JOGO DECISIVO
Nacional 1 x 0 Rio Negro
27/08/1986
Local: Vivaldo Lima.
Árbitro: Jorge Viana (RJ).
Gol de Raulino, aos 35, do 1º tempo.
NACIONAL: Edson Cimento, Marinho Macapá, Paulo Galvão, Murica e Luís Florêncio; Sérgio Duarte, Tojal e Camarão; Botelho, Raulino e Ricardo (Iranildo). Técnico: Aderbal Lana.
RIO NEGRO: Paulo Goulart, Beto, Luizão, Chagas e Carlinhos; Levy (Jorginho), Patrulheiro e João Francisco; Merica, Volney e Gerson (Nilson). Técnico: Ernesto Paulo.
O Nacional contou ainda com Artur (goleiro), Oberdan, Jorginho, Oscar, Naldo, Deuzimar e Guaraci.
Participantes: Nacional, Rio Negro, Fast, Penarol, São Raimundo, América, Sul América e Libermorro.

Técnico Aderbal Lana, Paulo Galvão, Edson Cimento, Tojal, Murica, Marinho Macapá e Luís Florêncio. Agachados: Botelho, Raulino, Camarão, Sérgio Duarte e Ricardo.
REGULAMENTO
Competição em Chaves A e B, em dois turnos classificando-se os dois primeiros, com jogos de ida e volta.
PRIMEIRO TURNO
CHAVE A: Rio Negro 12 pg; Fast 7; Sul América 6 e América 2
CHAVE B: Nacional 13; Penarol 8; São Raimundo 5 ; Libermorro 3
CLASSIFICADOS: Rio Negro e Fast (A). Nacional e Penarol (B)
JOGOS DE IDA JOGOS DE VOLTA
Nacional 4 x 1 Fast Rio Negro 3 x 0 Penarol
Rio Negro 1 x 0 Penarol Nacional 4 x 0 Fast
Nacional 2 x 2 Penarol Nacional 1 x 0 Penarol
Rio Negro 3 x 2 Fast Fast 4 x 2 Rio Negro
Penarol 3 x 2 Fast Penarol 1 x 0 Fast
Nacional 1 x 0 Rio Negro Nacional 1 x 0 Rio Negro
NACIONAL: campeão do Primeiro Turno
SEGUNDO TURNO
CHAVE A: Rio Negro 10 pg; Sul América 6; Libermorro 4; São Raimundo 1
CHAVE B: Fast 12 pg; Penarol 8; Nacional 8; América 6
CLASSIFICADOS: Rio Negro e Sul América (A). Fast e Penarol (B)
JOGOS DE IDA JOGOS DE VOLTA
Fast 3 x 1 Sul América Rio Negro 0 x 0 Penarol
Rio Negro 2 x 0 Penarol América 1 x 1 Fast
Penarol 3 x 0 Fast Fast 6 x 1 Penarol
Rio Negro 2 x 0 Sul América R. Negro 1 x 0 Sul América
Penarol 1 x 0 Sul América Penarol 1 x 0 Sul América
Rio Negro 1 x 0 Fast Rio Negro 1 x 1 Fast
RIO NEGRO: campeão do Segundo Turno
DECISÃO no dia 24/08, Rio Negro x Nacional empataram em um tento, adiando a decisão para o dia 27/08, em outro jogo, numa quarta-feira à noite. (ficha técnica)
O jogador Raulino que não atuou neste dia por estar suspenso, mas foi o herói da noite no jogo do dia 27, marcando o gol do título. Houve uma falta de Carlinhos em Botelho (para muitos inexistente), no bico da grande área pela direita do ataque do Nacional. Luís Florêncio bateu em curva. O zagueiro Murica que estava na área do adversário deu de cabeça do segundo pau da trave de Paulo Goulart para Raulino que, colocado no lado oposto, desviou sem chance, aos 35, do primeiro tempo.

Cinco títulos seguidos como titular de um time de futebol não é qualquer um que consegue tal façanha que ficou por conta de um dos grandes goleiros do Amazonas nas décadas de 40 e 50. Foi no amadorismo, quando o futebol amazonense nem sonhava em se profissionalizar. Numa época em que os clubes caminhavam sem qualquer estrutura, sem departamento médico e até sem massagista, cujo trabalho quase sempre era entregue a um desses fanáticos torcedores, sem qualificação para a função.
Sandoval transferiu-se para o futebol do Pará, mas sua permanência por lá foi rápida. Voltou e alistou-se no Nacional para ser campeão invicto em 1950, substituindo Vicente que até então vinha sendo o titular. Campeão com Mário Matos e Lupercio; Hélcio Sena, Gato (Caçador) e Antonino (Gioia); Cabral, Hélcio Peixoto, Luciano, Raspada e Linhares. (Na foto ao lado, num jogo do América em 1952, no Parque. Á direita o zagueiro Darcy).
Terminado o campeonato de 1954, já quase na metade do ano de 1955, o time do América foi praticamente desfeito. Cláudio Coelho transferiu-se para o Auto Esporte que ia disputar o campeonato da primeira divisão e com ele foram quase todos os jogadores do América, mas Sandoval preferiu tomar o caminho da Colina, ingressando no Sul América, no tempo de Reinaldo, Sula, Carrapeta, Aurélio, Alemãozinho, Zamundo, Ney, Evilásio e Tota, além de Artur Tribuzi, Teodoro, Moacir e do saudoso Hélcio Sena. (Na foto de 1995, Nonato, Sandoval e Moacir).
Jogar na seleção é a meta de qualquer jogador de futebol. Sandoval foi um dos selecionáveis de 1949 a 1954 como titular. Jogou Pará, Cuiabá e Goiás. Sua última convocação deu-se em 1956, como reserva de Marcos Marinho, sem jogar nenhuma das duas partidas. O Amazonas perdeu para o Pará por 7×0.

Nacional x São Paulo, no Campeonato da CBF, já se enfrentaram seis vezes com cincos empates e apenas uma vitória do time paulista. Duas vezes o Nacional jogou no campo do adversário, no Morumbi e de lá saiu com dois honrosos empates. Em todos os jogos os escores foram apertados: três empates de 1×1, um de 2×2, outro de 0×0 e uma vitória do São Paulo, no Vivaldo Lima, por 1×0. Nos seis jogos, o São Paulo marcou sete gols e o Nacional seis.
DECEPÇÃO
Um louco do volante, desses que andam por aí impunes tirando a vida do ser humano, matou o Aírton, um antigo jogador, que brilhou no Rio Negro e no São Raimundo. Um atleta que fez a sua história no nosso futebol, pelos gols que marcou com sua incrível impulsão.
Aírton se entendia muito bem com o Thomaz que atuava quase sempre entre os zagueiros. Os dois faziam tabelas rápidas e, nos cruzamentos do ponteiro Horácio, sempre Aírton estava presente, saltando mais alto que os defenso-res, a despeito de sua mediana estatura. Era um exímio cabeceador. O Rio Negro marcou 46 gols no campeonato de 1963 e a dupla Aírton-Thomaz contribuiu com 20. Em 1964, Aírton recebeu boa proposta do São Raimun-do, na época presidido por Ismael Benigno. Na Colina passou a melhor fase de sua carreira, formando este ataque (de cinco) arrasador: Melo, Aírton, Santarém, Almir e Vadinho. Voltou a ser campeão em 1966 pelo seu novo time. Ficou no São Raimundo até o final do campeonato
Sempre me fazem à pergunta: quais os melhores jogadores que vi jogar no futebol de Manaus?