Arquivo para novembro, 2009

28
nov

Jaime Rebelo

   Posted by: Carlos Zamith    in Astros da bola

Ainda garoto Jaime Rebelo apareceu na zaga central do time titular do Eldorado que disputava o campeonato da primeira divisão, na década de 40. Um clube que pertencia a seu pai, professor Francisco Rebelo de Souza e tinha irmãos que também jogavam futebol no mesmo time, como Raimundinho Rebelo e Jessé, todos titulares, além de João e Jairo que atuavam no time de aspirantes.

Jaime Rebelo na SeleçãoO Eldorado disputou os campeonatos de 1946 a 1952 e em 1950, Jaime (foto na Seleção de 1950) convocado para atuar como titular da Seleção Amazonense que jogou duas vezes contra o Pará, pelo Campeonato Brasileiro. Atuava ao lado de Gatinho, e Vicente na meta. Com a extinção do time do Eldorado, Jaime parou um tempo para se dedicar a um outro ramo de atividade.

Fez concurso para locutor comercial da Rádio Baré e foi aprovado juntamente com Dantas de Mesquita. Trabalhou na veterana emissora até como ator de novelas, apresentador dos programas na Maloca dos Barés narrador esportivo, jogando seu futebol apenas nas promoções entre jornalistas e radialistas que sempre eram realizados no estádio General Osório.

Mas o São Raimundo, clube que também foi fundado pelo seu pai, entrou para o campeonato da primeira divisão em 1956 e Jaime foi chamado para vestir a sua camisa. Titular do time da Colina, formando zaga com Zezé, uma dupla que garantia, também, a bom desempenho do goleiro Carlos Genésio. No São Raimundo Jaime ficou duas temporadas até que decidiu, com a idade chegando e a multiplicação de afazeres, a cuidar apenas da emissora, mas ainda encontrava alguma vaga para treinar equipes inferiores do Nacional, onde jogavam dois de seus filhos. Formou-se em direito, era também jornalista profissional, passou a diretor artístico da Rádio Baré, cargo que ocupou a até morrer.

Jaime Rebelo de SouzaNarrava e comentava os jogos de futebol do Parque ou do estádio do São Raimundo. A cabine de rádio do estádio “Ismael Benigno”, construída no início da década de 60 com auxílio financeiro da FAF e da ACLEA, tinha o seu nome, numa homenagem do clube ao seu antigo zagueiro, um pedido das duas entidades, acordo desrespeitado na década de 90.

Jaime Rebelo morreu (foto de 1975) repentinamente, em 3 de julho de 1977 vítima de um problema cardíaco, numa época em que apresentava noticiários da TV-Baré. Seus filhos mais velhos foram ídolos da torcida nacionalina. Zé Eduardo e Careca, (este já falecido). Ambos nasceram no bairro da Vila Municipal e moravam em frente ao campo do Nacional. Desde os infantis começaram a mostrar qualidades. Foram titulares do Naça na década de 60 e duas vezes campeão da cidade.

O ex-Beco Independência, no bairro do Japiim, recebeu o nome de Jaime Rebelo, pela Lei nº 346/96.

17
nov

A vitória do Fast no Maracanã

   Posted by: Carlos Zamith    in Fast

Antes de enfrentar o Fluminense, o Fast havia sido goleado pela Portuguesa de Desportos, no Canindé, por 6 x 0. Cinco dias depois, estava no Maracanã para enfrentar o Fluminense e venceu por 2 a 1, jogos válidos pela Taça do Brasil.

11/05/1978 – FAST 2 X 1 FLUMINENSE

Local: Maracanã. Árbitro: Saul Mendes (BA).

Renda: Cr$ 60.000,00.

Público pagante: 2.698

Gols: Gildásio aos 18 (Flu). Dário, contra aos 15, do 1º tempo. Cabral, aos 22, do 2º tempo (Fast).

FAST – Iane (Ribamar), Carlos Alberto, Mário Bacuri, Edgard e Carlinhos; Limão, Raulino e Zezinho (Gilson); Zé Lima, Dentinho e Cabral.

FLUMINENSE – Renato, Edvaldo, Dário, Carlinhos e Marinho Chagas; Rubens Gálaxe (Mário), Pintinho e Gilson; Robertinho, Gildásio e Zé Artur.

Os detalhes foram publicados e conferidos nos jornais de Manaus e revista Placar.

7
nov

Rua Lauro Cavalcante

   Posted by: Carlos Zamith    in Ruas de Manaus

A Rua de Lauro Cavalcante foi uma artéria que já sofreu alteração em sua nomenclatura, como tantas outras de nossa cidade, em razão da falta de sensibilidade de legisladores municipais que, no afã de mostrar “serviço” jamais se preocuparam em preservar um pouco de nossa história.

