Governador Silvério José Nery (1902-1904), tendo se mantido no cargo ate 1907. No decorrer de sua gestão, executou inúmeras obras de melhoramentos e benfeitorias na capital amazonense, dentre elas destaca-se a ampliação e recuperação deste Mercado.

Em 10 de outubro de 1913, numa sexta-feira, afastado há cinco anos da Prefeitura de Manaus e pouco antes de completar dois anos da morte de sua esposa Laura Leduc, Adolpho Lisboa morreu em sua residência, em Belém, às 9h30min da manhã, acometido por nevrite gripal.


FONTES: Acervo Carlos Zamith; Biblioteca virtual do Amazonas; Roberto Mendonça; Arminda Mendonça de Souza; Gisella Vieira Braga, Lúcia Gaspar. Online Mercado Adolpho Lisboa, Manaus/AM. Fotos de acervo Carlos Zamith e Marcos Dantas (atual).

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Projeto de Resolução que cria o memorial da Câmara Municipal de Manaus (CMM) foi aprovado e elogiado pelos vereadores durante a Sessão Plenária desta terça-feira (22). A inauguração foi nesta quarta (23), às 10h, em comemoração ao aniversário de 344 anos de Manaus e aos 180 anos da CMM comemorados em dezembro deste ano.

O local é um espaço de referência da cidade sobre os fatos históricos dos políticos amazonenses, com o resgate de fotos de vereadores e ex-presidentes da Casa Legislativa, objetos pessoais, livros e vídeos. A maior parte do acervo do memorial da Câmara é digital e poderá ser visto pelas 11 telas de 55 polegadas, sensíveis ao toque, que serão distribuídas pelo salão nobre da Casa. As telas são equipadas com sensor de movimento e os visitantes poderão ouvir a história por fones e acompanhar a tradução em libras, o que permitirá que pessoas com deficiência visual ou auditiva possam visitar e ter acesso ao conteúdo multimídia.

Cada equipamento conta a história de uma personalidade, entre elas, os ex-senadores Fábio Lucena, Jefferson Peres e João Bosco Ramos de Lima. A história da Câmara, de Manaus e dos ex-presidentes da CMM, desde 1833, também faz parte do acervo virtual.

O projeto apresentado pela Mesa Diretora da CMM também batizou o salão nobre com o nome do ex-funcionário da casa, escritor, historiador e jornalista Carlos Zamith, que faleceu aos 87 anos, em julho deste ano, deixando uma grande contribuição à história de Manaus e ao futebol amazonense.

O presidente da Câmara, vereador Bosco Saraiva (PSDB), convidou todos os parlamentares a participar do momento histórico que ficou registrado no memorial.

A família de Carlos Zamith agradece.

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Por Anderson Silva

Museu repleto de histórias, fotografias, curiosidades e relatos vai documentar a trajetória do futebol no Estado em um espaço localizado dentro da Arena da Amazônia, contudo, o público só terá a oportunidade de conhecer o museu depois da Copa do Mundo de 2014.

A história do futebol amazonense deve ganhar capítulos antes inimagináveis pelos amantes e admiradores do esporte no âmbito local. Um museu repleto de histórias, fotografias, curiosidades e relatos vai documentar a trajetória do futebol no Estado em um espaço localizado dentro da Arena da Amazônia. Contudo, embora a ideia tenha sido colocada em pauta desde 2011, o público só terá a oportunidade de conhecer o museu depois da Copa do Mundo de 2014, e ainda sem data definida para a inauguração.

Sob responsabilidade da Unidade Gestora da Copa (UGP), a concretização do projeto ficará sob encargo da Secretaria de Cultura (SEC). “Estamos trabalhando nesse projeto desde 2011 com o Robério Braga (Secretário de Cultura do Estado) e iremos começar com o próprio acervo do estádio Vivaldo Lima, que foi exposto no final de 2011 no Shopping Manauara”, disse ocoordenador da Unidade Gestora de Projetos da Copa no Amazonas (UGP-AM), Miguel Capobiango.

