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CONVITE – Missa de 7º dia

 Publicado por Carlyle Zamith em Eu sou o Baú Velho

A Senhora Terezinha Teixeira de Oliveira (esposa) e seus filhos (Carlos Jr, Carlyle e Carlison), noras e netos unidos neste momento de dor e saudade convidam parentes e amigos para a celebração da missa de 7º dia do nosso querido Baú Velho, Carlos Zamith que se realizar-se-á na Igreja do Sameiro, localizada na Estrada da Ponta Negra (Proximo ao Dulcilas Buffet), hoje, sexta-feira, dia 02 de agosto, às 20 hs.

Antecipadamente agradecemos aos que comparecerem a este ato de fé.

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As homenagens não vão parar por aí. O imenso acervo acumulado durante anos de pesquisa sobre a história do futebol, dos clubes e jogadores de Manaus e de outros elementos da cultura do Amazonas do jornalista Carlos Zamith também deve ganhar um espaço aberto ao público para visitação

Por André Viana

O jornalista e historiador Carlos Zamith dedicou a vida resgatando a memória do futebol amazonense. Graças a esse incansável trabalho, seu nome está eternizado na crônica esportiva do Estado. Mas, nesta segunda (29), apenas dois dias após seu falecimento, o governador Omar Aziz (PSD) divulgou uma nota oficial informando que o nome do Campo Oficial de Treinamento do Coroado (COT), que será construído pelo Governo naquele bairro, na Zona Leste de Manaus, já tem nome: é Carlos Zamith.

A notícia deixou os familiares do autor do livro Baú Velho emocionados. “Estamos muito felizes. Nesse momento difícil é sempre um conforto saber que o nome do meu pai será eternizado em um estádio de futebol”, disse o filho Carlyle Zamith, que ao ser informado, estava na casa do pai acompanhado de toda família.

As homenagens não vão parar por aí. O imenso acervo acumulado durante anos de pesquisa sobre a história do futebol, dos clubes e jogadores de Manaus e de outros elementos da cultura do Amazonas do jornalista Carlos Zamith também deve ganhar um espaço aberto ao público para visitação. Esse é o desejo revelado, ontem, pelo deputado estadual Belarmino Lins (PMDB). Segundo o parlamentar, logo em seu primeiro pronunciamento na reabertura dos trabalhos da Assembleia Legislativa do Estado (ALE), na quinta-feira, ele apresentará uma propositura para a criação do Museu Carlos Zamith.

“O Carlos Zamith, não só pelo que produziu para o desporto do Amazonas, mas também pelo que produziu em termos históricos enquanto conhecedor da história política do Estado, para todos nós, foi um fenômeno que não pode ser esquecido. Por isso vou apresentar, tão logo que a Assembleia reabrir suas atividades, uma indicação ao governador Omar Aziz e ao prefeito Artur Neto (PSDB) solicitando que Governo e Prefeitura assumam o acervo cultural e histórico de Carlos Zamith”, disse o deputado, que já pensou até no local para acolher o acervo do Museu Carlos Zamith. “Ele poderia ocupar o espaço do Museu de Numismática, localizado na Praça Heliodoro Balbi, no Centro da cidade. Já autorizei a minha assessoria a entrar em contato com a família do Zamith para nos entendermos sobre a preservação de tão importante acervo, que é parte de nossa memória e de nossa história”, adiantou Lins.

De acordo com a assessoria do parlamentar, o contato com a família será feito somente na semana que vem, em respeito ao luto deles. Carlyle Zamith também mostrou-se entusiasta da iniciativa. “Estamos felizes com essas mobilizações. Sem dúvida é uma ótima ideia a criação de um museu. Meu pai escreveu para todos. E todos devem ter acesso a sua obra”, comentou emocionado.

Espaço na Arena

Quem também manifestou interesse na criação de um espaço para preservar a memória do nosso futebol foi o coordenador da Unidade Gestora da Copa do Mundo em Manaus (UGP-Copa), Miguel Capobiango.

“Apesar do projeto da Arena da Amazônia não reservar um espaço físico para um museu, não vejo problema em, depois da realização da Copa do Mundo, separar um ou dois camarotes para criar um museu do futebol. Ele poderia conter grande material virtual para que acolhesse o máximo de assuntos e documentações possível. Assim, poderíamos contar com o material fantástico de pessoas que dedicaram a vida ao futebol e ao desporto amazonense, como o historiador Carlos Zamith, o responsável pelo complexo do Vivaldo Lima, Ariovaldo Maliza, o criador da Federação Amazonense de Futebol, Flaviano Limongi, o artista Sérgio Cardoso, que tem uma vasta obra ligada ao futebol amazonense, ao radialista Arnaldo Santos e ao Peladão, que é conhecido mundialmente”, enumerou Miguel, amigo pessoal de Carlyle Zamith.

A família do jornalista Carlos Zamith informou nesta segunda (29) que a missa de sétimo dia do patriarca será na sexta-feira, na Igreja Nossa Senhora do Sameiro.

FONTE: À Crítica

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Além de aprovar Moção de Pesar pela morte do jornalista e cronista esportivo Carlos Zamith, no último dia 27 de julho, a Câmara Municipal de Manaus (CMM) vai dar o nome do profissional da comunicação, que era servidor aposentado da Casa Legislativa, a uma sala de suas salas, como forma de homenagem.

O anúncio foi feito pelo presidente da CMM, Bosco Saraiva (PSDB), na Sessão Plenária de hoje (29), logo após a aprovação da Moção, pelo plenário, de autoria dos vereadores Vilma Queiroz (PTC), Mitoso (PSD) e David Reis (PSDC), assinada pelos demais vereadores presentes na reunião. Segundo ele, será uma homenagem justa pelo profissional que foi Carlos Zamith, no jornalismo amazonense, a quem foi dedicado, também, um minuto de silêncio, em sua memória.

O jornalista e cronista esportivo teve sua trajetória iniciada no rádio em 1954. Foi um dos fundadores da Associação dos Cronistas e Locutores Esportivos do Amazonas (Aclea), em 1956. E em 1960 criou a coluna Baú Velho, espaço de divulgação dos momentos históricos do futebol amazonense.

Vários vereadores prestaram homenagem ao jornalista esportivo no plenário da CMM. Entre eles, o vereador Waldemir José (PT), Elias Emanuel (PSB), Rozenha (PSDB) e o próprio Mitoso, um dos autores da Moção. Segundo ele, Zamith deixou um acervo muito grande da época de ouro vivida pelo futebol amazonense, que está de posse da família.

