30
jul

Apito falso

   Publicado por Carlos Zamith   em Clubes

Em maio de 1947, o Moto Clube, do Maranhão veio a Manaus para cumprir uma série de quatro jogos amistosos. Naquele tempo era difícil a visita de um time de futebol de outro Estado, não só pela dificuldade de transporte, sempre de navio, ou pelo cachê exigido, algumas vezes fora da realidade do nosso futebol.

O time maranhense, desconhecido do torcedor amazonense, abafou logo nas primeiras apresentações, goleando o Tijuca por 5 a 2; o Olímpico por 5 a 1; perdeu para o Nacional 3 a 2 e venceu um combinado local por 2 a 0.

No jogo de estréia do Moto Clube, o Tijuca reforçado por jogadores de seus co-irmãos, perdeu com:

Luizinho Mão de Grude, Darcy e Aurélio; Lupercio, Major e Mariozinho; Cabral, Silvio,(Mário Mattos), Paulo Onety, Mário Orofino (Cláudio Coelho) e Juvenil.

APITO FALSO

No jogo contra o Nacional, numa tarde de domingo, o Parque Amazonense ficou apinhado de gente. O árbitro era o ex-comandante de ataque do Olímpico, Sálvio de Miranda Corrêa, um jovem da sociedade, pertencente a família do dono da fábrica de cerveja XPTO .

O jogo acusaa 2 a 2 no segundo tempo. No setor da geral, estava um torcedor, o comerciário Wilson Câmara que trabalhava nas Lojas A Pernambucana, cara falante, brincalhão e bem relacionado na sua classe. Câmara era bom de assobio e de quando em vez saltava um parecido com o do árbitro, como também fazia o velho Cachoeirinha, do Fast.

Pois bem, o Moto Clube estáva no ataque perto de fazer o gol da vitória, quando os jogadores ouviram um apito paralisando a jogada. O Câmara livrara o Nacional de um ataque perigoso e talvez até de um gol.

Descoberto, Câmara foi “gentilmente convidado” a se retirar do local e ficou sob à guarda de uns policiais para não perturbar o espetáculo.

Logo depois o ponteiro Lé fez o gol da vitória de 3 a 2, do Nacional, numa tarde consagradora para o já veterano magricela jogador que foi ídolo do Rio Negro.

18-05-1947 – Nacional 3 x 2 Moto Clube

Local: Parque Amazonense. Árbitro: Sálvio Miranda Corrêa.

Gols: Marcos Gonçalves, Oliveira e Lé (Nac.) Galego e Zuza (Moto).

NACIONAL – Mota, Lupercio e Darcy; Hélcio Sena, Caveira e 31 (Júlio); Oliveira, Paulo Onety, Marcos Gonçalves (Eliseu), Raspada e Lé.

MOTO CLUBE – Ruy, Santiago e Carapuça; Sandovalzinho, Frazio (Dagmar) e Pretinho; Mosquito (Jesus), Valentin, Galego, Zuza e Jaime.

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Moto Clube, 1947. Em pé: goleiro reserva, Sandovalzinho, Frázio, Dagmar, Pretinho, Santiago, Ruy e Carapuça. Agachados: Valentin, Mosquito, Vinicius, Galego, Zuza, Jaime (?) e Jesus.

29
jul

Rua Gabriel Salgado

   Publicado por Carlos Zamith   em Ruas de Manaus

A Rua Gabriel Salgado é quase desconhecida da população de Manaus, mesmo da parte dos mais antigos de seus moradores, embora localizada numa área bem central.

Trata-se de uma artéria que não chega a ter 400 metros de extensão. Passa em frente ao antigo prédio da Prefeitura Municipal, na Praça Pedro II (foto abaixo), iniciando-se ao lado do antigo Trapiche – hoje Manaus Harbour – e termina no igarapé de São Vicente.

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Essa nomenclatura foi dada através de um projeto de lei da autoria do Intendente João Severiano de Souza, um dos mais atuantes, em sua época, nas questões de mudanças de denominações de ruas, avenidas e praças.

No dia 13 de maio de 1930, conforme consta de matéria publicada num dos jornais da cidade, cujo nome não consegui descobrir, pois foi corroído pelas traças, está a justificativa do Intendente João Severiano de Souza:

JUSTIFICATIVA

“O município de Manaus sempre no louvável desígnio, tem sabido premiar os bons serviços de ilustres brasileiros, que pela sua cultura, pelo seu patriotismo, são alvos da nossa admiração, especialmente quando eles têm ou tiveram o seu berço no Amazonas”.

