6
fev

Monumentos Históricos

 Publicado por Carlos Zamith em Monumentos Históricos

Andei pesquisando e encontrei mais de vinte prédios que através de atos publicados no Diário Oficial foram tombados como Monumento Histórico do Estado do Amazonas, que seguem:

Biblioteca Pública – Rua Barroso

Colégio Amazonense Pedro II

Prédio onde foi a sede do Quartel da Polícia

Igreja Santo Antônio – Cachoeirinha

Igreja N. S. dos Remédios

Igreja São Sebastião

Catedral N. S. da Conceição

Estação da Castelhana

Faculdade de Direito – Praça dos Remédios

Grupo Escolar José Paranaguá

Grupo Escolar Saldanha Marinho

Grupo Escolar Nilo Peçanha

Grupo Escolar Euclides da Cunha

Grupo Escolar Barão do Rio Branco

Grupo Escolar Ribeiro da Cunha

Penitenciaria Raimundo V. Pessoa

Relógio Municipal

Cemitério de São João Batista

Ponte Benjamim Constant

Agência dos Correios – Marechal Deodoro

Centro de Conveniência do Idoso – LBA.

3
fev

ACLEA – 56 anos

 Publicado por Carlos Zamith em Aclea - 56 anos

No final do ano de 1955, surgiu a idéia de se organizar uma Associação de cronistas esportivos. Os mais entusiasmados com a criação da entidade eram os velhos cronistas Irisaldo Godot, Flaviano Limongi, Jayme Rebelo, Leal da Cunha e o desportista Luiz Gonzaga de Souza.

Reuniões preliminares foram realizadas na redação de O Jornal, na Avenida Eduardo Ribeiro, onde Godot exercia a atividade de Secretário e editor esportivo, além de dirigir a Imprensa Oficial.

O futebol em Manaus vivia praticamente parado. Os jornais e as rádios davam destaques aos acontecimentos de São Paulo e do Rio de Janeiro, principalmente. Os cronistas locais acharam que era hora de se dar maior cobertura ao nosso futebol e mais apoio ao presidente da FADA, dirigida por Laércio Miranda.

O INÍCIO

clip_image002Inicialmente foram ouvidos os diretores dos jornais e das emissoras de rádio. Epaminondas Barahuna (O Jornal do Comércio e Rádio Baré); Umberto Calderaro Filho (A Critica); Aguinaldo Archer Pinto (O Jornal e Diário da Tarde); Áugias Gadelha (A Gazeta); Aristophano Antony (A Tarde); Josué Cláudio de Souza, Ismael Benigno (Radio Diufusora) e Charles Hamu (Rádio Rio Mar), os quais foram unânimes em apoiar a idéia, franqueando de imediato, as páginas de seus jornais e os espaços nas emissoras para a cobertura dos esportes local, inclusive com transmissões do Parque Amazonense todos os domingos, coisa até então rara.

Das reuniões iniciais na redação de O Jornal ou no inacabado auditório da Rádio Baré em que eram utilizados os velhos e incômodos bancos da antiga Maloca dos Barés, para assistir às preleções de Godot, Limongi e Gonzaga, a turma foi parar no bem cuidado auditório da Associação Amazonense de Imprensa, que ficava na esquina da Rua 24 de Maio com a Avenida Eduardo Ribeiro, cedido pelo seu presidente, jornalista Aristophano Antony que considerou a condição dos cronistas esportivos, como sócios dessa entidade.

FUNDAÇÃO

Os trabalhos de organização continuaram em ritmo febril no início de 1956, num destacado e exaustivo trabalho de Irisaldo Godot. Exatamente no dia 5 de fevereiro de 1956, estava finalmente fundada a Associação dos Cronistas e Locutores Esportivos do Amazonas (ACLEA), ato levado a efeito na própria sede da Associação Amazonense de Imprensa. Foi uma noite muito festiva com a mais perfeita harmonia entre os cronistas, dirigentes de jornais e emissoras de rádio, com muito salgadinho, vinho e até uísque, tudo conseguido de “beiço” junto ao comércio local.

OS FUNDADORES

A ACLEA, ao ser fundada, tinha 27 sócios todos em atividade nas emissoras de rádio ou na redação dos jornais. Dos fundadores, já nos deixaram e por isso vai a nossa homenagem:

Irisaldo Godot, Guataçara Mitoso, Mansuêto Queirós, Miranda Braga, José Cidade de Oliveira, João Bosco Ramos de Lima, Bianor Garcia, Jayme Rebelo, Gebes Medeiros, Josaphat Pires, Rômulo Gomes, Belmiro Vianez, José Ribamar Coelho, David Pinto, Djalma Dutra, Raimundo Parente de Araújo e Luiz Saraiva.

