29
mar

Faleceu hoje, no Rio de Janeiro, Juarez de Souza Cruz

 Publicado por Carlyle Zamith em Cotidiano

Recebemos a triste notícia agora há pouco, sobre o falecimento de Juarez de Souza Cruz que vinha lutando os últimos 3 anos pela vida. Sofria com a diabetes e logo depois apareceram problemas cardíacos, provocando uma viagem as pressas para o Hospital Militar no Rio de Janeiro. Após quase 3 meses internando, ele faleceu hoje aos 84 anos, deixando 7 filhos, 11 netos e 5 bisnetos e uma grande história no futebol amazonense.

Juarez foi back do time do América-AM, conquistando seis títulos, quatro no amador e dois no profissional, nos anos de 1951 a 1954, comandados por Cláudio Coelho. Depois jogou no Auto Sport. Anos depois, treinou o América, Nacional e Sul América. Era sargento reformado do exército e viveu seus últimos anos de vida com a família no Conj. Rio Xingu (Av. Brasil). Sempre acompanhando pela rádio os jogos do campeonato amazonense.

Aos familiares as nossas sinceras condolências. Na foto abaixo, Juarez aparece no primeiro time do América, em 1951.

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Carlos Zamith, meu pai, segue na vida, sorrindo, chorando, amando, aprendendo, acreditando, querendo, levando, é assim que ele vai vivendo, com todas as dificuldades em aceitar suas limitações, mas na esperança que o tempo faça acostumar-se e moldar-se à sua condição atual. Dependente de auxílio o tempo todo, para tudo praticamente, deitar, levantar, sentar, tomar banho, vestir-se, beber, comer, e até suas necessidades fisiológicas. Sua voz enfraquecida, macia, requer algum esforço para pronunciar algumas palavras, mas me diz sempre mais do que eu digo. Sua memória preservada continua brilhante, lembra bem do passado, daquele futebol glorioso, belas partidas e jogadas como se fosse o ontem, consciente de tudo o que está acontecendo ao seu redor, da beleza das coisas da vida.

O tempo não perdoa, e por capricho nos deixa marcas tão profundas como troféu da existência e das emoções. Desde o ínicio de 2012, Zamith vinha apresentando paraparesia (paralisia incompleta) de caráter progressivo com predomínio nos membros inferiores. Recordo que ele reclamava da falta de equilibrio ao caminhar comigo e muitas vezes apoiava-se em meus braços. Na rotina dos supermercados debruçava-se sobre o carrinho para descansar.

Em junho de 2012 começou a usar uma velha bengala que estava encostada num canto. Meses depois, trocou por um andador de alumínio dobrável com rodinhas. Aos poucos aqueles passos lentos pararam. No natal passado, ainda teve disposição para participar da ceia que foi na minha casa. Entretanto, no reveillon não conseguiu a mesma condição física e atravessou o ano deitado no seu quarto.

Em janeiro de 2013 foi detectado uma cardiopatia e um edema pulmonar. Com dificuldade de respirar é internado as pressas na UTI da Unidade Coronariana da Unimed onde recebe alta 12 dias depois. Passa o aniversário de 87 anos, dia 20 de fevereiro, em casa cercado dos familiares e amigos. Mesmo com a cardiopatia controlada e a regressão do edema pulmonar segue a fraqueza muscular e a perda de peso. Sem doença crônica de base, a neurologista Dra. Érika Vianez solicita o exame de eletroneuromiografia dos membros inferiores, que foi realizado no dia 13 de março.

A conclusão do exame eletroneuromiográfico do membro inferior evidenciou sinais sugestivos de comprometimento dos miótomos usualmente supridos por L4- L5, S1 e S2, bilateralmente, que ao lado da condução sensitiva normal, pode indicar comprometimento do neurônio motor nesses níveis.

O que significa isso tudo eu não sei, ainda vou saber. Amanhã, sexta-feira, está agendado consulta com a nutróloga Dra. Isolda, no Hospital Beneficente Portuguesa. É para ganhar mais alguns quilinhos, recuperar seu peso que antes era 75kg, mas que hoje é 45kg. Amanhã virá, será um novo dia, onde o astro-rei vai brilhar para redobrar as forças nesse novo caminho que surge pra se trilhar com esperança na Luz, na Paz e no Amor.

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21
fev

Carlos Zamith, o dono do baú

 Publicado por Carlyle Zamith em Eu sou o Baú Velho

Ontem foi aniversário de Carlos Zamith, um gigante da crônica esportiva amazonense. No seu Baú Velho, Zamith guarda tesouros da era de ouro do futebol amazonense e ajuda a manter vivas estas memórias. Já pensou no que você gostaria de encontrar no Baú do Zamith?

Valeu, mestre! E parabéns!

Surrupiado da rede social Facebook.

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Matéria de Teófilo Benarrós de Mesquita

O jornalista, escritor e pesquisador amazonense Carlos Zamith de Oliveira completa hoje (20/02) 87 anos de idade. Mais da metade de sua vida (59 anos) foi dedicada ao jornalismo esportivo. Zamith premiou os torcedores amazonenses com o lançamento de três livros: Baú Velho (1999), Histórico das 42 Decisões do Campeonato Profissional – 1964 a 2005 (2006), e Baú Velho – 2ª Edição (2007). É, também, profundo conhecedor de biografias de nomes históricos de nossa cidade e de nosso Estado, além de denominações de logradouros públicos.