Fonte: Câmara Municipal de Manaus

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O jornalista Carlos Zamith será homenageado e vai dar nome ao CT do Coroado para a Copa do Mundo de 2014.

O governador Omar Aziz determinou que o Campo Oficial de Treinamento do Coroado (COT), que será construído pelo Governo do Amazonas no bairro Coroado, na zona leste de Manaus, seja batizado com o nome do jornalista Carlos Zamith, que faleceu no último dia 27 de julho, aos 87 anos de idade.

O jornalista tornou-se célebre no Estado pela sua coluna esportiva “Baú Velho”. O COT Carlos Zamith terá a capacidade para dez mil lugares e sua previsão é de ser entregue em fevereiro de 2014. A obra custará cerca de R$ 15 milhões e será construída pela construtora J. Nasser.


FONTE: Bom Dia Amazonas, Tv Amazonas

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29
jul

Vou Lembrar de Você, Professor

 Publicado por Carlyle Zamith em Eu sou o Baú Velho

Comecei a frequentar os estádios Vivaldo Lima, o nosso Vivaldão, e o Ismael Benígno, a Colina, desde os primeiros anos da minha infância. A paixão pelo Nacional me foi passada pelo meu pai. Não faltávamos um jogo sequer. E chegávamos cedo, dava até pra assistir boa parte da preliminar.

Certa vez, não lembro quando, mas ainda durante minha infância, recordo ter perguntado ao meu pai quem eram aqueles homens que estavam em todos os jogos e chegavam antes da gente. Ele então me explicou: “aquele ali sentado mais ao lado direito das cabines de rádio é o seu Caetano, pai do Arnaldo Santos, Narrador. Olha o Arnaldo ali, na cabine logo acima”. Então, eu retruquei: como pode ele ser o pai do Arnaldo Santos se ele é nacionalino e o Arnaldo, rionegrino?. Meu pai riu e disse: “mas o filho não é obrigado a ter o mesmo time do pai”. E seguiu explicando “Aqueles outros dois, sentados do lado esquerdo, são o Flaviano Limongi, primeiro Presidente da FAF, e o outro é o Carlos Zamith, da coluna Baú Velho”.

Pois bem, o tempo passou, tornei-me leitor assíduo do Baú Velho, no jornal A Crítica, todos os domingos. Lia também a Coluna Bazar do Flaviano Limongi, mas confesso: gostava mesmo era do Baú. Ficava indignado quando pegava o jornal e percebia que a foto e o assunto principal da coluna não eram o Nacional. Pensava: pra quê falar desses outros times. Agora, iria ter de esperar até o próximo domingo!

Lendo o Baú conheci uma estranha sensação: ter saudade de algo que não vivi. Algumas vezes, cheguei a pegar minha bicicleta – uma Barraforte azul, da cor do Naça, é claro – e pedalar do Boulevard, onde nasci e cresci, até o portão do velho Parque Amazonense, primeiro estádio de Manaus, só pra ficar olhando lá de cima e imaginando aqueles jogos incríveis, por exemplo: a final do primeiro Campeonato Amazonense Profissional de 1964, conquistado pelo Nacional em cima do São Raimundo.

Gostava também de ler sobre os títulos do Nacional conquistados durante a minha infância na década de 70, os estádios lotados, enfim, detalhes e histórias não observados por mim na época. Destes, destaco o tetracampeonato de 1979, 40.193 pagantes, gol de Raul, na prorrogação. Fui mascote nesse jogo e entrei em campo junto com o Corrêa, meio – campista.

Vieram os livros do Baú Velho. A partir deles, eu e muita gente tomamos conhecimento da dimensão deste trabalho. Informações sobre o primeiro Rio-Nal, a origem dessa expressão, seu criador, os artilheiros, os campeões desde o primeiro campeonato amazonense, as escalações, os gols mais rápidos, as histórias, a Fada, a criação da FAF, o Vivaldão, a Colina, o Parque, etc.

E mais, através dessa obra pude descobrir o espírito inquieto e revolucionário de um homem que quando chegou pra trabalhar na Rádio Rio-Mar, em 1954, não havia cobertura sobre o futebol local. Passavam resenha do Rio de Janeiro. Lutou até conseguir colocar o futebol local no ar. Não se acomodou, fazendo o que era mais fácil. Sua ideia foi seguida pelas Rádios concorrentes da época, Difusora e Baré.

Depois disso, o futebol ganhou impulso, veio a profissionalização e os anos de ouro, os estádios lotados, a criação da FAF. Precisamos urgentemente de novos Carlos Zamiths nas redações do jornais, rádios e televisões locais. O mínimo que os donos de veículos de comunicação deveriam determinar aos noveis jornalistas esportivos era que desligassem um pouco os aparelhos de televisão das redações e cuidassem de ler o Baú Velho.

Difícil aparecer alguém com esse espírito nas redações esportivas. Estão muito ocupados pensando em como irão compilar as matérias da imprensa sulista. Mas, é nos momentos de crise que costumam emergir os talentos.

Aos 87 anos o Jornalista Carlos Zamith partiu. Ficarão sua obra e o seu exemplo. Vou lembrar de você, Professor.

FONTE: Luis Cláudio Chaves

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29
jul

Vídeo do Globo Esporte

 Publicado por Carlyle Zamith em Audio & Video, Eu sou o Baú Velho

Jornalista esportivo morreu no último sábado aos 87 anos e teve papel importante na imprensa amazonense.

FONTE: Globo Esporte, exibido em 29 de julho de 2013, pela TV Amazonas

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29
jul

Carlos Zamith, o catador de folhas

 Publicado por Carlyle Zamith em Eu sou o Baú Velho

Por Roberto Zamith (neto de Carlos Zamith)

Eis de um certo homem
Que toda manhã acordava para recolher as folhas caídas pelo vento
Vento que soprava para que ele pudesse levantar de sua cama e recolhe-las.

Eis de um certo homem
Que um dia caiu tentando recolher as mangas de uma árvore.
Vento que soprava para que a árvore não tivesse mais mangas e ele nunca mais caísse.

Eis de um certo homem
Que transmitia conselhos, paz e harmonia para todos que lhe rodeavam
Vento que levava e trazia as pessoas para crescer e colorir o jardim

Eis de um certo tempo
Que as folhas caíam, que as mangas caíam, que o jardim morria e a chuva levava
Sem vento tudo ficou monótono, silencioso e vazio.

