29
mai

Teixeirão surpreendido

 Publicado por Carlos Zamith em Política

TeixeirãoTEIXEIRÃO (*01/06/1921 +28/01/1987) estava em pleno exercício da função de Prefeito de Manaus, aplaudido pela população em qualquer ponto da cidade, quando foi surpreendido com a sua exoneração no dia 15 de março de 1979.

Só tomou conhecimento do ato do governo, através do Diário Oficial do Estado, que publicou o Decreto. O fato tomou de surpresa não só o Prefeito, como os funcionários do município, Vereadores e toda a população manauára.

Mesmo exonerado, Teixeirão permaneceu no cargo até o dia 21 de março, seis dias após, quando teve confirmação oficial de sua exoneração.

No dia seguinte, assumia os destinos da Prefeitura, o Vereador Raimundo do Vale e Sena, na condição de Presidente da Câmara Municipal de Manaus e amigo particular de Jorge Teixeira.

Raimundo Sena ficou no cargo até a posse do novo Prefeito, nomeado pelo governador José Lindoso, o economista José de Oliveira Fernandes, o que ocorreu no dia 02 de abril de 1979.

Teixeirão, como era carinhosamente chamado pela população, oficial do Exército, comandante do Colégio Militar e vice-presidente da Federação Amazonense de Futebol (FAF) foi o responsável pela total recuperação do Estádio “Ismael Benigno”, durante sua administração com recursos de órgãos federais.

Jorge Teixeira, nascido em 01-06-1921, em General Câmara –Rio Grande do Sul, faleceu na cidade do Rio de Janeiro no dia 28 de janeiro de 1987, aos 66 anos, vítima de câncer.

O Jornal A Critica de 29-01-1987, fez este registro:

Teixeirão 2Faleceu no Rio de Janeiro, Jorge Teixeira de Oliveira onde se encontrava ultimamente realizando tratamento intensivo contra um câncer, que no final o levou a morte.

Em Manaus foi comandante do Centro de Instruções de Guerra na Selva, fundador e incentivador do Colégio Militar de Manaus e no período de 1975 a 1979, durante o governo do ministro Enok Reis, prefeito de Manaus onde se destacou como administrador dinâmico e moderno.

Entretanto o, que mais marcou em toda a sua vida pública foi o progresso que levou o antigo Território Federal de Rondônia,
desenvolvendo uma administração moderna que culminou com a transformação do Território no mais novo Estado da Federação.

RAIMUNDO SENA

Na condição de 1º. Vice-presidente da Câmara, período de 1977/1978, em várias oportunidades assumiu a Presidência do Poder Legislativo quando também chegou a ocupar o cargo de Prefeito de Manaus, em virtude do impedimento do Vereador Josué Filho, então Presidente da Câmara e candidato a Deputado Estadual.

No período de 1979-1980, Raimundo Sena, como Presidente do Legislativo Municipal, assumiu os destinos da Prefeitura em trinta (30) oportunidades.

1978 – Assumiu a Prefeitura em seis (6) oportunidades;
1979 – Assumiu a Prefeitura em treze (13) oportunidades;
1980 – Assumiu a Prefeitura em onze (11) oportunidades.
TOTAL COMO PREFEITO: – 30 dias.

27
mai

0 “SULÃO” DE 1968

 Publicado por Carlos Zamith em Sul América

Em 1968, o Sul América conseguiu armar um time que cumpriu regular desempenho no campeonato. Trouxe para sua equipe alguns militares que serviam em Manaus e se não chegou onde queira, a conquista de um título, pelo menos não decepcionou por completo.

Dentre os que foram “pescado” pelo “Trem da Colina”, estava o lateral Jorge Frederico, que vive em Campinas-SP e acompanha ainda o futebol amazonense, através do Baú Velho.

Sul América1968
Sul América de 1968: Maciel, Henrique, Negão, Nezinho, Nazaré e Frederico. Agachados: João José, Nonato, Dulcio, Botica e Hamilton.

Prezado Frederico:  tenho lembrança pois há registro nos meus alfarrábios, da sua passagem pelo Sul América nos anos de 68-69. Lá há registro da sua estréia, no dia 6 de maio de 1968, contra o São Raimundo, na Colina, jogo apitado pelo carioca Carlos Floriano Vidal e assistido por 3.167 pagantes. O Sul América, perdeu por 2×1. Santarém fez os dois do São Raimundo e Nonato marcou para o Sul América que jogou assim: Negão, Maciel, Nazaré, Nezinho e Frederico; Roberto e Dulcio; Nonato, João José (Júlio), Botica e Joãozinho.

