28
jul

Homenagem ao titã

 Publicado por Carlyle Zamith em Eu sou o Baú Velho

E eternizando, ele eternizou-se.

Nessa Manaus, nessa nossa Manaus verde, onde fervilham sobre o tapete verde o azul, o amarelo, o preto, o branco, o vermelho e novamente o verde, estampados em camisas que muito nos são caras, houve um homem que decidiu que elas jamais morreriam. Houve um homem que amava esse amor. Houve um homem que escolheu viver pra esse amor jamais morrer. Esse homem apaixonou-se no parque, viu nascer a colina, ajudou a erguer o vivaldão. Esse homem vestiu ao mesmo tempo, todas as nossas cores e assim como muitos de nós, sonhou que o mundo as visse. Esse homem decidiu saber o que muitos de nós, sem querer, um dia esqueceríamos. Esse homem que no melhor estilo dos contos de piratas, guardou dentro de um BAÚ VELHO um inestimável tesouro, um tesouro ímpar, um tesouro fantástico. Esse homem, nos fez o favor de guardar nossa memória. Esse homem era teimoso. Mas que ousadia eternizar algo que todos nós em algum momento esquecemos. Zamith tinha TUDO. Na verdade, Zamith tinha mais que tudo, pois nem as alagações que lhe levaram parte do acervo foram capazes de diminuir o brilho de sua obra. Esse homem dominava com tanta maestria a pena, que até um breve e comum relato sobre seu primeiro carro, um fusquinha 1970 torna-se uma aprazibilíssima leitura.

Meus deus, que maravilha para aqueles que tiveram a honra de presenciar uma tarde de conversa entre Zamith e seu inestimado amigo Flaviano Limongi. Quantos causos, quantos fatos, quantos relatos, quanta histórias de luta pelo futebol amazonense, e no fim das contas, pelo Amazonas. Dois titãs. Dois atores de uma conversa tão boa, mas tão boa que assim como seus nomes, como suas histórias, é eterna. Nesse momento, quase posso ouvir suas gargalhadas ecoando do céu. No momento em que escrevo, tive até a impressão de ouvir sua voz dizendo: “Dez paus”. Que era o que sempre ia de gasolina em seu fusquinha.

Diz a sabedoria popular que mede-se um homem pela qualidade de seus amigos. E diz ainda, que mede-se a árvore por seus frutos. Zamith deixa aqui, com a missão, já em curso e com galhardia, de honrar seu sobrenome, homens honrados. Homens que tiveram a ingrata tarefa de contar-lhe que seu estimado amigo, Limongi, não mais estava entre nós. Tão ingrata tarefa que somente reuniram coragem para tal, três meses após a ida de Limongi.

Não há quem da morte escape, a ida é um fato. Não se pode escolher não morrer. O que se pode escolher é viver, e Zamith fez essa escolha. Viveu intensamente, amou o que fez, fez o que amava.

Zamith deixou esta terra rodeado por seus amores. Primeiramente sua família, depois sua obra, e posteriormente pela terra que ele tanto amava. Me pergunto eu se pode haver fim mais digno a um homem. Filhos de bem, legado relevante, valor reconhecido. Meus parabéns Zamith. Foi uma honra ter estado nesta terra junto com você.

Aos familiares, minhas sinceras condolências. É um momento de reflexão. Ouso dizer, que além de tudo o que já relatei, sobre a dignidade do momento da passagem de Zamith, temos ainda o fato de que ela se deu num momento em que o Brasil inteiro encontra-se mais espiritualizado. Carlyle, meu irmão, você carrega sangue nobre em suas veias, você é arauto do legado. Recebam minha resignação pela perda, e minha honra pelas lições.

Fonte: Ednailson Rozenha

28
jul

Prefiro dizer: O CÉU ESTÁ EM FESTA

 Publicado por Carlyle Zamith em Eu sou o Baú Velho

É difícil registrar a passagem desta para outra vida de qualquer pessoa. Isso fica mais difícil quando se trata de alguém querido com quem mantivemos longa convivência. No final da tarde de hoje, 27, sábado, às 17 horas o Carlos Zamith fez a travessia. Em abril o Flaviano Limongi já tinha percorrido o caminho e agora o seu inseparável amigo de muitas jornadas em prol do esporte e da nossa cidade foi atrás.

Tudo isso abala e todos nós, mas em especial seus familiares, assim estamos, mas erguendo as preces ao Criador que deve estar recebendo o nosso “Baú Velho” de braços abertos e com tapete vermelho como fez antes com o “patriarca” Flaviano Limongi prefiro dizer:

O CÉU ESTÁ EM FESTA!

Muito obrigado Zamith por tudo de bom que você fez por aqui em sua passagem e o nosso abraço, meu, da Lydia e de todos nós à todos da família Zamith, em especial à D. Terezinha.

Fonte: Serafim Corrêa

Carlos Zamith de Oliveira, ou simplesmente, Carlos Zamith. O esporte amazonense perde mais um dos seus ícones. Zamith, aos 87 anos idade, morreu na tarde deste sábado (27), em sua residência, no Conjunto Aristocrático, na avenida Constantino Nery e, como o ‘patriarca’ Flaviano Limongi, amigos inseparáveis, não viu a Arena da Amazônia, que sepultou o ‘Vivaldão’, ser inaugurada.