O vento não retornou mais…

Até que um dia, o homem voltou um pouco diferente
E sentiu no seu rosto a Luz do sol, o canto do pássaro e o velho vento lhe acariciando a pele

Eis que este homem se foi
E agora soprará o vento para que outros possam recolher folhas, mangas e reflorir um novo jardim.

Adeus, meu avô querido, Carlos Zamith

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29
jul

O último adeus a Carlos Zamith

 Publicado por Carlyle Zamith em Eu sou o Baú Velho

Familiares, amigos e colegas de trabalho prestaram homenagens a um dos grandes nomes do jornalismo esportivo do Amazonas

O maior historiador do futebol amazonense, Carlos Zamith, foi sepultado na manhã deste domingo (28), no cemitério São João Batista, bairro Nossa Senhora das Graças, Zona Centro-Sul de Manaus. Mas seu legado está garantido para a eternidade, graças a “bíblia” do futebol baré: o livro Baú Velho. Obra literária obrigatória de todo jornalista esportivo do Amazonas.

Incansável, solícito, estudioso, detalhista, brilhante, único e extremamente competente. Esses e tantos outros adjetivos podem ser aplicados ao jornalista, cronista e escritor Carlos Zamith, fundador da Associação dos Cronistas e locutores Esportivos do Amazonas (ACLEA), em 1956, e da Federação Amazonense de Futebol (FAF), quatro anos depois, ao lado do amigo Flaviano Limongi, falecido em 13 de abril deste ano.

Carlos Zamithi morreu, aos 87 anos, no sábado (27), às 17h, em casa, no Conjunto residencial Aristocráticos, bairro da Chapada, Zona Centro Sul de Manaus, rodeado por familiares em amigos na própria cama. Complicações provocadas por um câncer nos rins, descoberto há três meses. “Acompanhei a evolução da doença do meu pai desde o começo, em outubro do ano passado. Sempre suspeitei que era algo grave, devido a perda repentina de peso, anemia e as dores. Depois ele começou a ter dificuldade de andar. Começou a usar bengala, depois cadeira de rodas e depois veio a paralisação dos membros inferiores. Quando ele fez a tomografia computadorizada, em abril, tivemos a confirmação de que de fato era um câncer. O médico nos aconselhou a não submetê-lo ao tratamento, pois o câncer estava em estado avançado e a quimioterapia seria um desgaste inútil. Meu pai morreu sem saber que tinha a doença. Esteve lúcido até o final”, explicou Carlison Zamith, 44, filho e médico dermatologista. 

Além de Carlison, o jornalista Carlos Zamith teve mais dois filhos (Carlyle, 51 anos, e Carlos, 53) com a companheira Terezinha Zamith, com quem foi casado por 54 anos. Bastante abalada pela perda, a viúva não quis falar com a imprensa. O casal Zamith também criou Douglas Zamith, 33. O autor do Baú Velho deixou cinco netos (Pedro, Giovana, Carlyson, Roberto e Lucas).

**Leia mais na edição especial do caderno CRAQUE de segunda-feira (29)

Fonte: Jornal à Critica

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29
jul

Carlos Zamith, o dono do Baú Velho

 Publicado por Carlyle Zamith em Eu sou o Baú Velho

Por Daniel Sales

Na década de 1970, ainda criança, já ia aos estádios de Manaus assistir quaisquer jogos e não tão somente os Rio-Nais – tão famosos à época. Na decisão de 1979, entre Nacional e Rio Negro, me localizei atrás do gol, na arquibancada, em frente ao antigo relógio (placar) da Beta. Jogo para mais de 42 mil torcedores pagantes. No Vivaldão cabiam mais de 50 mil, porque não havia os assentos, que vieram “diminuir” o público – era em cima do concreto mesmo. Um pouco antes, no Torneio Início de 1976, lá eu estava com entusiasmo exacerbado. Ainda assisti a “formiga” (Rodoviária) jogar e o Olímpico. Assisti aos primeiros jogos do nascente Libermorro (1977) etc.

Pois bem, quando os tratores derrubaram as velhas arquibancadas do Parque Amazonense, pude ler nos jornais locais o fato e lembro-me de quando um dos condutores de uma das máquinas barulhentas (besourões) se emocionou e foi às lágrimas, pois não queria fazer aquilo, mas dependia de sua profissão (uma obrigação)… Relatou que tantas e tantas vezes ia ao Parque Amazonense assistir aos jogos de outrora. O velho estádio fora destruído em 1976 – teve o primeiro jogo lá em 1906.

Algum tempo depois, penso que em 1977, fui da Praça 14 de janeiro ao Parque, a pé, e, chegando lá, parei a contemplar aquele mágico local… Desde lá de cima, do portão dos “cavalos”, olhava para baixo, na direção da rua Libertador Simon Bolivar, no Beco do Macedo, e ficava a imaginar as jogadas dos craques do passado baré… Imaginava as arquibancadas sempre lotadas do pequeno estádio… Do zoar das torcidas num grito de gol peculiar dos amazonenses: “peeeeeeeeeegaaaaa.!..”  O resto da frase vocês, observadores atentos, já sabem…

Sai de lá meio leve e a “viagem” de volta para casa parece que foi um voo, um flutuar pelas ruas. A cabeça a mil, com um misto de satisfação, realização de um sonho e, mesmo, uma certa angústia. Esta minha saída não foi dita a ninguém da família, já que eu era apenas um garoto. Foi à guisa de estudos, fazer trabalhos em equipe e aquela coisa, e seria bem pertinho de casa… Havia um programa na TV local que mostrava várias cenas, sem áudio, de jogos no velho estádio. Uma pena é que ou aquele tesouro se perdeu, ou o detentor desta mídia não partilha de forma alguma com a sociedade, estes vídeos (excesso de preciosismo?). Por que não fazer que nem o Zamith, que divulgou a todos nós, suas anotações de anos e anos de pesquisas?

Pois bem, a Coluna do Zamith, denominada Baú velho, eu a lia no Jornal A Crítica, se não me engano, já na década de 1980, e tornar-me-ia um assíduo leitor (e mais tarde, um contumaz partícipe por meio de cartas, que sempre eram respondidas pelo Mestre), assim como você e vários dos que hoje ainda vão aos jogos locais. Quando o Zamith lançou em forma de livro suas histórias (e pasmem… Ali naquela obra não há nem mesmo 10% do que ele havia colecionado ao longo dos anos…), em 1999,  adquiri a obra na Livraria Valer e saí a divulgar pelo Brasil aquela maravilha na primeira edição, de capa verde. Mandei livros para vários locais, desde o Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Brasília, Ceará e a tantos outros leitores que o pediam, de várias partes do Brasil… Quando não ia à Livraria comprá-lo, ia mesmo à casa do escritor da importante obra.

