Arquivo para ‘Nacional’ Category

25
ago

Nacional pela primeira vez

   Posted by: Carlos Zamith

No ano de l973, o Nacional, campeão amazonense do ano anterior, participou pela primeira vez do Campeonato Brasileiro de Futebol reunindo os campeões de cada Estado. Foram 26 times na disputa promovida pela CBF.

clip_image002

Nacional, dirigido pelo técnico Paulo Emilio, estreou na competição contra o Bahia, em Salvador. Resultado de 1 a 0, para os baianos, até que foi bem recebido pelos adeptos do time local. Final, era a primeira vez que o Nacional jogava em Salvador contra um adversário de boa categoria técnica.

Os concorentes

Os 26 times que disputaram a competição: Nacional, Bahia, Flamengo –RJ, Vasco, ABC, Corinthians, Internacional, São Paulo, Portuguesa de Desportos, America–RJ, Ceará, Santa Cruz, CRB, América–BH, Coritiba,

Vitoria, Palmeiras, Sergipe, Clube do Remo, Náutico, Grêmio, Cruzeiro e, Fluminense,

Jogo de estréia

10-09-1972 – Bahia 1 x 0 Nacional- Árbitro: Carlos Costa.

Pagantes: 17.815. Gol de Natal, aos 32 do 2º. tempo.clip_image004

Nacional – Edson Borracha, Antônio Piola, Jurandir, Mesquita (Luis Carlos) e Almir Coutinho; Danival e Jorginho Maia ; Ismael, Lacy, Walmir Coutinho (Julião) e Reis.

Bahia – Butice, Valtinho (Souza), Onça, Amorim e Paulo Henrique; Baiaco e Eliseu; Natal, Sima (Alberto), João Daniel e Gilson porto.

Nota: Além dos jogadores do jogo de estréia, o Nacional ainda utilizou estes jogadores durante da competição: Procópio (goleiro), Café, Fausto Souza, Nelson Souza, Zé Eduardo, Mário Motorzinho, Muniz, Pedrilho, Campos, (foto ao lado,) Mano, Edmar, Wilson Lopes e Valdomiro.

Nos 25 jogos, o Nacional venceu 4, empatou 10 e perdeu 11. Foram 18 pontos ganhos e 33 perdidos (cada vitória valia dois pontos).

As vitórias foram, contra o Corinthians, 2×0; Portuguesa de Desportos, 2×0; CRB, 2×1 e Cruzeiro 2×1.

Nos 25 jogos, o Nacional, marcou 23 gols e sofreu 30. – (Campos 14, Walmir 3, Pedrilho 2, Nelson Souza, Antônio Piola, Ismael e Danival, um cada).

20
jul

Alfredo Barbosa Filho

   Posted by: Carlos Zamith

Se há um desportista que muito fez pelo futebol amazonense e que merecia o reconhecimento do clube onde trabalhou, sem remuneração, durante longo período, revelando um monte de jovens valores que brilharam nos cubes de Manaus, o nome dele é Alfredo Barbosa Filho ou Barbosão, como era chamado pelos seus pupilos.

clip_image002Desde jovem, no Colégio D. Bosco, onde estudou no tempo Padre Agostinho, Barbosa Filho já dava sinais de sua paixão pelo futebol. Adolescente, trabalhou nos escritórios da firma J.G. Araújo, na Rua Marechal Deodoro e ficou feliz quando o Sindicato dos Comerciários organizou o Campeonato da categoria.

A empresa onde trabalhava montou o seu time para disputar a competição e Barbosa Filho, além de jogar de zagueiro, sem muita habilidade devido ao excesso de peso que sempre lhe acompanhou desde criança, também era o técnico.

Foi oficial e Comandante da Polícia Militar do Estado no início da década de 60 e já estava no comandado das categorias de base do Nacional revelando um grande número de jogadores para o nosso futebol e, principalmente para o Nacional, dentre eles, Wanderlann, Aderbal, Chincha, Téo, Português, Lacinha, Pratinha, Pepeta, Ribas, Jayme Costa. Comum era ouvirmos nos estádios, quando aparecia um jovem se destacando em outro qualquer time que não o Nacional, a frase de Barbosão: “esse já passou pelas minhas mãos”.