Entre os que mais enaltecem e fazem jus a estas homenagens, destaca-se o saudoso amazonense, Senador Gabriel Salgado dos Santos, um patriota nascido neste Estado a 16 de novembro de 1855 e falecido em junho de 1915, aos 60 anos.

O Senador Gabriel Salgado já representou o Amazonas por quatro vezes no Congresso Nacional, sendo sua passagem pelo parlamento, uma luminosa senda de reais serviços prestados à Pátria, acrescendo que seu nome honrado foi por duas vezes indicado para governar este Estado. Foi um militar que honrou e ilustrou sua nobre profissão, tendo desempenhado as mais importantes missões. Em 1909, foi convidado para representar o Brasil no Congresso Científico Americano, reunido em Buenos Aires, sendo o primeiro amazonense a merecer tal honraria.

Concluindo, o Intendente João Severiano de Souza disse:

"É justo que lhe seja tributada uma homenagem pela qual fica patente a gratidão dos seus coestaduanos e da nossa terra. Assim, tomo a liberdade de apresentar à consideração da Casa o seguinte projeto”:

Fica denominada de "Gabriel Salgado" a Rua que partindo do antigo Trapiche Ventilari, passa em frente ao Paço Municipal e termina no igarapé de São Vicente, nesta cidade.

A proposição foi aprovada por unanimidade, tomando o número de Lei 1.554, de 13 de maio de 1930, portanto, no mesmo dia de sua apresentação e foi assinado pelo presidente da Intendência, Sérgio Rodrigues Pessoa.

No do dia seguinte, o capitão Amilcar Salgado dos Santos compareceu à reunião da Câmara para agradecer as homenagens prestadas à memória de seu pai, coronel Gabriel Salgado dos Santos.

(Dados abaixo, extraídos do livro "Dicionário Amazonense de Biografias" de Agnello Bittencourt).

“Gabriel Salgado estudou em Manaus sob as ordens de seu tio, Francisco Antônio Monteiro Tapajós, pois era órfão de pai, no estabelecimento "Educandos" de onde saiu ainda jovem, como mestre-marceneiro. Como voluntário, foi servir no Rio de Janeiro. Cursou a Escola Militar da Praia Vermelha, saindo com o curso de artilharia militar e o de bacharel em Ciências Físicas. Serviu ainda em Belém, foi deputado estadual pelo Amazonas e chegou ao posto de coronel do Exército. Em 1910, com a renúncia de Jorge de Moraes, que estava concorrendo à Prefeitura Municipal, foi eleito para o Senado Federal e chegou a enfrentar Rui Barbosa em vários debates".

Nomenclatura mantida pela Lei 343/96, de 12-06-1996.

27
jul

RUA DELCIDIO DO AMARAL

   Publicado por Carlos Zamith   em Logradouros históricos

Adolfo Delcídio do Amaral, um mineiro que viveu em Manaus por muito tempo, teve seu nome perpetuado numa das ruas do bairro de Educandos, uma denominação que ainda permanece intocável, muito embora seus moradores desconheçam o a razão do nome.

Encontramos alguns dados nas pesquisas que realizamos em livros de Atas da Câmara Municipal de Manaus, devidamente autorizado pelo presidente desse Poder, Vereador Rui Adriano Jorge, em 1975.

O INÍCIO

Na reunião da Intendência Municipal, do dia 18 de maio de 1908, (livro de Ata nº 01, página 92) o Intendente Juvêncio de Oliveira França, após longa e honrosa deferência, manifestou-se sobre a vida pública do falecido Coronel Delcídio do Amaral e propôs que fosse lançado em Ata voto de pesar pelo seu passamento recente, aprovada por unanimidade.

Três dias depois, o Intendente José Maria Corrêa Filho, em reunião da Intendência, apresentou Projeto de Lei em que pedia que "os prolongamentos através do igarapé de Cachoeirinha, no bairro de Constantinópolis, das ruas Quintino Bocaiúva e dos Remédios, passassem a denominara-se, respectivamente, Delcídio do Amaral e Manoel Urbano, pois assim o município de Manaus estaria prestando as homenagens a esses dois homens que souberam impor-se a nossa estima e veneração, pelo muito que fizeram por esta terra".