No entanto, o público maior de turistas que virão a Manaus – cerca de 120 mil estrangeiros (segundo estimativas da Empresa Estadual de Turismo do Amazonas (Amazonastur) – não terá a oportunidade de saber um pouco da essência do nosso futebol. “Nossa expectativa é que somente após a Copa seja reservado um espaço para a criação do museu. Os locais dentro do estádio serão usados pela Fifa e somente após o término teremos os espaços novamente, e faremos o museu”, explicou Capobiango.

ROBÉRIO

De acordo com o Secretário de Cultura do Estado, Robério Braga, mesmo sem uma data específica para a inauguração, o museu será um dos mais modernos. “Estamos ainda em fase preliminar de conversas com o governador do Estado, Omar Aziz, para receber orientações, até porque o governador é um desportista. Mas tudo indica que teremos o museu após a Copa e garanto que será um dos mais modernos, digno de futebol amazonense”, disse o secretário, sem saber de uma possível data para a inauguração. “Aí vai depender da coleta do material, discussões, orçamentos, composições de equipes. Isso tudo depende de uma decisão política”, afirmou. Segundo o secretário, toda a catalogação e pesquisa de dados serão feitas ainda este ano pela própria SEC.

MAIS DO MESMO

Sem conhecimento do projeto da criação do museu, o vereador Professor Samuel (PPS) indicou a Câmara Municipal de Manaus (CMM) o pedido da criação do Museu do Futebol nas instalações da Arena da Amazônia. No último dia 08, a Casa aprovou a indicação. “Não tinha conhecimento da criação do museu do futebol. Eu não sabia. Mas segunda-feira estarei reunido com o vice-governador José Melo e vou pedir uma conversa com o governador, Omar Aziz, e espero que tenha uma sinalização positiva para o futebol. As pessoas precisam saber que o Amazonas possui histórias do futebol”, disse ele.

BAÚ VELHO EM EXPOSIÇÃO

As tantas histórias para serem expostas no museu contarão com o vasto acervo de fotografias, textos e notas do jornalista e historiador do futebol amazonense Carlos Zamith, recentemente falecido. O “Baú Velho” será posto no museu do futebol. “Sou amigo particular do Carlyle (filho do Zamith) e já temos uma expectativa de contar com o acervo. Acredito que não vamos ter dificuldades para termos a história do Zamith, que é a história do futebol amazonense no museu”, disse Capobiango.

O filho do historiador, Carlyle Zamith, 52 anos, conta que terá orgulho em ceder o material para o museu. “Ainda não tive esse contato definitivo. Mas vai ser uma honra para toda nossa família colocar em boas mãos um material que meu pai anotou, com muitas fotografias e informações.

Ainda com saudades, Carlyle revela que tem um carinho especial pelo material pesquisado e guardado pelo historiador, e dá sequênciaaos trabalhos desenvolvidos pelo pai. “Meu pai era muito organizado. Tenho muitas saudades. Lembro que pedi a ele que botasse todo o material em um site, o que foi feito. Tive que muitas vezes ensiná-lo a escanear as fotos. Papai era muito criterioso. Todo campeonato ele tinha uma cadernetinha onde anotava tudo o que acontecia. Até as condições climáticas ele anotava”, relembra.

Matéria publicada no jornal À Crítica, em 17/10/2013.

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9
out

Baú Velho: A história do futebol amazonense

 Publicado por Carlyle Zamith em Eu sou o Baú Velho

Por Tiago Calado

Carlos Zamith foi um grande jornalista esportivo e apaixonado pelo futebol amazonense: aos nove anos, ele assistiu ao seu primeiro jogo em um estádio e, a partir daí, começou a guardar a escalação dos jogos, os times, tudo em relação ao futebol. Ele começou sua carreira nas rádios de Manaus, até que um dia chegou ao jornal A Crítica e lá começou a escrever uma coluna chamada Baú Velho.

A coluna começou na metade dos anos 80 e terminou no começo dos anos 90. Todos os dias, Carlos Zamith via as notícias que saíam sobre o futebol amazonense, recortava e colava em suas pastas, formando assim um grande acervo histórico sobre o futebol. Em 1998, foi lançada a primeira edição do livro Baú Velho, que conta toda a história do futebol amazonense. Foram usados todos os recortes de jornal na montagem do livro.