Alfredo Barbosa Filho nasceu a 11 de novembro de 1920 e morreu em Manaus no dia 6 de março de 1992, antes de completar 72 anos e só lembrado pelos mais antigos adeptos do clube “mais querido”, a estrela azul que tanto amou.

14
jul

ASSIS CATUNDA

   Posted by: Carlos Zamith

Ele era um jogador de ataque que no começo da carreira ganhou seu primeiro título defendendo o Nacional, clube dos sonhos de qualquer principiante praticante do futebol em nossa cidade. Teve algumas decepções em sua carreira, uma delas a de ter que abandonar a bola ainda cedo por motivo de uma grave contusão. Habilidoso, jogando pelas pontas, direita ou esquerda, trabalhando muito mais com a perna direita, tinha também uma grande “virtude”: a de saber conduzir a bola com a mão quando ela colava ao seu corpo, sem o mais atento árbitro perceber. Chegou a contribuir para decidir algumas partidas com esse ilegal recurso.

clip_image002Ele é Francisco de Assis Catunda, ou simplesmente Assis, ponteiro esquerdo do Nacional na década de 50, que nasceu em Manaus, numa grande data, 7 de setembro de 1935 e primo do desembargador Gaspar Catunda.

Começou a bater bola em 1953, no time do Bangu, do bairro de Educandos que disputava o campeonato da Segunda Divisão da FADA. Em 1954 recebeu convite de dois amigos jogadores do Nacional que estavam servindo, como ele, ao Exército, para defender o clube da Estrela Azul. Eram Nelson Pereira, que jogava de lateral esquerdo e Azarias um zagueiro, falecido ainda jovem. Não pensou duas vezes. Foi logo fazendo alguns jogos como titular ao lado de Alemãozinho, Antero, Cumarú e outros, para depois ser campeão no time de aspirantes, em 1955, ao lado Ribas, Maneca Marques, Jaime Costa, Caica, Adamor. No ano seguinte, Assis foi guindado ao time titular por exigência do então treinador Flaviano Limongi, que viu nele qualidades para a posição de ponteiro esquerdo e não se enganou o “Patriarca”, pois ali estava um jogador taticamente disciplinado e muito eficiente para o conjunto.

No título de 1957, que só terminou no ano seguinte, dado o grande número de participantes, 14 clubes, Assis estava no time como titular, mas pela sua condição de militar, ele e outros, tiveram viajar para Roraima por determinação da Justiça Eleitoral a fim de garantir as eleições locais. Do time do Nacional também Pedro Brasil, que era soldado, teve que se deslocar para o interior com a mesma missão. O Nacional ia decidir com o Fast, em melhor de quatro, o campeonato de 1957.

clip_image004No primeiro jogo o Fast ganhou de 3×1; no segundo o Nacional venceu por 2×1; no terceiro houve empate de 2×2. Nem Assis nem Pedro Brasil participaram desses jogos. Cada time estava com três pontos ganhos. O quarto jogo ia decidir tudo. Dia 30 de outubro de 1958. Pedro Brasil e Assis chegaram de suas missões na véspera do jogo decisivo e catimbado.

O Naça venceu por 3×2. O Fast ficou na frente do marcador por 2×1, (Rosas e Coelho para o Fast e Português, para o Naça) quando o árbitro Álvaro Maranhão marcou um penal contra o Nacional, chutado para fora pelo armador Marcelo. O Nacional se reanimou e logo no inicio do segundo tempo fez dois gols (Dadá, de penal e Português), amarrando o jogo numa tremenda cera até o final. O Nacional foi o campeão da cidade com Pedro Brasil, Martins e Sampaio; Toscano, Agostinho e Boanerges; Lacinha, Dadá, Portugues, Zizico e Assis.

