Arquivo para março, 2010

31
mar

Homenagem

   Posted by: Carlos Zamith    in Política

A última Lei municipal que tratou da denominação de ruas e praças, de Manaus, com alterações e nomes repetidos, o que não é concebível, prestou justa homenagem a radialistas e jornalistas de Manaus, já falecidos, tais como:

Clodoaldo Guerra, um ex-locutor da Rádio Baré e Rádio Difusora. Seu nome foi dado à antiga Rua 15, no conjunto Castelo Branco;

Carlos Carvalho, um dos maiores narradores esportivo da Radio Difusora, tem seu nome na ex-Crisanto Jobim, em Petrópolis;

Josué Cláudio de Souza, jornalista, proprietário da Rádio Difusora, fundada em 1948, também político, tem seu nome mantido numa Rua do Bairro de Petrópolis,

Jaime Rebelo, jogador do Eldorado, São Raimundo, Seleção do Amazonas, narrador esportivo, advogado e Chefe da equipe da Rádio Baré. Seu nome foi mantido, Bairro do no Japiim;

Bianor Garcia, jornalista de O Jornal e A Notícia, idealizador do Festival Folclórico, no Estádio General Osório, ganhou seu nome na ex-Rua 3, na Cidade Nova;

João Bosco Fareco, radialista da Rádio Difusora, tem seu nome na ex-25 de Dezembro, no bairro do Japiim;

Josaphat Pires, locutor de radio ator da Rádio Baré, ganhou seu nome na ex-Rua 34, conjunto 31 de março, no Japiim;

Irisaldo Godot, jornalista, chefe de esporte do O Jornal e Diário da Tarde, ex-diretor da Imprensa Oficial, primeiro presidente entidade dos cronistas esportivos, tem seu nome no ex-Beco C. Alves no bairro da Raiz. Também na Colônia Santo Antônio, ex-Rua Santo Amaro. Nesta está Godô, sem o T mudo;

Guilherme Gadelha, subsecretário do O Jornal do Comércio e ex-funcionário da Assembléia Legislativa, tem seu nome na ex-Rua 01, no Parque Dez de Novembro;

Mansuêto Queiroz, veterano no O Jornal do Comércio tem seu nome na ex-Rua 139, na Cidade Nova;

Carlos Leal, ex-locutor da Rádio Difusora, ganhou o nome na rua ex-03, no bairro do Japiim;

Andréa Limongi, ex-radialista desde a fundação da Rádio Difusora, ganhou seu nome na ex-Rua 02, no conjunto Castelo Branco, no Parque Dez;

Alfredo Fernandes, diretor artístico da Rádio Baré e depois da Rádio Rio Mar e radio ator, tem seu nome na ex-Rua Jorge Amado, no bairro do Japiim. Está ainda na ex-Rua Nova, no Bairro Esperança

Mário Emiliano, repórter esportivo, narrador e comentarista atuando por último na Rádio Rio Mar. Seu nome está mantido no Bairro do Parque Dez.

Domingos Lima, violonista pertencente ao cast da Rádio Difusora, conjunto Mariuá, com Máximo Pereira e Toinho. Seu nome está na antiga Rua Belém, onde se localiza o velho campo do Parque Amazonense.

Herculano de Castro e Costa, um dos mais conceituados jornalistas, tem seu nome mantido no Bairro do Parque Dez.

Sen. João Bosco, cria da Rádio Difusora, como narrador esportivo, comentarista. Foi Vereador, Deputado Estadual e Senador da República. Nascido em abril de 1938, morreu em maio de 1979, com poucos dias com o mandato de Senador.

Paulo Soares, Rádio Difusora. Seu nome está na ex-Rua Breves, no D. Pedro I.

27
mar

Clóvis, o aranha negra e a toalha vermelha

   Posted by: Carlos Zamith    in Astros da bola, Rio Negro

Começou a jogar bola como zagueiro do Nazaré, um time suburbano organizado pela rapaziada residente no final da Avenida Joaquim Nabuco, para os mais antigos, do “Alto de Nazaré”, término da linha de bonde, cuja placa de fundo amarelo tinha o nome de Nazaré em vermelho.

Clovis-RNClovis Amaral Machado, nasceu na cidade de Parintins, a 20 de outubro de 1943 e veio para Manaus ainda garoto e aqui começou a se interessar pela bola.

Em 1959 já estava no time juvenil do Auto Esporte comandado por Cláudio Coelho. Num dia de treino faltou um goleiro e Clovis tomou conta do posto para nunca mais sair, deixando longe a idéia de ser zagueiro. Suas atuações foram acima do esperado para um garoto que tinha realmente boa estatura para jogar na zaga.