Delcídio do Amaral, engenheiro, foi Coronel da Guarda Nacional e Superintendente Municipal. Nasceu em Minas Gerais e morreu em Manaus, no mês de maio de 1908.

Foi ainda vice-provedor da Santa Casa de Misericórdia e possuía alguns seringais no Rio Madeira.

A nomenclatura foi dada pela Lei 507, de 29 de maio de 1908, mantida pela Lei 346/96.

25
jul

Coisas do futebol

   Publicado por Carlos Zamith   em Humor

Jogo de campeonato oficial, no dia 3 de setembro de 1949, no Parque Amazonense, entre Nacional e América.

O resultado favorecia ao Nacional por 2 a 1. Aos 15 minutos para o seu término o árbitro Valter Reategui (sargento do Exército) suspendeu a partida alegando falta de segurança devido a uma grande pancadaria dentro de campo envolvendo quase todos os jogadores.

Os gols do Nacional foram marcados do Hélcio Peixoto (2) e o do América, pelo ponteiro Nicolau. Os dois times estavam assim em campo:

Nacional – Luizinho, Caçador e Lupércio; Jurandir, Antonino e Dog; Aristóteles, Smith, Hélcio Peixoto, Enéas e Raspada.

América – Yano, Darcy e Mão de Remo; Pirrica, Toscano e Dedé; Ivan, Zé Luiz, Jonga, Teodorico e Nicolau.

A BRIGA

Decorriam 30 minutos do segundo tempo quando se registrou um grande "sururu" dentro de campo com a participação de quase todos os jogadores. Serenados os ânimos, expulsos de campo, Raspada e Dog, do Nacional. Logo depois, foram excluídos Mão de Remo e Darcy, do América e Smith, do Nacional, ficando esta agremiação com oito jogadores e o América com nove. Após esse novo incidente, com correria e sopapos de todos os lados, a partida foi suspensa.

O caso foi para o Tribunal de Justiça da FADA que marcou a disputa dos 15 minutos restantes para o dia 17 de setembro, catorze dias após o tumultuado jogo.

O árbitro era o mesmo, Walter Reategui, e o jogo que havia sido suspenso com 2 a l, para o Nacional, ficou em 2 a 2, pois o avante Jonga marcou para o América.

O Nacional, no final dos 15 minutos lançou um protesto contra a inclusão do jogador Cortez ou Mão de Remo na equipe do América, alegando que ele havia sido expulso no jogo do dia tumultuado e também expulso da fileiras do Exército Brasileiro. Toda essa confusão terminou em nada. Cada time ganhou um ponto.

23
jul

Jogador expulso é substituído

   Publicado por Carlos Zamith   em Rio Negro

O campeonato amazonense de futebol, de 1962, ainda no amadorismo dirigido para entidade FADA, estava empatado entre Nacional e Rio Negro, ambos com um ponto negativo. A decisão do título ocorreu no dia 12 de janeiro do ano seguinte (1963), no velho Parque Amazonense, com grande público

O Nacional tinha como seu dirigente maior o então governador Plínio Ramos Coelho, enquanto o Rio Negro, como seu diretor maior, o deputado Josué Cláudio de Souza, responsável pela volta do clube ao futebol, após 14 anos de inatividade. Ambos presentes ao clássico decisivo, que obedecia a direção do árbitro Dorval Medeiros, o antigo zagueiro Guarda.

Início normal. Josué estava na cabine destinado a Rádio Difusora, no pavilhão “Gilberto Mestrinho” e Plínio Coelho, na pequena pista em frente ao mesmo pavilhão.

DECISÃO ABSURDA

Aos 16 minutos do 1º tempo o árbitro expulsou de campo o atacante Lacinha, do Nacional, por jogo violento. Houve protesto da parte do dirigente nacionalino. O jogo ficou paralisado por 16 minutos. Depois houve um acordo entre Josué, Plínio e o próprio árbitro, com absurda decisão de permitir a entrada de outro jogador no lugar do expulso. Luizinho entrou e o jogo continuou sem anormalidade.

O RIO NEGRO foi o campeão da temporada vencendo esse jogo por 2×1, gols de Thomaz Passa Fome e Dermilson (Rio Negro) e Jaime Basílio (Nacional), todos no 2º tempo.

