28
ago

Papagaio de Papel

 Publicado por Carlos Zamith em Cotidiano

Recebo mensagem de um blogueiro que já foi Vereador e pede pra seu nome não ser revelado, por enquanto, dizendo que estão falando com certo estardalhaço sobre um projeto que está tramitando ou já foi aprovado pela Câmara Municipal de Manaus, relacionado com Pipa ou Papagaio de Papel com linha de cerol.

Diz o blogueiro que os senhores Vereadores deveriam ter mais cuidado na elaboração das Leis, verificando se existe alguma coisa sobre o tema, para evitar de fazer aquilo que já foi feito.

Revela que na sua época uma Lei foi aprovada (e não foi revogada) disciplinando a brincadeira do Papagaio de Papel, determinando locais apropriados e proibindo o uso de cerol. O que falta é a Prefeitura fazer cumprir a Lei e se alguma coisa nova surgir, é só elaborar emenda e anexar a Lei já existente. Fica mais fácil. O resto é perda de tempo, diz o ex-edil.

25
ago

Nacional pela primeira vez

 Publicado por Carlos Zamith em Nacional

No ano de l973, o Nacional, campeão amazonense do ano anterior, participou pela primeira vez do Campeonato Brasileiro de Futebol reunindo os campeões de cada Estado. Foram 26 times na disputa promovida pela CBF.

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Nacional, dirigido pelo técnico Paulo Emilio, estreou na competição contra o Bahia, em Salvador. Resultado de 1 a 0, para os baianos, até que foi bem recebido pelos adeptos do time local. Final, era a primeira vez que o Nacional jogava em Salvador contra um adversário de boa categoria técnica.

Os concorentes

Os 26 times que disputaram a competição: Nacional, Bahia, Flamengo –RJ, Vasco, ABC, Corinthians, Internacional, São Paulo, Portuguesa de Desportos, America–RJ, Ceará, Santa Cruz, CRB, América–BH, Coritiba,

Vitoria, Palmeiras, Sergipe, Clube do Remo, Náutico, Grêmio, Cruzeiro e, Fluminense,

Jogo de estréia

10-09-1972 – Bahia 1 x 0 Nacional- Árbitro: Carlos Costa.

Pagantes: 17.815. Gol de Natal, aos 32 do 2º. tempo.clip_image004

Nacional – Edson Borracha, Antônio Piola, Jurandir, Mesquita (Luis Carlos) e Almir Coutinho; Danival e Jorginho Maia ; Ismael, Lacy, Walmir Coutinho (Julião) e Reis.

Bahia – Butice, Valtinho (Souza), Onça, Amorim e Paulo Henrique; Baiaco e Eliseu; Natal, Sima (Alberto), João Daniel e Gilson porto.

Nota: Além dos jogadores do jogo de estréia, o Nacional ainda utilizou estes jogadores durante da competição: Procópio (goleiro), Café, Fausto Souza, Nelson Souza, Zé Eduardo, Mário Motorzinho, Muniz, Pedrilho, Campos, (foto ao lado,) Mano, Edmar, Wilson Lopes e Valdomiro.

Nos 25 jogos, o Nacional venceu 4, empatou 10 e perdeu 11. Foram 18 pontos ganhos e 33 perdidos (cada vitória valia dois pontos).

As vitórias foram, contra o Corinthians, 2×0; Portuguesa de Desportos, 2×0; CRB, 2×1 e Cruzeiro 2×1.

Nos 25 jogos, o Nacional, marcou 23 gols e sofreu 30. – (Campos 14, Walmir 3, Pedrilho 2, Nelson Souza, Antônio Piola, Ismael e Danival, um cada).

24
ago

Galo preto

 Publicado por Carlos Zamith em Campeonatos

O São Raimundo entrou para a divisão principal do futebol amazonense, em 1956, ano da fundação da Associação dos Cronistas e Locutores Esportivos do Amazonas (ACLEA), conquistando de saída o Torneio Início promovido pela nova entidade.

Foi no dia 5 de agosto de 1956, no Parque Amaonense que pela primeira vez jogaram oficialmente, na adivisão principal São Raimundo e do Sul América.

A imprensa fez cobertura total das atividades dos dois clubes da Colina, durante a semana dos treinamentos, mexendo com todo o bairro de São Raimundo.

clip_image002O jogo que foi denominado de "Galo Preto" em razão de vários comentários de que havia muita gente do Sul América mexendo com mortalhas, garrafadas, galhinha assada, banhos com folhas de Vindicá, Pau d’angola. Cuia Mansa, Mucura Caá, Japana, coisas assim de macumba para ganhar o jogo, mas era tudo arranjo para chamar público ao estádio.

Como se esperava, a afluência do torcedor foi grande. O Parque ficou lotado desde às primeiras horas da tarde, especialmente por torcedores do bairro de São Raimundo. Caravanas em grande número, com bandeiras de seus clubes chegavam ao velho estádio, à pé em busca dos melhores lugares.