Em 1961, com 18 anos, chegou ao time titular do Auto e fez seu último jogo com essa camisa, em 22-12-1962, contra o Rio Negro, no Parque, perdendo por 3 a 1.

JOGO SUSPENSO

Esta foi partida suspensa após o terceiro gol rionegrino assinalado por Thomaz. É que alguns torcedores do Auto Esporte invadiram o campo insatisfeitos com a marcação do árbitro José Pereira Serra que, sem condições, preferiu suspender o jogo aos dez minutos do segundo tempo. Quatro dias depois o jogo continuou com Dorval Medeiros no apito e terminou sem alteração no marcador.

NO RIO NEGRO

Nosso futebol ainda era amador. Clovis trocou o Auto Esporte pelo Rio Negro em 1963, mas teve que cumprir um estágio exigido pela lei de transferência. Nesse mesmo ano o Rio Negro empreendeu uma temporada em gramados do Pará e do Maranhão e Clovis foi incorporado à delegação que levava mais dois goleiros: Pedro Brasil e Chicão. Com a saída de ambos, Clovis passou a titular até 1970, quando teve uma rápida passagem pela Rodoviária, voltando ao ninho antigo em 1973, perdendo a posição para o carioca Carlos Henrique, já no Segundo Turno do campeonato. Depois, o Rio Negro contratou outro carioca, o Borrachinha, para disputar o Copão e Clovis decidiu parar.

Clóvis 1969A TOALHA VERMELHA

Na sua fase áurea no Rio Negro, ficou famoso, não só pelas defesas sensacionais, como pelo uso de uma toalha vermelha nos dias de jogos contra o Nacional. Ele contou como surgiu essa história:

”Tudo começou por acaso. Naquele tempo os goleiros não usavam luvas. Num clássico Rio-Nal, o gramado do campo do Parque Amazonense estava escorregadio e eu precisava enxugar as mãos. O técnico Osvaldinho (ex-jogador do América do Rio, e que atuou também em Portugal), deu-me uma toalha vermelha e eu só sei que nesse dia não tomei nenhum gol. Depois, em todos os jogos contra o Nacional, eu levava a minha toalhinha vermelha que sem me deu muita sorte”.

Durante um dos clássicos com o Nacional, na Colina, Clovis recorda que o jogo foi assistido pelo saudoso comentarista João Saldanha, que não economizou elogios à sua atuação, coroada com uma grande vitória.

Clovis sempre gostou de vestir uniforme preto nos jogos de seu time e por isso alguns locutores, especialmente Carlos Carvalho, da Rádio Difusora, deixavam de lado o Clovis para chamá-lo de “O Aranha Negra”.

HOMENAGEM

Depois de nove anos sem jogar oficialmente, embora participando de peladas nos finais de semana, Clovis foi convidado vestir camisa do Rio Negro que lhe prestaria uma homenagem. Era o mês de junho de 1982, dia de jogo contra o Bangu, do Rio, no estádio da Colina. Tomou conta o espetáculo, praticando defesas de vulto e por isso merecendo os aplausos da grande platéia. Jogou até aos seis minutos do tempo final quando deu a “volta olímpica” muito aplaudido pela torcida.

O jogo terminou empatado, em 0×0, arbitragem de Rosquilde Serra, que também fazia suas despedidas dos gramados.

Rio Negro:- Clovis (Carlinhos), Jair, Marcão, Darinta (Renato) e Toninho Pinochio (Bosco); Dalmo, Adãozinho e Pedrinho (Val); Zelito (Charlgton), Humberto (Índio) e Berg.

Bangu – Tião, Toinho (Júlio), Lauro, Moisés e Marco Antônio; Mococa (Índio), Lira (Renato) e Rubens Feijão; Mirandinha, Wagner e Wilmar (Marcelino).

Clovis 2006O futebol nada deu ao grande goleiro, nem mesmo um emprego, o que era comum no amadorismo.

Felizmente em 2006, foi reconhecido e passou a ser funcionário do Rio Negro. Clovis (foto 2006), um representante comercial e vendedor autônomo, caminhava diariamente pela cidade em busca de sua sobrevivência.

Chegou a participar de peladas com os amigos jogadores, mostrando um pouco do grande goleiro que foi, elástico, arrojado, voador com defesas milagrosas até, sem deixar de ser vítima de alguns “frangos fantasmas” que passam pela vida todos os que guardam essa ingrata posição, que nem grama nasce no local em que pisam.

Clóvis voando
Num jogo na Colina (1969), Clovis em vôo espetacular.

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23
mar

Goleadas do Sul América

   Posted by: Carlos Zamith    in Sul América

Escudo SA originalTorcedores do Sul América sempre lembram a grande vitória de 8 a 0, de seu time contra o São Raimundo e há algum tempo atrás, a sua sede chegou a ostentar uma faixa relembrando o grande feito.  Mas isso era quando existia uma boa rivalidade entre os dois clubes.