O livro retrata a história das decisões, dos jogadores, de quando o futebol amazonense deixou de ser amador para ser profissional e muitos outros fatos importantes. Em 2008, para acompanhar a modernização, foi criado o site do Báu Velho, em que continuou sendo tratado sobre o futebol, mas que também conta com um pouco da história da cidade de Manaus e do que vem acontecendo no seu cotidiano, acontecimentos e mudanças.

Carlos Zamith veio a falecer em 2013, mas graças ao Baú Velho, não deixou que a história do futebol amazonense sumisse. O site continua sendo atualizado agora por seu filho, Carlyle Zamith de Oliveira, que deu continuidade à obra de seu pai. Quem se interessou pela história e quer saber mais sobre o futebol amazonense e sobre o Baú Velho pode acompanhar no site: http://www.bauvelho.com.br

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8
out

TCU faz homegamem a Carlos Zamith

 Publicado por Carlyle Zamith em Eu sou o Baú Velho

Agradecemos o ofício recebido ontem do TCU – Tribunal de Contas que através do seu conselheiro Josué Filho que homenageia nosso querido Carlos Zamith.

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O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), divulga a programação da Semana da Pátria e do Amazonas que, em 2013, tem como tema “Semana da Pátria de Amor e Esperança ao Amazonas”. O governador Omar Aziz irá participar da solenidade de abertura da Semana da Pátria e do Amazonas 2013, que acontecerá às 8h30, no Centro de Educação de Tempo Integral (Ceti) Áurea Pinheiro Braga (avenida Brasil, Compensa, zona oeste). Na solenidade de abertura, participarão também o general de Exército, Eduardo Dias da Costa Villas Boas, e o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto.

Segundo o secretário de Estado de Educação, Rossieli Soares da Silva, as atividades programadas terão como objetivo evidenciar os fatos históricos que marcaram a proclamação da República e a autonomia administrativa do Amazonas. “Buscaremos favorecer junto à sociedade o civismo e o respeito aos símbolos pátrios. Será um momento ímpar em que procuraremos levar a sociedade e especialmente a comunidade estudantil a uma reflexão acerca de fatos históricos que marcaram a história do país e de nosso Estado”, ressaltou o secretário.

Oportunizando a reflexão e a participação dos estudantes, as programações temáticas terão início no dia 1º de setembro (próximo domingo) com a “Benção do Fogo Simbólico”, às 8h, realizada no distrito de Cacau Pirêra, em Iranduba (distante 2 km de Manaus). A cerimônia será complementada pela “Corrida do Fogo Simbólico” com início às 8h10 do mesmo dia. Pela primeira vez esta corrida, que envolverá estudantes da rede pública, será realizada de forma intermunicipal (Iranduba-Manaus) com largada ocorrendo na Ponte Rio Negro e encerrando no Ceti Áurea Braga.

A Corrida do Fogo Simbólico mobilizará 120 estudantes e contará com a participação do premiado atleta amazonense, Sandro Viana. No Ceti Áurea Braga – local de chegada da Corrida – ocorrerá a cerimônia de oficialização do início da Semana da Pátria e do Amazonas, com a entrega da tocha cívica pelos alunos participantes da Corrida do Fogo Simbólico, ao governador do Estado, Omar Aziz, acendimento da pira cívica e pronunciamento de autoridades.

Na ocasião, que é realizado tradicionalmente na data, também prosseguirão as homenagens à Mulher Amazonense “Mônica Bandeira Melo”, ao Vulto Estadual “Josué Cláudio de Souza Filho” e ao Vulto Nacional  “Carlos Zamith”. Ainda no dia 1º de setembro, logo que encerrada a cerimônia no Ceti Áurea Braga, a pira cívica será conduzida pelo Corpo de Bombeiros até a Ponta Negra, onde será fixada e exposta até o dia 7 de setembro.

24
ago

Charangalo

 Publicado por Carlyle Zamith em Rio Negro

A primeira torcida organizada do Amazonas é rionegrina! A Charangalo, a charanga rionegrina, que apareceu pela primeira vez nos estádios amazonenses em 1972, foi pioneira em levar instrumentos, bandeiras e faixas pra animar os jogos do Rio Negro.

FONTE: Livro Sete Décadas de Barriga-Preta – Manoel Bastos Lira – 1987

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