Arquivo para julho, 2009

26
jul

RUA JOÃO VALÉRIO

   Posted by: Carlos Zamith    in Ruas de Manaus

Rua-João-ValérioHomenagem ao ex-deputado estadual João Valério de Oliveira, nascido no município de Itacoatiara a 25 de janeiro de 1929 e falecido  no primeiro dia do mês de outubro de 1973, aos 43 anos, no Hospital a Baneficencia Portuguêsa de São Paulo, para onde viajou às pressas acometido de probemas cardíacos, mas seu corpo foi sepultado em Manaus.

João Valério foi Vereador em Itaacoatiara e eleito deputado estadual em três legislaturas seguidas pelo PMDB a partir de 1958, quando passou a residir em Manaus.

Formado em Direito pela Universidade do Amazonas em 1970, era um orador de boa qualidade destacando-se ao ocupar a tribuna da Assembléia Legislativa e respeitado por seus companheiros que ouviam com atenção  seus pronunciamentos.

A denominação  de Rua João Valério (ex-Rua Guaporé, ex-Rua Brasilia e ex-Rua Izaias Vieiralves) que começa  da Avenida Constantino Nery e termina na Rua Maceió, foi iniciativa do então Vereador José Costa de Aquino, do mesmo partido político do homenageado, transformando-se em lei em outubro de 1973.

João Valério deixou esposa e seis filhos, Paula, Niza, Silvia, Luzia, José Valério e João Valério Junior, este nascido em 1970.

23
jul

Rua Simon Bolivar

   Posted by: Carlos Zamith    in Ruas de Manaus

A Rua Simom Bolivar, trecho da Rua Tapajós até a Rua Luis Antony, já foi Beco do Cemitério e Enforacos. Recebeu a denominção oficial através do Decreto 178, de 11 de outubro de 1934, assinado pelo Prefeito Pedro Severiano Nunes.

Na justificativa do Decreto diz  “ que entre os estadístas da América do Sul foi Simon Bolivar o de maiaor projeção a cujo vulto deve ás Nações Latinas Américanas e sua formação política”.

 Simon Bolivar era General, nascido em Caracas em 1783. Heroi da Independência e foi educado por um tio. Começou omovimento revolucionário em Caracas a 19 de abril de 1910.

(Dados do livro “Biografia de Personalidades Célebres”, de Carolina R. Ribeiro de Oliveira)

22
jul

Um ídolo da União Esportiva

   Posted by: Carlos Zamith    in União Esportiva Portuguesa

Rabito 2Rabito IIRabito foi jogador da União Esportiva Portuguesa durante várias temporadas. O único time que defendeu durante muitos anos, formando com Dico uma ala direita de muito respeito na época do futebol amador.

Ganhou cartaz pelo domínio da bola, (que não era tão macia como as atuais) e, principalmente pela jogada que executava com freqüência, chamada de “trocadinha”, hoje mais conhecida como jogada de calcanhar.

Tive a oportunidade de ver Rabito jogar pela União Esportiva Portuguesa, meu time de coração, na década de 30. Ele foi bicampeão 1934-1935 pela União Esportiva Portuguesa, cuja sede era na Rua Marcilio Dias, onde hoje funciona a Casa do Trabalhador.

Eram seus companheiros na conquista do bi: Charuto, Jofre Costa Novo, Delfim, Sabá, Raimundo Paixão, Beré, Lé Antônio, Camilo Abnader, Lisboa, Pedro Barbosa, Candú, Sarkis que ajudaram a perigosa dianteira formada por cinco jogadores: Dico, Rabito, Jokeide, Ofir Correa e Zé da Paixão.

Rabito, avô do atual Ministro do STJ, Mauro Campbell e  pai de Manuel Marques – o Maneca,  outro jogador revelado pelo Princesa Izabel do velho Jorge Bonates e, acima de tudo, um unionista dos mais ferrenhos.

