Arquivo para ‘América’ Category

30
dez

O goleiro Dudu Garcia

   Posted by: Carlos Zamith

Atendendo ao pedido de Geraldo Fonseca, relato a passagem do goleiro Dudu Garcia pelo futebol de Manaus, de acordo com o que consta do arquivo de Baú Velho.

Dudu no AméricaDudu Garcia, oriundo do município de Maués, veio para o Olímpico Clube em 1970. Estreou contra o Rio Negro, na Taça Amazonas, dia 22 de fevereiro com resultado de 0×0, entrando no lugar de Orlandino que vinha ocupando a meta do clube dos cinco aros. Nessa época o Olímpico ainda contava com outro goleiro, o Ademir.

No campeonato desse mesmo ano (1970), além de Orlandino, Dudu tinha outro concorrente, o novato Pompéia.

Em 1971, Dudu (foto ao lado) estava no América. Estreou dia 03 de fevereiro contra a Rodoviária, entrando no tempo final no lugar de Espanhol. Fez sete jogos como titular. Jogou ainda pelo América em 1971 (10 jogos). Em 1972, disputou a posição com Sílvio.

Em 1973, ainda no América, participou de sete jogos no campeonato, fazendo sua despedida no dia 07 de maio contra a Rodoviária, perdendo por 2 a 0.

No seu último jogo, o América formava com Dudu, Paulo Santos, Wilkins, Ponga e Rezende; João da Mata e Amiraldo; Nido, Rui, Adilson e Antônio Maria (Rosimar).

Na mesma temporada ainda jogaram pelo América: Lúcio, Fernando, Torrado, Catita, Santarém, Dácio e Carlos Alberto.

Informações posteriores soubemos que Dudu chegou a ser Vereador e comentarista esportivo da Rádio Guaranópolis, em Maués.

5
nov

Brás Gioia – um campeão

   Posted by: Carlos Zamith

Brás Gioia, nascido a 23 de setembro de 1923, jogou futebol por mais de 15 anos. Atuava sempre como defensor. Muito mais nas laterais direita ou esquerda. Começou nas peladas num campinho que ficava atrás da residência do Comendador JG Araújo, conhecida como baixa do JG, na Rua Costa Azevedo com a Av. Getúlio Vargas.

Em 1940 jogava como titular do Fast, onde ficou até 1942, por ter recebido uma proposta razoável do Olímpico, embora nosso futebol ainda estivesse no regime amador.

Gioia-2Gioia foi campeão pelo Olímpico em 1944. Uma decisão contra o Rio Negro que tinha como figura maior o jogador Vem-Vem, oriundo do futebol cearense. O Olímpico vencia fácil por 4 x0, e o Vem-Vem marcou três gols seguidos em curto espaço de tempo. Quase que o titulo do Olímpico vai para o brejo. No final, vitória por 4×3.

O TIME CAMPEÃO: Téo, Zeca Periquito e Tuta; Jaime Catré, Brás Gioia e Dog; Cabral, Fedegundes Marcos Gonçalves Dorval e Mário Mattos.

No ano seguinte Gioia foi vice-campeão pelo Olímpico. O titulo ficou com o Rio Negro, mas numa “derrubada de mesa”, foi transferido para o Nacional. Em 1950 campeão pelo Nacional, mas a convite do técnico Cláudio Coelho, passou a vestir a camisa do América pelo qual foi campeão em 1951, 1952, 1953 e 1954.

Em 1956, mais um título, desta feita pelo Auto Esporte, onde ficou até o ano seguinte. Como já estava com 33 anos de idade, parou um pouco mais ainda assim fez alguns jogos pelo Internacional, do Boulevard Amazonas; time da segunda divisão.

Gioia jogou nas Seleções o Amazonas contra o Pará, Mato Grosso e Goiás. Sempre lembrava que na sua trajetória pelo futebol sofreu apenas uma contusão, uma fratura no nariz quando atuava pelo América, resultado de uma jogada com o fastiano Pereirinha. Mesmo assim continuou em campo até o final do jogo e só depois é que deu conta do sangue (que não aparecia) na camisa do América
Mais detalhes na 1ª. Edição do livro “Baú Velho”.

Brás Gioia morreu no dia 19 de fevereiro de 2007, aos 83 anos.