Carlos Zamith lutava contra um câncer nos rins, há algum tempo, e foi derrotado, mas qualquer desportista amazonense ou que viva no Amazonas, há de tributar a ele todas as honras de um jornalista, no verdadeiro laurear do term; sereno, competente e capaz de tarduzir uma notícia, seja ela qual fosse, em um acontecimento real. Seja aonde estivesse, Carlos Zamith era o mesmo e só um câncer poderia enfraquecê-lo, ao ponto de deixar o esporte amazonense muito mais órfão, ainda.

Carlos Zamith deixa um exemplo, sobretudo de um homem humilde que, em seu ‘Baú Velho’, talvez a sua maior marca, deixa a sua grande contribuição, aonde ele gravou para a eternidade os momentos mais importantes do esporte, desde a fundação da ACLEA até a passagem de Limongi que com ele arregarçou as mangas para que o futebol do Amazonas ultrapassasse fronteiras.

Zamith e Limongi, agora, estão juntos novamente – dois amigos, duas lendas, e, agora somente, lembranças!

O sepultamento de Carlos Zamith, segundo familiares, será amanhã, domingo (28), às 10h00, no Cemitério São João Batista.

Fonte: Correio da Amazônia

O escritor e cronista esportivo Carlos Zamith morreu as 17 horas deste sábado. Ele  será velado na Assembleia Legislativa do Amazonas e seu enterro ocorrerá  as 10 hs de domingo, no cemitério São João Batista. Zamith mantinha um Blog, Baú Velho, mesmo nome da coluna que escrevia no jornal aCritica, até a morte do patriarca dos Calderaro, Humberto Calderaro. A nova geração que assumiu o jornal afastou a velha guarda:  Zamith, Flaviano Limongi e outros.  Mas Zamtih soube manteve seu amor pelo futebol e continuou a escrever agora na internet e com mais liberdade.

Carlos Zamith foi embora. Seu Baú Velho fica como legado para gerações interessadas em conhecer a história do futebol amazonense. O que ele fez pelo esporte foi guardar a memória de um tempo no qual os clubes funcionavam e os estádios (da Colina e do Parque Amazonense) lotavam nas tardes de domingo. A história desse tempo – de paixão pelo Nacional, Fast, Rio Negro e Olímpico – não se perderá.

Zamith foi o grande cronista de seu tempo. Sério, ponderado, apontava as causas de uma crise no futebol que levou os clubes à falência e esvaziou os estádios. Ninguém lhe deu atenção. Zamith fez o que se faz com os despojos de uma guerra onde os dois lados perderam: juntou tudo num baú: fotos, camisas, sonhos. Quem lê seu "Baú Velho" entra no túnel do tempo e ainda ouve o grito das torcidas ensandecidas que lotavam os estádios em Manaus. 

Zamith partiu hoje, mas esse baú que ele criou para guadar a memória do esporte amazonense não pode ser fechado… É história pura.

O livro, que ele também deixa, pode ser encontrado na Livraria Valer. ( Raimundo Holanda)

Seu filho, Carlyle Zamith Oliveira, escreveu dois dias antes de sua morte:

"Um dos maiores pesadelos de meu pai, Carlos Zamith, é o medo de ficar internado em hospital. Desde os primeiros meses de 2012, quando começou a sentir fraqueza, cansaço, perder peso e massa muscular, sem motivo aparente, mas que já caracterizava ser o sintoma de uma doença grave e degenerativa, já me advertia que não queria saber de hospitais e médicos.

O diagnóstico chegou tarde, um ano depois, através de uma consulta com o Dr. Nelson Fraiji e deflagrou imediatamente uma tempestade de sentimentos e emoções. Descobrir que sofre de uma doença incurável e que a expectativa de vida provavelmente não vai além do próximo aniversário é para todo mundo, em qualquer tempo, o choque definitivo de toda uma vida. Embora a morte seja uma das poucas certezas da vida, porque nascemos no seu caminho e dele não temos como escapar. Diferente da espiritualidade que abraço e acredito, a cultura, a biologia e até algumas religiões conspiram para que as pessoas jamais estejam prontas para morrer.

Meus irmãos e eu decidimos que nosso pai ficaria em casa para viver da melhor maneira possível os dias que lhe resta, cercado de amor e carinho pela nossa mãe, filhos, netos e amigos. O que o auxilia a enfrentar com coragem e disposição é a presença do Amor da família. Com isso, ganha o tempo da prorrogação do jogo e vai até para a cobrança dos pênaltis.

A luta sem tréguas é uma regra à medida que o tempo passa. A enfermidade segue evoluindo progressivamente, e as condições físicas de meu pai se deteriora. Ele oscila entre a vigília e o sono; a respiração fica cada vez mais difícil, os músculos da garganta tornam-se flácidos, às vezes incapazes de eliminar secreções ou engolir um pequeno comprimido. Perde todos os movimentos dos membros e não pode mais falar. Ainda consciente de quem ele é, embora de forma cada vez mais remota.

Esta semana passamos a administrar o uso do medicamento chamado Tramal. É o penúltimo estágio do controle da dor desse mal, antes da morfina. O mal tem dois lados. Procurando direitinho encontra o Bem do outro lado. Esperar o Bem da cura é doloroso. Então é chegada a hora de aperfeiçoarmos nossa fé, e nos mostrarmos totalmente confiantes e dependentes do Poder Superior para que seja feita a Vossa Vontade!"

Fonte: Blog do Holanda

Zamith ajudou a fundar a Associação dos Cronistas e locutores Esportivos. Enterro será neste domingo (28), às 10h, no cemitério São João Batista.


