Arquivo para julho 19th, 2010

19
jul

Olímpico de 1943

   Posted by: Carlos Zamith    in Olimpico

Um dos times de futebol da nossa Manaus que se vestia com mais elegância era o Olímpico Clube, o chamado “clube dos cinco aros”, a paixão do grande cronista do passado, Belmiro Vianez. Podia ser o time titular, aspirantes ao juvenil, o cuidado era o mesmo. Todos desfilavam garbosamente e quando se tratava de paradas esportivas, nas manhãs do dia 5 de setembro, ai então é que a bizarria olímpica se acentuava.

O time juvenil do Olímpico de 1943 fez boa figura no campeonato oficial e revelou alguns bons jogadores para o nosso futebol. Camisas em branco, faixa vermelha transversal com o escudo do clube do lado esquerdo e calções azuis, vários jogadores com boina, muito em uso na época, era o seu principal uniforme.

Além desse equipamento, o mais tradicional, o Olímpico possuía outros e a cada ano apresentava modelos diferentes, sempre mais vistosos, sem desprezar suas cores: azul, vermelho e branco. O que marcou muito o clube dos “cinco aros” foi o uniforme azul marinho, destacando a gola e punhos com frisos em branco-azul-vermelho e calções azuis na mesma tonalidade das camisas. Esse foi o que mais tempo de vida teve. Durou até o time deixar de disputar o campeonato, já no profissionalismo, no início da década de 70.

“Olímpico dos meus amores”, uma frase que ficou gravada entre os seus torcedores e até no meio dos adversários. Foi criado pelo comentarista mais ouvido da cidade, o estimado Belmiro Vianez, um torcedor declarado do simpático clube que jamais escondeu essa paixão. Também era um de seus mais severos críticos, no seu modo característico agressivo, uma conduta que o levou a ser o mais apreciado nesta cidade, durante os primeiros dez anos de existência da FAF, entidade que também ajudou a fundar.

Sempre é bom lembrar do Olímpico de Sálvio Miranda Corrêa, dos irmãos Marques (Adair, Ademir e Almir), de Renato Perdigão, Raul Barateiro, Arnóbio Valente, de Candú, Tuta, Amadeu Silva, dos mais novos como Aloísio Oliveira, Almério Botelho, Flávio de Souza, Ruy Valente, Aristofanes Castro e Luís Carlos Cacau