Aos poucos fui conhecendo mais pessoalmente o Zamith – por primeiro, no Vivaldão, aonde ele sempre estava acompanhado do seu rádio de pilha e de Flaviano Limongi (o Patriarca do futebol amazonense), seu amigo de tempos imemoriais. Aos poucos, ia a sua casa, na Chapada, e lá conversávamos sempre sobre o futebol local e ele, sempre muito atencioso, tirava, e mostrava-me, do “fundo do baú”, relíquias que acho eu, nunca serão divulgadas – não que ele não quisesse – pois, para quem não sabe, o primeiro livro do Zamith foi custeado por ele mesmo e sabemos das dificuldades para se lançar uma obra de boa qualidade. Zamith, que morava bem próximo do curso de um igarapé, por várias vezes viu parte do seu acervo gigantesco ser consumido pelas águas, sem ter ajuda dos órgãos públicos para salvar a papelada, os documentos, ou pelo menos que fizessem um trabalho sério com toda aquela relíquia do grande pesquisador…

Esse botafoguense, da época de Carlyle e Garrincha, era também um torcedor do bicampeão do futebol amazonense de 1935, a União Sportiva Portuguesa. Era filho de um português, denominado, Zé Preto, que faleceu quando o Carlos tinha 12 anos de idade. Zamith teve que ir trabalhar desde cedo (com 12 anos mesmo) com sua mãe, no Comércio local, passando pela firma JG Araújo, uma gigante da época. Adentrou na Rádio Rio-Mar, logo quando a mesma foi fundada, depois passou pela Difusora. Em 1961 estava na mídia impressa. Anos mais tarde criou a famosa Coluna sobre a memória do futebol, Baú Velho.

Homem fino, inteligente e que não demonstrava que possuía mais de 80 anos (faleceu aos 87) para mim parecia um garoto: esperançoso, motivado e sempre disposto a pesquisar e a debater – um fôlego para pesquisas incrível. Conversava com ele com prazer, nas vezes que nos encontrávamos, inclusive no antigo Vivaldo Lima. Ele assistia aos jogos na Tribuna de honra.

Sua ida nos abalou de grande maneira. Soube que suas últimas palavras foram uma alusão ao velho amigo Limongi, o “italiano”, ou o “parente”, que partira três meses antes. Aliás, ambos nasceram no mesmo ano (1926). Zamith era um grande contador de causos, de histórias e curiosidades em geral. Gostava de citar os nomes das ruas de Manaus, suas antigas denominações. Também sobre as personalidades do passado de Manaus.

Obrigado Zamith. Você é um verdadeiro imortal do Futebol Amazonense, das Letras do Futebol Baré. Futebol que você tanto amou e por ele brigou. Vá com Deus, meu caro.

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28/07/13 – Após lutar desde outubro do ano passado, morreu na tarde deste sábado (27), o jornalista esportivo e historiador, Carlos Zamith, aos 87 anos, em sua residência, no Conjunto Aristocrático, na avenida Constantino Nery e, como o ‘patriarca’ Flaviano Limongi, amigos inseparáveis, não viu a Arena da Amazônia, que sepultou o ‘Vivaldão’, ser inaugurada.

O corpo está sendo velado, na Assembleia Legislativa do Estado. O enterro está programado para às 10h, no cemitério São João Batista, na Zona Sul de Manaus.

Jornalista há mais de 50 anos, Carlos Zamith nasceu em Manaus no dia 20 de fevereiro de 1926. Começou a vida profissional em rádio, em 1954. Passou a ser repórter esportivo de jornal impresso e assinava uma chamada “Retalhos Esportivos”.

Em 1956 ajudou a fundar a Associação dos Cronistas e locutores Esportivos do Amazonas (ACLEA), onde foi seu tesoureiro durante onze anos consecutivos. Em 1960, ainda em jornal impresso, criou outra coluna, chamada Baú Velho, que contava as histórias do futebol amazonense. Em seguida, publicou livro com o mesmo nome.

Fonte: CBN Manaus

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28
jul

Vídeo do Jornal do Amazonas

 Publicado por Carlyle Zamith em Audio & Video, Eu sou o Baú Velho

Corpo do jornalista esportivo foi sepultado neste domingo. O ‘Baú Velho’ dedicou parte da vida para relatar a história do esporte local.


FONTE: Bom Dia Amazônia, exibido em 28 de julho de 2013, pela TV Amazonas

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Corpo do jornalista esportivo foi sepultado neste domingo. O ‘Baú Velho’ dedicou parte da vida para relatar a história do esporte local.

Amigos, familiares e admiradores deram o último adeus ao jornalista esportivo Carlos Zamith, na manhã deste domingo (28), no Cemitério São José Batista, na Zona Centro-Sul de Manaus.

O corpo de Zamith foi velado na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam). Depois, o cortejo seguiu para o sepultamento. A cerimônia foi marcada por momentos de emoção. Amigos homenagearam o jornalista com discursos, aplausos e cantando a música ‘Despedida‘, do rei Roberto Carlos.

O radialista Arnaldo Santos esteve presente no sepultamento. Ele declarou que o jornalismo esportivo ficou órfão com a perda do amigo. "Eu o tenho como um exemplo na minha própria formação. Ele escreveu a história e foi um conselheiro para todas as horas. Através dos ensinamentos dele com Flaviano Limonge, com quem sempre andava, consegui manter minha carreira de cronista esportivo durante todos esses anos. Os livros dele são testemunho daquilo que serve como relíquia. Perdemos um grande jornalista esportivo, e hoje eu me sinto órfão, porque perdi um grande amigo", disse.

O juiz Luís Claúdio Chaves, torcedor do Nacional, ressaltou o legado de Zamith para o futebol local. epultamento. "Acho que ele deu contribuição inegável para o futebol amazonense. Foi o primeiro a analisar, pesquisar e sistematizar, desde o início, o futebol no Amazonas, nesse país que tem memória curta. Hoje, qualquer pessoa em Manaus que consultar os livros de Zamith terá acesso à história. Ele foi um grande homem e merece o respeito de atletas, jornalistas por fortalecer através do seu trabalho o futebol aqui", ressaltou.

