Arquivo para agosto, 2009

31
ago

DOMINGOS BOCA CHEIA

   Posted by: Carlos Zamith    in Astros da bola, Velhos tempos

 

GritandoO campeonato oficial de 1957 só terminou em 1958, com uma série “melhor de quatro pontos” envolvendo Nacional e Fast, no Parque, pelo fato de cada clube ter conquistado um turno.

O primeiro jogo da série o Fast venceu por 3 a 1; o segundo pelo Nacional por 2 a 1 e o terceiro terminou em 2 a 2. Nesse jogo o Fast vencia por 2 a 0 e o Nacional, através do atacante Dadá que vinha sendo o mais fraco jogador em campo, marcou dois gols relâmpagos, aos 30 e 31 minutos do segundo tempo, o último de penalidade máxima.

Com os resultados dos três jogos, cada clube ficou com três pontos positivos e por isso foi necessária uma outra partida para a decisão do titulo.

Dia 26-10-1958 O Fast começou bem o quarto jogo e terminou o primeiro tempo vencendo por 2 a 1, gols de Rosas e Coelho (Fast) e Português (Nacional). No início do segundo tempo, o juiz marcou um penal contra o Fast. Dadá cobrou a falta e empatou para o Nacional. O lance causou muita polemica. Jogadores do Fast admitiam erro do árbitro. Dois minutos depois do penal, Português colocou o Nacional em vantagem, marcando um gol indiscutível.

O jogo transcorria num clima de nervosismo, quando o árbitro Álvaro Maranhão, na época tenente do Exército, marcou um penal contra o Nacional, para muitos inexistentes, com o que concordavam os locutores das emissoras de rádio. Empurra daqui, empurra dali, bola na marca, bola retirada da marca, enfim, uma desordem própria do futebol, até que foi chamado o lateral direito do Fast, Domingos Boca Cheia, para a cobrança da falta.

Na ocasião em que o jogador fastiano corria em direção à bola para chutá-la e com o goleiro Pedro Brasil preparado no arco do Nacional, o adversário Toscano, lançou um punhado de terra no rosto de Boca Cheia, atingindo a sua vista deixando-o sem condições de completar a jogada.

Outro “rififi” em campo, mas o jogador Toscano nada sofreu, porque o árbitro fez que não viu. Nova paralisação até que Marcelo apresentou-se para cobrar a falta em substituição a Boca Cheia que estava sendo socorrido pelo massagista. Marcelo chuta, mas a bola passa por cima do travessão de Pedro Brasil. No dia seguinte, os jornais abriram manchete: “Toscano ganhou o campeonato para o Nacional”.

19
ago

Rua da Instalação

   Posted by: Carlos Zamith    in Ruas de Manaus

 

            A Rua da Instalação, localizada no centro com apenas duas quadras, que se inicia na Avenida Sete de Setembro e termina na Praça Dom Bosco, também já sofreu várias alterações.

 

            Nessa Rua, entre a Henrique Antony e a Frei José dos Inocentes, existia um prédio assobradado onde foi instalada a Província no dia primeiro de janeiro de 1852.

 

            Depois de muitos anos, nesse prédio funcionou um bar muito conhecido com o nome de Suíço, pelo lado da própria Rua da Instalação e da Rua Frei José dos Inocentes. Pelo outro lado, funcionou uma tabacaria, com acesso também pela Rua Henrique Antony. Mais tarde, apesar dos protestos da imprensa, o velho prédio virou ruínas e no local apareceu uma feira de frutas.

 

            Algum tempo depois, a feira saiu e a área foi doada ao Instituto Municipal de Previdência e Assistência Social (IMPAS). Depois existiu um pequeno estacionamento, mas na parte do fundo do terreno dá uma vaga lembrança do antigo prédio da instalação da Província, trabalho que foi feito na administração do Prefeito João de Mendonça Furtado, em 1982 e recebendo, em 2001, nova pintura na administração do governo Amazonino Mendes.

 

 

Rua Instalação 

  

MUDANÇA

Em 1919 o Intendente José Maria Filho tentou mudar o nome da Rua da Instalação para Rua Dr. Joaquim Nabuco, mas encontrou forte oposição de seu colega Alberto Coelho que, ao discutir o projeto, assim se manifestou:

 

            “É uma injustiça alterar o nome da Rua da Instalação que representa um fato histórico, como o da instalação da Província do Amazonas que se realizou naquele local”.

            Considero, no entanto, um outro lado de inteira justiça prestar a municipalidade uma homenagem à digna memória do grande patriota Dr. Joaquim Nabuco, que foi o defensor dos direitos territoriais do nosso Estado, no litígio das fronteiras do Rio Branco com a Guiana Inglesa e, por isso, sugiro ao autor do projeto que o nome da atual Rua Silvério Nery passe a chamar-se “Dr. Joaquim Nabuco”.

            A proposição foi assinada pela maioria dos Intendentes e aprovada.