OFICIALIZAÇÃO

O nome de Rua de Lauro Cavalcante foi oficializado, através de um projeto de lei do Intendente Sérgio Pessoa Neto que, numa das reuniões da Intendência Municipal (hoje Câmara), com a devida justificativa, encaminhou a proposição, aprovada em 26 de outubro de 1917, transformando-se na Lei nº 915, da mesma data.

Diz o autor:- “Lauro Cavalcante era médico. Em vida prestou reais serviços aos pobres desta capital, fazendo-o com solicitude e sem remuneração de qualquer espécie”, disse Sérgio Pessoa na justificativa.
E prosseguiu: “seu último ideal foi à criação de um Asilo de Proteção e Assistência à Infância, instituto que não chegou a produzir seus efeitos por ter sido o seu autor arrebatado precocemente. Minha proposição importa num preito de profundo reconhecimento do povo amazonense aos grandes méritos de ilustração e competência. Por esse motivo a Intendência resolve dar a denominação de “Dr. Lauro Cavalcante” ao trecho da Rua Henrique Martins compreendido entre a Avenida 13 de Maio (hoje Getúlio Vargas) e Igarapé de Manaus visto não ser o referido trecho um prolongamento da dita artéria”.


MUDANÇA


Já em 1928, o Intendente João Severiano de Souza numa das reuniões da Intendência Municipal apresentou projeto de lei mudando o nome de Rua Dr. Lauro Cavalcante para Rua Jonathas Pedrosa e esta para Rua Dr. Lauro Cavalcante. O projeto foi aprovado e a Lei publicada com o nº 1.419, de 16 de outubro de 1928.


Dois anos depois, nomeado Prefeito Municipal, o professor Marciano Armond baixou Decreto, de nº 03, de 01 de novembro de 1930, fazendo voltar às antigas nomenclaturas, alteradas nos últimos anos.


Foi assim que a Rua Dr. Lauro Cavalcante voltou à artéria primitiva e a Rua Jonathas Pedrosa ao seu lugar de origem, mantidas até os dias atuais.


PRESIDENTE


O Dr. Lauro Cavalcante foi o terceiro presidente do Atlético Rio Negro Clube, eleito a 7 de novembro de 1915 e reeleito a 5 do mesmo mês de 1916. Licenciou-se do cargo em abril de 1917, por motivo de saúde viajando nesse mesmo dia para fora do Estado.

5
nov

Brás Gioia – um campeão

   Posted by: Carlos Zamith    in América, Fast

Brás Gioia, nascido a 23 de setembro de 1923, jogou futebol por mais de 15 anos. Atuava sempre como defensor. Muito mais nas laterais direita ou esquerda. Começou nas peladas num campinho que ficava atrás da residência do Comendador JG Araújo, conhecida como baixa do JG, na Rua Costa Azevedo com a Av. Getúlio Vargas.

Em 1940 jogava como titular do Fast, onde ficou até 1942, por ter recebido uma proposta razoável do Olímpico, embora nosso futebol ainda estivesse no regime amador.

Gioia-2Gioia foi campeão pelo Olímpico em 1944. Uma decisão contra o Rio Negro que tinha como figura maior o jogador Vem-Vem, oriundo do futebol cearense. O Olímpico vencia fácil por 4 x0, e o Vem-Vem marcou três gols seguidos em curto espaço de tempo. Quase que o titulo do Olímpico vai para o brejo. No final, vitória por 4×3.

O TIME CAMPEÃO: Téo, Zeca Periquito e Tuta; Jaime Catré, Brás Gioia e Dog; Cabral, Fedegundes Marcos Gonçalves Dorval e Mário Mattos.

No ano seguinte Gioia foi vice-campeão pelo Olímpico. O titulo ficou com o Rio Negro, mas numa “derrubada de mesa”, foi transferido para o Nacional. Em 1950 campeão pelo Nacional, mas a convite do técnico Cláudio Coelho, passou a vestir a camisa do América pelo qual foi campeão em 1951, 1952, 1953 e 1954.

Em 1956, mais um título, desta feita pelo Auto Esporte, onde ficou até o ano seguinte. Como já estava com 33 anos de idade, parou um pouco mais ainda assim fez alguns jogos pelo Internacional, do Boulevard Amazonas; time da segunda divisão.

Gioia jogou nas Seleções o Amazonas contra o Pará, Mato Grosso e Goiás. Sempre lembrava que na sua trajetória pelo futebol sofreu apenas uma contusão, uma fratura no nariz quando atuava pelo América, resultado de uma jogada com o fastiano Pereirinha. Mesmo assim continuou em campo até o final do jogo e só depois é que deu conta do sangue (que não aparecia) na camisa do América
Mais detalhes na 1ª. Edição do livro “Baú Velho”.

Brás Gioia morreu no dia 19 de fevereiro de 2007, aos 83 anos.

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