Arquivo para maio, 2009

31
mai

Alemãozinho

   Posted by: Carlos Zamith    in Sem categoria

Untitled-2d1Milton Pereira Lima, ou Alemãozinho, nasceu no município de Manacapurú a 6 de junho de 1933, veio para Manaus, com 12 anos e já brincava com a bola. Um dia, na década de 50, ele estava jogando uma pelada no campo da Escola Técnica Federal quando apareceu pôr lá o ponteiro Lé, que foi ídolo do Rio Negro e que já havia abandonado o futebol. Lé era o dono do time suburbano Canto do Rio e convidou Alemãozinho para jogar pelo segundo quadro do seu clube. Jogou só meio tempo, porque o Lé chegou perto e falou: “garoto descansa um pouco porque você vai jogar no primeiro time”. Jogou bem, mas ficou só ai. De outra feita Jorge Bonates levou o Princesa Isabel para jogar na Escola Técnica e quando viu o desembaraço  daquele baixinho, bom com a  bola nos pés, não pensou duas vezes. Levou-o para o seu time e lá Alemãozinho encontrou Bolôlô, Valquirio, Lidoca, Bonates, Mário Costa, Maciel que fizeram nome do futebol local.

Jogando duas temporadas pelo Princesa, com bom destaque, Alemãozinho foi convidado para defender a União Esportiva em 1951, que estava voltando ao futebol da primeira divisão após alguns anos afastada. O presidente do clube, cidadão chamado Guerra, ofereceu-lhe boa quantia para que ele vestisse a camisa “zebrada” e ainda promoveu uma festa na sede da Avenida Joaquim Nabuco, na época “Sambão”, em sua homenagem. Logo de saída campeão do Torneio Início da temporada. Lá estavam alguns conhecidos jogadores, como Zeca Cara de Três, Padeirinho e Lupércio, já veterano. Mas o presidente Guerra morreu antes do término do campeonato e a União não chegou a disputar o segundo turno. O futebol foi extinto a seguir.

Alemãozinho ganhou esse apelido ainda em Manacapurú, porque tinha o cabelo ruivo. No ano de 1952 estava numa boa fase e chegou a ser convocado para integrar a Seleção do Amazonas, ocasião em que ingressou no Nacional onde ficou apenas um ano, tendo como c…ompanheiros, Bianor, Lacinha, Cumarú, Nelson Pereira, Aristóteles, Almério e até o velho Barrote que estava em final de carreira. Um dia o então zagueiro Reinaldo Tribuzzi convidou-o para jogar pelo Sul América. Fez parte de um time com bons valores, como Sula, Zamundo, Carrapeta, Chicão, Evilásio, Tota, o goleiro Sandoval, Ivancy, Limão, Ney, Tutuia e Aurélio. Jogou várias temporadas como titular e ainda hoje guarda boas recordações do “Trem da Colina”.

Untitled-2d2Além de jogar pelo Sul América, Alemãozinho trabalhava como garçom do Bar Avenida (hoje agência do Bradesco na Eduardo Ribeiro com Saldanha Marinho) e lá fez muita amizade com o pessoal da imprensa, pois nas proximidades existiam as redações do O Jornal e Diário da Tarde, O Jornal do Comércio, A Gazeta, além das emissoras Rádio Baré e Rádio Difusora. Empresários, políticos e desportistas também faziam ponto no Bar Avenida e com eles conviveu durante três anos, até que resolveu trabalhar por conta própria. Montou uma pequena loja de produtos importados na antiga Casa Tem-Tem. A coisa prosperou, conseguiu montar outras e há quase trinta anos está estabelecido no bairro de Educandos.

Alemão foi forçado a abandonar o futebol em virtude de uma contusão. O Sport Clube de Recife estava em Manaus, em 1960, para uma temporada. O São Raimundo, patrocinador do time visitante e que iria enfrentá-lo, solicitou o seu empréstimo junto ao Sul América para esse jogo. Numa jogada toda casual, um tremendo azar: rompimento dos meniscos no meio do primeiro tempo, cedendo o seu lugar ao reserva Soropa. A contusão valeu quatro meses de inatividade.