Programa de notícias JAM, exibido em 27 de julho de 2013, pela TV Amazonas

O jornalismo esportivo e historiador, Carlos Zamith, morreu na tarde deste sábado (27), aos 87 anos. Zamith, que ficou conhecido pelo livro "Baú Velho", enfrentava, desde desde outubro do ano passado, um câncer na próstata. O corpo será velado ainda neste sábado, na Assembleia Legislativa do Estado. O enterro está programado para às 10h, no cemitério São João Batista, na Zona Sul de Manaus.

De acordo com um dos filhos, Carlos Zamith Júnior, o jornalista morreu na residência onde morava com a família na Zona Centro-Sul da capital. "Nosso pai chegou ao fim de uma forma tranquila. Eu estava no quarto. A gente estava segurando a mão dele", disse Zamith Júnior em entrevista ao site Globoesporte.com/am.

Jornalista há mais de 50 anos, Carlos Zamith nasceu em Manaus no dia 20 de fevereiro de 1926. Começou a vida profissional em rádio, em 1954. Passou a ser repórter esportivo de jornal impresso e assinava uma chamada Retalhos Esportivos.

Em 1956 ajudou a fundar a Associação dos Cronistas e locutores Esportivos do Amazonas (ACLEA), onde foi seu tesoureiro durante onze anos consecutivos. Em 1960, ainda em jornal impresso, criou outra coluna, chamada Baú Velho, que contava as histórias do futebol amazonense. Em seguida, publicou livro com o mesmo nome.

Fonte: Do G1 AM

27
jul

Morre Carlos Zamith – o Baú Velho

 Publicado por Carlyle Zamith em Eu sou o Baú Velho

É com muito pesar que a família comunica o falecimento de Carlos Zamith, o Baú Velho, ocorrido em casa, hoje a tarde, às 17:00.

O velório será realizado na Assembléia Legislativa.

O sepultamento será realizado neste domingo, às 10 horas da manhã, no cemitério São João Batista.

Aqueles que amamos nunca morrem, apenas partem antes de nós

26
jul

À espera de um milagre

 Publicado por Carlyle Zamith em Eu sou o Baú Velho

Há um momento na vida da gente que enfrentamos uma batalha pessoal e intransferível: o confronto com a morte.

Como diz a música do rei Roberto Carlos, tudo está certo como dois e dois são cinco, e vamos vivendo sem perceber que um dia teremos que morrer. É preciso clarear para poder ver, apender a viver por toda a vida e a vida toda é um aprender a morrer.

Cheia de dificuldades que existem para serem superadas, a vida segue nessa estrada sob o Sol, vêm então as perguntas que ninguém gostaria de fazer e as respostas que a gente não gostaria de ouvir, mas que precisamos enfrentar porque é chegado o momento da colheita.

Um dos maiores pesadelos de meu pai, Carlos Zamith, é o medo de ficar internado em hospital. Desde os primeiros meses de 2012, quando começou a sentir fraqueza, cansaço, perder peso e massa muscular, sem motivo aparente, mas que já caracterizava ser o sintoma de uma doença grave e degenerativa, já me advertia que não queria saber de hospitais e médicos.

O diagnóstico chegou tarde, um ano depois, através de uma consulta com o Dr. Nelson Fraiji e deflagrou imediatamente uma tempestade de sentimentos e emoções. Descobrir que sofre de uma doença incurável e que a expectativa de vida provavelmente não vai além do próximo aniversário é para todo mundo, em qualquer tempo, o choque definitivo de toda uma vida. Embora a morte seja uma das poucas certezas da vida, porque nascemos no seu caminho e dele não temos como escapar. Diferente da espiritualidade que abraço e acredito, a cultura, a biologia e até algumas religiões conspiram para que as pessoas jamais estejam prontas para morrer.

Meus irmãos e eu decidimos que nosso pai ficaria em casa para viver da melhor maneira possível os dias que lhe resta, cercado de amor e carinho pela nossa mãe, filhos, netos e amigos. O que o auxilia a enfrentar com coragem e disposição é a presença do Amor da família. Com isso, ganha o tempo da prorrogação do jogo e vai até para a cobrança dos pênaltis.

A luta sem tréguas é uma regra à medida que o tempo passa. A enfermidade segue evoluindo progressivamente, e as condições físicas de meu pai se deteriora. Ele oscila entre a vigília e o sono; a respiração fica cada vez mais difícil, os músculos da garganta tornam-se flácidos, às vezes incapazes de eliminar secreções ou engolir um pequeno comprimido. Perde todos os movimentos dos membros e não pode mais falar. Ainda consciente de quem ele é, embora de forma cada vez mais remota.

Esta semana passamos a administrar o uso do medicamento chamado Tramal. É o penúltimo estágio do controle da dor desse mal, antes da morfina. O mal tem dois lados. Procurando direitinho encontra o Bem do outro lado. Esperar o Bem da cura é doloroso. Então é chegada a hora de aperfeiçoarmos nossa fé, e nos mostrarmos totalmente confiantes e dependentes do Poder Superior para que seja feita a Vossa Vontade!

Quem nos dá tudo é Jesus, Ele é o nosso SALVAdor.

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18
jul

E viva o sol!

 Publicado por Carlyle Zamith em Eu sou o Baú Velho

Chegei hoje cedo na casa de meu pai. Incentivei para ele sair um pouco e dá vivas ao sol. Faz tempo que ele não sai da cama. Vamos lá ver o sol, manhã radiante, céu limpo e azul. Então, fomos curtir a natureza da Luz que lhe aqueceu nesse dia que começou feliz. Aleluia!