Segundo texto de apresentação de seu site (www.bauvelho.com.br), "nasceu em Manaus em 20 de fevereiro de 1926". Profissionalmente, começou  na Rádio Rio Mar em 1954. Como repórter esportivo colaborava, ao mesmo tempo, com o jornal A Crítica assinando uma coluna chamada Retalhos Esportivos, abordando somente assuntos do futebol local. Em 1956 ajudou  a fundar a Associação dos Cronistas e locutores Esportivos do Amazonas (ACLEA) e foi  seu tesoureiro durante onze anos consecutivos".

"Em 1959, a convite do diretor Umberto Calderaro Filho, assumiu  a direção das páginas esportivas de A Crítica, quando lançou  uma coluna com o título Talvez Você Não Saiba…, relatando fatos antigos do nosso futebol. Paralelamente também dirigiu  a página esportiva do O Jornal Do Comércio", acrescenta o texto.
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Finalizando o breve histórico de apresentação, "em 1960, por vontade própria, deixou  o jornal A Crítica para ficar apenas no O Jornal Do Comércio, onde criou a coluna intitulada Baú Velho, também focalizando coisas antigas do futebol amazonense, ilustrada com fotos. Permaneceu  no veterano matutino até 1980. Novamente à convite do diretor Umberto Calderaro Filho e de Flaviano Limongi, voltou  ao Jornal A Crítica em 1981, com a coluna Baú Velho, publicada semanalmente aos domingos.

Após alguns anos longe dos jornais impressos (por vontade própria), Carlos Zamith criou o Site Baú Velho, acessado por pessoas de todas as partes do Brasil e do mundo. Muitas são as mensagens de gente de outros Estados ou amazonenses radicados fora de sua terra natal, em busca de informações precisas sobre o futebol e a sociedade amazonense, de ontem e de hoje.

Tenho o privilégio de conhecer Carlos Zamith pessoalmente, graças ao amigo comum Mauro Alessandro, no aniversário de 84 anos do Mestre. Mauro é um digno trabalhador da Prefeitura Municipal de Manaus, onde exerce com orgulho a atividade de gari.

O que nos uniu (nós três) foi o interesse pelo futebol local e o cuidado no trato com as informações, zelando sempre pela veracidade dos fatos. Ultimamente Mestre Zamith tem passado por fragilidades em sua saúde, mas as últimas notícias são de um recuperação franca.

Por mais de uma vez escutei do próprio Zamith como começou sua vida de pesquisador do futebol amazonense. Setorista da Rádio Difusora, nos idos de 50, compondo a equipe comandada pelo saudoso João Bosco Ramos de Lima, viu-se diante de uma pergunta de um ouvinte, até então indecifrável: quais tinham sido, até aquele momento, os campeões amazonenses de futebol???

Para não deixar o ouvinte sem resposta, empreendeu pesquisas nos jornais antigos, na Biblioteca Pública e no Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (IGHA), a partir da qual montou seu primeiro acervo de informações históricas. No decorrer do processo, pensou porquê não fazer também o levantamento dos vice-campeões? Assim, a coletânea de informações ia se sedimentando e ficando enriquecida.

Com faro jornalístico e histórico, Zamith ampliou o leque de pesquisas e passou a catalogar toda e qualquer informação sobre o futebol amazonense, desde o seu primórdio, em 1914. Assim, tudo o que hoje se tem de memória sobre o futebol local deve-se EXCLUSIVAMENTE, ao trabalho de Zamith nos porões da Biblioteca Pública e do IGHA. Tudo que veio depois, foi COPIADO a partir dos levantamentos e anotações de Zamith.

Também tenho o privilégio de conhecer as "cadernetas" de anotações do Mestre, objetos que poucos tem acesso e conhecimento. São cadernos antigos, de tamanho reduzido, popularmente chamados de "cadernetas", comuns por exemplos, nos "fiados" e "contas" que se faziam antigamente em mercearias e tabernas. Nessas cadernetas, de forma clara e organizada, Zamith tem anotações de todos os Campeonatos Amazonenses desde 1956, ainda na fase amadora. Também tem cadernetas com os jogos de clubes amazonenses na Divisão Principal do Campeonato Amazonense, a partir de 1972.

Nessas relíquias, se encontram informações como escalações dos times, renda e público pagante, equipe de arbitragem, substituições, gols, expulsões e qualquer curiosidade e/ou anormalidade ocorrida na partida. Delas foram extraídas as informações que municiaram, durante anos a Coluna Baú Velho. Quando Zamith diz (ou escreve) que fulano ou beltrano atuou tantas partidas por determinado clube, marcando tantos gols, é fruto ou de suas pesquisas ou de suas anotações.

Nesta postagem reverencio aquele a quem chamo de Mestre  e a quem credito toda a memória do futebol amazonense. Aquele que é referência local, nacional e mundial quando o assunto é futebol amazonense e sus história. Aquele que humildemente está sempre pronto a atender jornalistas e curiosos de todos as partes do Brasil, respondendo a perguntas históricas com vigor, vibração e um brilho no olhar, ajudando a esclarecer dúvidas e contribuindo para perpetuar a memória do nosso futebol.

Obrigado por tudo Zamith. Saiba que escutar suas histórias e seus relatos é, sempre, um prazer indescritível, além de um aprendizado incomensurável. Saúde e Vida Longa ao Mestre.

Surrupiado do Blog do Teófilo

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20
fev

FELIZ ANIVERSÁRIO – 87 ANOS DE VIDA!!!

 Publicado por Carlyle Zamith em Eu sou o Baú Velho

Há datas que não podemos esquecer e hoje, dia do seu aniversário, com certeza é uma delas meu querido, meu velho, meu amigo, meu querido pai Carlos Zamith. É muito bom estar presente, festejando e agradecendo, vivendo esse momento lindo junto com amigos e familiares. Que o Poder Superior te guarneça e te dê Força e Luz para superar esse momento com fé e esperança. FELIZ ANIVERSÁRIO DE 87 ANOS!!!