Quando resolveu voltar, fez um jogo pelo Sul América, mas não deu e decidiu deixar o futebol em times da Federação. Mas o futebol sempre foi a sua paixão e alguns meses depois, formou um time com seu amigo Coda. Era o Vila Rica que fez muito sucesso no nos campos da Vila Municipal, matando a saudade com Zizico, Dadá, Orsini, ex-jogadores do Nacional.

31
mai

Vivaldão 2014

   Posted by: Carlos Zamith    in Sem categoria

Para ser uma das sedes da Copa do Mundo de 2014, Manaus aposta na demolição e reconstrução do Vivaldão. Atualmente, comporta 32 mil torcedores e, após as reformas previstas, a capacidade será ampliada para 46 mil.

O local será transformado e terá um espaço de esporte e lazer além de um shopping para compras. A idéia é que o local seja utilizado durante os sete dias da semana e alie atividades esportivas e de lazer.

Os investimentos para adequar a cidade de Manaus às recomendações da FIFA giram em torno de R$ 5 bilhões a serem aplicados durante os cinco anos de preparação para o Mundial. Deste montante, R$ 500 milhões serão destinados à parte esportiva.

No sistema de transporte, o projeto prevê a construção de metrô de superfície e alongamento de vias públicas. O embarque e desembarque também são preocupação da cidade, que coloca entre as prioridades a modernização do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes.

A capacidade hoteleira de Manaus é de 8.000 leitos, sendo somados a estes outros 4.000 leitos que estão em fase de consolidação de construção. Até 2014, a cidade contará com 25.000 leitos, fora a capacidade de hospedagem em navios transatlânticos que poderão ancorar em Manaus para o evento.

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Atual estádio Vivaldo Lima, o Vivaldão, com capacidade para 32 mil pessoas.

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A cobertura do futuro Vivaldão combina o design do traçado de um cesto de palha com o de peles de cobra e lagarto da Amazônia.

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O entorno do estádio será arborizado.

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O Vivaldão será completamente reconstruído e passará a ter capacidade para 46 mil lugares.

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O projeto é da Gerkan Marg und Partner (GMP), empresa alemã especializada em construção de grandes arenas esportivas. A nova arena terá cobertura retrátil, parecida com a do estádio de Frankfurt, que pode ser fechada em caso de chuva.

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O projeto do Amazonas como sede da Copa de 2014 está estimando em R$ 6 bilhões de reais.

30
mai

O maior público de todos os tempos

   Posted by: Carlos Zamith    in Fast

No dia 9 de março de 1980, estavam reunidos  no nosso maior estádio, Nacional Fast Clube e Cosmos, jogo amistoso, mas com muitas atrações no time visitante: Benkenbauer, Carlos Alberto Torres, Oscar, Romerito e Chinaglia. O Fast apresentou, como novidade, o Campeão do Mundo, Clodoaldo.

O estádio Vivado Lima apanhou o maior público de todos os tempos, um recorde e cuja capacidade era, na época, limitada a 50 mil lugares.

Desde às primeiras horas da tarde o movimento era grande nas imediações do Vivado Lima. Uma enorme fila de ônibus despejando torcedores que na correria procuravam as melhores acomodações. Tarde de muito calor e praticamente ninguém conseguiu ver o espetáculo sentado. Cada espaço era disputado com certo sacrifício.

Marquise do Vivaldão lotada no jogo entre Fast e Cosmos
Visão parcial da arquibancada lotada no dia 9 de março de 1980

Houve um momento em que uma das marquises ameaçou desabar, tal a quantidade de pessoas que se encontravam nela sentadas. Foi quando um torcedor que estava na parte superior, lá em cima, lança uma garrafa de refrigerante nos que estavam nos degráus inferiores da arquibancada. A resposta foi imediata. Os que estavam na marquise se viram sob pedras latas, tudo o que dava na mão.

