17
jul

HUGO GUIMARÃES

 Publicado por Carlos Zamith em Astros da bola

Hugo Freitas Guimarães foi um dos mais destacados goleiros do futebol amazonense no amaadorismo, na década de 30. Era Dono de uma colocação sem par, como sempre faz questão de lembrar o também antigo goleiro Flaviano Limongi,

Bicampeão da cidade, pelo Atlético Rio Negro Clube, em l93l/32 era um verdadeiro ídolo da torcida, respeitado até pelos adversários.

No bicampeonato, formou ao lado de Chico Oliveira, Vandemar Santana, Maluco, Dodoca, Zé Goiot, Isídoro de Carvalho, o Vidinho, Adair Marques, Ofir Corrêa, Raimundo Bandeira, Armando Barbosa, Arnóbio Valente, Miúdo, Jeremias Cumarú o Cadú e outros bons jogadores da época.

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Rio Negro bicampeão de 1931-1932. – Candú, Hugo Guimarães e Chico Oliveira

Depois de abandonar o futebol como jogador, Hugo chegou a ser árbitro da antida entidade, a FADA, integrando o quadro do Olímpico Clube. Naquele tempo, antes de ser iniciado o campeonato os clubes tinham a obrigação de indicar os que trabalhariam como árbitros e auxiliares durante o campeonato oficial

Hugo morreu jovem, aos 32 anos de idade. Era oficial Administrativo do Ministério da Fazenda e estava servindo no Posto Aduaneiro de Guajará-Mirim, quando retornou a Manaus muito doente.

Casado com a senhora Nadir Nunes Guimarães, filha do antigo político Severiano Nunes,. Hugo Guimarães nos deixou no dia 8 de outubro de 1943, em sua residência, Vila Georgette, na Rua Lauro Cavalcante.

Quando ao Ruy que também era goleiro, em 1938 ele atuava pelo time do Albatroz que depois transformou-se em Olímpico Clube.

14
jul

ASSIS CATUNDA

 Publicado por Carlos Zamith em Astros da bola, Nacional

Ele era um jogador de ataque que no começo da carreira ganhou seu primeiro título defendendo o Nacional, clube dos sonhos de qualquer principiante praticante do futebol em nossa cidade. Teve algumas decepções em sua carreira, uma delas a de ter que abandonar a bola ainda cedo por motivo de uma grave contusão. Habilidoso, jogando pelas pontas, direita ou esquerda, trabalhando muito mais com a perna direita, tinha também uma grande “virtude”: a de saber conduzir a bola com a mão quando ela colava ao seu corpo, sem o mais atento árbitro perceber. Chegou a contribuir para decidir algumas partidas com esse ilegal recurso.

clip_image002Ele é Francisco de Assis Catunda, ou simplesmente Assis, ponteiro esquerdo do Nacional na década de 50, que nasceu em Manaus, numa grande data, 7 de setembro de 1935 e primo do desembargador Gaspar Catunda.

Começou a bater bola em 1953, no time do Bangu, do bairro de Educandos que disputava o campeonato da Segunda Divisão da FADA. Em 1954 recebeu convite de dois amigos jogadores do Nacional que estavam servindo, como ele, ao Exército, para defender o clube da Estrela Azul. Eram Nelson Pereira, que jogava de lateral esquerdo e Azarias um zagueiro, falecido ainda jovem. Não pensou duas vezes. Foi logo fazendo alguns jogos como titular ao lado de Alemãozinho, Antero, Cumarú e outros, para depois ser campeão no time de aspirantes, em 1955, ao lado Ribas, Maneca Marques, Jaime Costa, Caica, Adamor. No ano seguinte, Assis foi guindado ao time titular por exigência do então treinador Flaviano Limongi, que viu nele qualidades para a posição de ponteiro esquerdo e não se enganou o “Patriarca”, pois ali estava um jogador taticamente disciplinado e muito eficiente para o conjunto.

