Arquivo para setembro, 2009

19
set

RUA JOSÉ CLEMENTE

   Posted by: Carlos Zamith    in Ruas de Manaus

Esta artéria uma das mais antigas de Manaus foi das poucas que não sofreu alteração em sua nomenclatura, oficializada em 1870. Começa na Rua Luís Antony e termina na Rua Costa Azevedo (Largo de São Sebastião). É o que consta no livro de Atas da Câmara Municipal de Manaus, página 287.

 

JOSE CLEMENTE

 

Rua José Clemente. O prédio é do antigo Grupo Marechal Hermes demolido. No local foi construída mais tarde a sede da Radio Rio Mar, ao lado do Teatro Amazonas.

 

Na reunião do Poder Legislativo do dia 15 de fevereiro de 1870 os Vereadores Leonardo Antônio Malcher, (que também foi homenageado com nome de Rua) e seu colega Antônio Cunha Mendes, apresentaram uma Indicação, logo aprovada, propondo a denominação de Rua José Clemente e assim diziam os dois Vereadores:

 

“A Rua demarcada entre a do Progresso (actual 10 de Julho) e a da Constituição (actual 24 de Maio) em prolongamento e as obras do novo Quartel e a Praça São Sebastião, denomina-se JOSÉ CLEMENTE”.

 

Observação: início na Rua Luis Antony, passando em frente ao Colégio Militar, atravessando a Rua Lobo D´Álmada; fundos da Santa Casa; atravessa a Avenida Eduardo Ribeiro; lado do Teatro Amazonas e termina na Rua Costa Azevedo com o Largo de São Sebastião,

 

 

O homenageado pelos edis era José Clemente Pereira, nascido em Portugal em 1787 que veio para o Brasil em 1815, onde exerceu a advocacia sendo nomeado Juiz de Fora da Vila da Praia Grande, hoje Niterói e depois exercido o mesmo cargo no Rio de Janeiro.

 

(Dados do livro “História do Brasil”, de A. Souto Maior.)

11
set

JOGADOR EXPULSO É SUBSTITUÍDO

   Posted by: Carlos Zamith    in Sem categoria

No jogo principal, decisão de campeonato, decorriam 16 minutos do primeiro tempo, quando houve um lance ríspido envolvendo o jogador Lacinha, do Nacional. O árbitro Dorval Medeiros (Guarda) expulsou-o de campo. O jogador não o atendeu. Jogo paralisado. O Presidente do Nacional também não concordava com a expulsão e bradava que seu time só continuaria jogando se fosse com onze jogadores.

 

Josué Pai, do Rio Negro, assistia a tudo da cabine da ACLEA. O presidente Plínio Coelho, do Nacional, estava na pista do campo questionando com o árbitro e os dirigentes do espetáculo. Finalmente veio uma solução: Lacinha deixa o campo mas entra outro em seu lugar. Todos aceitaram a fórmula: juiz, presidente da FADA, Josué Pai, cronistas mesmo sob protestos, e torcedores dos dois lados. Entrou Luizinho (irmão de Quisso que também jogava no Nacional) no lugar de Lacinha expulso. Depois de quinze minutos de paralisação, o jogo foi reiniciado, terminando em 0×0 o primeiro tempo.

 

Guarda 1No segundo tempo, Thomaz, aos 4 minutos, marca para o Rio Negro e aos 26, Jaime Basilio empata. Nessa jogada, outra confusão que durou pouco. A bola deu a impressão de não ter ultrapassado a linha de gol, mas o juiz validou o lance. Finalmente, aos 35 minutos, o rionegrino Dermilsom, o melhor jogador em campo, marca o gol da vitória, o gol da conquista do título de 1962. 

 

O Juiz Dorval Medeiros (foto) encerrou o jogo aos 41 minutos, no exato momento em que fazia gestos para expulsar o ponteiro nacionalino Caíca que teve um entrevero com o zagueiro Catita, após uma entrada violenta deste.

 

 

5
set

A PRAÇA DOS REMÉDIOS

   Posted by: Carlos Zamith    in Logradouros históricos

A Praça dos Remédios, uma das mais antigas de Manaus, Já foi um belo logradouro que recebia aos domingos, feriados e ao cair da tarde, grande número de famílias, especialmente das ruas vizinhas, para passeios e bons bate-papos.

 

Pouca gente sabe, porém que a sua denominação oficial era a tão pouco tempo (1996), “Praça Torquato Tapajós”, mesmo existindo até placa oficial no antigo casarão da Faculdade de Direito, esquina com a Rua Miranda Leão.

 

Praça dos Remedios

 

“Torquato Tapajós” era o nome oficial da” Praça dos Remédios”.

 

Pelo que consta nos livros de Atas da Câmara Municipal de Manaus a denominação de “Torquato Tapajós” vem do século passado, logo após o falecimento de Torquato Xavier Monteiro Tapajós, ocorrido em l897, mas a verdade é que o povo continuou a chamá-la de Praça dos Remédios, esquecendo por completo a denominação oficial.

Consta também que esse logradouro recebeu profundas reforma na gestão do então Prefeito José Francisco de Araújo Lima, no período de l925/l929 e que, na ocasião, o Chefe do Executivo da cidade mandou afixar a placa de identificação da Praça com o nome de “Torquato Tapajós”.

Pela Lei 343/96, foi dada a denominação de “Praça dos Remédios”.

Torquato Xavier Monteiro Tapajós, nascido em Manaus a 3 de dezembro de 1853, concluiu seus estudos no Rio formando-se com Engenheiro Geógrafo.