História e legado

Filho de portugueses, Carlos Zamith faleceu aos 87 anos, vítima de câncer nos rins, na tarde de último sábado. O profissional ficou conhecido como ‘Baú Velho’ por dedicar parte da vida para relatar a história do futebol amazonense.

Torcedor do Botafogo do Rio de Janeiro, e Rio Negro do Amazonas, escreveu seu primeiro livro em 1999: ‘O Baú velho, história do futebol e seus personagens’. Em 2006, publicou ‘O Histórico das 42 decisões do campeonato profissional de 1964 e 2005′. Em 2008, relançou a segunda edição do ‘Baú Velho’.

O filho mais velho do jornalista, o analista de sistemas Carlyle Zamith, foi um dos idealizadores do blog bauvelho.com.br. Durante o velório, ele agradeceu o apoio e as homenagens recebidas e prometeu dar seguimento às obras do pai. "Meu pai morreu como passarinho. Eu tenho um acervo grande e a obrigação de publicar isso para essa geração que está surgindo no jornalismo, para que conheçam esse futebol de ouro que era o futebol do Amazonas. Carlos Zamith morreu, mas o legado permanece vivo", destacou.

Fonte: G1 Amazonas

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Cheguei a Manaus em janeiro de 1980. Com 9 anos, juntamente com meu três irmãos e meus pais, esta seria a cidade que passaria a fazer parte de nossa família desde então. Meu pai trabalhava em uma multinacional de origem norte americana e fora transferido para lá. Fanático por futebol eu teria como primeira “missão” escolher o time local para quem iria torcer.

Naqueles tempos o Nacional dominava plenamente o futebol local e também as páginas de todos os jornais. Ao ler o caderno de esportes do jornal A Critica, no entanto, passei a acompanhar uma coluna que relatava histórias de todas as equipes, o Baú Velho.

Passou a ser minha leitura semanal dos domingos. Além do Naça passei a gostar de Rio Negro, Fast Club, São Raimundo, Sul América, América e tantos outros. O autor da coluna passou a ser a minha grande referência esportiva, seu nome, Carlos Zamith. Na minha cabeça passara muitas coisas, sobre como seria aquele homem que sabia tanto sobre futebol.

Os anos passaram, voltei a São Paulo aos 16 anos. Me formei, passei a trabalhar e apenas muitos anos depois, durante umas férias de final de ano em Manaus, li que a casa de “Seo” Zamith fora inundada. Resolvi ir até lá então, seria o momento de conhecer um grande ídolo. Consegui seu telefone e perguntei se poderia ir vê-lo.

Chegando lá, o avistei na frente de uma casa, em “seu escritório” em um banco em baixo de uma árvore. Uma simpatia sem tamanho. Uma simplicidade insuperável. Uma doçura que poucas vezes encontrei em alguém. Ficamos por horas conversando sobre futebol. Deixei meu contato e falei que voltaria a vê-lo antes de partir para São Paulo

Passaram se alguns dias foi ele quem me ligou. Tinha achado algumas revistas de futebol da década de 1940 e queria me presentear com elas. Assim era Zamith.

Minha admiração por ele passou a não caber mais dentro de mim. Durante alguns anos, passou a ser uma tradição para mim, sempre que fosse a Manaus, me encontrar com ele, sempre no “seu escritório”. Foi lá que descobri por quais equipes torcia, o já extinto União Esportiva e a equipe da Estrela Solitária, o Botafogo.

Pouco de mais de um mês atrás liguei para ele, já sabia de seu estado de saúde, e pensei que não seria possível falar. Que nada!

Embora com a voz frágil, batemos um papo de alguns minutos.

Sabia que seria o ultimo.

E foi…

Ontem, dia 27 de julho, Deus pediu que Zamith o levasse pessoalmente suas lembranças sobre futebol.

Fonte: José Renato

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Quem fez o gol que deu ao futebol amazonense a primeira vitória no estádio do Maracanã? Em que data? A quantos minutos? Qual foi a formação do time? E quais eram as credenciais do adversário? Quantas vezes, editor de esportes de A Crítica, peguei o telefone para fazer perguntas assim a Carlos Zamith. “Me dá cinco minutos, que já vejo”, dizia ele, para retornar a ligação em seguida, com todas as respostas prontas, detalhadas, incontinentes. Hoje (27/07), às 17h30, o homem do Baú Velho faleceu, nascido em 20 de fevereiro de 1926, aos 87 anos. Recebe, na Assembleia Legislativa, as reverências dos amigos e admiradores.

Zamith gostava de futebol. Nunca transmiti um jogo em Manaus sem que ele estivesse lá, com um pedaço de papel na mão, anotando os detalhes que acrescentaria ao seu já bem fornido baú.

Flaviano Limongi, o Patriarca do futebol amazonense, foi-se há pouco tempo. Foi quem, presidente da Federação Amazonense de Futebol (FAF), decidiu construir o estádio Vivaldo Lima. E fez isso juntando forças daqui e dali, buscando contribuições como a de Arnaldo Santos, então assessor de comunicação do Grupo Simões, e conseguiu os recursos para fazer o maior estádio do Norte, o Tartarugão. Achava que, para inaugurá-lo, ninguém menos que a Seleção Brasileira deveria jogar na cidade, enfrentando uma seleção local. E fez a festa com os canarinhos de Zagallo, a caminho do México e da conquista do tricampeonato mundial.

Zamith e Limongi agora batem bola com os craques que os esperavam à beira do gramado celeste. Despidos das limitações do tempo e da matéria devem estar arrebentando na partida eterna. Eles integram aquela espécie de jornalista/ radialista que amam o que fazem e por isso transformam as próprias vidas em História.

O Baú Velho, que algum político de juízo bem que poderia tombar, oficializando-o como patrimônio do Amazonas, haverá de ser preservado na figura do Zamithinho, que há algum tempo vinha digitalizando as memórias do velho pai.

Ficam nossas saudades. O mundo do futebol há de oferecer aos dois, Limongi e Zamith, as reverências que conquistaram, numa vida marcada pela competência.

FONTE: Blog do Marcos Santos

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Manaus, AM, 28 (AFI) – Foi enterrado neste domingo, em Manaus, um dos principais cronistas esportivas da Região Norte: Carlos Zamith, que tinha 87 anos e fazia quase um ano que vinha lutando contra um câncer de próstata. Zamith era considerado uma lenda da imprensa esportiva da Região Norte do Brasil, inclusive sendo um dos poucos historiadores do futebol do Amazonas.