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17
jul

O dia do Arnaldo Santos

 Publicado por Carlos Zamith em Astros do futebol

Arnaldo dos Santos Andrade nascido em Manaus, no dia 17 de julho de 1938, filho de Francisco Caetano de Andrade e Ayda dos Santos Andrade, é um radialista e cronista esportivo do Brasil, conhecido popularmente como Arnaldo Santos. Desde criança tinha inclinação para narrador esportivo, mais ou menos no tempo em que o goleiro era chamado de Gool-Keeper. Em 1959, aos 20 anos de idade, na quadra Francisco Guimarães do Atlético Rio Negro Clube, ou na SAGA, de Aparecida, quando não estava em ação em qualquer jogo de basquetebol, voleibol ou futebol de salão, ia para uma pequena arquibancada empunhando um microfone e transmitia internamente, os jogos disputados na quadra, com muita empolgação.

NA RÁDIO BARÉ

Um dia o comentarista Luís Saraiva, da Rádio Baré, que ainda funcionava na Avenida Eduardo Ribeiro, convidou-o para ingressar na sua equipe, iniciando assim uma carreira de locutor esportivo, fazendo oficialmente a primeira narração de um jogo em 1961, do Campeonato Amazonense, no Parque Amazonense -, entre Fast e São Raimundo. Fez parte de um grupo de primeira. Ele como narrador, Raimundo Moreira repórter de pista, Francisco Marinho e Teófilo Mesquita como redator e plantão esportivo dos mais completos. Arnaldo se consagrou como um narrador moderno, com frases novas. Ganhou cartaz pela seriedade e precisão daquilo que transmitia ao ouvinte. Na Televisão comandou por algum tempo, na década de 70, o programa esportivo AS Nos Esportes, de grande audiência, pela então TV Ajuricaba.

AS NOS ESPORTES

Em março de 1970, apresentou por 14 anos o programa AS nos Esportes, na TV Ajuricaba, a época filiada ao sistema Globo, e tinha como destaque a trilogia passando a ser lembrada por uma geração de apaixonados por esporte:

seja bom filho, bom aluno e bom de bola.

PRESIDENTE DA ACLEA

Arnaldo sempre foi respeitado e estimado entre os torcedores e seus companheiros da crônica esportiva. Sua palavra ouvida com atenção e convincente nos argumentos, sempre com ideais novas. Na função de cronista esportivo, foi presidente da (ACLEA) Associação dos Cronistas e Locutores Esportivos do Amazonas, convite feito pelo governador Danilo Duarte de Matos Areosa, em 1968, para fazer parte do grupo executivo de construção do Estádio Vivaldo Lima, composto por: cel. Temisthocles Trigueiro, Flaviano Limongi, João Augusto Souto Loureiro, Hugo Silva Reis, Carlos Lins, Erisaldo Godôt.

NUNCA NEGOU

Arnaldo jamais escondeu sua preferência pelas cores do Atlético Rio Negro Clube, mas nunca usou a paixão no seu trabalho. Sempre fez questão de separar suas opiniões. No dia 16 de março de 1995, no governo Amazonino Mendes foi nomeado subsecretário de Desportos da secretaria de Estado, Cultura e Deportos–Seduc, respondendo pela presidência da Fundação Vila Olímpica de Manaus, cuja primeira missão foi a recuperação do Estádio Vivaldo Lima.

O ADEUS AO VIVALDÃO

No dia 9 de março de 2010, Arnaldo Santos estava no centro do gramado do Vivaldão, em meio a convidados e autoridades, ouvindo o governador Eduardo Braga anunciar a ‘Arena da Amazônia’ para a Copa do Mundo de 2014, ao mesmo tempo o convite para testemunhar o primeiro ato chamado de desmobilização, com a retirada do placar eletrônico por um imenso guincho. Era o começo do fim! Trinta dias depois, Arnaldo foi até o último degrau da arquibancada do Sambódromo, ao lado do estádio, olhar a derrubada das paredes do Vivaldão. Bastanta emocionado com a demolição do Vivaldão só resta a saudade de tantos e quantos momentos vividos no palco das grandes emoções pelo cronista esportivo, que viu o estádio nascer, os momentos de glória e desaparecer.

Continua em atividade há mais de 40 anos transmitindo futebol aqui e lá fora.

Hoje é o Dia do Arnaldo Santos

Parabéns, estimado Arnaldo, pelos teus 75 anos

neste 17 de julho de 2013.

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16
jul

É hora de contar a Verdade

 Publicado por Carlyle Zamith em Eu sou o Baú Velho

Passados 3 meses da morte de Flaviano Limongi, eu e meus irmãos decidimos contar hoje a meu pai, logo mais a noite, que seu querido amigo e irmão camarada não está mais entre nós. Será um momento triste e de muita dor, mas necessário para o cumprimento da Verdade. Não existe a morte para quem amamos, eles simplesmente partem antes de nós.

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Neste sábado, 13 de julho, 3 meses atrás, morreu o jornalista esportivo Flaviano Limongi, o Limongi, o Patriarca (1926-2013). O futebol amazonense, enquanto existir,  deverá sua lembrança ao Limongi que foi uma das figuras mais ilustres do esporte no Amazonas. O patriarca atuou por vários anos na imprensa de Manaus, tendo sido autor por vários anos da Coluna Bazar, publicada diariamente no Jornal A Crítica. Na extinta TV Ajuricaba chegou a participar do Programa A.S. Nos Esportes, ao lado de Arnaldo Santos. Atuou também nas rádios Baré, Rio Mar e Difusora do Amazonas.  Ainda com muita bravura chegou a fundar à Federação Amazonense de Futebol (FAF), bem como, pela sua perseverança, na construção do Estádio Vivaldo Lima.

