Arquivo para ‘Rio Negro’ Category

30
ago

Rio Negro pela 1a.vez no Copão!

   Posted by: Carlos Zamith

O Campeonato Brasileiro de 1973, também chamado de “Copão”, teve a participação do Atlético Rio Negro Clube, pela primeira vez.

clip_image002O time barriga-preta, enfrentou 28 adversários: América de Natal, Palmeiras, Portuguesa de Desportos, Santa Cruz, Vitória, Atlético Mineiro, Desportiva-ES, Goiás, Comercial-CG, Vasco da Gama, Atlético-PR, Ceará Náutico, Grêmio, Sergipe, Santos, Olaria, Clube do Remo, Tiradentes, Flamengo, Bahia, CRB, Fortaleza, e Nacional, de Manaus, além de 4 jogos de volta.

A estréia ocorreu contra o América, em Natal, com um resultado até satisfatório.

26-08-1873 – Rio Negro 0 x 0 América

Árbitro: Gilberto Ferreira. Renda: Cr$ 90.464,00.

O Rio Negro recebeu a cota líquida de Cr$ 27.167,00.

Rio Negro Borrachinha, Pedro Hamilton, Zé Carlos, Biluca e Almir Coutinho; Zezinho e Denílson; Paulo (Jorge Cuíca), Mário Motorzinho, Nilson Diabo (Ferreira) e Rolinha.

Observação: Apenas Zezinho e Rolinha, os prata da casa. Os demais importados.

D

América de Natal – Ubirajara, Mário Braga, Scala, Emidio e Cosme; Paúra (Afonsinho) e Careca; Almir, Santa Cruz (Juam Daniel) e Gilson Porto.

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   Silva                             Denílson                         Biluca                           Borrachinha

Além dos jogadores da estréia, o Rio Negro, no decorrer da competição, ainda utilizou Toninho Goiatuba, Silva, Zé Cláudio, Dinho, Osmar, Jeová, Antônio Piola, Zequinha Piola, Ivo, Orange, Casemiro, Laércio e Almir, ex-São Raimundo.

Nos 28 jogos, foram 7 vitórias, 10 empates e sofreu 11 derrotas. Marcou 20 gols e sofreu 21.

As 7 vitórias

Rio Negro 1 x0 Santa Cruz

Rio Negro 1 x 0 Desportiva

Rio Negro 1 x 0 Goiás

Rio Negro 1 x 0 Ceará

Rio Negro 1 x 0 Náutico

Rio Negro 5 x 0 Sergipe

Rio Negro 1 x 0 Sergipe

23
jul

Jogador expulso é substituído

   Posted by: Carlos Zamith

O campeonato amazonense de futebol, de 1962, ainda no amadorismo dirigido para entidade FADA, estava empatado entre Nacional e Rio Negro, ambos com um ponto negativo. A decisão do título ocorreu no dia 12 de janeiro do ano seguinte (1963), no velho Parque Amazonense, com grande público

O Nacional tinha como seu dirigente maior o então governador Plínio Ramos Coelho, enquanto o Rio Negro, como seu diretor maior, o deputado Josué Cláudio de Souza, responsável pela volta do clube ao futebol, após 14 anos de inatividade. Ambos presentes ao clássico decisivo, que obedecia a direção do árbitro Dorval Medeiros, o antigo zagueiro Guarda.

Início normal. Josué estava na cabine destinado a Rádio Difusora, no pavilhão “Gilberto Mestrinho” e Plínio Coelho, na pequena pista em frente ao mesmo pavilhão.

DECISÃO ABSURDA

Aos 16 minutos do 1º tempo o árbitro expulsou de campo o atacante Lacinha, do Nacional, por jogo violento. Houve protesto da parte do dirigente nacionalino. O jogo ficou paralisado por 16 minutos. Depois houve um acordo entre Josué, Plínio e o próprio árbitro, com absurda decisão de permitir a entrada de outro jogador no lugar do expulso. Luizinho entrou e o jogo continuou sem anormalidade.

O RIO NEGRO foi o campeão da temporada vencendo esse jogo por 2×1, gols de Thomaz Passa Fome e Dermilson (Rio Negro) e Jaime Basílio (Nacional), todos no 2º tempo.

GOL DO ÁRBTRO

O gol do Nacional (Jaime Basílio) aos 26 minutos, deixou muita dúvida. A bola bateu no travessão e no solo. Para muitos não chegou a ultrapassar a linha fatal, mas valeu. No dia seguinte, alguns jornais deram como autor o árbitro Dorval Medeiros.

RIO NEGRO (CAMPEÃO) – Pedro Brasil, Bolôlô e Raimundo Mário; Fernando, Catita e Eudóxio; Horácio, Thomas, Aírton, Dermilson e Orlando Rebelo.

