Arquivo para ‘Cotidiano’ Category

28
ago

Papagaio de Papel

   Posted by: Carlos Zamith

Recebo mensagem de um blogueiro que já foi Vereador e pede pra seu nome não ser revelado, por enquanto, dizendo que estão falando com certo estardalhaço sobre um projeto que está tramitando ou já foi aprovado pela Câmara Municipal de Manaus, relacionado com Pipa ou Papagaio de Papel com linha de cerol.

Diz o blogueiro que os senhores Vereadores deveriam ter mais cuidado na elaboração das Leis, verificando se existe alguma coisa sobre o tema, para evitar de fazer aquilo que já foi feito.

Revela que na sua época uma Lei foi aprovada (e não foi revogada) disciplinando a brincadeira do Papagaio de Papel, determinando locais apropriados e proibindo o uso de cerol. O que falta é a Prefeitura fazer cumprir a Lei e se alguma coisa nova surgir, é só elaborar emenda e anexar a Lei já existente. Fica mais fácil. O resto é perda de tempo, diz o ex-edil.

22
mai

Homenagem a Orlando

   Posted by: Carlos Zamith

Orlando Rebelo 1O Governo do Estado, através da Secretaria de Esportes do (Sejel), dirigida pelo professor Julio César Soares, prestará homenagem ao comentarista Orlando Rebelo, falecido no último dia 10 de abril.

O acontecimento está marcado para o próximo dia 29 (sábado), às 15,30, quando será inaugurado o Centro Comunitário e Desportivo do Japiim, que levará o nome de Orlando Rebelo, num justo reconhecimento a um desportista que dedicou sua vida ao esporte amazonense, como atleta e cronista.

CAMPEÃO

O Rio Negro foi o campeão da cidade, em 1962 ao derrotar o Nacional na final, por 2 a 1, no Parque Amazonense (12-01-1963), num jogo em que Lacinha foi expulso logo aos 16 minutos e substituído por Luizinho com a anuência do árbitro Dorval Medeiros e Orlando Rebelo participou com destaque nessa decisão.

O time campeão: Pedro Brasil, Bolôlô e Mário; Fernando, Catita e Eudóxio; Horacio, Thomaz, Airton, Dermilson e Orlando Rebelo.

CONTUSÃO

No jogo pelo terceiro turno do campeonato (10/11/1963), na Colina contra o Labor, Orlando sofreu grave contusão no joelho que o obrigou ir ao Rio de Janeiro para se tratar com o médico. Lídio Toledo. Voltou recuperado, mas indeciso e por isso, decidiu deixar o futebol profissional.

Em 1994, convidado por Waldir Correa, Orlando passou a fazer parte da equipe da Rádio Difusora, onde permaneceu até 2009, sempre ao lado do narrador Arnaldo Santos, afastando-se dos microfones devido seu estado de saúde.

10
fev

Os melhores que eu vi jogar

   Posted by: Carlos Zamith

Adair, Sálvio e OsakSempre me fazem à pergunta: quais os melhores jogadores que vi jogar no futebol de Manaus?

Tenho o cuidado de dividir a pergunta em três etapas, porque comecei a freqüentar os campos de futebol, no Parque ou no Luso e ainda no Bosque, desde os anos 30, claro que acompanhado de meu pai, um português apaixonado pela União Esportiva Portuguesa, cuja sede  Avenida Joaquim Nabuco foi vendida sem autorização dos seus sócios proprietários.

Na foto ao lado, Adair, Sálvio e Osak Soares na Seleção do Amazonas de 1938.

Na primeira edição do Livro “Baú Velho”, lançado em 1999, página 231, está a minha opinião que transcrevo abaixo:

GOLEIRO: Charuto, Limongi, Sandoval, Jorge Baleia, Clovis e Marialvo.

ZAGUEIRO DIREITO : Amâncio, Tuta, Jofre Costa Novo e Darcy.

ZAGUEIRO CENTRAL: Marcilio, Aurélio, Gatinho, Jaime Rebelo e Kleber Brito (RN).

QUARTO ZAGUEIRO: Pedro Sena, Hildebrando, Edison Souza, Sula e João Tavares.

MEIO DE CAMPO: Rabito, Osak Soares, Adair Marques, Sidinho, Juvenil, Beleleu, Zamundo, Dermilson e Rolinha.

PONTA DIREITO: Dico, Oliveira, Tucupi, Pratinha e Hugo.

CENTRO AVANTE: Vidinho, Paulo Onety, Marcos Gonçalves, Sálvio Miranda Corrêa, Santarém, Edson Piola e Jason.

PONTA ESQUERDA: Marcolino, Lé, Raspada, Pinhegas, Vadinho, Pepeta e Reis.

Observação: a apreciação foi feita no antigo sistema 4-2-4, cujos ponteiros  jogavam abertos.

2
jan

Bola gelada

   Posted by: Carlos Zamith

Nos jogos de campeonato disputados no campo da Colina, o Nacional sempre ficava no túnel à esquerda da arquibancada. Dias antes de uma partida oficial de 1969, o Rio Negro, através de seu representante, o falecido Artur Rebelo (Tutuca), fez uma representação verbal à FAF reclamando “o privilégio” dos nacionalinos e pediu o local para o seu clube.

Samuel do ValeO Dr. Samuel do Valle (foto), representante do Nacional, discordou da ideia do Tutuca. Bate-boca pra cá e prá lá, surgiu a solução para o caso: sorteio dos túneis na sexta-feira, dois dias antes do jogo, na séde da entidade, que ainda era nos altos de um antigo prédio da Rua Lobo D’Almada quase com a Rua Henrique Martins.

Às 18 horas do dia marcado, os dois representantes estavam na entidade para o sorteio, assistido pelos repórteres, desportistas e o representante da FAF, António Prudente, o Chinelinho. Duas bolas de pingue-pongue, respectivamente com os números UM e DOIS, foram colocadas num saco e remexidas energicamente para misturá-las.

Nisso, o Chinelinho – que estava pendendo para o  lado do Nacional – chama um garoto que estava próximo e pede para tirar uma das bolas e, falando baixinho sem que ninguém notasse, disse-lhe: “tira a bola gelada“. Resultado: o Nacional ganhou o túnel que sempre fora o seu.

Página 1 de 212