Por telefone, Limongi concedeu sua última entrevista ao radialista e comentarista esportivo da Rádio Difusora do Amazonas, Zezinho Bastos.

Aperte o PLAY abaixo e ouça na ínegra:

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11
jul

A felicidade é simples

 Publicado por Carlyle Zamith em Eu sou o Baú Velho

Uma vez alguém me disse que a felicidade é simples, que a gente pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Na maior alegria, meu pai comendo uns deliciosos pasteizinhos de carne, desejo satisfeito para comemorar a vitória do Brasil. O importante é ser feliz!

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2
jul

Largo da Saudade (Praça da Saudade)

 Publicado por Carlyle Zamith em Manaus Antiga

Esta é Praça da Saudade quando seu nome na época era Largo da Saudade. Esta foto é da década de 1920. Ainda não há o traçado da rua Ramos Ferreira que é o caminho por onde vem atravessando uma pessoa, em direção a avenida Epaminondas. Na praça ainda não há jardins e passeios, o que aconteceu somente a partir de 1932, na gestão de Emmanuel Morais. À direita podemos ver o prédio onde funcionou a Sinagoga Judaica de Manaus, hoje foi edificada uma agência da Caixa Econômica Federal.

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Há uma frase na Escritura Sagrada que diz: "Sua casa será visitada por anjos pelo poder da oração". Iracema, na foto abaixo com meu pai Carlos Zamith, é um desses anjos. Do Núcleo Luz do Norte, tão querida de todos nós, ontem festejou mais um aniversário e soprou as velinhas. Estávamos lá presentes cantando alegres e unidos num só pensamento. Parabéns Iracema, esta é uma noite especial.

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15
jun

Carla Reis

 Publicado por Carlyle Zamith em Eu sou o Baú Velho

O amor tudo pode, tudo transforma, tudo cura. E esse amor vem crescendo com a visita dos amigos. Carla Reis, tão querida de meus pais, veio trazer seu Amor que é um presente para todos nós.

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14
jun

Em boa companhia

 Publicado por Carlyle Zamith em Eu sou o Baú Velho

Visitas são sempre bem vindas. Hoje a tarde, meu pai, recebeu com alegria os amigos Zezinho Bastos, comentarista da Rádio Difusora e da TV Cultura e o desportista Flávio de Souza. Em boa companhia, Zamith ainda recebe do Rio o telefonema de Jairzinho – o furacão da Copa de ‘70, dirigindo-lhe palavras de otimismo e esperança que o deixou emocionado.

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7
jun

Quando os mortos aparecem…

 Publicado por Carlyle Zamith em Eu sou o Baú Velho

O sol nasce e morre todos os dias, num ciclo infinito. Ao surgir nas primeiras horas da manhã, é sempre suave em suas cores e delicado em sua presença, pois ainda está fraco; mas a medida que o dia avança, se torna mais quente e forte, e, no fim do dia, volta a ser dócil, dizendo pra nós que no amanhã virá como partiu. A lei do Tempo é a repetição. O tempo todo é uma vida inteira. Mais de quatro vintenas de anos podem não ser mais do que abrir e um fechar de olhos em relação à eternidade: para meu pai que semeou 87 anos é muito mais do que um piscar de olhos. Sua vida é o alimento para todos aqueles que colhem à sua volta. Sob o sol está a estrada da vida, o sol sobre a estrada é o sol… é o sol… nascemos no caminho da morte e  não há como escapar.

Todos os dias, meu pai Carlos Zamith, recebe visitas, todas sempre bem vindas, são sorrisos, são lembranças, são despedidas que deixam um coração e uma lágrima. Quando a velhice desce sobre o corpo, então é chegada a hora meus amigos, de emprestarmos a ela ouvidos e olhos, dar-lhe mãos e pés e amparar com o amor as forças que já se perderam. Muito embora, com o corpo debilitado, paralisado pela doença, meu pai brilha na Luz e lucidez, seu espírito repousa na esperança da Paz e seu coração extravasa palavras de gratidão e Amor.

E hoje, quando cheguei em seu quarto, lugar tão doce e de fonte tão bela, ele me chamou calmamente e disse bem perto, no meu ouvido:

- Meu pai veio ontem me visitar!

Era José Alves de Oliveira, meu avô paterno que eu não conheci, faleceu por volta de 1939, há mais de 70 anos quando meu pai ainda era um menino. Aquele encontro espiritual me surpreendeu. Contou-me detalhes daquela visita, da sua vestimenta, do semblante. A aparição do meu avô pediu para que ele tivesse paciência, depois acenou e desapareceu.

O homem vive enfaixado. O tempo nos enfaixa. O espaço nos enfaixa. A carne nos enfaixa e do mesmo modo, são faixas todos os nossos sentidos. Mas quando o espírito está próximo a se desprender da matéria, das faixas e ataduras, e nos tornamos suave, dócil como o sol no poente, a consciência flui na imensidão da realidade e a palavra pela qual ela vê e se expressa, quase nunca é compreendida por nossos pesados véus porque estamos cegos olhando o céu. É preciso se preparar para o que há de vir, abrir os olhos da consciência e perceber o que está próximo.