Na década de 60, tentando relembrar o seu time predileto, trouxe a Manaus a equipe do Vasco da Gama que enfrentou, no Parque, uma seleção local, envergando a camisa da União Esportiva.

Manuel Marques lutou com vigor, para evitar a venda de um patrimônio da União, em balneário na Efigênio Sales e venceu, mas não teve tempo de evitar a “venda” de modo estranho, da sede da Joaquim Nabuco, adquirida por sócios proprietário, dentre os quais me incluo.

Rabito Caracu
À esquerda, Carlos Zamith, seguido de Luis Saraiva, Djalma Dutra e Rabito, representante da Cerveja Caracu, após firmar contrato de patrocinador da Resenha Esportiva da Rádio Rio Mar, em abril de 1957.

19
jul

Avenida Eduardo Ribeiro

   Posted by: Carlos Zamith    in Ruas de Manaus

2239015703_c179cab54d[1]Eduardo Gonçalves Ribeiro, nasceu no Maranhão, no dia 18 de setembro de 1862 e faleceu no dia 14 de outubro de 1900; era conhecido pelo apelido de pensador, em decorrência de ter participado ativamente dos movimentos republicanos e ter editado o jornal O Pensador, no Maranhão. Governou o Amazonas no período de 23 de julho de 1892 a 23 de julho de 1896.

No governo, mandou fazer o Teatro Amazonas, o Reservatório do Mocó, a Ponte de Ferro da 7 de Setembro, o Palácio de Justiça e inúmeras outras obras, transformando Manaus na conhecida Paris dos Trópicos; dinheiro não faltava, quanto mais gastava, mais os cofres enchiam, advindos dos impostos da comercialização da borracha.

Logo nos primeiros anos da administração, o governador Eduardo Ribeiro anunciou a desapropriação de vários terrenos daquela rua, justificando que com este ato estava transformando-a assim em uma Avenida de um belo aspecto. Uma das primeiras menções sobre o projeto da avenida Eduardo Ribeiro foi feita pelo diretor de Obras Públicas, Armênio de Figueiredo, em junho de 1893, ao afirmar que a mesma teria trinta metros de largura e mil e sessenta de comprimento e se estendia entre a nova rampa e a fachada do novo Palácio (Palácio da Justiça que foi inaugurado em 1900). Na época da construção do palácio, ela é citada com freqüência nos relatos como avenida do Palácio.

Por muitas décadas, a avenida Eduardo Ribeiro manteve-se como a principal via da cidade, mesmo depois do advento da Zona Franca; com o crescimento acelerado da cidade e com a intensificação do trânsito, tornou-se proporcionalmente pequena. Permanece como uma avenida comercial de grande importância para a cidade, mas ultimamente foram-lhe impostas algumas modificações em função da facilitação do trânsito de veículos, não havendo, todavia, maior preocupação com o seu embelezamento.

Vejamos agumas fotos da nossa mais luxuosa Avenida, em ordem cronológica:

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Avenida Eduardo Ribeiro que no início se chamava Avenida do Palácio (1902)

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A intensa corrente de automóveis, carruagens descobertas e de tramways elétricos pela grande artéria (1910)

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As fachadas de antigas construções hoje são camufladas por grandes placas de propaganda

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A arborização da avenida encontra-se hoje totalmente extinta

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O início da avenida Eduardo Ribeiro que inicia-se no Centro, no Porto de Manaus e na Praça da Matriz, cruza com a Avenida 7 de Setembro, atravessa as ruas Rua 24 de Maio e 10 de Julho e passa o Palácio da Justiça

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Estação dos ônibus de madeira na Avenida Eduardo Ribeiro

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Avenida Eduardo Ribeiro, década de 60

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Final da avenida Eduardo Ribeiro, vista do Instituto de Educação do Amazonas – IEA (1970)

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Avenida Eduardo Ribeiro, em 1977, com destaque para a loja Credilar

 

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