Ás 16 horas, debaixo de uma imensa gritaria da parte da torcida, a maioria feminina, o árbitro Pedro Sampaio de Andrade, ou Pedro Sena, entra em campo chamando as duas equipes.

SÃO RAIMUNDO – Carlos Genésio, Zezé e Jaime Rebelo; Nozor, Tiririca e Orlando Mineiro; Didi, Argemiro, Chicão, Beleleu e Enéas.

SUL AMERICA – Sandoval, Moacir e Reinaldo Tribuzi; Teodoro, Sula e Carrapeta; Alemão, Aurelio, Roberval, Zamundo e Tota.

Jogo emocionante com a torcida do São Raimundo ganhando o duélo, muito mais na hora do primeiro gol. O jogador Teodoro cometeu um penal indiscutível, toque dentro da área. Beleleu, um exímio cobrador, considerado o melhor do nosso futebol, marcou o tento do São Raimundo.

A velha arquibancada, onde o torcedor era obrigado a assistir a qualquer jogo em pé, quase vem abaixo. No segundo tempo, o atacante Chicão ampliou o marcador para 2 a 0, enquanto Alemãozinho marcava para o Sul América. E assim foi até o fim.

A torcida do São Raimundo caminhou do Parque ao bairro, num clima de total alegria e muita ordem. Quem não foi ao jogo, ficou esperando a chegada dos torcedores e dos heróis, recebidos na antiga séde da Rua 5 de Setembro, em frente a casa do adversário, com festa que durou até às primeiras horas do dia seguinte.

O público presente ao estádio do Parque divulgado alguns dias depois: 3.620 pagantes, para uma renda recorde na época, de Cr$ 72,410,00, com ingressos aos preços de 20 e 40 cruzeiros. Até então, a maior renda do campeonato tinha sido da ordem de 40 mil cruzeiros. Bons tempos que não voltam mais

22
ago

Igarapé de Manaus

 Publicado por Carlos Zamith em Ruas de Manaus

O conhecido Igarapé de Manaus, uma pequena artéria que se inicia na Avenida Sete de Setembro, lado esquerdo da primeira ponte, sentido centro/bairro, passou a ter a denominação oficial, a partir de 1970, de "Walter Rayol", mas para o povo o nome continuou "Igarapé de Manaus", nomenclatura de origem popular. Com o progresso e as invasões, ali foi construída, no passado. uma pequena favela com casas de madeira, depois todas reformadas em alvenaria e algumas de boa qualidade.

MUDANÇA

Até o dia 11 de outubro de 1912, permanecia o nome de "Igarapé de Manaus", pois no dia seguinte a Intendência Municipal aprovou um projeto de lei do Intendente Sérgio Rodrigues Pessoa, dando a denominação de “Rua Guerreiro Antony”.

O objetivo era o de homenagear o coronel Antônio Guerreiro Antony, amazonense, filho do comerciante Henrique Antony que nesta cidade viveu uma fase política muito conturbada por ocasião da candidatura do Dr. Jonathas Pedrosa ao Governo do Estado. Homem de compleição robusta, trabalhador, estudioso, embora sem formação acadêmica, Guerreiro Antony sofreu duramente quando sua residência foi bombardeada no primeiro dia do ano de 1916, por um grupo de oficiais da Polícia. (dados do ”Dicionário Amazonense de Biografias”, de Agnello Bittencourt).

O "Igarapé de Manaus" ficou como “Rua Guerreiro Antony” até a década de 70, mas sem o conhecimento da população, provavelmente nem do então Vereador Praxiteles Antony que tinha algum parentesco com Guerreiro Antony. E tanto é que numa das reuniões da Câmara, em 1970, ele apresentou um projeto de lei dando a denominação de Rua Walter Rayol citando: "ao conhecido Igarapé de Manaus", certamente por desconhecimento do nome oficial.

Era homenagem que prestava a um homem que teve quase toda a sua vida dedicada ao município de Manaus, como funcionário, como Vereador em várias legislaturas e Prefeito nomeado em sete oportunidades, além de cronista esportivo dos mais conceituados, usando o pseudônimo de Zé do Parque.

A mudança ficou apenas no papel. Nos mapas da Prefeitura, no seu cadastro de ruas permaneceram como "Igarapé de Manaus". Enquanto isso, o nome de Guerreiro Antony, por um Decreto de 1966, do então Prefeito Paulo Pinto Nery, já estava em uma das ruas do bairro de São Francisco, a ex-Rua Márcio de Menezes.

Como se observa em toda essa confusão, quando o Prefeito Paulo Nery trocou o nome da Rua Márcio de Menezes para Guerreiro Antony, também desconhecia a nomenclatura oficial do Igarapé de Manaus.

Com o advento da Lei nº 343/96, elaborada sem muito cuidado, voltou a denominação antiga de Igarapé de Manaus e Guerreiro Antony desde 2002 é no bairro Mauazinho.

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