5
ago

Grandes goleadas

 Publicado por Carlos Zamith em Campeonatos

O pesquisador do futebol de Manaus, José Ricardo Caldas e Almeida, residente em Brasília/DF, alerta-me para duas das maiores goleadas do futebol amazonense, conforme descobriu após desfolhar edições do veterano Jornal do Commércio.

Coube ao Nacional Futebol Clube dois dos maiores feitos no nosso futebol na década de 20.

Nacional 19 x 0 Euterpe

03 de abril de 1921

O Nacional derrotou o Euterpe (time que disputou os campeonatos de 1920, 1921, 1923 e 1927) pelo alto escore de 19 a 0, como registra a edição 6.082, do Jornal do Commércio de 04/04/1921.

Os gols foram marcados por Azevedo 6, Virginio 4, Craveiro 4, Orlando 2, Pequenino, Gangalhas e Gérson, contra.

Nacional 24 x 0 Brasil

24 de setembro de 1922

José Ricardo relata ainda na sua pesquisa, que descobriu o maior escore registrado no futebol de Manaus, O Nacional venceu o time do Brasil Sport (participante dos campeonatos de 1918, 1921e 1922), por 24 a 0, conforme noticiou o Jornal do Commércio, edição 6.607, no dia seguinte .

O jornal destaca que no jogo preliminar entre os quadros secundários, o Nacional venceu por 23 a 0.

Faziam parte do time do Nacional (campeão da temporada 1922): Fernandes, Antoniano, Rodolpho Gonçalves, Pequenino, Eduardo Cangalhas, Orlando, Paulo Melo, Dantas, Parimé, Marcolino, Leonardo e Vigico.

Observação: Este escore igualou-se ao do jogo Botafogo 24 x 0 Mangueira, no campeonato carioca em 30/05/1909, no campo da Rua Voluntários da Pátria. O Sport Club Mangueira (cores vermelha e preta) jogou apenas com 10 elementos.

4
ago

Jaime Rebelo

 Publicado por Carlos Zamith em Astros da bola

Ainda garoto Jaime Rebelo apareceu na zaga central do time titular do Eldorado que disputava o campeonato da primeira divisão, na década de 40. Um clube que pertencia a seu pai, professor Francisco Rebelo de Souza e tinha irmãos que também jogavam futebol no mesmo time, como Raimundinho Rebelo e Jessé, todos titulares, além de João e Jairo que atuavam no time de aspirantes.

O Eldorado disputou os campeonatos de 1946 a 1952 e em 1950, Jaime Rebelo foi convocado para atuar como titular da Seleção Amazonense que jogou duas vezes contra o Pará, pelo Campeonato Brasileiro. Atuava ao lado de Gatinho, e Vicente na meta. Com a extinção do time do Eldorado, Jaime parou um tempo para se dedicar a um outro ramo de atividade.

Fez concurso para locutor comercial da Rádio Baré e foi aprovado  juntamente com Dantas de Mesquita. Trabalhou na veterana emissora até como ator de novelas, apresentador dos programas na Maloca dos Barés narrador esportivo, jogando seu futebol apenas nas promoções entre jornalistas e radialistas que sempre eram realizados no estádio General Osório.

Mas o São Raimundo, clube que também foi fundado pelo seu pai, entrou para o campeonato da primeira divisão em 1956 e Jaime foi chamado para vestir a sua camisa. Titular do time da Colina, formando zaga com Zezé, uma dupla que garantia, também, a bom desempenho do goleiro Carlos Genésio. No São Raimundo Jaime ficou duas temporadas até que decidiu, com a idade chegando e a multiplicação de afazeres, a cuidar apenas da emissora, mas ainda encontrava alguma vaga para treinar equipes inferiores do Nacional, onde jogavam dois de seus filhos. Formou-se em direito, era também jornalista profissional, passou a diretor artístico da Rádio Baré, cargo que ocupou a até morrer.

Narrava e comentava os jogos de futebol do Parque ou do estádio do São Raimundo. A cabine de rádio do estádio “Ismael Benigno”, construída no início da década de 60 com auxílio financeiro da FAF e da ACLEA, tinha o seu nome, numa homenagem do clube ao seu antigo zagueiro, um pedido das duas entidades, acordo desrespeitado na década de 90.

Jaime Rebelo morreu repentinamente, em 03 de julho de 1977, vítima de um problema cardíaco, numa época em que apresentava noticiários da TV-Baré. Seus filhos mais velhos foram ídolos da torcida nacionalina. Zé Eduardo e Careca, (este já falecido). Ambos nasceram no bairro da Vila Municipal e moravam em frente ao campo do Nacional. Desde os infantis começaram a mostrar qualidades. Foram titulares do Naça na década de 60 e duas vezes campeão da cidade.

O ex-Beco Independência, no bairro do Japiim, recebeu o nome de Jaime Rebelo, pela Lei nº 346/96.

3
ago

Santa Casa de Misericórdia

 Publicado por Carlos Zamith em Logradouros históricos

O prédio da Santa Casa de Misericórdia de Manaus, localizado na rua 10 de julho, foi construído em 1880, portanto, há 130 anos para prestar bons serviços de saúde ao nosso povo, mas encontra-se hoje de portas fechadas, abandonada, absolutamente esquecida pelo poder público, uma vergonha, levando-se em conta a ausência de hospitais para atender aos que, nesta terra, tem necessidade de assistência-hospitalar. Até agora não foram encontradas nenhuma documentação anterior ao ano de 1950, ou seja, não conhecemos a sua história na totalidade.