Recordando a grande vitória, tenho os detalhes do jogo:

Sul América 8 x São Raimundo 0
Junho de 1957. Local: Parque Amazonense .
Gols: Chicão 3, Ney 2, Tota 2 e Alemãozinho.

SUL AMÉRICA: Sandoval e Almir Macarrão; Zamundo, Sula e Carrapeta; Alemãozinho, Chicão, Ney, Assis e Tota.

Os adeptos do São Raimundo, no entanto, não dão muita importância a esse jogo, porque na verdade era apenas um amistoso e ainda alegam que o seu time não jogou com todos os titulares (o que não tenho como provar).

E sempre lembram os sãoraimundenses, das boas vitórias de seu time, valendo pontos. Eis:

18/09/1960 – São Raimundo 5 x Sul América 1
07/10/1971 – São Raimundo 5 x Sul América 0
26/07/1999 – São Raimundo 6 x Sul América 2

A mais recente:
21/04/2001 – São Raimundo 6 x Sul América 1

Chicão Sul AméricaGOLEADA HISTÓRICADO “SULÃO’
Pelo turno de classificação do campeonato oficial de 1959, aconteceu a maior goleada até então registrada nos arquivos do nosso futebol. O caso foi assim:

 O Guarani, havia subido à Primeira Divisão na temporada de 59 e caiu logo para o campeonato seguinte.

07/06/1959 – SUL AMÉRICA 16 x GUARANI 0
Local: Colina.  Renda: C$ 1.440,00.

Gols: Chicão (foto) 7, Milton Prudente 4, Zamundo 2, Sula, Assis e Azedo, um cada. O primeiro tempo terminou em 5×0.

SUL AMÉRICA: Wilson, Almir Macarrão e Amor; Zamundo, Sula e Carrapeta; Assis, Chicão, Milton Prudente, Evilázio Soares e Azedo.

AS FOTOS:
Infelizmente não tenho fotos dos acontecimentos registrados aqui. É que na área onde resido, há algum tempo, sempre nos meses de março e abril, devido às chuvas temos problemas de alagamento. Por isso, tenho sofrido perdas inestimáveis.

20
mar

A capacidade real do Vivaldo Lima

   Posted by: Carlos Zamith    in Fast

O estádio Vivaldo Lima, preinaugurado em 05 de abril de 1970 e fechado em várias oportunidades para reformas, principalmente de seu gramado, vai fechar definitivamente para ser construído outro mais moderno.

O novo estádio, atendendo as exigências da FIFA, será palco de alguns jogos da Copa do Mundo de 2014, talvez três ou quatro, quem sabe.

EXAGERO

A propósito, tenho lido em vários jornais declarações de alguns desportistas de que o atual Vivaldo Lima chegou a acomodar 80 mil torcedores, alguns citando como exemplo o jogo do dia 09 de março de 1980, entre Cosmos 0 x 0 Fast, com 56,950 pagantes, quase sete mil atém de sua capacidade, com muita gente até por cima da marquise

Impossível portanto, colocar mais 30 mil torcedores além.do estabelecido no projeto original. Essas declarações não têm o amparo da verdade, pois conforme planta do arquiteto Severiano Porto, responsável pela construção e fartamente publicada nos jornais da época, a capacidade do estádio era de 50 mil, incluindo a parte da geral.

Longe de ser o dono da verdade, tive o cuidado de guardar o ”Borderô Financeiro” do jogo Fast x Cosmos, e que foi publicado na imprensa escrita dois dias após o jogo, com estes números de ingressos vendidos:

48,519 arquibancadas
 7.385 gerais
 1.046 cadeiras
56.950 pagantes

Fast x Cosmos 1980
Fast x Cosmos em 9/3/1989, recorde de público no estádio Vivaldo Lima. Em pé Carlos Alberto, Joãozinho, Miguel Banana, Marcos, Clodoaldo (tri-campeão do mundo 1970), Juldecy, Juarez Bandeira (técnico), Manoel Muniz e Joaqui Alencar. Agachados: Rogério, Tauiris, Bené, Zé Luiz e Orange

Desde 1995, quando foi realizada uma ampla reforma no V.L. durante a administração do governo Amazonino Mendes, com a colocação de cadeiras e assentos na arquibancada, a capacidade de publico diminuiu muito, aliás, como ocorreu em quase todas as praças esportivas do país.  Hoje (março de 2010), o Vivaldo Lima tem capacidade para 31.091, com a exclusão do setor da geral e esta distribuição:

Arquibancada       27.757
Cadeiras            3.280
Tribuna de Honra       54

TOTAL              31.091

 

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