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Agora a tarde, recebi a medalha comemorativa aos 100 anos dos clubes Rio Negro e Nacional das mãos dos amigos Valdir Correia (o Garotinho) e Zezinho Bastos, da Rádio Difusora. Grato também ao presidente da ACLEA, Eduardo Monteiro de Paula, o Dudu.

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18
fev

20 de fevereiro

 Publicado por Carlyle Zamith em Eu sou o Baú Velho

Há datas em um ano que não podemos esquecer, e quarta-feira, dia 20 de fevereiro, é com certeza uma delas, afinal é o aniversário do meu querido, meu velho, meu amigo, meu pai Carlos Zamith que completa nesse dia 87 anos de vida.

É muito bom estar presente, fazer parte deste momento em que todas as pessoas que gostam do Baú Velho comemoram mais um ano da sua existência, e agradecemos muito à Deus por tudo isso.

Que Deus abençoe este dia e possa te presentear com a recuperação da sua saúde que é o que todos nós desejamos com fé e esperança.

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8
fev

Um novo começo

 Publicado por Carlyle Zamith em Eu sou o Baú Velho

Ao longo dos derradeiros meses recuperando minha saúde, tenho encontrado dificuldades, medos e preocupações, mas sinto que todas essas coisas são mesmo assim. Talvez para que eu possa aprender cada vez mais que a vida é feita de momentos tristes e felizes e que são esses momentos que compõem a minha história e que me remodela como ser humano.

A vida é uma ordem e devemos seguir da forma como for, mas sempre acreditando, querendo, e com esperança porque ela é Jesus.

Nessa minha caminhada, conheci excelentes profissionais que cuidaram e cuidam de mim. Segue meu agradecimento a minha fisioterapeuta Derlaine Rodrigues, de quem recebo atenção, carinho, respeito, amor, confiança e afeto, ao mesmo tempo em que me reabilita e orienta, essencial para continuar motivado e seguir em frente.

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1
fev

80 anos da drogaria Rosas

 Publicado por Carlyle Zamith em Manaus Antiga

Numa dessas manhãs de domingo de março de 1990, resolvi dar um passeio pela Rua Marechal Deodoro (nomenclatura adotada pela Intendência Municipal em 1890) para lembrar um pouco do passado, aproveitando a calmaria própria dos dias de folga no centro comercial.

Lembrei-me de algumas coisas da nossa cidade que pode não ser das mais bonitas e que nos últimos anos tem se tornado muito mais feia, suja, esburacada, desordenada pelo assentamento livre dos camelôs e talvez pelo progresso ou pela falta de interesse de nossos governantes.

A DROGARIA

Escolhi um domingo pela manhã porque é um dia de grande significado para a mim, pois foi num dia assim, nos idos de 1933, com tudo calmo, silêncio profundo, que eu vi surgir uma casa comercial que foi parte da vida de meu pai e minha também.

Foi exatamente no dia 1º de fevereiro de 1933 que se inaugurou em Manaus a Drogaria Rosas, na rua Marechal Deodoro nº 206, onde foi por algum tempo depois a Lobrás, desaparecida do local em virtude de um incêndio e no atual prédio, encontra-se uma loja de confecções.

Para saber mais sobre a drogaria Rosas, clique aqui.

Esta matéria foi publicada originalmente no jornal A Critica, em 27/4/1989 por Carlos Zamith.
Aqui no blog, à pedido de meu pai que encontra-se recuperando sua saúde.

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16
jan

É tempo de agradecer…

 Publicado por Carlyle Zamith em Eu sou o Baú Velho

Hoje é dia de alegria! Meu pai, Carlos Zamith – o Baú Velho, recebeu alta da UTI da Unidade Coronariana da Unimed, onde estava internardo há 8 dias buscando receber sua saúde novamente. Só recebemos aquilo que podemos carregar e sempre em nós algo Superior nos faz superar obstáculos e nós mesmos. E nessa jornada devemos cultivar a Fé e a Esperança que não morre nunca porque ela é a Luz.

É tempo de agradecer… o que está por vir, o que já veio, o fim que precede o meio e as flores que encontramos no caminho. Aqui nesse florido Jardim de Luz dourada e constante, segue nossos agradecimentos a toda equipe da UTI Coronariana da UNIMED, Dr. Simão Maduro, Dra. Rovanda, Dr. Gersey, Dr. Aldemir, Dr. Ronaldo Pinto, Dayse, Valmiza e Léo entre outros que não gravamos o nome, mas suas lembranças estão guardadas para sempre no coração.

Grato a todos que enviaram Força e Luz em suas orações e palavras, do blog, do facebook, por telefone e aqueles que foram de corpo presente saber notícias suas. Muito grato em nome da família Zamith.

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10
jan

Baú Velho segue internado…

 Publicado por Carlyle Zamith em Eu sou o Baú Velho

Meu pai, Carlos Zamith, que completará 87 anos no próximo 20 de fevereiro, segue internado na UTI da Unidade Coronariana da Unimed recuperando sua saúde. Cada dia melhor, e na esperança que em breve volte ao nosso convívio diário, com todos seus familiares, amigos e continue atualizando este blog BAÚ VELHO como sempre fez. Meu agradecimento a todos os médicos e enfermeiras da UTI Coronariana. No meu coração eu tenho firmeza no Salvador, com Deus firme sempre estou.

Todas as mensagens de apoio e solidariedade publicadas aqui neste post serão mostradas a ele.

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8
jan

Nacional – 100 anos!