Muitas pessoas que se postaram na marquise sairam com diversos ferimentos pelo corpo, porque de quando em quado surgiam gritos que a marquise estava desabando. O corre-corre era geral e os mais afoitos saltavam de qualquer maneira, Houve casos graves de fraturas de pernas, braços e costelas.

Os médicos Francisco Malheiros, Carlos Urtiga, Remédio Leocádio, Argentina Medeiros, José  Dias e Benedito Ribeiro foram incansáveis no atendimento aos torcedores e os casos mais sérios eram encaminhados ao Pronto Socorro do Estado, como no caso de seis pessoas que cairam da marquise, todas com suspeita de fraturas.

DEPOIS DO JOGO

Tudo terminou como começou, ou seja, zero a zero. Depois do jogo a curiosidade do torcedor era em torno da arrecadação e do público pagante. Muitos chegaram a calcular 70 mil, considerando que sempre quando se falava em capacidade do estádio, alguns davam esse número.

O público só veio a saber do montante, dias depois ao jogo, pelo boletim financeiro distribuído e publicado pela imprensa, dando o número de pagantes: 56.950, com mais de 48.500 ingressos vendidos só para a arquibancada.

29
mai

Os primeiros prefeitos eleitos

   Posted by: Carlos Zamith    in Política

Jorge-de-MoraesO primeiro Prefeito eleito pelo sufrágio popular foi o Dr. Jorge de Moraes (foto ao lado), que cumpria o mandato de Senador, levado ao Paço Municipal em 1910. Outros vieram a seguir: Henrique Ferreira Pena, Dorval Porto, Ayres de Almeida e Basílio Torreão, todos eleitos até 1922.

  1. Dr. Jorge de Moraes, médico amazonense formado pela Faculdade de Medicina da Bahia. A época ele era Senador da República e fez questão de disputar o pleito, chegando a exigir do governador Antônio Clemente Bittencourt o lançamento de sua candidatura. Eleito com 1.132 votos. A eleição geral para Prefeito e Intendentes, triênio 1911/1913, foi realizada no dia 22 de dezembro de 1910 e a posse aconteceu no dia 10 de janeiro de 1911, com mandatos a terminar no dia 31 de dezembro de 1913.
  2. Henrique Ferreira Pena de Azevedo, o segundo prefeito eleito para o período 1914/1916, pertencente ao Partido Republicano Conservador, empossado no dia primeiro de janeiro de 1914, mas sua passagem pela Prefeitura durou pouco, pois sete dias após a posse adoeceu, falecendo no dia 19 de janeiro de 1914. Eleito com 917 votos.
  3. Dorval Pires Porto, gaúcho, foi eleito numa nova eleição para concluir o mandato de Ferreira Pena, empossado no dia 8 de abril de 1914. Foram seus concorrentes, o Coronel Ramalho Júnior e Joaquim Francisco de Paula. O eleito, com 1.170, ficou até o fim do mandato, 31 de dezembro de 1916.
  4. Antônio Ayres de Almeida Freitas, baiano, eleito para o período 1917/1919, formado em Medicina na sua terra. Empossado no dia primeiro de janeiro de 1917, cumprindo o mandato até o dia 31 de dezembro de 1919. Ayres de Almeida também foi deputado estadual e chegou a ser presidente da Assembléia Legislativa. Eleito com 1.352 votos.
  5. Basilio Torreão Franco de Sá, maranhense,  formado em Medicina, na Bahia, eleito para o triênio 1920/1922, empossado no dia primeiro de janeiro de 1920 e teve como adversário o também médico Jerônimo Ribeiro, que logo apôs aceitou o convite para ser Secretário de Franco de Sá na própria Prefeitura. Eleito com 854 votos. O adversário obteve 632 votos.

O sistema político mudou. Veio a Revolução de 1930, o período de ditadura até a redemocratização do país, mas os Prefeitos passaram a ser nomeado pelos governadores dos Estados.

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