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27
mai

Vem subindo o monte

 Publicado por Carlyle Zamith em Eu sou o Baú Velho

Aposentos de meu pai Carlos Zamith, onde ele passa todo o seu tempo se preparando para fazer a passagem dentro da Luz, da Paz e do Amor. Seu espírito reconhece sua nova situação e vem subindo o monte. A família optou em mantê-lo em casa cercado de amor e carinho por todos, mas que também é o seu desejo.

No seu aposento podemos ver à esquerda, algumas fotos dele com as noras, filhos e netos. Em cima da sua cama, está um ursinho pendurado vestido com a camisa do Botafogo e que ele gosta muito. Próximo está um dos seus baús que guarda antigas recordações, anotadas de punho próprio, de momentos felizes e inesquecíveis do nosso futebol. Ao lado, a Escritura Sagrada aberta e minha mãe, Terezinha, sentada ao seu lado em constantes orações. Este é um lugar tão doce e de fonte tão bela.

Domingo, 26 de maio

Nunca pensei na minha vida passar um dia como o domingo de hoje. Pela manhã, logo cedo, o telefone toca: meu pai não amanheceu bem. Pensava que iria desencarnar. Emocionado liguei para o meu irmão José Augusto Cardoso pedindo que ele viesse e aplicasse o JOHREI no meu pai.

JOHREI é uma oração feita através da imposição da mão, que é a comunicação da Luz divina para o aprimoramento e elevação espiritual do ser humano. Todos lá em casa perceberam a paz e o sono profundo que mergulhou meu pai depois da sessão. Aquilo foi um alívio e um bálsamo para todos nós. Mais tarde, fui orar com os irmãos no Luz do Norte e foram 04 horas de fortes emoções, entre graças e lágrimas.

Já anoitecendo, encontrei meu pai ativo e chamando cada um dos filhos e netos e noras e todos que lá estavam para dá um abraço de despedida. Quando chegou a minha vez, repousei minha cabeça em seu peito e senti sua mão me fazendo um carinho. Alguns minutos se passaram, mais lágrimas correndo quando num esforço além das suas possibilidades, falou com sua voz fraca e silábica: "Você é um anjo. Obrigado pelos seus filhos, Carlyson e Roberto". Para todos, ele dirigiu palavras de gratidão. Um exemplo de vida que ficará guardado em nossos corações.

Aprendi que a fé, independente de religiões, é a força que sustenta a esperança. JOHREI, dois ideogramas de origem japonesa que significam "Joh" (purificar) e "Rei" (espírito). De cara, já gostei da palavra que me lembra um outro REI, cujo espírito ainda está encarnado entre nós, Rei Roberto Carlos.

15
mai

Carrapeta – Homenagem ao Vivaldo Lima

 Publicado por Carlyle Zamith em Audio & Video

Enviado pelo nosso amigo e leitor João Paiva, da Suframa, segue abaixo a raríssima faixa de áudio Homenagem ao Estádio Vivaldo Lima, do Lp do radialista José Costa de Aquino, o Carrapeta, que se elegeu vereador e deputado estadual com o programa de muita audiência que mantinha na rádio. Era um campeão de votos na época.

É só clicar no PLAY, aumentar o volume e curtir.

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14
abr

O patriarca Flaviano Limongi

 Publicado por Carlyle Zamith em Astros do futebol

Garoto ainda conheci o Flaviano Limongi, nascido em 04 de maio de 1926 já um pouco gordinho e demonstrando poder de liderança. Nós estudávamos as primeiras letras, aí por volta de 1931, na Escola de Dona Joana, na Rua Dez de Julho, (entre Avenida. Epaminondas e Rua Lobo D’almada) onde foi o Salão Borba. Eu fiquei onde estava e ele dali saiu para o Colégio Dom Bosco, bem em frente a sua residência, na Avenida Epaminondas e foi lá que nasceu a sua paixão pelo futebol, embora contrariando o velho Vicente Limongi.

Limongi muito novo apareceu no time do Colégio, o Uberabinha e logo defendeu a meta do Tijuca, um clube que ele ajudou a fundar e formado praticamente por alunos do Dom Bosco, (um bom celeiro de bons jogadores) que passou a disputar o Campeonato da Liga Matinal, com jogos no campo do Luso, na década de 40 e depois a primeira divisão da FADA. Limongi era o titular da camisa um. Passou a jogar com o nome trocado para driblar seu o velho Vicente. Nas escalações aparecia como goleiro Aymoré.

Em 1942, com 16 anos, ele foi chamado pela primeira vez para vestir a camisa da Seleção do Amazonas para o Campeonato Brasileiro, contra o Pará. Só houve um jogo por causa da Guerra. Estava na reserva do veterano Iano, mas em 1946, era o titular absoluto da nossa Seleção, fazendo os dois jogos contra o Pará. Na temporada do Santa Cruz, de Recife, em 1947, o Tijuca abriu a série de jogos. Embora perdendo por 2×1, gols de Eloi e Dengoso para os visitantes e Juvenil, para os locais. Limongi teve destacada atuação. Era um time profissional contra os nossos amadores e o Parque Amazonense lotado. Nesse dia o Tijuca formou com Limongi (que já adotava o seu próprio nome), Darcy e Mário Matos (Major); Ilmar Oliveira, Brás Gioia e Mariozinho; Cabral, Mário Orofino, Cláudio Coelho, Juvenil e Pedrinho.

Muito jovem ainda, Limongi deixou o Futebol como jogador, mas ficou sempre ligado a ele. Praticava também o basquetebol e o voleibol, outras especialidades do Tijuca.