 Publicado por Carlos Zamith em Nacional

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A pesquisa sobre a vida do NACIONAL FUTEBOL CLUBE foi demorada e cansativa. Levei perto de quatro anos, a partir de 1990, vasculhando jornais antigos no Instituto Geográfico e Histórico, na Rua de Bernardo Ramos. Consegui descobrir algumas curiosidades, num trabalho feito com meu colaborador, o Tenente reformado do Exercito Raimundo Santos, infelizmente já falecido.

O jornal que muito contribuiu para este trabalho, sem dúvida foi “O TEMPO”, o que mais publicava notícias sobre o futebol local. E foi em um de seus exemplares que encontrei a oficialização da data de fundação do NACIONAL FUTEBOL CLUBE, dia 1º de maio de 1914.

Neste trabalho estão incluídos todos os títulos, desde o amadorismo, com as respectivas formações; jogos dos Campeonatos: Nacional; Copa do Brasil, Taça de Ouro, Taça de Prata e da Série C, além de seus jogos no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Dificuldades foram encontradas o que é natural, considerando que de um modo geral, quase nenhum clube possui o seu arquivo, a sua história. Certamente há de se encontrar alguns equívocos, mas desde já agradeço aos que me enviarem as correções.

A coisa de mais ou menos seis meses, o trabalho que já estava apronto, foi entregue ao amigo Maneca e seu filho Cláudio, para publicação mos 100 amos de Nacional Futebol Clube.

CARLOS ZAMITH DE OLIVEIRA

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31
dez

A história do estádio Vivaldo Lima

 Publicado por Carlos Zamith em Audio & Video

O médico, advogado, professor e deputado federal Vivaldo Lima foi uma das maiores figuras do esporte no Estado do Amazonas, tendo sido:

  • Sócio Benemérito, Presidente e Presidente de Honra do Nacional Futebol Clube;
  • Sócio Fundador, Presidente e Presidente de Honra do Nacional Fast Clube;
  • Sócio Honorário do Luso Esporte Clube de Manaus;
  • Sócio Honorário da União Esportiva Portuguesa de Manaus.

Em homenagem à memória do velho entusiasta do esporte amazonense, o nome de Vivaldo Lima foi atribuído ao estádio de futebol que foi construído em Manaus na década de 60 após o lançamento da pedra fundamental em 1958. O projeto do arquiteto Severiano Mário Porto ganhou o Prêmio Nacional de Arquitetura de 1966.

Programa exibido em 6 de junho de 2009 pelo canal Amazonsat

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24
dez

Feliz Natal

 Publicado por Carlos Zamith em Eu sou o Baú Velho

Natal somos nós quando decidimos nascer de novo, a cada dia, nos transformando.
Somos Papai Noel quando criamos lindos sonhos nas mentes infantis.
Somos os presentes de natal quando somos verdadeiros amigos para todos.
Obrigado Jesus!
Por vossa luz, perdão e compreensão.
Feliz Natal, Amigos leitores desse blog!

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16
dez

Jogaram aqui e aqui ficaram

 Publicado por Carlos Zamith em Sem categoria

Eles vieram de outros centros para tentar o futebol de Manaus e por aqui ficaram. Constituíram família e todos o que aprecem nessa galeria já se foram. Só a lembrança ficou gravada na memória dos mais antigos.

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          Darcy                             Mota                     Salum Omar                        Théo

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           Marcos                         Sidinho                    Carapanã                       Luizinho

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           Osmar                   Edson. Ângelo                    Jarbas                          Santiago

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9
dez

O lateral Bololô

 Publicado por Carlos Zamith em Sem categoria

usando o Princesa Isabel disputava o campeonato da primeira divisão controlado pela FADA, na década de 50, uma dupla de zagueiro ficou famosa em Manaus e muito temida pelos atacantes dos times adversários. Era uma dupla respeitada, formada por Bolôlô e Valquírio, considerados jogadores violentos, principalmente o central Valquírio, um rapaz forte, brigador, olhar sério e que não perdia as divididas. Entrava sempre decidido a vencer a parada e vencia mesmo. Bolôlô era mais comedido. Jogava com alguma classe, mas também sabia bater no adversário. Sua fama de carniceiro subiu muito mais em razclip_image002ão de atuar ar ao lado de Valquírio.

João Tavares (Bolôlô) nasceu em Manaus a 24 de dezembro de 1934. Morava nas imediações da Praça D.Pedro II, na Rua Visconde de Mauá, atrás do antigo prédio da Câmara Municipal de Manaus e começou suas peladas lá mesmo no campo que revelou bons jogadores para o nosso futebol. E foi ali mesmo que João Tavares, na época muito garoto e magrinho, recebeu o apelido que carrega consigo até hoje. No seu tempo de peladas no campinho onde se localiza hoje o prédio do antigo Iapetc, jogou com Dadá, Ribas, Lidoca, seu xará João Tavares, que atuou pelo América e pelo Paissandu, de Belém, além de outros mais velhos, como Tuta, Nêgo Júlio e Catré. Bolôlô campeão 1962.

Em 1955, o desportista Almério Cabral dos Anjos, levou-o para jogar no juvenil do Olímpico permanecendo por lá durante um ano. Recebeu outro convite para ingressar no Princesa Isabel, de Jorge Bonates. Jogou apenas uma vez no time de aspirantes passando logo a titular, quando encontrou Valquírio, o goleiro Clermones, Pedro Maciel, Catita, Aderaldo, Maneca Marques, Ronaldo Barrote, Mário Costa, Barba Azul, Léo, Boró, Olinto, Selmo, Zé Sales, Franze e mais um monte de gente boa. O Princesa era um time bem ajustado, gente que corria 90 minutos por amor à camisa.