NACIONAL – Zé Maria, Boanerges e Sampaio; Chincha, Aderbal e Wanderlann; Caíca, Sabá Burro Preto, Jonas, Jaime Basílio e Lacinha (Luizinho)

29
abr

O Homem na Lua

   Posted by: Carlos Zamith

O jogo era pelo campeonato profissional, valendo pelo primeiro turno e aconteceu no dia 20 de julho de 1969, no campo da Colina, no bairro de Santo Antônio, bastante florido com bandeiras e grande número da galera feminina. Público de 19.542 pagantes, numa época em que o nosso futebol estava na crista da onda. Dia do Rio Negro e Nacional. Ambos estavam na luta pela conquista da fase inicial com maior vantagem para o Nacional que tinha um ponto a mais, e Fast Clube como o mais próximo perseguidor.
 
Carlos AlbertoA FAF mandou buscar o árbitro paulista Romualdo Arpi Filho o qual contou com o auxilio de Arlindo Luchards e Manuel Luís Bastos. Jogo cheio de emoções debaixo de um intenso calor. O torcedor não podia afastar-se para tomar um café ou um refrigerante sob pena de perder o seu já incômodo lugar.

O Rio Negro começou melhor e marcou 1 a 0 por ação do atacante “importado” Carlos Alberto (foto ao lado), mas logo depois Rolinha empatou. O jogo transcorria com muito equilíbrio.

No segundo tempo, o técnico do Rio Negro tirou da zaga o paraibano Edmilson e colocou Catita como lateral, enquanto Eugênio, outro carioca, cedia seu posto de meio armador a Joãozinho.

AnizioO crioulo ponteiro esquerdo carioca, Anizio, (foto ao lado) marcou o segundo tento rionegrino. O público comemorava o feito no mesmo momento em que as emissoras de rádio que transmitiam o jogo, faziam uma interrupção para anunciar a chegada do homem à Lua, fato comemorado pelos torcedores dos dois times.

Mas foi justamente na volta ao estádio, que as emissoras também anunciavam a expulsão do jogador Catita, por jogo violento. 

No final, a vitória do Rio Negro por 2 a 1, mas o primeiro turno ficou com o Nacional que tinha vantagem na tabela, 3 pontos perdidos enquanto o Rio Negro acumulava 5 negativos.

RIO NEGROClovis, Edmilson (Catita), Maravilha, Valter, Chicute; Xerém e Rubem; Anízio, Carlos Alberto (Joãozinho), Eugênio e Paulinho.

NACIONAL - Marialvo, Pedro Hamilton, Sula, Faustino e Téo; Mário Vieira (Luís Carlos) e Rolinha; Zezé, Rangel, Pretinho e Pepeta (Márcio). Na foto, Anízio.

HOMEM NA LUA

Edwin Aldrin, Michael Collins e Neil Armstrong, descem na Lua em 20-07-1969. Armstrong e Aldrin passam 21 horas no solo lunar, onde instalam uma bandeira americana, um sismógrafo, um refletor de raios laser, uma antena de comunicação, um painel aluminizado para estudos da radiação solar e uma câmara de TV. Colhem 27 kg de amostras de pedra e poeira. Cinco outras missões tripuladas à Lua são realizadas com sucesso pelos americanos, que nunca foram imitados pelos soviéticos nessa façanha.
 
Em 1975, americanos e soviéticos unem-se numa mesma experiência espacial, realizando acoplamento das naves Apollo (com três cosmonautas americanos e Souiz 19, com dois soviéticos). Há o intercâmbio entre as tripulações e o aperto de mão entre as duas equipes em pleno cosmo.
(Dados colhidos do Almanaque Abril de 1993)

11
abr

Morreu Orlando Rebelo

   Posted by: Carlos Zamith

A triste notícia me foi transmitida agora há pouco. Morreu Orlando Rebelo, comentarista da Rádio Difusora há mais de duas décadas e do programa das terças-feiras TV Cultura, “No Mundo da Bola”, comandado por Waldir Corrêa. O corpo está sendo velado na Funerária Almir Neves, da Avenida Joaquim Nabuco e o sepultamento será às 16 horas.

Foto: Orlando na direita, com Anzer e Dermilson (1962)Conheci Orlando no início da década de 60, quando o time de futebol do Rio Negro, por iniciativa do saudoso Josué Pai, depois de bom tempo de inatividade, voltava aos campos do Parque Amazonense e da Colina (foto ao lado, Anzér, Dermilson e Orlando, Rio Negro em 1961). 