A POSSE

clip_image004

Leonardo Parente (A Gazeta), Petrarca Vieira (Jornal do Comércio), Guataçara Mitoso (A Tarde), Irisaldo Godot (O Jornal e Diário da Tarde), Gebes Medeiros (Rádio Difusora), Flávio de Souza (Rádio Baré), Edson Paiva (Rádio Rio Mar), Flaviano Limongi (A Critica) e Wuppslander Lima, o primeiro locutor esportivo do Amazonas.

A PRIMEIRA DIRETORIA

Presidente: Irisaldo Godot, (O Jornal e Diário da Tarde);

Vice-Presidente: Flaviano Limongi, (A Critica);

1º Secretário: Petrarca Vieira, (O Jornal do Comércio);

2º Secretário: Sérvio Nina (Diário da Tarde);

Tesoureiro: Guataçara Mitoso (A Tarde)

Adjunto de Tesoureiro: Carlos Zamith (Radio Rio Mar).

clip_image006GODOT O PRIMEIRO PRESIDENTE

Os trabalhos de organização continuaram em ritmo febril no início de 1956, num destacado e exaustivo trabalho de Irisaldo Godot.(foto). Exatamente no dia 5 de fevereiro de 1956, estava finalmente fundada a Associação dos Cronistas e Locutores Esportivos do Amazonas (ACLEA), ato levado a efeito na própria sede da Associação Amazonense de Imprensa. Foi uma noite muito festiva com a mais perfeita harmonia entre os cronistas, dirigentes de jornais e emissoras de rádio, com muito salgadinho, vinho e até uísque, tudo conseguido de beiço junto ao comércio local.

30
jan

DROGARIA ROSAS – FIM DE UMA TRAADIÇÃO

 Publicado por Carlos Zamith em Drogaria Rosas

Publicado em A Critica, de 27-04-1989 (Carlos Zamith)

 clip_image002clip_image004

José A. Oliveira o 1º. gerente                            Fernando Costa – ultimo gerente

A tradicional Drogaria Rosas encerrou suas atividades em 27 de abril de 1989, após 56 anos de existência.

COMO SURGIU

Foi uma idéia do Comendador Joaquim Gonçalves de Araújo (JG), nascido em Portugal na Povoa do Varzim (14-02-1860+21-03-1940) e que aqui chegou ainda muito jovem com vontade de trabalhar e vencer. E fez as duas coisas.

Trabalhou, construiu um imenso patrimônio, ofereceu emprego aos amazonenses e a seus conterrâneos que aqui vinham em busca de trabalho.

clip_image006Um dia, o também português José Alves de Oliveira,(foto) que por igual veio muito jovem para Manaus, empregou-se na Drogaria Universal (Rua Marechal Deodoro onde está a Sapataria Clarck) como auxiliar da firma que ainda tinha a denominação de Paulo Levy. Aos poucos, Zé Preto, como era conhecido o José Alves de Oliveira, foi galgando outros cargos até chegar ao de chefe do setor de aviamentos.

Um dia, também, o Zé Preto teve um entrevero com um dos dirigentes da Drogaria Universal e por isso vestiu o paletó, botou o chapéu na cabeça e foi embora. Deixava a casa onde trabalhou durante 26 anos e sem direito a nada pois naquele tempo não funcionava a pleno o Instituto que se chamada de Inamps.

Ficou pouco tempo desempregado. O velho JG mandou chama-lo e fez a proposta: “veja o que é preciso para montar uma drogaria”. Era a meta do bondoso velhinho que procurava sempre aumentar o seu patrimônio.

Estava tudo pronto. No dia 31 de janeiro de 1933, um domingo pela manhã, alguns operários estavam colocando a placa de fundo azul e letras em branco e duas cruzes em vermelho nas pontas, com o nome “Drogaria Rosas” atravessando a rua.

No dia seguinte, 1º. de fevereiro, numa segunda-feira, na Rua Marechal Deodoro no. 206 (onde hoje existe a Jumbo III e uma casa de calçados da Veleiros), era inaugurada a mais nova casa comercial da firma J.G. Araújo.

Freqüência em grande número, pois foi um montado um esquema que deu certo: qualquer produto custava 200 reis mais barato daquele praticado pela “adversária” Drogaria Universal.