Em 1960 Bolôlô foi levado para o Rio Negro por Josué Cláudio de Souza (o pai) que fazia voltar aos gramados o seu time de futebol, afastado do futebol há 14 anos Na época trabalhava numa mercearia na Rua José Clemente com a Lobo D’Almada, atrás da Santa Casa. Ganhou logo a posição de titular, formando a zaga com Raimundo Mário ou Valdér. Como a mercearia fechou, Josué levou-o para a Rádio Difusora, dando-lhe um emprego de operador nos transmissores da emissora, onde trabalhou por longo tempo.

clip_image004Num jogo preliminar caça-níquel, contra o América, no início de 1964, Bolôlô (foto de 1992) sofreu uma grave contusão. O atacante Coelho, num lance puramente casual, caiu em cima de sua perna. Sofreu fratura da tíbia e do perônio. Na ocasião foi socorrido pelos irmãos Piola (Antônio e Edson) que jogariam pelo Fast na partida principal. Nesse mesmo dia estreava no time do Rio Negro, o armador Antero, conhecido por Marta Rocha.

Levado para o Pronto Socorro, Bolôlô foi operado pelo Dr. Jorge Aucar. Ficou parado seis meses, recebendo total assistência do seu clube. Recuperado, tentou voltar a jogar. Chegou a treinar duas vezes, mas percebeu que tinha medo e decidiu parar de vez aos 30 anos de idade. Campeão pelo Rio Negro em 1962, numa decisão com o Nacional.

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4
dez

Cine Avenida

 Publicado por Carlos Zamith em Sem categoria

Existiram em Manaus três cinemas Avenida. O primeiro durou apenas meses entre 1908-09; o segundo marcou presença em 1912; e finalmente, o mais conhecido pela sua duração e progresso, pois foi inaugurado em 1936 e desapareceu, compelido pela energia da TV, em 1973. Curiosamente, todos tiveram endereço na mesma artéria, na avenida Eduardo Ribeiro, ao longo de dois quarteirões.

A sala de exibição denominada Cinema Avenida, localizou-se junto ao famoso “Canto das Novidades”, de Andrade, Santos & Cia., (onde estiveram, pela ordem, o Bar Americano, a agência do banco Credireal de Minas Gerais e, atualmente, o C & A). Funcionou de 28 de novembro até o início de dezembro de 1909, e esteve equipada com projetores da Pathé-Fréres e Gaumont.

Três anos depois, ao lado do “Restaurant Français” (mais tarde, Bar e Sorveteria Avenida e, atualmente, Bradesco), a 20 de outubro de 1912 foi inaugurado o segundo Cinema Avenida, de J. Moraes & Cia. Empregava a orquestra regida por Landry, Campos e Pagani. Tal qual o antecessor, este também teve existência meteórica, encerrando definitivamente em janeiro de 1913.

O 3º Cine Avenida

Somente em 1935, os sócios Antônio Lamarão e Aurélio Antunes fundaram a empresa Cinema Avenida Ltda. Para isso, a empresa adquire o edifício de nº 427 da famosa avenida, onde funcionara a Manáos Arte (1926-1934), para nele instalar a sala de cinema que receberia o nome de Avenida. O estabelecimento pertencia a firma J. G. Araújo & Cia. (casa especializada na venda de artigos fotográficos, projetores Krupp Ernmann e Pathé Baby, bicicletas, pneus e representação dos automóveis Willys).

A 1º de dezembro, Lamarão inicia as obras de reforma e adaptação do edifício. Reconstruído com luxo e conforto, a pré-inauguração do cinema foi realizada à 26 de março de 1936. O evento ocorreu às 21h, em sessão especial para imprensa e autoridades, com a exibição do filme americano Voando para o Rio, estrelado pela atriz mexicana Dolores Del Rio (1905-1983), Fred Astaire (1889-1987) e Ginger Rogers (1911-1995). 

Equipado com o “moderno” sistema de projeção Wide Range, da Western Electric, que combinava som e imagem, o Avenida foi o segundo (Alcazar, o primeiro no início dos anos 30) a usar esse processo, denominado de Movietone. Dispunha de 642 lugares e, na estreia, cobrou o ingresso a 3$200 (três mil e duzentos réis). No dia 27 de março, o cine Avenida foi oficialmente aberto ao público.

Denominado pelos jornais como o “Cinema da elite manauense”, o Avenida logo se tornaria o preferido da cidade, e famoso também pela presença constante do casal Aurélio Antunes, acompanhando o movimento da bilheteria, e da sua esposa, Maria Amélia Cezar Antunes, a dona Yayá.

Tradicionalmente usando seu vestido tubinho florido e os longos cabelos negros amarrados atrás, dona Yayá era uma atração à parte. Seja pelo jeitão espalhafatoso, seja pela maquiagem exagerada que a caracterizava, com isso tornou-se bastante conhecida pelos frequentadores do Avenida. Dona Yayá contava trechos dos filmes em exibição, visando atrair os mais hesitantes em entrar, em especial, as normalistas do Instituto de Educação. Sobre essa personagem carismática, o saudoso senador Jefferson Peres (1932-2008), em seu livro Evocação de Manaus, traça um breve perfil:

“No Avenida, além do dono, tínhamos também a presença diária, obrigatória, inarredável, de sua esposa, d. Yayá. Sempre com o rosto pintado de batom e ruge de tom arroxeado, lá estava ela, infalivelmente, em todas as sessões, sentada numa poltrona de palhinha, no hall de entrada, ou debruçada no gradil, ao lado da borboleta. Às vezes, ficava à porta, procurando aliciar espectadores com a recomendação: Entre, o filme é ótimo! E ante a incredulidade do interlocutor, acrescentava: É colorido! Para ela uma prova irrecusável de boa qualidade.”