NACIONAL x REMO

Jogo entre Nacional e Remo, no Parque em 1959, o Naça venceu por 2×0 e o goleiro Jorge Baleia foi a grande figura em campo. Nesse dia, o ataque do Naça era formado por Tucupi, Pratinha, Lacinha, Motal e Assis que parou de jogar com 25 anos, por ter sofrido uma contusão nos meniscos das duas pernas.

Viajou para o Rio e foi operado de uma delas pelo Dr. Mário Tourinho, do América. A outra foi operada em Manaus, mas a contusão – ligamentos cruzados – era muito grave e por isso não teve mais condições de voltar a praticar o futebol.

Pretendia fazer carreira no Exército. Era cabo quando pediu transferência para o Rio de Janeiro. Não gostou e preferiu voltar para dar baixa. Trabalhou na Serraria Hore, no Porto de Manaus como Conferente e por fim na Companhia de Navegação da Amazônia (Transnavi), aposentando-se a partir de 1983. Pai de três filhos.

7
mai

Duelo de campeões: Aderbal x Adinamar

   Posted by: Carlos Zamith

Aderbal Lana sentadoNo futebol de Manaus, Aderbal Lana (foto ao lado), nascido a 10 de novembro de 1946, em Uberlândia (MG), é um técnico com trajetória vitoriosa desde 1996. Homem de personalidade forte, dos que não leva desaforo para casa e, acima de tudo, duro nas respostas quando agredido sem razão. Ele é um campeão.

1986 – Campeão pelo Nacional. Trabalhou no mesmo time em 1987 e 1988.

1989 – Campeão pelo Rio Negro. No mesmo ano voltou ao Nacional substituindo Ari Grecco.

1991 – Campeão pelo Nacional.

1996 – Passou a trabalhar no São Raimundo e foi Tricampeão em 1997, 1998, 1999 e o tri da Copa Norte, 1999, 2000 e 2001.

Em 2000 continuava no São Raimundo. Entregou o cargo após o jogo com o Náutico, (19/02/2001), pelo Campeonato da Série C, para assumir o comando do Fortaleza.

Em maio de 2001, voltou ao São Raimundo e ficou até o final do Campeonato. Em 2002 foi contratado pelo Nacional estreando contra o Rio Negro (29/03/2002), com marcador adverso por 2 a 0.

Permaneceu no Nacional até 10/04/2002 (jogo Nacional 3 x 2 Fast/Tefé) pelo campeonato local, quando passou a trabalhar no futebol de Goiânia. Voltou ao São Raimundo em setembro de 2002 para livrar o time que andava caindo pelas tabelas no Campeonato da Série B.

RESUMO DOS SETE TÍTULOS

  • Nacional – campeão em 1986, 1991 e 2002
  • São Raimundo – campeão em 1997, 1998 e 1999
  • Rio Negro – campeão em 1989.

AdinamarAdinamar Abib (foto ao lado), nascido no Pará em 8 de julho de 1947, veio pela primeira vez a Manaus como integrante do time do Clube do Remo, numa temporada amistosa em 1966, jogando no Parque Amazonense contra um combinado Fast-América, empatado em 1 a 1.

Depois de arquivar as chuteiras, fixou-se em Manaus e se tornou treinador. Andou em quase todas as equipes do nosso futebol profissional. O grande feito foi à conquista do bicampeonato do Nacional em 1995/96. Em 2004 esteve à frente do Fast até o início do returno.

Transferiu-se para o Grêmio Coariense, campeão do 1º turno da temporada. Em março de 2005 voltou ao Rio Negro e continuou em 2006, classificando o time para a Série C, dispensado logo depois. Com o gaúcho Luis Carlos Winck, na direção, o Rio Negro não conseguia bons resultados na competição e novamente Adinamar foi convocado para por a “casa” em ordem.

RESUMO

  • Nacional – bicampeão em 1995, 1996 e 2007 (só trabalhou no 1º. Turno).
Página 1 de 712345...Última »