No campinho da praça D.Pedro II, nas proximidades do prédio da antiga Prefeitura Municipal, ele começou a chutar e a defender a bola, normalmente a partir das 17 horas de quase todos os dias. Em 1992 O América disputava o campeonato da Chave B, mas em 1963, voltava à primeira divisão. No primeiro jogo do campeonato, um goleiro de boa classe, muito jovem ainda, foi apresentado ao torcedor: Marialvo. Ele foi a grande figura de seu time contra o Nacional. O América venceu por 2 a 1, no campo do Parque, no dia 24 de março. Os gols do América foram de Gesnê e Rui no segundo tempo, mas o Nacional marcou na primeira fase, através de Lacinha. Nesse dia, o jovem goleiro agarrou bolas incríveis, principalmente de lances em que participaram Português, Lacinha e o ponteiro Cabral. E foi a partir desse jogo que seu nome começou a aparecer nas manchetes.
O América venceu com Marialvo, Borges e Jaime Costa; Pará, Bigode (João Tavares) e Cão; China, Rui, Gesnê, Borel e Walter, sob o comando de Amadeu Teixeira.
MARIALVO NO NACIONAL
MARIALVO Duarte Hayden nasceu em Manaus a 12 de abril de 1943. Seu primeiro clube foi mesmo o América, dos irmãos Teixeira. Defendeu o América durante oito anos, de 1958 a 1966, começando nas categorias de base tendo sido bicampeão (1958-1959). Em 1967, foi para o Rio de Janeiro tentar um, lugar ao sol no futebol carioca. Andou fazendo alguns treinos no América, quando ainda era dono do estádio de Campos Sales, mas logo retornou a Manaus e, assediado por dirigentes do Nacional não teve outra opção, afinal estava no time mais popular de Manaus, o alvo de qualquer jogador de futebol local.
MARIALVO NO FAST
No novo clube, como titular absoluto e desfrutando de grande cartaz junto à torcida foi bicampeão em 1968-1969 e mais adiante campeão pelo Fast em 1971 e da Taça Amazonas de 1972. Marialvo fez parte do grupo de grandes goleiros do Amazonas, a partir dos primeiros a-nos de fundação da FAF. No seu tempo de América, no início da década de 1960, era comum escutar dos torcedores presentes ao Parque nos jogos do América, esta frase: “eu só vim a este jogo para ver o Marialvo e o João Tavares”. Eram as duas maiores expressões do ti-me e ambos com uma carreira brilhante no futebol. Marialvo no gol do Naça ou do Fast, e João Tavares depois esbanjando categoria no Pais-sandu, de Belém, durante muitos anos.
Uma grande atuação de Marialvo, que mereceu destaque de toda a imprensa, com nota dez, foi o jogo decisivo pela Taça Amazonas de 1972. No dia 20 de agosto, no “Vivaldo Lima”, a tabela marcava Fast x Nacional. O time de Marialvo jogava pelo empate e não deu outra: 1 a 1. O importante é que o Nacional entrava em campo como franco favorito, pois promovia as estréias dos mineiros Danival, Ismael, Laci, Pedrilho e Campos. E foi o Nacional o primeiro a marcar, através do ponteiro Ismael, cobrando um penal, aos 15 minutos do primeiro tempo. O goleiro fastiano, a partir daí, fechou o gol. Praticou duas belas intervenções em chutes fortes e certeiros do atacante Campos. Duas jogadas como a crônica esportiva diz: o ingresso está pago.
Outro destaque na carreira de Marialvo foi quando o Nacional se des-locou de Manaus para jogar um amistoso contra o Maringá, do Paraná, no estádio do Maracanã, na preliminar de Brasil x Venezuela, 24-08-1969. O Nacional venceu por 1 a 0 e o goleiro amazonense mostrou a sua categoria. Jogou até 1972, tão logo terminou a Taça Amazonas.
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