A estrutura da Santa Casa conta com dois ambulatórios com 17 consultórios médicos e oftalmológicos, 202 leitos distribuídos em apartamentos e enfermarias da área clínica, cirúrgica e de maternidade, centro cirúrgico com cinco salas, UTI, e áreas de apoio tradicionais como lavanderia, laboratórios, cozinha banco de sangue e salas administrativas.

Desde 2005, o Governo sinalizou e apresentou propostas concretas para a reabertura do hospital, fechado no final de 2004, devido a grave crise financeira e administrativa.

ALGUMAS MANCHETES DO NOSSO HOSPITAL

Gêmeas deixam a cama após 24 anos inertes
Era o início dos anos 80, o Brasil vivia sob as brumas do regime militar, não havia internet nem telefone celular, quando as gêmeas Ana Maria e Mariana Castro Beviláqua, de Manaus (AM), então com dois anos, submergiram em um estado de letargia após uma forte febre seguida de convulsão. Para a família, não havia esperança –o diagnóstico dos médicos era de paralisia cerebral. Foram 24 anos deitadas numa cama sem falar nem fazer movimentos com as pernas e os braços. As duas não viram passarem seis presidentes, o fim do comunismo nem a revolução on-line. Mas, agora, as gêmeas voltaram a ter uma vida quase normal. Freqüentam a escola e estão sendo alfabetizadas. Em março de 2003, após um exame neurológico realizado na Santa Casa de Misericórdia de Manaus, elas iniciaram o tratamento da síndrome de Segawa ou distonia responsiva à dopa (DRD, na sigla em inglês). O diagnóstico da síndrome de Segawa causou surpresa à família.

Morre Álvaro Maia
“Morreu Álvaro Maia à 01h15min da madrugada de 4 de maio de 1969, num apartamento do Pavilhão Santana, da Santa Casa de Misericórdia de Manaus, acometido de infarto do miocárdio na manhã da véspera. Assistiram ao desenlace o médico assistente, Dr. Osvaldo Said, acompanhado pela enfermeira Ruth Helena, pela Srtª. Maria Helena Paiva Monte (prima) e Dr. Erasmo Alfaia (amigo). Imediatamente a notícia se espalhou e começaram a chegar ao hospital os amigos do morto, que foi velado no hall do Palácio Rio Negros desde o alvorecer. O sepultamento de Álvaro Maia se deu ao fim da tarde de 5 de maio, no Cemitério São João Batista, acompanhado por grande massa humana, sentida e emocionada”.
(Dados biográficos de Álvaro Maia, publicado no livro “Álvaro Maia – Poliantéia – 1984”).

UMA LUZ NO FIM DO TÚNEL

O presidente da Santa Casa de Misericórdia do Pará, Maurício Bezerra, esteve em Manaus na quarta-feira passada, dia 28, onde participou do II Seminário de Revitalização da Santa Casa de Misericórdia de Manaus, que aconteceu no Plenário da Câmara Municipal da capital amazonense.

Bezerra proferiu uma palestra sobre a experiência bem sucedida da Santa Casa do Pará, que hoje se consolida como uma das instituições de saúde e ensino mais atuantes no Estado.

Ele também falou sobre os projetos que a instituição ampliou e passou a desenvolver, como o de detecção precoce do câncer de mama e o de atendimento integral às vítimas de escalpelamento.

Fechada há sete anos por falta de verbas para manutenção, a reabertura da Santa Casa de Misericórdia volta a ser debatida, desta vez na Câmara Municipal de Manaus (CMM). O vereador Mário Frota lidera movimento para reabertura.

Por Jose Martins Rocha e Portal Amazônia
Blog do Rocha

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31
jul

Juiz de Gol não é novidade

 Publicado por Carlos Zamith em Talvez você não saiba...

Tenho lido nos jornais, ou ouvindo comentários de desportistas pela televisão, sobre a decisão da subcomissão técnica da Internacional Board da FIFA (órgão responsável

pelas decisões das regras do esporte) em adotar a inclusão de mais dois árbitros atrás das traves nos jogos de futebol.

Muitos coleguinhas da imprensa esportiva colocam a decisão da entidade maior, como uma grande novidade para o futebol, cuja finalidade é a de fiscalizar se realmente a bola ultrapassa a linha fatal da meta e tirar outras dúvidas.

Para este humilde cronista, que freqüenta campos de futebol desta Manaus (Parque, Bosque ou Campo do Luso), desde

1933, a medida não representa novidade alguma para nós.

Como mostra a foto, de 05 de janeiro e 1940, em Manaus já se adotava a presença de árbitros ao lado das metas, na época com a denominação de “Juiz de gol”, como o cidadão que aparece de calça comprida e camisa do Olímpico Clube, (o antigo ponteiro Lé, que foi ídolo do Rio Negro) durante um jogo no velho Parque Amazonense.

Era do regulamento da entidade local determinando que cada clube disputante apresentasse no início da competição oficial, o seu quadro de juízes e bandeirinhas.

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