Do elenco do Sul América dede 1968, faziam parte ainda, Petita, Babá, Altino, Milton, Cruz, Raul Torbes (que hoje vive em Vila Velha –ES), o goleiro Miramar, ainda em Manaus, Mário Jorge, Jardes,

Em 1969, seus companheiros eram outros, pois vários jogadores vieram de Belém para reforçar o time e foi um verdadeiro fracasso. Constam os nomes, dos goleiros Marcus (já falecido). Garcia e Gaguinho, de J. Alves, Caramuru, Gonzaga, Sena, Julião, Luizinho, Silva, Luis Darque, Fiel, Del Vechio, Jonas e Edson Ângelo.

25
mai

Rua Tabelião Lessa

 Publicado por Carlos Zamith em Ruas de Manaus

A Rua Tabelião Lessa, de apenas uma quadra, fica localizada ao lado do edifício do Mercado “Adolpho Lisboa” entre as Ruas dos Barés e Barão de São Domingos.

A denominação foi dada por iniciativa do Intendente Fulgêncio Martins Vidal, na reunião do dia 19 de março de 1918, conforme consta do livro de Atas da Câmara Municipal, de nº 04, página 248.

O autor da propositura, na ocasião, lembrou das qualidades superiores de caráter do coronel Manoel Antônio Lessa, bem como dos serviços por ele prestado à Nação, ao engrandecimento do Estado e como incansável defensor dos direitos dos pequenos e pobres lavradores amazonenses.

O autor apresentou ainda alguns considerandos ao seu projeto:

Considerando que se tem dado denominação há algumas ruas desta cidade com nomes de respeitáveis individualidades que muito labutaram pelo ressurgimento deste município;

Considerando que o pranteado Tabelião Lessa, desde 1863 vinha trabalhando ao lado dos que lutaram pelo engrandecimento desta Manaus, como certo as notícias editadas pelos jornais desta cidade por ocasião do seu passamento;

Fica denominada de Rua Tabelião Lessa a antiga travessa sem nome ao lado do edifício do Mercado Publico, começando da Rua dos Barés e terminando à margem esquerda do Rio Negro.

O Projeto foi aprovado pelo Presidente da Intendência, Dr. Jerônimo Ribeiro, transformando-se na Lei número 923, de 20 de março de 1918. Denominação mantida.

22
mai

Homenagem a Orlando

 Publicado por Carlos Zamith em Cotidiano

Orlando Rebelo 1O Governo do Estado, através da Secretaria de Esportes do (Sejel), dirigida pelo professor Julio César Soares, prestará homenagem ao comentarista Orlando Rebelo, falecido no último dia 10 de abril.

O acontecimento está marcado para o próximo dia 29 (sábado), às 15,30, quando será inaugurado o Centro Comunitário e Desportivo do Japiim, que levará o nome de Orlando Rebelo, num justo reconhecimento a um desportista que dedicou sua vida ao esporte amazonense, como atleta e cronista.

CAMPEÃO

O Rio Negro foi o campeão da cidade, em 1962 ao derrotar o Nacional na final, por 2 a 1, no Parque Amazonense (12-01-1963), num jogo em que Lacinha foi expulso logo aos 16 minutos e substituído por Luizinho com a anuência do árbitro Dorval Medeiros e Orlando Rebelo participou com destaque nessa decisão.

O time campeão: Pedro Brasil, Bolôlô e Mário; Fernando, Catita e Eudóxio; Horacio, Thomaz, Airton, Dermilson e Orlando Rebelo.

CONTUSÃO

No jogo pelo terceiro turno do campeonato (10/11/1963), na Colina contra o Labor, Orlando sofreu grave contusão no joelho que o obrigou ir ao Rio de Janeiro para se tratar com o médico. Lídio Toledo. Voltou recuperado, mas indeciso e por isso, decidiu deixar o futebol profissional.

Em 1994, convidado por Waldir Correa, Orlando passou a fazer parte da equipe da Rádio Difusora, onde permaneceu até 2009, sempre ao lado do narrador Arnaldo Santos, afastando-se dos microfones devido seu estado de saúde.

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