Lembro-me de alguns poucos funcionários da inauguração. Além do gerente, José Alves de Oliveira, o Zé Preto, faziam parte Antônio Ferraz que morava no Boulevard Amazonas, o Mário Santos e o Carlos Tomé.

clip_image008Dois anos após a inauguração, O gerente Zé Preto adoeceu e foi obrigado a viajar para Portugal (foto) em busca de melhoras. Para seu lugar foi escolhido outro lusitano, Francisco Garcia que exercia atividades na Drogaria do Carvalhais e que ficou quase 20 anos como gerente, uma vez que Zé Preto, embora voltando a Manaus, não mais pôde trabalhar, vindo a falecer no dia 16 de janeiro de 1936, na casa no. 157, da Rua Dez de julho.

Na época de Francisco Garcia, a Drogaria Rosas contava com uma dupla de balconistas das mais eficientes e querida da freguesia: Fernando Magro e Raimundo Limonada, apelido dado pelos próprios colegas pelo fato de ser ele o único aplicador de injeções e de recomendar remédios aos seus clientes e sempre acertava em cheio. Eles comandavam o movimento de atendimentos.

Em 1938, minha mãe sem recursos e enfrentando sérias dificuldades, pois ficou viúva com seis filhos menores, recebeu a benção do velho JG., ganhando casa de graça para morar e emprego (com saída de Rosa Bessa) como caixa recebedora e para mim, um guri com 12 anos de idade na mesma Drogaria Rosas, fundada pelo meu pai.

Outros servidores foram contratados para substituir os que iam saindo ou pela ampliação dos negócios: Fernando Costa que passou a ser chamado de Fernando Gordo, Antônio Centeio, Norberto, Joaquim Loureiro, Alfredo Monteiro, Ruiter Simões que se juntaram ao Fernando Magro e ou Raimundo Limonada, este um dos bons remadores do Ruder Clube.

clip_image010

O autor, já balconista e ao fundo o Raimundo Limonada.

Outros gerentes passaram pela Drogaria: depois de Zé Preto e Francisco Garcia, veio Serafim Loureiro, Jorge Baird, Joaquim Araújo (neto do bondoso JG) e por último Fernando Rodrigues da Costa, um antigo torcedor do Rio Negro, no futebol.

Está no batente, há 49 anos como funcionário, pois começou em 1939 e há 20 anos está na gerência. Aposentou-se, mas fez novo contrato com a firma e agora, com 65 anos de idade, parou.

MUDANÇA

clip_image012

No dia 1º. de julho de 1957, a Drogaria Rosas saiu da casa 206 da Rua Marechal Deodoro para ocupar o prédio, que antes fora a Casa Mandarim e um pouco antes, na parte baixa a Alfaiataria Poli .

Dos atuais servidores da Drogaria Rosas, apenas Fernando Costa e Maria Denise são remanescente do antigo prédio. Outras estão por lá há algum tempo, como Nely, Nazaré, Marilia e Lourdes, as quais ainda não sabem o rumo que vão domar juntamente com outros 22 funcionários.

Maria Denise lembra que quando ingressou na Drogaria, ainda na Marechal Deodoro, era jovem e trabalhou com o Fernando e o Raimundo Limonada. É casada e tem cinco filhos. Foram 34 anos de serviço à frente de um balcão, Está aposentada e tinha novo contrato, mas acredita que ainda pode voltar a trabalhar no mesmo ramo porque precisa melhorar o seu orçamento mensal.

OUTRAS QUE FECHARAM

A Drogaria Rosas durou 24 anos na rua Marechal Deodoro, 206 e 32 anos na Quintino Bocaiúva. É o fim de mais uma tradicional casa comercial de nossa cidade. É a quarta grande Drogaria a desaparecer: primeira a Universal, depois a Fink, mas tarde a Comercial, além das farmácias que também fecharam suas portas, como Studart, Costa, Lopes, Bastos, Pasteur, Osvaldo Cruz, Glória, Moderna, Barreira, Normal, -ex-Borba e até a pequena e desfalcada Farmácia Ferreira, no Alto de Nazaré.

29
jan

Praça da Saudade

 Publicado por Carlos Zamith em Logradouros históricos

Batizada pelo povo de Saudade, assim é conhecida e assim ficará para sempre embora seu nome oficial, em Lei aprovada mudasse para Praça 5 de Setembro.

A Praça da Saudade foi inaugurada em 1865 e inicialmente era conhecida como Largo da Saudade. Seus limites eram desde o antigo cemitério velho chamado de São José (nome também do primeiro bairro de Manaus) – localizado onde atualmente é a sede do Atlético Rio Negro Clube até o Instituto de Educação do Amazonas (local onde seria construído o palácio do governo). Um dado curioso da praça registra que na época do governo provincial do Presidente Francisco José Furtado em 1858, o cemitério foi cercado e a praça não passava de um largo com pouca arborização. Então em 1865, foi proposta pela Câmara Municipal a construção da praça e a proposta de se oficializar o nome de praça da Saudade.

