Festa da Luz, na Colina
O São Raimundo Esporte Clube, na gestão do presidente Ismael Benigno, inaugurou os refletores do seu estádio no dia 18 de fevereiro de 1967. No futebol amazonense há muito não se jogava à noite. No tempo do velho Parque Amazonense, na década de 40, existiam refletores, mas a iluminação era deficiente. Assim mesmo foram realizados jogos noturnos pelo campeonato local e até jogos interestaduais, mas o visitante sempre saia de campo reclamando da iluminação.
Na Festa da Luz um amistoso entre São Raimundo e Nacional foi programado. A Iluminação era boa, embora com alguns detalhes prejudiciais na posição dos refletores, depois ajustados.
Por outro lado, a “Festa”, financeiramente ficou longe do esperado, pois uma forte chuva desabou sobre a cidade a partir das 16 horas e só parou às 19 horas, prejudicando a presença do torcedor em maior número.
Apenas 4.386 pagantes. O Nacional venceu o jogo por 3 a 1. No primeiro tempo já vencia por 2 a 0, gols de Antônio Piola aos 23, cobrando falta e de seu irmão Edson Piola, aos 28. No tempo final, Pepeta marcou aos 27 e Fredoca descontou para o São Raimundo, de penal, aos 35.
NACIONAL – Zé Carlos, Antônio Piola, Russo, Sula (Zequinha Piola) e Téo (Jonas); Rômulo e Holanda (Dermilson); Normando, Pretinho (Luizinho), Edson Piola e Euklinger (Pepeta).
SÃO RAIMUNDO – Waldir Melo (Orlandino com 2 a 0 no marcador), Zamundo (Orlando Saraiva), Paulinho, Waldir Santos e Zezinho; Itagiba (Zamundo) e Nonato; Melo, Fredoca, Santarém e Chevrolet.

O nome do estádio é uma homenagem ao antigo presidente Ismael Benigno
que dedicou a vida ao clube, ganhou um nome mais popular “Colina”,
pelo fato de situar-se no alto de uma colina natural
que divide os bairros de São Raimundo, Santo Antônio e Glória.
PRIMEIRO JOGO
O primeiro jogo noturno de campeonato disputado no estádio “Ismael Benigno” aconteceu três dias após a “Festa da Luz”. A FAF, que obedecia a orientação de Flaviano Limongi, marcou para uma terça-feira o jogo entre Rio Negro x Sul América, valendo pelo turno do campeonato de 1966, que estava atrasado.
O público foi de 2.445 pagantes e até que aplaudiu a vitória do Rio Negro por 3 a 1, com a estréia do meio de campo “importado” Moacir, que só participou de três jogos, sem nada mostrar e por isso foi logo embora.
O Rio Negro marcou aos 33 minutos, através do pernambucano Ademir e aos 38, Sabá Burro Preto aumentou. No segundo tempo, novamente Sabá Burro Preto, aos 4, ampliou para três. Aos 28, o paraense Hamilton marcou o ponto de honra do Sul América que teve o seu quarto zagueiro, Rato, expulso de campo aos 20, do 2º tempo. O jogo foi apitado por Carlos Amato, auxiliado por Dorval Medeiros e Pereira Serra.
RIO NEGRO – Clovis, Valdér, Edson Ângelo, Catita e Antero Marta Rocha; Jaime Basílio e Ademir; Rubens (Moacir), Sabá, Cândido e Edson Marques.
Nesse time, além de Moacir, dois outros “importados” do futebol pernambucano: Ademir e Edson Ângelo. O primeiro foi embora depois de rápida passagem pelo Olímpico enquanto Edson ficou em Manaus, tornando-se treinador.
SUL AMÉRICA – Dias, Armando, Aderson, Rato e Bebé; João Lucena e Augusto; Nonato, Ofir, Nóia e Hamilton.
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