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2
dez

Praça do Congresso

 Publicado por Carlos Zamith em Sem categoria

Pouca gente conhece a denominação oficial desse logradouro que já foi Praça da Princesa Imperial, depois Praça Antônio Bittencourt, popularmente conhecida como Praça da Saúde na década de 40 e mais tarde conhecida Praça do Congresso, desde quando no local foi realizado o Congresso Eucarístico, em 1942.

UM POUCO DE SUA HISTÓRIA

Em 1908, na reunião do dia 21 de agosto da Intendência Municipal, o Intendente Carlos Studart teve um projeto de lei de sua autoria aprovado "dando a denominação de Antônio Bittencourt” a todo o quadrado existente entre as Ruas Ramos Ferreira, Monsenhor Coutinho, Tapajós e Avenida Eduardo Ribeiro e ao mesmo tempo sugerindo que a Rua “Antônio Bittencourt” voltasse a chamar-se Rua Costa Azevedo".

Quase vinte anos depois voltaram a alterar a denominação dessa Praça. O Intendente João Severiano de Souza apresentou projeto, aprovado e transformado na Lei nº. 1.477, de 16 de abril de 1928 e, numa prova de desconhecimento da denominação oficial do logradouro, propôs que a “Praça Benjamim Constant passasse a chamar-se Praça Antônio Bittencourt". Fez aquilo que já estava feito.

PRAÇA DA SAÚDE

Chegou a ser conhecida por este nome porque ali existia um belo prédio onde funcionava a Secretaria de Saúde do Estado e que infelizmente foi demolido na década de 60. No local foi construída uma agência pertencente à empresa de Correios.

PRAÇA DO CONGRASSO

O logradouro também ficou muito conhecido como Praça do Congresso, por ter sido palco do Congresso Eucarístico, fato que ensejou a construção de um monumento dedicado a Nossa Senhora, inaugurado a 31 de março de 1942. O monumento que se ergue em frente ao Instituto de Educação do Amazonas, representa a Padroeira do Amazonas, N. S. de Conceição, e também comemora o quarto centenário da descoberta do Rio Negro, em 1542, por Francisco Orellana.

A área era bem maior, foi reduzida com a construção da sede do Luso Sporting Clube, da Escola da Divina Providência e de algumas mansões, principalmente pelo lado da Rua Ramos Ferreira.

A Lei de 1996 denomina de “Antônio Bittencourt”, a Rua 05, conjunto Ajuricaba, no bairro da Alvorada.

A Praça Antônio Bittencourt, mais conhecida como praça do congresso, foi restaurada e a reinauguração aconteceu neste domingo (2).

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27
nov

O jogo que ficou na Memória

 Publicado por Carlos Zamith em Eu sou o Baú Velho, Nacional

No dia 25 de setembro de 1972, a tabela do Campeonato Brasileiro marcava o jogo Nacional x Corinthians, no estádio Vivaldo Lima. O torcedor aguardava um bom resultado, pois o Nacional vinha de um empate (3×3) em Natal, contra o ABC.

O público, 20.967 pagantes, ao término do jogo, deixou o estádio alegre desfraldando a bandeira azul e branca .Vitória do Nacional por 2×0. O grande herói da tarde esportiva foi o mineiro de São Leopoldo, Campos, pertencente ao Atlético e cedido por empréstimo ao time amazonense.

Campos marcou aos 2 minutos e repetiu aos 29, ambos no 1º. Tempo.

NACIONAL: Edson Borracha, Antônio Piola, Jurandir, Café e Almir Coutinho; Mário Vieira e Jorginho; Ismael, Lacy (Danival), Campos e Reis.

COTINTHIANS: Sidney Zé Maria, Baldochi, Luis Carlos e Pedrinho; Nelson (Lance)e Adãozinho (Vaguinho); Paulo Borges Mirandinha, Tião e Aladim.

Juiz: José Assis Aragão (SP). Auxiliares: Alexandre José Lourenço e Paulo Bernardes (AM).

DIVISÃO DA RENDA

Da renda bruta de CR$ 103.229,00, e com despesas de Cr$ 39.148,70, o Nacional faturou (60% da líquida) a soma de Cr$ 38.808,18, enquanto o Corinthians ficou com 40%, no total de Cr$ 25.872,12 além de mais Cr$ 8.000,00 referente a hospedagem da delegação.

Este é o Corinthians que perdeu para o Nacional por 2×0, em 25/09/1972.

Nos 25 jogos que disputou, o Nacional, dirigido pelo mineiro Paulo Emilio, terminou com quatro vitórias, dez empates e perdeu onze vezes.

Ganhou 18 pontos e perdeu 32. Seu ataque marcou 23 gols e sua defesa foi vazada 31 vezes.

O atacante mineiro Campos (Cosme da Silva Campos, nascido em Pedro Leopoldo/MG, em 21 de dezembro de 1952), centroavante rápido, oportunista e ótimo cabeceador, marcou no Campeonato 14 gols, pelo qual foi vice-artilheiro do Campeonato Brasileiro de 1972, disputando a artilharia com Dario Maravilha, que na época defendia o Atlético Mineiro.

Depois de encerrar sua carreira no São José, em 1984, Campos voltou a residir em sua cidade natal, Pedro Leopoldo, em Minas Gerais, onde tem uma lavanderia em sociedade com sua irmã.