GOL DO ÁRBTRO

O gol do Nacional (Jaime Basílio) aos 26 minutos, deixou muita dúvida. A bola bateu no travessão e no solo. Para muitos não chegou a ultrapassar a linha fatal, mas valeu. No dia seguinte, alguns jornais deram como autor o árbitro Dorval Medeiros.

RIO NEGRO (CAMPEÃO) – Pedro Brasil, Bolôlô e Raimundo Mário; Fernando, Catita e Eudóxio; Horácio, Thomas, Aírton, Dermilson e Orlando Rebelo.

NACIONAL – Zé Maria, Boanerges e Sampaio; Chincha, Aderbal e Wanderlann; Caíca, Sabá Burro Preto, Jonas, Jaime Basílio e Lacinha (Luizinho)

20
jul

Alfredo Barbosa Filho

   Publicado por Carlos Zamith   em Astros da bola, Nacional

Se há um desportista que muito fez pelo futebol amazonense e que merecia o reconhecimento do clube onde trabalhou, sem remuneração, durante longo período, revelando um monte de jovens valores que brilharam nos cubes de Manaus, o nome dele é Alfredo Barbosa Filho ou Barbosão, como era chamado pelos seus pupilos.

clip_image002Desde jovem, no Colégio D. Bosco, onde estudou no tempo Padre Agostinho, Barbosa Filho já dava sinais de sua paixão pelo futebol. Adolescente, trabalhou nos escritórios da firma J.G. Araújo, na Rua Marechal Deodoro e ficou feliz quando o Sindicato dos Comerciários organizou o Campeonato da categoria.

A empresa onde trabalhava montou o seu time para disputar a competição e Barbosa Filho, além de jogar de zagueiro, sem muita habilidade devido ao excesso de peso que sempre lhe acompanhou desde criança, também era o técnico.

Foi oficial e Comandante da Polícia Militar do Estado no início da década de 60 e já estava no comandado das categorias de base do Nacional revelando um grande número de jogadores para o nosso futebol e, principalmente para o Nacional, dentre eles, Wanderlann, Aderbal, Chincha, Téo, Português, Lacinha, Pratinha, Pepeta, Ribas, Jayme Costa. Comum era ouvirmos nos estádios, quando aparecia um jovem se destacando em outro qualquer time que não o Nacional, a frase de Barbosão: “esse já passou pelas minhas mãos”.

Alfredo Barbosa Filho nasceu a 11 de novembro de 1920 e morreu em Manaus no dia 6 de março de 1992, antes de completar 72 anos e só lembrado pelos mais antigos adeptos do clube “mais querido”, a estrela azul que tanto amou.

19
jul

Olímpico de 1943

   Publicado por Carlos Zamith   em Olimpico

Um dos times de futebol da nossa Manaus que se vestia com mais elegância era o Olímpico Clube, o chamado “clube dos cinco aros”, a paixão do grande cronista do passado, Belmiro Vianez. Podia ser o time titular, aspirantes ao juvenil, o cuidado era o mesmo. Todos desfilavam garbosamente e quando se tratava de paradas esportivas, nas manhãs do dia 5 de setembro, ai então é que a bizarria olímpica se acentuava.

O time juvenil do Olímpico de 1943 fez boa figura no campeonato oficial e revelou alguns bons jogadores para o nosso futebol. Camisas em branco, faixa vermelha transversal com o escudo do clube do lado esquerdo e calções azuis, vários jogadores com boina, muito em uso na época, era o seu principal uniforme.

Além desse equipamento, o mais tradicional, o Olímpico possuía outros e a cada ano apresentava modelos diferentes, sempre mais vistosos, sem desprezar suas cores: azul, vermelho e branco. O que marcou muito o clube dos “cinco aros” foi o uniforme azul marinho, destacando a gola e punhos com frisos em branco-azul-vermelho e calções azuis na mesma tonalidade das camisas. Esse foi o que mais tempo de vida teve. Durou até o time deixar de disputar o campeonato, já no profissionalismo, no início da década de 70.

“Olímpico dos meus amores”, uma frase que ficou gravada entre os seus torcedores e até no meio dos adversários. Foi criado pelo comentarista mais ouvido da cidade, o estimado Belmiro Vianez, um torcedor declarado do simpático clube que jamais escondeu essa paixão. Também era um de seus mais severos críticos, no seu modo característico agressivo, uma conduta que o levou a ser o mais apreciado nesta cidade, durante os primeiros dez anos de existência da FAF, entidade que também ajudou a fundar.