Tornou-se cronista esportivo de A Critica, narrador de futebol da Rádio Difusora do Amazonas, onde também comandou programa de auditório (Na Casa do Zebedeu) na mesma Rádio Difusora e foi com ele, como repórter de campo da Rádio Rio Mar em 1955, lançou pela primeira vez nos nossos campos de futebol, por ocasião de um jogo Nacional x Princesa Isabel, o microfone sem fio, que levava o nome de hand-toc, aparelho montado aqui mesmo pelo saudoso José Lima Mendes, também técnico da emissora. Era deficiente, sem boa audição por excesso de ruídos, mas era uma novidade e chegou até a merecer registro na imprensa.

No jornal A Critica, tinha uma coluna esportiva muito lida, o Passou Raspando, sempre comentando os jogos locais e a atuação dos jogadores. Outra coluna, um pouco mais pesada, pois registrava fatos atrás dos bastidores e suas mutretas, era o Buraco Quente que pelos problemas causados a cada edição, desapareceu logo.

Limongi também foi técnico de futebol. Andou pelo Nacional, mas estava na função apenas para colaborar. Sempre envolvido no esporte, tomando a frente de grandes e arrojadas promoções, principalmente nas temporadas interestaduais, para ajudar este ou aquele clube, foi encarregado pelos clubes para fundar a FAF – Federação Amazonense de Futebol, desvinculado da FADA o futebol. Uma luta árdua que durou meses, mas venceu. A Federação Amazonense de Futebol (FAF) foi fundada no dia 26 de Setembro de 1960, tendo como primeiro presidente o Dr. Flaviano Limongi, com a sede atual instalada num prédio antigo da Avenida Constantino Nery, 282, centro. A FAF promoveu uma acentuada reviravolta no nosso futebol.

O público voltou aos campos, as arrecadações cresceram, os clubes passaram a importar jogadores. Os estádios Parque e Colina, mesmo com todos os melhoramentos feitos pela entidade eram pequenos para tanta gente. O Vivaldo Lima seria a salvação e lá foi o Limongi contatar, diariamente, com os governantes desta cidade para acelerar a construção do então Tartarugão, recebendo o maior apoio de Danilo Areosa.

Numa arrojada iniciativa, levou o time do Nacional para jogar no Maracanã, contra o Maringá. Finalmente viu seu esforço coroado com a pré inauguração do Vivaldo Lima a 5 de abril de 1970, com a exibição de duas seleções brasileiras, A e B, que mais tarde levantava a Copa do Mundo, no México.

De família italiana, Limongi estava internado no Hospital Beneficente Portuguesa, na Avenida Joaquim Nabuco, no Centro de Manaus. Desde outubro de 2012, seu estado de saúde declinou. Ontem à tarde (13) não resistiu a problemas cardíacos e um edema pulmonar. O corpo do patriarca da FAF, que completaria 87 anos no próximo dia 4 de maio, está sendo velado na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM), na Zona Centro-Sul de Manaus e será enterrado, neste domingo (14), no cemitério São João Batista, na mesma Zona da cidade.

Pelo que fez nesses longos anos em favor do nosso futebol, pela sua dedicação ao esporte, Limongi foi agraciado com o Titulo de Cidadão Benemérito de Manaus, outorgado pela Câmara Municipal de Manaus, de autoria, do então Vereador Raimundo Sena. Sempre alegre, divertido, de bem com a vida, procurando auxiliar o próximo. O Patriarca Limongi, tornou-se um símbolo do futebol amazonense. Siga na Luz, na Paz e no Amor meu amigo.

Um abraço, um queijo, uma saudade e uma rosa.


Escola Esta matéria foi publicada a partir dos alfarrábios do Baú Velho, meu pai Carlos Zamith, que encontra-se recuperando sua saúde e por recomendação médica não sabe ainda da morte do amigo e irmão Flaviano Limongi.

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13
abr

Morre Flaviano Limongi

 Publicado por Carlyle Zamith em Cotidiano

Faleceu na tarde deste sábado (13), ás 15 horas, o desportista Flaviano Limongi, uma das figuras mais importantes do esporte amazonense e brasileiro. Com isto, o Amazonas está de luto por essa perda irreparável. Ele estava internado na Unidade de Tratamento Intensivo(UTI) do Hospital Beneficente Portuguesa, no Centro de Manaus. O velório será no salão nobre da Assembléia Legislativa do Estado do Amazonas, a partir das 21 horas, e o sepultamento neste domingo, no cemitério São João Batista.

Flaviano Limongi, que na mocidade foi goleiro (foto abaixo) do Tijuca e chegou a jogar nas Seleções do Amazonas contra o Pará, em 1944 e 1946. Estaria completando 87 anos no próximo 4 de maio. Muito jovem ainda, Limongi deixou o Futebol como jogador, mas ficou sempre ligado a ele. Praticava também o basquetebol e o voleibol, outras especialidades do Tijuca.

Tornou-se cronista esportivo de A Critica, narrador de futebol da Rádio Difusora do Amazonas, onde também comandou programa de auditório (Na Casa do Zebedeu) na mesma Rádio Difusora e foi com ele, como repórter de campo que a Rádio Rio Mar em 1955, lançou pela primeira vez nos nossos campos de futebol, por ocasião de um jogo Nacional x Princesa Isabel, o microfone sem fio, que levava o nome de hand-toc, aparelho montado aqui mesmo pelo saudoso José Lima Mendes, também técnico da emissora. Era deficiente, sem boa audição por excesso de ruídos, todavia uma novidade e chegou até a merecer registro na imprensa.