Um jogador de relativa habilidade com a perna esquerda atuando como ponteiro, mas nos momentos agudos do seu time, sempre auxiliava o meio de campo Apesar a baixa estatura, enfrentava durões zagueiros, mesmo aqueles que davam sem piedade nas suas frágeis canelas. Foi campeão logo no início da volta do Rio Negro aos gramados, após um afastamento que durou 14 anos. Estava em boa forma quando uma contusão o tirou muito cedo das quatro linhas, embora com muita vontade de prosseguir. Mas não abandonou o futebol, tornou-se um dos melhores comentaristas esportivos do Amazonas.

Orlando Rebelo, nasceu em Manaus a 23 de abril de 1940 e por muito tempo morou na Rua Joaquim Sarmento, bem próximo ao antigo estúdio da Rádio Difusora do Amazonas.

O COMEÇO

Na década de 50, Orlando freqüentava o Oratório Festivo do Colégio Dom Bosco e formou a equipe do Corinthians, (cujo distintivo foi bordado por sua mãe, D. Elvira), vencedor de quase todos os campeonatos Um time que tinha como centro avante nada menos do que João Tavares que se projetou no América e no Paysandu.

Em 1958, Orlando serviu ao Exército Brasileiro e, no ano seguinte, teve rápida passagem pela equipe juvenil do Auto Esporte, para depois jogar futebol de salão pelo Rio Negro, sob o comando do saudoso Carlos Coelho.

Em 1960, o ex-atleta rionegrino e ex-árbitro Wolkmer Tabosa dos Reis, por recomendação de Josué Cláudio de Souza, convidou-o para vestir a camisa barriga-preta. Dando seus primeiros no time barriga-preta, participou do amistoso contra o Olaria, do Rio, dia 30 de abril de 1960.

TITULAR NO 1º. RIO-NAL

Foto: Orlando no Rio Negro (1962)Orlando titular do tão esperado Rio-Nal: 11 de julho de 1960. A entidade local, a Fada, designou o árbitro Odail Braga Martins para dirigir o encontro. O Parque Amazonense com grande público, mas os rionegrinos não tinham muita confiança no seu time, uma vez que os melhores jogadores ainda estavam cumprindo estágio.

Vitória fácil dos nacionalinos, por 3 a 0, gols de Jayme Basilio e Adamor, de penal, no primeiro tempo e novamente Adamor, no período final.

RIO NEGRO:- Marcus, Marcondes e Farofa; Pombo, Domingos e Ferradura; Soldado, Santos, Anzér, Aírton e Orlando Rebelo.

NACIONAL:- Tongato, Boanerges e Sampaio; Jayme Basilio, Agostinho e Nonato; Caíca, Adamor, Lacinha, Ribas e Assis Catunda.

Em 1961, depois de cumprirem o estágio de transferência, (futebol ainda amador) o Rio Negro foi reforçado para disputar o Torneio João Havelange com Marcos, Bolôlô e Mário; Fernando, Catita e Eudóxio; Aírton, Paulo, Thomaz, Dermilson e Horácio. Quando um dos atacantes não jogava, Horácio era deslocado para a direita e Orlando entrava pela esquerda.

Em 1963, participou de 14 jogos do campeonato oficial como titular e sua última apresentação ocorreu no dia 10 de novembro desse ano, contra o Labor, com vitória de 3 a 1. Uma grave contusão o afastou dos gramados.

NO RÁDIO

Ao deixar o futebol iniciou pequenas atividades na Rádio Difusora, como operador de áudio para depois produzir o programa “O Domingo é Nosso”, apresentado pelo saudoso João Bosco, Terezinha Tribuzy e Edson Melo.

Em 1966 foi convidado pelo narrador Luis Eduardo (aquele do “Tem Neném Chorando na Rede do …”) para organizar os arquivos esportivos equipe da Rádio Rio Mar, quando também passou a escrever alguns comentários, até que um dia foi escalado para comentar o amistoso entre Nacional e Clube Municipal e agradou.

Começou a se revezar com Belmiro Vianez, o titular da equipe e sempre faz questão de ressaltar que foi o maior incentivador de sua nova profissão.

Três anos depois, Luis Eduardo deixou a Rádio Rio Mar e com ele também Belmiro Vianez. Orlando foi convidado para assumir o departamento de futebol quando foi contratado o carioca Jayme Barreto, de quem também recebeu irrestrito apoio. Ficou chefiando o esporte da Rio Mar até 1986, transferindo-se para a Rádio Ajuricaba, do Grupo Simões, diante de excelente proposta, coordenando a equipe na época chefiada por Arnaldo Santos e lá ficou até 1993, após a emissora  ser vendida.

ORLANDO EM 2006

Em 1994, convidado por Waldir Corrêa, passou a fazer parte da equipe da Rádio Difusora, onde permaneceu até 2009.

Uma cruel doença levou do nosso meio, um dos mais laureados comentaristas esportivos do futebol amazonense.

Foto: Orlando Rebelo atual

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