Carlos Zamith trablhou em vários veículos de comunicação em Manaus atuado na imprensa esportiva por quase 60 anos. Foi responsável pela criação da Associação dos Cronistas Esportivos do Amazonas e assinava a mais respeitada coluna esportiva do Amazonas: Baú Velho, onde contata histórias do futebol manauara.

Carlos Zamith também escreveu o livro "Baú Velho", historiando a vida do futebol amazonense e seus personagens. Com o mesmo novo, Carlos Zamith mantinha um blog que, nos últimos meses, vinha sendo alimentado pela família que relatava como estava a saúde de Zamith.

FONTE: Agência Futebol Interior

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‘Baú Velho’ faleceu neste sábado vítima de câncer na próstata. Ele foi um dos maiores defensores do futebol amazonense

Com discursos emocionados, aplausos e a canção ‘Despedida‘, do cantor Roberto Carlos, assim foi o enterro do jornalista Carlos Zamith, na manhã deste domingo (28), no cemitério São João Batista, Zona Centro Sul de Manaus.

O sepultamento do ícone do jornalismo esportivo no Amazonas foi acompanhado por jornalistas, ex-colegas de profissão e torcedores dos clubes do Estado, todos enaltecendo a importância e o legado deixado pelo ‘Baú Velho’, que marcou história pela luta em prol do futebol amazonense.

”O esporte amazonense perdeu uma das pessoas mais importantes da história”. Com essa frase, o radialista Arnaldo Santos , um dos presentes no sepultamento, definiu Zamith, que trabalhou no Jornal do Commercio e na A Crítica.

– Eu tenho um exemplo na minha própria formação e digo com certa emoção que o esporte amazonense perdeu uma das pessoas mais importantes, que se preocupava com passado. Escreveu a história e foi um conselheiro de todas as horas. Através dos ensinamentos dele, com Flaviano Limongi, eu consegui manter minha carreira de cronista esportivo durante todos esses anos. Os livros dele são testemunhos daquilo que serve como uma relíquia. Perdemos um grande jornalista esportivo e hoje eu particularmente me sinto órfão porque perdi um grande amigo.

O juiz Luís Claúdio Chaves, torcedor do Nacional-AM, relembrou a ‘caminhada’ de Zamith para contribuir com o futebol ‘baré’. Chaves  enfatizou que o jornalista ”faz parte da história local”, e espera que todo o legado do amigo não caia no esquecimento dos aficionados pelo futebol do Amazonas.

– Eu acho que ele deu contribuição inegável e inúmera  para o futebol amazonense. Foi o primeiro a analisar, pesquisar e sistematizar desde o início o futebol no Amazonas, num país que tem memória curta. Hoje, qualquer pessoa em Manaus que consultar os livros de Zamith terá acesso à história. Ele foi um grande homem e merece o respeito de atletas e jornalistas por fortalecer através do seu trabalho o futebol aqui – declarou

FONTE: O Melhor do Bairro

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Amazonense ajudou a fundar, em 1956, a Associação dos Cronistas e locutores Esportivos do Amazonas. Enterro será neste domingo, às 10h

Na tarde deste sábado (27), o Amazonas perdeu uma das figuras mais importantes do jornalismo esportivo. Carlos Zamith, conhecido pelo livro Baú Velho, morreu aos 87 anos em sua residência, no Bairro Chapada, na Zona Centro-Sul de Manaus. De acordo com um dos filhos, Carlos Zamith Júnior, o pai estava doente desde outubro do ano passado e, neste ano, foi constatado que ele tinha um câncer na próstata.

– Nosso pai chegou ao fim de uma forma tranquila. Eu estava no quarto. A gente estava segurando a mão dele – disse Carlos Zamith Júnior.

O corpo será velado ainda neste sábado, na Assembleia Legislativa do Estado, e o enterro está programado para as 10h (11h de Brasília), no cemitério São João Batista, na Zona Sul da capital.

Jornalista há mais de 50 anos, Carlos Zamith nasceu em Manaus no dia 20 de fevereiro de 1926. Começou a vida profissional em rádio, em 1954. Passou a ser repórter esportivo de jornal impresso e assinava uma chamada Retalhos Esportivos.

Em 1956 ajudou a fundar a Associação dos Cronistas e locutores Esportivos do Amazonas (ACLEA), onde foi seu tesoureiro durante onze anos consecutivos. Em 1960, ainda em jornal impresso, criou outra coluna, chamada Baú Velho, que contava as histórias do futebol amazonense. Em seguida, publicou livro com o mesmo nome.

FONTE: Globo Esporte

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28
jul

Morre Carlos Zamith! O Baú Velho

 Publicado por Carlyle Zamith em Eu sou o Baú Velho

A Torcida Apaixonaça presta uma homenagem ao jornalista Carlos Zamith, que faleceu no fim da tarde deste sábado (27) em sua casa, no Conjunto residencial Aristocrático, bairro da Chapada, Zona Centro Sul de Manaus. Zamith tinha 87 anos e lutava contra um câncer nos rins.

O velório será realizado na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). A família confirmou o enterro de Zamith às 10h da manhã deste domingo (28) no cemitério São João Batista.

“Em nome de todos ao nacionalinos, fica aqui nossa homenagem a esse homem que sempre se preocupou em escrever e contar a história do futebol amazonense. Sem dúvida alguma, nosso futebol vai sentir falta. Fica aqui nossos sinceros sentimentos à família do Carlos Zamith”, disse o presidente do Nacional Futebol Clube, Mário Cortez.

Com mais de 50 anos de carreira jornalística, Zamith foi um dos mais prolíficos profissionais a cobrir matérias de esporte no Amazonas, tendo trabalhado em diversos veículos de comunicação. É autor do site de histórias do mundo esportivo local "Baú Velho"

“Ele fez uma passagem tranquila, segurando minha mão. Há um ano meu pai perdeu muito peso e massa muscular. O diagnóstico demorou a sair e quando foi descoberto o câncer nos rins ele descartou o tratamento de quimioterapia pois é ineficaz na região atingida pela doença. Ele preferiu passar seus últimos dias em casa”, afirmou o filho, Carlyle Zamith.

Fonte de informação para os jornalistas atuais, Carlos Zamith tinha sempre a informação na ponta da língua. Atendia a todos com alegria. “O Zamith era muito querido. Ele sabia tudo. As datas, escalações e resultados. Era uma pessoa sensacional. Vamos sentir muita falta”, afirmou a jornalista Julia Magalhães, da TV Acritica.