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23
nov

Homenagem a Rádio Difusora – 64 anos

 Publicado por Carlos Zamith em Sem categoria

No dia 24/11/1948, a voz de Josué Cláudio de Souza, que as ondas do rádio tornaram inconfundível para os amazonenses, ganhou um tom especial de emoção, anunciando: “Está no ar a Rádio Difusora do Amazonas, estação ZYS-8, a mais poderosa da planície e a mais querida de Manaus, operando na freqüência de 4.805 kilociclos, ondasintermediárias de 62,40 metros”.

Josué Cláudio de Souza, o legendário fundador e diretor da Rádio Difusora do Amazonas, chegou a Manaus a bordo de um Catalina da Panair do Brasil, no dia 31/12/1942, invocando, como costumava dizer, as bênçãos de sua madrinha Nossa Senhora da Conceição, padroeira desta cidade. Jornalista, nascido em Santa Catarina, Josué acabava de receber de Assis Chateaubriand a missão de dirigir a única estação de rádio de Manaus, a Rádio Baré, antiga Voz da Baricéia, e o jornal mais tradicional e mais antigo do Amazonas, o Jornal do Commercio, há pouco tempo incorporados ao grande império de comunicações do Brasil daqueles tempos: a cadeia dos Diários e Emissoras Associadas do Brasil.

Parabéns a rádio difusora que completa mais um ano de boa informação. Com uma programação diversa e cheia de novidades, a rádio Difusora tem se destacado seu conteúdo jornalisto. Parabéns à família Souza.

TIME DA DIFUSORA DE 1961

Este time ganhou da Rádio Baré, em 24/11/1961, por 4×2.

TIME DA DIFUSORA DE 1964

OS NARRADORES ESPORTIVOS

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21
nov

Zé Cláudio

 Publicado por Carlos Zamith em Sem categoria

A pergunta sempre é feita para este velho cronista que tinha a mania de pesquisar coisas do futebol local. A indagação está no Blog. Ele quer saber por onde anda o antigo jogador Zé Cláudio que veio para Rio Negro no inicio da década de ‘70.

No meu arquivo, organizado desde 1962 (perdi mais de sete anos, devidos aos alagamentos na área onde resido) está dando para quebrar o galho.

José Cláudio Lucas Costa, carioca nascido em 13 de novembro de 1952, atuava nas divisões de base do Fluminense, nas Laranjeiras quando um dia apareceu por lá o diretor do Rio Negro Ponce de Leon que estava à cata de valores para o seu time.

1971 – ingressou no Rio Negro e logo depois votou ao Fluminense.

1976 – voltou ao Rio com sérios problemas de contusão no joelho e só voltou alguns anos depois e até hoje mora em Manaus, pai de três filhos, um homem e duas mulheres.

Zé Cláudio, com a nossa ajuda, lembra de um jogo dos mais importantes de sua carreira com a camisa do Rio Negro. Era o campeão de 1972, (Fasta campeão), no dia 21-05-1972 no Vivaldo Lima, com 9.820 pagantes e Zé Cláudio marcou a para Rio Negro aos 27 do primeiro tempo. Tudo parecia resolvido, mas aos 45 do segundo tempo, Ferreira (que entrara no intervalo) marcou o empate.

Nessa época, Zé Cláudio tinha como companheiros, Direi, Carlos Henrique, Adamastor, Walter Costa, Vanderlei, Garcia Santarém e Anízio.

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19
nov

Zé Carlos

 Publicado por Carlos Zamith em Sem categoria

Desde garoto ele tinha inclinação para a posição de goleiro. Aos 14 anos de idade foi apresentado ao treinador Alfredo Barbosa Filho, do Nacional, pôr volta de 1963 e logo figurou no time infantil como titular, seguindo para o quadro juvenil para se tornar bicampeão da categoria ao lado de muitos jovens que mais tarde, como ele, ganharam destaque na primeira divisão, já no profissionalismo.

José Carlos de Mendonça Filho (Zé Carlos), filho Do velho desportista Zé Pretinho que pôr muito tempo foi representante de medicamentos da firma A Benoliel e que também andou chutando a bola com a camisa do Comercial e da União Esportiva. Nascido em Manaus, a 16 de fevereiro de 1949, Zé Carlos sempre andou as voltas com a balança. Facilmente aumenta de peso e isso andou prejudicando um pouco a sua carreira de goleiro cheia de títulos no nosso futebol, numa fase em que os times locais tinham o privilégio de ter dois ou três goleiros do mesmo nível.

Zé Carlos esteve no Nacional ao lado de outro grande goleiro, o Marialvo. Depois foi para o Fast e lá encontrou Maneco e Pedro Brasil e mais tarde, voltou a ser companheiro de Marialvo na mesma equipe. Antes de encerrar a carreira, ainda jovem, teve que se contentar em ser reserva do carioca Borrachinha, na grande fase do Fast. Zé Carlos estreou no time titular do Nacional em fevereiro de 1967, mas o campeonato era do ano anterior. Foi num jogo contra o Sul América, mas no intervalo foi substituído pôr Marck Clarck. Quando saiu, o Naça perdia pôr 1 a 0 e, no final, a vitória de 4 a 1, para o “Sulão”. Um verdadeiro desastre para o Nacional.

Uma de suas maiores alegrias no futebol foi por ocasião de um jogo de campeonato de 1968 contra o Olímpico. Estava defendendo o arco do Nacional, quando houve um penal. O baixinho ponteiro Santiago cobrou a falta e ele fez uma defesa que arrancou aplausos, a ponto de receber cumprimentos do árbitro carioca José Mário Vinhas que dirigia esse jogo. Uma outra grande alegria de Zé Carlos aconteceu em 1971, no Estádio “Vivado Lima” quando a Seleção do Amazonas derrotou a do Pará, pôr 7 a 1. Nesse dia o time local formou com Zé Carlos, Antônio Piola, Tarcísio, Valter e Wanderley (Formiga); Zezinho e Mário Vieira (Ângelo); Paulo Borges, Edson Piola, Santarém e Ivo (Zé Cláudio).