 

E foi assim que pela primeira vez foi evitada a mudança do nome da Rua da Instalação, que antes era conhecida como Travessa da Imperatriz.

 

            Mas, em abril de 1928, o Intendente João Severiano de Souza voltou mexer com o nome da Rua da Instalação, apresentando um projeto, que foi aprovado, mudando a sua denominação para Rua Dorval Porto, em homenagem ao Dr. Dorval Pires Porto, gaúcho, engenheiro, deputado, governador e prefeito municipal, eleito para substituir a Ferreira Pena, que falecera 19 dias após sua posse.

 

            A lei foi publicada com o número 1.477, de 26 de abril de 1928.

 

            Não durou muito a denominação de Rua Dorval Porto, porque no primeiro dia do mês de novembro de 1930, o prefeito Marciano Armond baixou Decreto fazendo voltar às antigas nomenclaturas, todas as ruas e avenidas que haviam sido alteradas nos últimos anos.

 

            E foi assim que da Rua da Instalação voltou ao a ter o seu nome tradicional até hoje.

 

 

13
ago

Há 40 anos Nacional vencia no Maracanã

   Posted by: Carlos Zamith    in Nacional, Sem categoria

Naça no Maracanã (1969)

Em pé: Ferreira Pedras, Téo, Pedro Hamilton, Sula, Valdomiro, Mario Motorzinho, Marialvo Agachados: Zezé, Pretinho, Rangel, Rolinha, Pepeta.

Há quarenta anos esta cidade foi sacudida por uma grande festa esportiva. Foi no dia 24 de agosto de 1969, que o Nacional Futebol Clube, jogando no estádio do Maracanã,  contra o Maringá, do Paraná, marcou uma vitória quie mexeu com  esta Manaus.

Era um simples amistoso, mas o fato de ser o primeiro time amazonense a se exibir no maior estádio de futebol do Brasil, numa preliminar de Brasil x Venezuela pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 1970, levou o torcedor, do Nacional ou de seus co-irmãos, ao delírio.

O movimento para essa apresentação foi comandada pelo desportista Flaviano Limongi, então presidente da Federação Amazonense  de Futebol. A cidade parou para ouvir a transmissão do jogo pelas rádios, pois ainda não existia a tevevisão em Manaus, quando foi anunciado o fim do jogo com Nacional 1 x Maraingá 0, gol de Pepeta. 

O Nacional com  Marialvo, Pedro Hamilton, Sula, Valdomiro e Téo; Mário Motorzinho e Rolinha; Zezém Rangel, Pretinho e Pepeta.

O Nacional ainda levou em sua delegação, os jogadores Prrocópio, Chiquinho, Bel, Márcio Mineiro,  e Valdir Santos, emprestado ao São Raimundo. 

 A delegação do Nacional era composta  do presidene Paulino Gomes, comerciante Alfredo Ferreira Pedras, Samuel do Vale, Elias Dorgan, José Portela, técnico Alfredo Barbosa Filho, e contou com o apoio do ex-jogador Emanuel, que se fixou no Rio de Janeiro depois de jogar pelo São Cristóvão, na epoca uma força intermediária do futebol carioca.

9
ago

RUA HENRIQUE MARTINS

   Posted by: Carlos Zamith    in Ruas de Manaus

Sempre foi complicado o sistema de denominação das ruas desta cidade, pois não há o devido cuicado dos legisladores no caso, os Vereadores ou o próprio Poder Executivo Municipal, em observar se não existem logradouros com os nomes propostos a fim de evitar a duplicidade, aém de não se promover a sinalização correta.

Certa vez uma firma encarregada do serviço de revisar as denominações das ruas de Manaus cometeu o engano de colocar uma placa na “Rua Saldanha Marinho”, ao lado da Igreja de Dom Bosco, quando essa artéria oficialmente, tinha o nome de “Rua Padre Pedro Ghisland”, dado pelo Lei 460, de 07 de outubro de 1953, assinada pelo então Prfefeito Oscar da Costa Rayol.

Pois bem, na esquina dessa rua com a de “Governador Vitório”, existiam duas placas com nomes diferentes: uma de “Saldanha Marinho” e outra com a denominaçãio verdadeira de “Padre Pedro Ghisland”.

Na gestão do Prefeito Manoel Ribeiro, uma das suas principauis providências foi a de determinar a contrução do calçadão da “Rua Henrique Martins” e a preocupação maior ainda, foi a de mandar tirar as placas indicando o nome da artéria, porque o Henrique estava com “H”.

Todas as placas foram substituidas. Houve contestação da parte de algumas pessoas, mesmo porque a padronização das placas não foi observada . Quando foram dolocadas e o Henrique perdeu o “H”, muito embora no cadastro da prefeitura, nas guias do IPTU e Alvarás, continuava com o “H”.

Na mais recente Lei que deu a denominação de ruas e a venidas, a de No. 343, consta Henrique com o H inicial. 

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