Sempre é bom lembrar do Olímpico de Sálvio Miranda Corrêa, dos irmãos Marques (Adair, Ademir e Almir), de Renato Perdigão, Raul Barateiro, Arnóbio Valente, de Candú, Tuta, Amadeu Silva, dos mais novos como Aloísio Oliveira, Almério Botelho, Flávio de Souza, Ruy Valente, Aristofanes Castro e Luís Carlos Cacau

18
jul

Talvez você não saiba…

   Publicado por Carlos Zamith   em Talvez você não saiba...

…que o viaduto construído no Boulevard com a Avenida Constantino Nery tem o nome oficial de “Djalma Jackson Damasceno Rodrigues”, de acordo com a Lei 481, de 14-07-1998

…que a Praça situada nas Ruas 30 e 31, no Conjunto Castelo Branco – Parque Dez, conforme Lei 445, de 17-09-1999, recebeu o nome de “Ítalo Fonseca Santos”.

…que a Avenida do Turismo, pela Lei 611, de 25-09-2001, foi oficializada com o nome de “Thales Loureiro”, projeto de Vereador Leonel Feitosa.

…que a Rua 02, no Conjunto Castelo Branco, que tinha o nome de Umberto Calderaro, mudou para ”Rua Álvaro Valle”

…que a antiga Rua 15 no Conjunto Castelo Branco, recebeu o nome de Clodoaldo Guerra, um ex-locutor da Rádio Baré e Rádio Difusora, conforme Lei municipal de 1996.

...que o conhecido Beco do Macedo pela Lei 613, de 10-08-1957, assinada pelo então Prefeito Stenio Neves, passou a Bairro NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS.

…que a Rua Santa Helena, no bairro de São Raimundo passou a chamar-se Professora Alzira Machado, de acordo com Lei de l996

…que a artéria que tinha o nome de Pamplona no Tarumã, passou a denominara-se de “Star Andress” pela mesma Lei de 1996.

…que a ex-Rua E7, em Adrianópolis, recebeu o complicado nome de “Curt Ninuendaju”.

…que o Beco São Francisco, em São Raimundo, ganhou o nome de Francisco Beleleu. Homenagem a um ex-jogador de futebol do São Raimundo. Está no Diário Oficial de 1996.

17
jul

HUGO GUIMARÃES

   Publicado por Carlos Zamith   em Astros da bola

Hugo Freitas Guimarães foi um dos mais destacados goleiros do futebol amazonense no amaadorismo, na década de 30. Era Dono de uma colocação sem par, como sempre faz questão de lembrar o também antigo goleiro Flaviano Limongi,

Bicampeão da cidade, pelo Atlético Rio Negro Clube, em l93l/32 era um verdadeiro ídolo da torcida, respeitado até pelos adversários.

No bicampeonato, formou ao lado de Chico Oliveira, Vandemar Santana, Maluco, Dodoca, Zé Goiot, Isídoro de Carvalho, o Vidinho, Adair Marques, Ofir Corrêa, Raimundo Bandeira, Armando Barbosa, Arnóbio Valente, Miúdo, Jeremias Cumarú o Cadú e outros bons jogadores da época.

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Rio Negro bicampeão de 1931-1932. – Candú, Hugo Guimarães e Chico Oliveira

Depois de abandonar o futebol como jogador, Hugo chegou a ser árbitro da antida entidade, a FADA, integrando o quadro do Olímpico Clube. Naquele tempo, antes de ser iniciado o campeonato os clubes tinham a obrigação de indicar os que trabalhariam como árbitros e auxiliares durante o campeonato oficial

Hugo morreu jovem, aos 32 anos de idade. Era oficial Administrativo do Ministério da Fazenda e estava servindo no Posto Aduaneiro de Guajará-Mirim, quando retornou a Manaus muito doente.

Casado com a senhora Nadir Nunes Guimarães, filha do antigo político Severiano Nunes,. Hugo Guimarães nos deixou no dia 8 de outubro de 1943, em sua residência, Vila Georgette, na Rua Lauro Cavalcante.

Quando ao Ruy que também era goleiro, em 1938 ele atuava pelo time do Albatroz que depois transformou-se em Olímpico Clube.