OS TÍTULOS

Zé Carlos foi bicampeão juvenil pelo Nacional, em 1964 e 1965; campeão profissional ainda pelo Nacional, em 1968; bicampeão da Taça Amazonas, pelo Fast, em 1971 e 1972, revezando-se com Marialvo. Foi ganhador de dois troféus da FAF, em 1969 por ter mantido a sua meta invicta durante 540 minutos, recebendo os prêmios das mãos do Dr. Samuel do Valle. Recorda com muita saudade e época de ouro do nosso futebol, logo após o surgimento da Federação Amazonense de Futebol. Os Estádios (Parque ou Colina) sempre com boa lotação. O futebol local tinha magnifica cobertura da imprensa e até álbum de figurinhas, revistas especializadas e quase todos os jogos eram apitados pôr árbitros de outras Federações, especialmente paulistas e cariocas

Zé Carlos parou com o futebol profissional em 1973. Formou-se em Educação Física e desde 1974 atuava na Escola Técnica Federal do Amazonas, por onde se aposentou em 1995.

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12
nov

Denominações de Ruas

 Publicado por Carlos Zamith em Sem categoria

A correção das denominações das ruas de Manaus continua a desafiar as autoridades municipais e há muitos anos que não se move uma palha para a revisão dos erros nas colocações de placas em locais indevidos e que se encontre um meio de evitar a duplicidade de nomenclaturas.

O problema é velho, vem de muitos anos porque os legisladores municipais, certamente para mostrarem trabalho ou para se tornarem simpáticos os parentes de determinadas figuras, vivem mudando as denominações constantemente.

É justo ressaltar que a Câmara Municipal na legislatura de 1992 procurou não mexer no assunto. Pelo contrário, foi neste período que se corrigiu, através do ilustre Vereador Jefferson Peres, a velha e combatida troca do nome da Rua Tapajós para Rua Portugal, que vinha com esse nome desde 1950. Com a iniciativa daquele edil, a Tapajós é mesmo Rua Tapajós.

Proibição

Mas o problema é tão antigo que numa reunião da Câmara em 1929, o Intendente (hoje é Vereador), Júlio Verne de Mattos Pereira – avô paterno do ex-Senador Arthur Neto e Prefeito eleito de Manaus apresentou um projeto de Lei "proibindo terminantemente a partir do dia primeiro de julho daquele ano, a mudança das denominações das ruas de Manaus".

O projeto, transformado em Lei e jamais foi obedecido.

Tanto é que o então vereador Coronel Sérgio Pessoa Neto, em reunião da Câmara Municipal, em setembro de 1937, fez a mesma coisa, apresentando projeto de Lei "proibindo pelo espaço de 25 anos, a mudança, sob qualquer pretexto, das atuais denominações das ruas, praças e logradouros públicos de Manaus".

Justificou o Coronel Sérgio, que as mudanças, além de acarretarem prejuízos aos cofres municipais, causam incômodos e embaraços aos empregados dos Correios, aos escrivões, a polícia e, principalmente ao comércio, que precisam saber o nome que tem determinada rua ou praça".

Na década de 70, quando estava com assento à Câmara Municipal, o radialista Davi Rocha também apresentou idêntico projeto em razão do grande número de proposições que pediam a troca de nomes, como das ruas Dez de Julho, Saldanha Marinho e outras. Esse projeto recebeu total apoio do relator da Comissão de Constituição e Justiça, o vereador Raimundo Sena que, depois de ampla explanação, conseguiu a adesão de seus pares, mas no seio da Comissão seguinte, o projeto Davi Rocha foi engavetado, apesar de seus repetidos pedidos para que voltasse à pauta dos trabalhos.

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8
nov

Donizeti

 Publicado por Carlos Zamith em Sem categoria

No inicio desta semana, dando uma volta pelo bairro de São Raimundo tendo ao volante meu filho Carlyle, aviste-o caminhando pela Rua 5 de setembro o antigo Jogador de futebol Donizeti que veio para Manaus no inicio da década de 90 e por aqui ficou. Tivemos um rápido bate-pato e ele, Donizete, falou: Continuo na terra que é um lugar com demais.

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DONIZETI (Renato Donizeti Lopes)

Nascido em Rio Claro, SP – 26-01-1972.

Começou em escolinha no interior paulista

Tornou-se profissional na Ponte Preta, após fazer um teste.

1992 – Veio para o Sul América, (CAMPEÃO),estreando dia 29-07, contra o Fast e venceu por 2×1.

1993- Voltou a São Paulo, mas logo retornou a Manaus.

1994- Outra vez em São Paulo jogando pelo Rio Branco de Andradas e retornou a Manaus no mesmo ano.

1995 – Volta ao Rio Branco de Andradas.

Em 1996 voltou a Manaus para defender o Nacional.Estreou contra o Rio negro em 09-06 e venceu por 2 x 1.

1996 – Nacional estréia contra o Rio Negro e venceu 2×1, 9-6-96 – Campeão.

1997- São Raimundo (Campeão) estreou contra P. Solimões e perdeu 0×1, em 14-08-1997.

1998 – São Raimundo – campeão

1999 – São Raimundo – campeão

2000 – São Raimundo- vice-campeão

2001 – São Raimundo- vice-campeão

2002 - São Raimundo.

2004 – Nacional

2005 – Grêmio Coariense (campeão)

2006 – Grêmio Coariense.

2007 – Rio Negro

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