Sempre envolvido no esporte, tomando a frente de grandes e arrojadas promoções, principalmente nas temporadas interestaduais para ajudar este ou aquele clube, foi encarregado pelos clubes para fundar a Federação Amazonense de Futebol, desvinculado da FADA o futebol. Uma luta árdua que durou meses, mas venceu. A FAF promoveu uma acentuada reviravolta no futebol. O público voltou aos campos, às arrecadações cresceram, os clubes passaram a importar jogadores. Os estádios Parque e Colina, mesmo com todos os melhoramentos feitos pela entidade eram pequenos para tanta gente. O “Vivaldo Lima” seria a salvação e lá foi o Limongi conversar diariamente, com os governantes desta cidade para acelerar a construção do então Tartarugão, recebendo o maior apoio do governador Danilo Areosa. Na foto om o govenador Danilo Areosa.

Limongi, aposentado como juiz, diplomou-se em Direito pela nossa Faculdade, em 1950 e teve como companheiros, dentre outros, Aristófanes Castro, Hiram Caminha, Inez Vasconcelos Dias, Jerônimo Raposo da Câmara, Neyde Vasconcelos e Carlos Bandeira de Araújo.

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Paixão pelo futebol é a ponte que uniu os jornalistas Carlos Zamith e Flaviano Limongi, hoje aposentados e ambos com 87 anos. São mais de 60 anos de uma amizade sólida que durante mais de três décadas se traduziu por encontros semanais, aos domingos, no Estádio Vivaldo Lima, o extinto Vivaldão.

Depois do fechamento do estádio Zamith e Limongi se encontram todas as tardes das segundas, quartas e sextas-feiras, em uma pracinha improvisada em frente à casa do primeiro, no conjunto Aristocrático. A praça tem até uma identificação bem humorada onde está inscrito a denominação de "Praça do Lili". No momento os encontros estão suspensos por causa de um acidente doméstico de Limongi que o tem obrigado a ficar em casa. Até que ele se restabeleça completamente o contato está sendo feito por telefone, ou por eventuais visitas de Zamith.

Os dois se conheceram ainda adolescentes. Limongi era goleiro do Clube Tijuca e Zamith um apaixonado pelo futebol que costumava frequentar o estádio em frente ao Colégio Dom Bosco. A amizade nasceu aí, quando ambos tinham 16 anos. Mais tarde, quando os dois davam os primeiros passos no jornalismo, a amizade foi fortalecida porque Limongi cobria esporte pela A Crítica e Zamith fazia uma resenha esportiva na rádio Rio Mar e acabou sendo convidado para trabalhar no jornal, escrevendo uma coluna sobre futebol.

Desde então os dois estiveram sempre juntos e em 1970 quando o Vivaldão foi inaugurado com um jogo da Seleção Brasileira Limongi era o presidente da Federação Amazonense de Futebol (FAF) e Zamith o tesoureiro. Desde então o estádio se tornou um ponto permanente dos dois aos longo das décadas seguintes.

Há aproximadamente cinco anos, com os dois gozando da aposentadoria merecida depois de muitos anos de trabalho, eles estabeleceram uma nova rotina em suas vidas, incluindo entre seus compromissos sociais os três encontros semanais na pracinha organizada por eles. Nestes encontros se fala de tudo, "até mal da vida dos outros", segundo Zamith, mas especialmente de futebol. Eles debatem as últimas informações relacionadas ao tema e o mau momento do futebol amazonense, lembrando os períodos mais felizes, quando os jogos locais atraiam muita gente que lotava os estádios.

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12
abr

Flaviano Limongi segue internado

 Publicado por Carlyle Zamith em Cotidiano, Sem categoria

O patriarca Flaviano Limongi. Fundador da Federação Amazonense de Futebol(FAF) continua internado em estado grave, na Unidade de Tratamento Intensivo(UTI), do Hospital Beneficente Portuguesa, na avenida Joaquim Nabuco, centro de Manaus. Nesta madrugada o Dr. Limongi sofreu uma parada cardiaca, mas foi reanimado pela ação dos médicos. As visitas ao patriarca se encontram suspensas. Limongi foi para o hospital desde o mês de outubro do ano passado quando teve seu estado clinico abalado.

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29
mar

Faleceu hoje, no Rio de Janeiro, Juarez de Souza Cruz

 Publicado por Carlyle Zamith em Cotidiano

Recebemos a triste notícia agora há pouco, sobre o falecimento de Juarez de Souza Cruz que vinha lutando os últimos 3 anos pela vida. Sofria com a diabetes e logo depois apareceram problemas cardíacos, provocando uma viagem as pressas para o Hospital Militar no Rio de Janeiro. Após quase 3 meses internando, ele faleceu hoje aos 84 anos, deixando 7 filhos, 11 netos e 5 bisnetos e uma grande história no futebol amazonense.

Juarez foi back do time do América-AM, conquistando seis títulos, quatro no amador e dois no profissional, nos anos de 1951 a 1954, comandados por Cláudio Coelho. Depois jogou no Auto Sport. Anos depois, treinou o América, Nacional e Sul América. Era sargento reformado do exército e viveu seus últimos anos de vida com a família no Conj. Rio Xingu (Av. Brasil). Sempre acompanhando pela rádio os jogos do campeonato amazonense.

Aos familiares as nossas sinceras condolências. Na foto abaixo, Juarez aparece no primeiro time do América, em 1951.

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