Arquivo para ‘União Esportiva Portuguesa’ Category

6
set

Venderam a sede

   Posted by: Carlos Zamith

A União Esportiva Portuguesa, que disputou campeonato de Futebol de Manaus desde 1915 e duas vezes campeão da cidade, tinha sua sede provisória na Rua Marcilio Dias, depois Casa do Trabalhador.

clip_image002Quando o clube foi obrigado mudar da casa que ocupava, reuniu seus associados e formou um grupo de “SOCIOS PROPRIETÁRIOS”, cujo objetivo era o de adquirir a casa de número 1501, a Avenida Joaquim Nabuco para ali se instalar o que de fato ocorreu.

“SÓCIOS PROPRIETÁRIOS” contribuíram com uma quantia razoável durante um ano na década de 40 e assim foi possível a tão sonhada casa própria.

Dirigentes ao se sabe nunca foram eleitos oficialmente, alugaram durante longo tempo para um partido político. O dinheiro do aluguel ninguém sabe o destino.

A imprensa noticiou que a sede foi vendida, sem qualquer consulta ou satisfação aos “Sócios Proprietários”. O valor ninguém sabe e nem para onde foi o produto da venda.

O time de futebol da União Esportiva foi bicampeão de futebol em 1933/34. Sobreviveu até 1945, tentou voltar no início da década 50, mas não resistiu e acabou de vez.

26
jun

Luizinho – mão de grude

   Posted by: Carlos Zamith

Luizinho - mão de grudeEle foi considerado um dos grandes goleiros do nosso futebol na década de 40. Veio da cidade de Parintins na época do amadorismo para defender o Atlético Rio Negro Clube com o eventual substituto de Iano Monteiro que já estava em final de carreira.

Luíz de Souza Gonçalves ou Luizinho “Mão de Grude” chegou ao início dos anos quarentas, atendendo a um convite do Dr. Rocha Barros, quando o Rio Negro era presidido pelo Dr. Flávio de Castro. Iano era o grande ídolo da torcida rionegrina, pois ocupava o posto desde 1937.

Em princípio, Luizinho amargou a reserva, mas de quando em quando entrava como titular, sempre com boas atuações e por isso não foi difícil segurar a posição, destacando-se pela colocação e, principalmente, pela segurança, incapaz de largar uma bola mesmo estando ela molhada. E foi por isso que a torcida barriga-preta o apelidou de “Mão de Grude”. Segurava a redonda, com impressionante firmeza, naquele tempo de couro grosseiro e de bico, quando nem se pensava no uso de luvas..

Campeão em 1940 e em 1943 pelo Rio Negro e tinha como companheiros, Amâncio, Marcilio, Parintins, Lé, Benjamim, Cláudio Coelho, Meireles, Valdir Oliveira, Zenith, Raimundo Rebelo Dog, França, Silvio, Valdemir Osório e outros. Seria também campeão em 1945, mas a FADA, numa manobra de bastidores, decidiu transferir o título para o Nacional e por isso o Rio Negro deixou o futebol, afastando-se dos gramados pelo espaço de quinze anos. Na ocasião, seus jogadores tomaram outros rumos: Luisinho foi para o Nacional e logo depois para o Olímpico, conquistando o título invicto de 1947 ao lado de Tuta, Aurélio, Silvio, Gato, Omar, Gatinho, Dog, Zé Luís, Cabral, Juvenil, Silvio e Raimundo Rebelo.

OS VETERANOS

Rio Negro-veteranos
Luizinho, Mário Matos, Lafayette Vieira e Raimundo Rebelo.

Luizinho participou da Seleção do Amazonas em 1943. Era funcionário da Polícia Civil, depois, por iniciativa de seu conterrâneo Gláucio Gonçalves, passou a prestar serviços na Assembléia Legislativa e sempre que tinha tempo rabiscava alguns versos, quase todos dedicados ao seu Rio Negro ou ao São Raimundo, que ele considerava seu segundo time, na época do presidente Ismael Benigno.

Sócio Benemérito do Rio Negro e membro da Diretoria do São Raimundo E. Clube morreu na madrugada de uma terça-feira, dia 16 de março de 1993. Há algum tempo estava com problemas de saúde. Melhorava, mas abusava tomando algumas geladinhas. Um dia antes de morrer, esteve com os velhos amigos de São Raimundo, onde residia desde quando casou com Dona Creusa, uma filha do bairro. Chegou a casa em estado de desespero. Levado para uma clínica, lá faleceu, aos 73 anos de idade, deixando ainda três filhos (Dayse, Darly e Craveiro) e dois netos (Ana Fátima e Luiz Neto).

22
jul

Um ídolo da União Esportiva

   Posted by: Carlos Zamith

Rabito 2Rabito IIRabito foi jogador da União Esportiva Portuguesa durante várias temporadas. O único time que defendeu durante muitos anos, formando com Dico uma ala direita de muito respeito na época do futebol amador.

Ganhou cartaz pelo domínio da bola, (que não era tão macia como as atuais) e, principalmente pela jogada que executava com freqüência, chamada de “trocadinha”, hoje mais conhecida como jogada de calcanhar.

Tive a oportunidade de ver Rabito jogar pela União Esportiva Portuguesa, meu time de coração, na década de 30. Ele foi bicampeão 1934-1935 pela União Esportiva Portuguesa, cuja sede era na Rua Marcilio Dias, onde hoje funciona a Casa do Trabalhador.

Eram seus companheiros na conquista do bi: Charuto, Jofre Costa Novo, Delfim, Sabá, Raimundo Paixão, Beré, Lé Antônio, Camilo Abnader, Lisboa, Pedro Barbosa, Candú, Sarkis que ajudaram a perigosa dianteira formada por cinco jogadores: Dico, Rabito, Jokeide, Ofir Correa e Zé da Paixão.

Rabito, avô do atual Ministro do STJ, Mauro Campbell e  pai de Manuel Marques – o Maneca,  outro jogador revelado pelo Princesa Izabel do velho Jorge Bonates e, acima de tudo, um unionista dos mais ferrenhos.

Na década de 60, tentando relembrar o seu time predileto, trouxe a Manaus a equipe do Vasco da Gama que enfrentou, no Parque, uma seleção local, envergando a camisa da União Esportiva.

Manuel Marques lutou com vigor, para evitar a venda de um patrimônio da União, em balneário na Efigênio Sales e venceu, mas não teve tempo de evitar a “venda” de modo estranho, da sede da Joaquim Nabuco, adquirida por sócios proprietário, dentre os quais me incluo.

Rabito Caracu
À esquerda, Carlos Zamith, seguido de Luis Saraiva, Djalma Dutra e Rabito, representante da Cerveja Caracu, após firmar contrato de patrocinador da Resenha Esportiva da Rádio Rio Mar, em abril de 1957.