14
jul

ASSIS CATUNDA

   Publicado por Carlos Zamith   em Astros da bola, Nacional

Ele era um jogador de ataque que no começo da carreira ganhou seu primeiro título defendendo o Nacional, clube dos sonhos de qualquer principiante praticante do futebol em nossa cidade. Teve algumas decepções em sua carreira, uma delas a de ter que abandonar a bola ainda cedo por motivo de uma grave contusão. Habilidoso, jogando pelas pontas, direita ou esquerda, trabalhando muito mais com a perna direita, tinha também uma grande “virtude”: a de saber conduzir a bola com a mão quando ela colava ao seu corpo, sem o mais atento árbitro perceber. Chegou a contribuir para decidir algumas partidas com esse ilegal recurso.

clip_image002Ele é Francisco de Assis Catunda, ou simplesmente Assis, ponteiro esquerdo do Nacional na década de 50, que nasceu em Manaus, numa grande data, 7 de setembro de 1935 e primo do desembargador Gaspar Catunda.

Começou a bater bola em 1953, no time do Bangu, do bairro de Educandos que disputava o campeonato da Segunda Divisão da FADA. Em 1954 recebeu convite de dois amigos jogadores do Nacional que estavam servindo, como ele, ao Exército, para defender o clube da Estrela Azul. Eram Nelson Pereira, que jogava de lateral esquerdo e Azarias um zagueiro, falecido ainda jovem. Não pensou duas vezes. Foi logo fazendo alguns jogos como titular ao lado de Alemãozinho, Antero, Cumarú e outros, para depois ser campeão no time de aspirantes, em 1955, ao lado Ribas, Maneca Marques, Jaime Costa, Caica, Adamor. No ano seguinte, Assis foi guindado ao time titular por exigência do então treinador Flaviano Limongi, que viu nele qualidades para a posição de ponteiro esquerdo e não se enganou o “Patriarca”, pois ali estava um jogador taticamente disciplinado e muito eficiente para o conjunto.

No título de 1957, que só terminou no ano seguinte, dado o grande número de participantes, 14 clubes, Assis estava no time como titular, mas pela sua condição de militar, ele e outros, tiveram viajar para Roraima por determinação da Justiça Eleitoral a fim de garantir as eleições locais. Do time do Nacional também Pedro Brasil, que era soldado, teve que se deslocar para o interior com a mesma missão. O Nacional ia decidir com o Fast, em melhor de quatro, o campeonato de 1957.

clip_image004No primeiro jogo o Fast ganhou de 3×1; no segundo o Nacional venceu por 2×1; no terceiro houve empate de 2×2. Nem Assis nem Pedro Brasil participaram desses jogos. Cada time estava com três pontos ganhos. O quarto jogo ia decidir tudo. Dia 30 de outubro de 1958. Pedro Brasil e Assis chegaram de suas missões na véspera do jogo decisivo e catimbado.

O Naça venceu por 3×2. O Fast ficou na frente do marcador por 2×1, (Rosas e Coelho para o Fast e Português, para o Naça) quando o árbitro Álvaro Maranhão marcou um penal contra o Nacional, chutado para fora pelo armador Marcelo. O Nacional se reanimou e logo no inicio do segundo tempo fez dois gols (Dadá, de penal e Português), amarrando o jogo numa tremenda cera até o final. O Nacional foi o campeão da cidade com Pedro Brasil, Martins e Sampaio; Toscano, Agostinho e Boanerges; Lacinha, Dadá, Portugues, Zizico e Assis.

NACIONAL x REMO

Jogo entre Nacional e Remo, no Parque em 1959, o Naça venceu por 2×0 e o goleiro Jorge Baleia foi a grande figura em campo. Nesse dia, o ataque do Naça era formado por Tucupi, Pratinha, Lacinha, Motal e Assis que parou de jogar com 25 anos, por ter sofrido uma contusão nos meniscos das duas pernas.

Viajou para o Rio e foi operado de uma delas pelo Dr. Mário Tourinho, do América. A outra foi operada em Manaus, mas a contusão – ligamentos cruzados – era muito grave e por isso não teve mais condições de voltar a praticar o futebol.

Pretendia fazer carreira no Exército. Era cabo quando pediu transferência para o Rio de Janeiro. Não gostou e preferiu voltar para dar baixa. Trabalhou na Serraria Hore, no Porto de Manaus como Conferente e por fim na Companhia de Navegação da Amazônia (Transnavi), aposentando-se a partir de 1983. Pai de três filhos.

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