Num trabalho do setor de Comunicação da Prefeitura Municipal, há um registro de que o nome Praça da Saudade foi dado em julho de 1867, por sugestão do vereador Antônio Davi Vasconcelos Canavarro, apoiado pelos seus colegas João Inácio Rodrigues, Clementino Guimarães, Guilherme Moreira, José Antônio Barroso, Henrique Antony, Francisco José da Silva Ramos e Francisco Antônio Monteiro Tapajós. O trabalho cita que antes a referida praça tinha o nome de 5 de Setembro.

Passou à denominação de praça em 1897, mas só em 1932, de acordo com registros documentais, veio adquirir corpo e forma, na gestão de Emmanuel Morais com a construção de jardins e passeios. O cemitério nesta época já havia sido fechado. Após a demolição, os restos mortais que haviam no local foram transferidos para o São João Batista. Em 1938 teve seu traçado original modificado e seus canteiros foram renovados com a colocação de vegetação exótica, mas as estátuas de bronze que representam os homens primitivo e moderno só foram colocadas em 1963, época em que foram retiradas as pérgolas laterais.

Nas pesquisas que realizei, verifiquei que através da Lei nº 1.477, de abril de 1928, a Praça da Saudade passou a denominar-se de Praça Washington Luis, em ato que foi assinado pelo presidente da Intendência, Sérgio Rodrigues Pessoa.

Depois de alguns anos, exatamente em setembro de 1937, numa das reuniões da Câmara Municipal que funcionava nas dependências da antiga Escola Normal, Quartel da Polícia Militar do Estado, o Intendente Sérgio Rodrigues Pessoa apresentou Projeto de Lei mudando uma vez mais a denominação da Praça da Saudade (embora oficialmente com o nome de Washington Luís) para Praça 5 de Setembro. O projeto aprovado e transformado em Lei com apenas um artigo, portanto, ARTIGO ÚNICO, com esta redação:

"A atual Praça da Saudade passa a chamar-se de hoje em diante e para sempre, Praça 5 de Setembro, revogam-se as disposições em contrário".

A Lei foi assinada pelo presidente da Câmara, Lucano Antony e pelo Secretário Ranulfo Lima Bacuri. Eram vereadores na época, Luiz Almir do Vale Corrêa, Oscar da Costa Rayol, Augusto César Fernandes, Azemar Damasceno Couto, Sérgio Pessoa, os presentes à reunião. Faltou no dia da aprovação do projeto, o Vereador Cursino Dias Gama. A Lei recebeu o número 225, de 6 de setembro de 1937.

Mesmo depois de aprovada, foram feitas algumas críticas a Lei, condenando, principalmente, as constantes mudanças das nomenclaturas de nossas ruas, praças e avenidas. Na reunião do dia 13 de setembro, sete dias após a promulgação da Lei, o Vereador Sérgio Rodrigues Pessoa voltou a se pronunciar sobre a sua proposição dizendo:

"Meu único fim apresentando o Projeto mandando restabelecer a denominação da Praça 5 de Setembro, que cerca de 40 anos já tinha essa denominação, é que pela Lei nº. 1.477, de abril de 1928, foi substituída para Washington Luís, e pelo Decreto nº 01 de 1930, foi mudada para Getúlio Vargas e que no ano seguinte, pelo Decreto nº 49, voltou a ser denominada de Praça da Saudade, enquanto o nome de 5 de Setembro foi levado para um beco ao lado da Igreja dos Remédios. Este foi o motivo que me levou a apresentar o projeto, hoje lei nº 225, em desagravo a data de maior júbilo para o Amazonas”.

Ao concluir sua justificativa, disse o Vereador Sérgio Rodrigues Pessoa:

"Outro intuito não podia ter, pois desejo seguir as pegadas do benemérito governador do Estado, Dr. Álvaro Botelho Maia, que em carta muito gentil a esta Câmara desistiu da homenagem que a mesma queria prestar-lhe dando o seu nome a uma das ruas do subúrbio desta capital por ser contrário a estas homenagens a pessoas vivas".

A atitude do Intendente Sérgio Rodrigues Pessoa decorreu em razão da aprovação da Lei nº 1.401, de 26 de abril de 1927, assinada pelo Dr. José Linhares de Albuquerque, presidente da Intendência, dando a denominação de rua Coronel Sérgio Pessoa ao trecho da rua, sem nome, ao lado direito da Igreja dos Remédios.