FONTE: Site APAIXONAÇA, a fiel azulina

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28
jul

Homenagem ao titã

 Publicado por Carlyle Zamith em Eu sou o Baú Velho

E eternizando, ele eternizou-se.

Nessa Manaus, nessa nossa Manaus verde, onde fervilham sobre o tapete verde o azul, o amarelo, o preto, o branco, o vermelho e novamente o verde, estampados em camisas que muito nos são caras, houve um homem que decidiu que elas jamais morreriam. Houve um homem que amava esse amor. Houve um homem que escolheu viver pra esse amor jamais morrer. Esse homem apaixonou-se no parque, viu nascer a colina, ajudou a erguer o vivaldão. Esse homem vestiu ao mesmo tempo, todas as nossas cores e assim como muitos de nós, sonhou que o mundo as visse. Esse homem decidiu saber o que muitos de nós, sem querer, um dia esqueceríamos. Esse homem que no melhor estilo dos contos de piratas, guardou dentro de um BAÚ VELHO um inestimável tesouro, um tesouro ímpar, um tesouro fantástico. Esse homem, nos fez o favor de guardar nossa memória. Esse homem era teimoso. Mas que ousadia eternizar algo que todos nós em algum momento esquecemos. Zamith tinha TUDO. Na verdade, Zamith tinha mais que tudo, pois nem as alagações que lhe levaram parte do acervo foram capazes de diminuir o brilho de sua obra. Esse homem dominava com tanta maestria a pena, que até um breve e comum relato sobre seu primeiro carro, um fusquinha 1970 torna-se uma aprazibilíssima leitura.

Meus deus, que maravilha para aqueles que tiveram a honra de presenciar uma tarde de conversa entre Zamith e seu inestimado amigo Flaviano Limongi. Quantos causos, quantos fatos, quantos relatos, quanta histórias de luta pelo futebol amazonense, e no fim das contas, pelo Amazonas. Dois titãs. Dois atores de uma conversa tão boa, mas tão boa que assim como seus nomes, como suas histórias, é eterna. Nesse momento, quase posso ouvir suas gargalhadas ecoando do céu. No momento em que escrevo, tive até a impressão de ouvir sua voz dizendo: “Dez paus”. Que era o que sempre ia de gasolina em seu fusquinha.

Diz a sabedoria popular que mede-se um homem pela qualidade de seus amigos. E diz ainda, que mede-se a árvore por seus frutos. Zamith deixa aqui, com a missão, já em curso e com galhardia, de honrar seu sobrenome, homens honrados. Homens que tiveram a ingrata tarefa de contar-lhe que seu estimado amigo, Limongi, não mais estava entre nós. Tão ingrata tarefa que somente reuniram coragem para tal, três meses após a ida de Limongi.

Não há quem da morte escape, a ida é um fato. Não se pode escolher não morrer. O que se pode escolher é viver, e Zamith fez essa escolha. Viveu intensamente, amou o que fez, fez o que amava.

Zamith deixou esta terra rodeado por seus amores. Primeiramente sua família, depois sua obra, e posteriormente pela terra que ele tanto amava. Me pergunto eu se pode haver fim mais digno a um homem. Filhos de bem, legado relevante, valor reconhecido. Meus parabéns Zamith. Foi uma honra ter estado nesta terra junto com você.

Aos familiares, minhas sinceras condolências. É um momento de reflexão. Ouso dizer, que além de tudo o que já relatei, sobre a dignidade do momento da passagem de Zamith, temos ainda o fato de que ela se deu num momento em que o Brasil inteiro encontra-se mais espiritualizado. Carlyle, meu irmão, você carrega sangue nobre em suas veias, você é arauto do legado. Recebam minha resignação pela perda, e minha honra pelas lições.

Fonte: Ednailson Rozenha

28
jul

Prefiro dizer: O CÉU ESTÁ EM FESTA

 Publicado por Carlyle Zamith em Eu sou o Baú Velho

É difícil registrar a passagem desta para outra vida de qualquer pessoa. Isso fica mais difícil quando se trata de alguém querido com quem mantivemos longa convivência. No final da tarde de hoje, 27, sábado, às 17 horas o Carlos Zamith fez a travessia. Em abril o Flaviano Limongi já tinha percorrido o caminho e agora o seu inseparável amigo de muitas jornadas em prol do esporte e da nossa cidade foi atrás.

Tudo isso abala e todos nós, mas em especial seus familiares, assim estamos, mas erguendo as preces ao Criador que deve estar recebendo o nosso “Baú Velho” de braços abertos e com tapete vermelho como fez antes com o “patriarca” Flaviano Limongi prefiro dizer:

O CÉU ESTÁ EM FESTA!

Muito obrigado Zamith por tudo de bom que você fez por aqui em sua passagem e o nosso abraço, meu, da Lydia e de todos nós à todos da família Zamith, em especial à D. Terezinha.

Fonte: Serafim Corrêa

Carlos Zamith de Oliveira, ou simplesmente, Carlos Zamith. O esporte amazonense perde mais um dos seus ícones. Zamith, aos 87 anos idade, morreu na tarde deste sábado (27), em sua residência, no Conjunto Aristocrático, na avenida Constantino Nery e, como o ‘patriarca’ Flaviano Limongi, amigos inseparáveis, não viu a Arena da Amazônia, que sepultou o ‘Vivaldão’, ser inaugurada.

Carlos Zamith lutava contra um câncer nos rins, há algum tempo, e foi derrotado, mas qualquer desportista amazonense ou que viva no Amazonas, há de tributar a ele todas as honras de um jornalista, no verdadeiro laurear do term; sereno, competente e capaz de tarduzir uma notícia, seja ela qual fosse, em um acontecimento real. Seja aonde estivesse, Carlos Zamith era o mesmo e só um câncer poderia enfraquecê-lo, ao ponto de deixar o esporte amazonense muito mais órfão, ainda.

Carlos Zamith deixa um exemplo, sobretudo de um homem humilde que, em seu ‘Baú Velho’, talvez a sua maior marca, deixa a sua grande contribuição, aonde ele gravou para a eternidade os momentos mais importantes do esporte, desde a fundação da ACLEA até a passagem de Limongi que com ele arregarçou as mangas para que o futebol do Amazonas ultrapassasse fronteiras.

Zamith e Limongi, agora, estão juntos novamente – dois amigos, duas lendas, e, agora somente, lembranças!

O sepultamento de Carlos Zamith, segundo familiares, será amanhã, domingo (28), às 10h00, no Cemitério São João Batista.