O nome oficial de praça 5 de Setembro, portanto é em homenagem a data da elevação do Amazonas à categoria de Província e uma homenagem a Tenreiro Aranha que tanto lutou pela emancipação do Grão-Pará. Portanto, o nome oficial nunca se tornou popular. O certo é que mesmo o nome oficial estando inscrito na placa da estátua de Tenreiro Aranha, o manauense a conhece apenas por Praça da Saudade.

Finalmente, a Lei número 343/1996, manteve a denominação de Praça da Saudade.

A Praça da Saudade foi reinaugurada na administração do Prefeito Amazonino Mendes. Sua restauração começou na administração anterior, do Prefeito Serafim Correa e era um desejo do saudoso Senardor Jefferson Peres de ver a Praça no seu projeto original.

Tags:

27
jan

Goleadas do Sul América

 Publicado por Carlos Zamith em Sul América

Escudo SA originalTorcedores do Sul América sempre lembram a grande vitória de 8 a 0, de seu time contra o São Raimundo e há algum tempo atrás, a sua sede chegou a ostentar uma faixa relembrando o grande feito.  Mas isso era quando existia uma boa rivalidade entre os dois clubes.

Recordando a grande vitória, tenho os detalhes do jogo:

Sul América 8 x São Raimundo 0
Junho de 1957. Local: Parque Amazonense .
Gols: Chicão 3, Ney 2, Tota 2 e Alemãozinho.

SUL AMÉRICA: Sandoval e Almir Macarrão; Zamundo, Sula e Carrapeta; Alemãozinho, Chicão, Ney, Assis e Tota.

Os adeptos do São Raimundo, no entanto, não dão muita importância a esse jogo, porque na verdade era apenas um amistoso e ainda alegam que o seu time não jogou com todos os titulares (o que não tenho como provar).

E sempre lembram os sãoraimundenses, das boas vitórias de seu time, valendo pontos. Eis:

18/09/1960 – São Raimundo 5 x Sul América 1
07/10/1971 – São Raimundo 5 x Sul América 0
26/07/1999 – São Raimundo 6 x Sul América 2

A mais recente:
21/04/2001 – São Raimundo 6 x Sul América 1

Chicão Sul AméricaGOLEADA HISTÓRICADO “SULÃO’
Pelo turno de classificação do campeonato oficial de 1959, aconteceu a maior goleada até então registrada nos arquivos do nosso futebol. O caso foi assim:

 O Guarani, havia subido à Primeira Divisão na temporada de 59 e caiu logo para o campeonato seguinte.

07/06/1959 – SUL AMÉRICA 16 x GUARANI 0
Local: Colina.  Renda: C$ 1.440,00.

Gols: Chicão (foto) 7, Milton Prudente 4, Zamundo 2, Sula, Assis e Azedo, um cada. O primeiro tempo terminou em 5×0.

SUL AMÉRICA: Wilson, Almir Macarrão e Amor; Zamundo, Sula e Carrapeta; Assis, Chicão, Milton Prudente, Evilázio Soares e Azedo.

AS FOTOS:
Infelizmente não tenho fotos dos acontecimentos registrados aqui. É que na área onde resido, há algum tempo, sempre nos meses de março e abril, devido às chuvas temos problemas de alagamento. Por isso, tenho sofrido perdas inestimáveis.

23
jan

Morre Santiago

 Publicado por Carlos Zamith em Morre Sabtiago

clip_image002 O blogueiro Walter Azevedo, dá a notícia da morte do ex-ponta Santiago, que foi campeão em Manaus pelo Olímpico e pela Rodoviária.

Ressalta que Santiago morreu no último dia do ano de 2011. (Na Foto, Gilberto e Santiago).

No arquivo do Baú Velho consta que Santiago veio do futebol paraense, inicialmente para defender o Olímpico, em 1967, pelo qual foi campeão ao lado de Faustino, Russo, Sales, Irailto, Cascadura, Gilberto, Xerém e outros.

No Olímpico Santiago jogou ainda em 1968, transferindo-se para a Rodoviária, estreou contra o Rio Negro e venceu por 3×2. Na Rodoviária ficou até 1973.

No ano seguinte, defendeu o Sul América, esteando com o Rio Negro em 10 de agosto, perdendo por 2×0. No time da Colina ficou até 1975.

clip_image004

Time do Sul América de 1975. Em pé: Orlandino, Botica, Tição, Maravilha, Milão e Zequinha. Agachados: Wilkens, Silva, Mário Bacuri, Luluca e Santiago.

Página 1 de 5712345...102030...Última »