Fonte: Correio da Amazônia

O escritor e cronista esportivo Carlos Zamith morreu as 17 horas deste sábado. Ele  será velado na Assembleia Legislativa do Amazonas e seu enterro ocorrerá  as 10 hs de domingo, no cemitério São João Batista. Zamith mantinha um Blog, Baú Velho, mesmo nome da coluna que escrevia no jornal aCritica, até a morte do patriarca dos Calderaro, Humberto Calderaro. A nova geração que assumiu o jornal afastou a velha guarda:  Zamith, Flaviano Limongi e outros.  Mas Zamtih soube manteve seu amor pelo futebol e continuou a escrever agora na internet e com mais liberdade.

Carlos Zamith foi embora. Seu Baú Velho fica como legado para gerações interessadas em conhecer a história do futebol amazonense. O que ele fez pelo esporte foi guardar a memória de um tempo no qual os clubes funcionavam e os estádios (da Colina e do Parque Amazonense) lotavam nas tardes de domingo. A história desse tempo – de paixão pelo Nacional, Fast, Rio Negro e Olímpico – não se perderá.

Zamith foi o grande cronista de seu tempo. Sério, ponderado, apontava as causas de uma crise no futebol que levou os clubes à falência e esvaziou os estádios. Ninguém lhe deu atenção. Zamith fez o que se faz com os despojos de uma guerra onde os dois lados perderam: juntou tudo num baú: fotos, camisas, sonhos. Quem lê seu "Baú Velho" entra no túnel do tempo e ainda ouve o grito das torcidas ensandecidas que lotavam os estádios em Manaus. 

Zamith partiu hoje, mas esse baú que ele criou para guadar a memória do esporte amazonense não pode ser fechado… É história pura.

O livro, que ele também deixa, pode ser encontrado na Livraria Valer. ( Raimundo Holanda)

Seu filho, Carlyle Zamith Oliveira, escreveu dois dias antes de sua morte:

"Um dos maiores pesadelos de meu pai, Carlos Zamith, é o medo de ficar internado em hospital. Desde os primeiros meses de 2012, quando começou a sentir fraqueza, cansaço, perder peso e massa muscular, sem motivo aparente, mas que já caracterizava ser o sintoma de uma doença grave e degenerativa, já me advertia que não queria saber de hospitais e médicos.

O diagnóstico chegou tarde, um ano depois, através de uma consulta com o Dr. Nelson Fraiji e deflagrou imediatamente uma tempestade de sentimentos e emoções. Descobrir que sofre de uma doença incurável e que a expectativa de vida provavelmente não vai além do próximo aniversário é para todo mundo, em qualquer tempo, o choque definitivo de toda uma vida. Embora a morte seja uma das poucas certezas da vida, porque nascemos no seu caminho e dele não temos como escapar. Diferente da espiritualidade que abraço e acredito, a cultura, a biologia e até algumas religiões conspiram para que as pessoas jamais estejam prontas para morrer.

Meus irmãos e eu decidimos que nosso pai ficaria em casa para viver da melhor maneira possível os dias que lhe resta, cercado de amor e carinho pela nossa mãe, filhos, netos e amigos. O que o auxilia a enfrentar com coragem e disposição é a presença do Amor da família. Com isso, ganha o tempo da prorrogação do jogo e vai até para a cobrança dos pênaltis.

A luta sem tréguas é uma regra à medida que o tempo passa. A enfermidade segue evoluindo progressivamente, e as condições físicas de meu pai se deteriora. Ele oscila entre a vigília e o sono; a respiração fica cada vez mais difícil, os músculos da garganta tornam-se flácidos, às vezes incapazes de eliminar secreções ou engolir um pequeno comprimido. Perde todos os movimentos dos membros e não pode mais falar. Ainda consciente de quem ele é, embora de forma cada vez mais remota.

Esta semana passamos a administrar o uso do medicamento chamado Tramal. É o penúltimo estágio do controle da dor desse mal, antes da morfina. O mal tem dois lados. Procurando direitinho encontra o Bem do outro lado. Esperar o Bem da cura é doloroso. Então é chegada a hora de aperfeiçoarmos nossa fé, e nos mostrarmos totalmente confiantes e dependentes do Poder Superior para que seja feita a Vossa Vontade!"

Fonte: Blog do Holanda

Zamith ajudou a fundar a Associação dos Cronistas e locutores Esportivos. Enterro será neste domingo (28), às 10h, no cemitério São João Batista.


Programa de notícias JAM, exibido em 27 de julho de 2013, pela TV Amazonas

O jornalismo esportivo e historiador, Carlos Zamith, morreu na tarde deste sábado (27), aos 87 anos. Zamith, que ficou conhecido pelo livro "Baú Velho", enfrentava, desde desde outubro do ano passado, um câncer na próstata. O corpo será velado ainda neste sábado, na Assembleia Legislativa do Estado. O enterro está programado para às 10h, no cemitério São João Batista, na Zona Sul de Manaus.

De acordo com um dos filhos, Carlos Zamith Júnior, o jornalista morreu na residência onde morava com a família na Zona Centro-Sul da capital. "Nosso pai chegou ao fim de uma forma tranquila. Eu estava no quarto. A gente estava segurando a mão dele", disse Zamith Júnior em entrevista ao site Globoesporte.com/am.

Jornalista há mais de 50 anos, Carlos Zamith nasceu em Manaus no dia 20 de fevereiro de 1926. Começou a vida profissional em rádio, em 1954. Passou a ser repórter esportivo de jornal impresso e assinava uma chamada Retalhos Esportivos.

Em 1956 ajudou a fundar a Associação dos Cronistas e locutores Esportivos do Amazonas (ACLEA), onde foi seu tesoureiro durante onze anos consecutivos. Em 1960, ainda em jornal impresso, criou outra coluna, chamada Baú Velho, que contava as histórias do futebol amazonense. Em seguida, publicou livro com o mesmo nome.

Fonte: Do G1 AM

27
jul

Morre Carlos Zamith – o Baú Velho

 Publicado por Carlyle Zamith em Eu sou o Baú Velho

É com muito pesar que a família comunica o falecimento de Carlos Zamith, o Baú Velho, ocorrido em casa, hoje a tarde, às 17:00.

O velório será realizado na Assembléia Legislativa.

O sepultamento será realizado neste domingo, às 10 horas da manhã, no cemitério São João Batista.

Aqueles que amamos nunca morrem, apenas partem antes de nós

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