No título de 1957, que só terminou no ano seguinte, dado o grande número de participantes, 14 clubes, Assis estava no time como titular, mas pela sua condição de militar, ele e outros, tiveram viajar para Roraima por determinação da Justiça Eleitoral a fim de garantir as eleições locais. Do time do Nacional também Pedro Brasil, que era soldado, teve que se deslocar para o interior com a mesma missão. O Nacional ia decidir com o Fast, em melhor de quatro, o campeonato de 1957.

clip_image004No primeiro jogo o Fast ganhou de 3×1; no segundo o Nacional venceu por 2×1; no terceiro houve empate de 2×2. Nem Assis nem Pedro Brasil participaram desses jogos. Cada time estava com três pontos ganhos. O quarto jogo ia decidir tudo. Dia 30 de outubro de 1958. Pedro Brasil e Assis chegaram de suas missões na véspera do jogo decisivo e catimbado.

O Naça venceu por 3×2. O Fast ficou na frente do marcador por 2×1, (Rosas e Coelho para o Fast e Português, para o Naça) quando o árbitro Álvaro Maranhão marcou um penal contra o Nacional, chutado para fora pelo armador Marcelo. O Nacional se reanimou e logo no inicio do segundo tempo fez dois gols (Dadá, de penal e Português), amarrando o jogo numa tremenda cera até o final. O Nacional foi o campeão da cidade com Pedro Brasil, Martins e Sampaio; Toscano, Agostinho e Boanerges; Lacinha, Dadá, Portugues, Zizico e Assis.

NACIONAL x REMO

Jogo entre Nacional e Remo, no Parque em 1959, o Naça venceu por 2×0 e o goleiro Jorge Baleia foi a grande figura em campo. Nesse dia, o ataque do Naça era formado por Tucupi, Pratinha, Lacinha, Motal e Assis que parou de jogar com 25 anos, por ter sofrido uma contusão nos meniscos das duas pernas.

Viajou para o Rio e foi operado de uma delas pelo Dr. Mário Tourinho, do América. A outra foi operada em Manaus, mas a contusão – ligamentos cruzados – era muito grave e por isso não teve mais condições de voltar a praticar o futebol.

Pretendia fazer carreira no Exército. Era cabo quando pediu transferência para o Rio de Janeiro. Não gostou e preferiu voltar para dar baixa. Trabalhou na Serraria Hore, no Porto de Manaus como Conferente e por fim na Companhia de Navegação da Amazônia (Transnavi), aposentando-se a partir de 1983. Pai de três filhos.

6
jul

FAST – 80 anos (fundado em 08/07/1930)

 Publicado por Carlos Zamith em Fast

Escudo FastQuando o Coronel Leopoldo Mattos (Delegado Fiscal do Mato Grosso, no Amazonas) presidia o Nacional Futebol Clube, em Assembléia Geral solicitada pelo capitão do time, zagueiro Rodolpho Gonçalves, o Dr. Waldemar Pedrosa, membro do Conselho Superior do clube, propôs que fosse alterado um dispositivo estatutário que obrigava o atleta a pagar mensalidade de cinco mil reis e sem direito a voto.

O fato deu a origem da fundação de um novo clube de futebol no Amazonas, o NACIONAL FAST CLUBE, no dia 8 de julho de 1930.

As iniciais seriam as mesmas do Nacional Futebol Clube e houve uma proposta para que o escudo tivesse uma estrela.

Ao professor Carlos Mesquita, da cadeira de inglês do antigo Ginásio Amazonense, coube a tarefa de indicar a palavra com a letra inicial “F”, sendo escolhido FAST, significando lépido, ligeiro. E assim ficou: Nacional FAST Clube.

PRIMEIRO JOGO

O Jornal do Comércio do dia 12 de outubro de 1930 publicou o primeiro jogo do Nacional FAST Clube. Um amistoso, no Parque Amazonense, contra o time do Rio Negro e venceu por 2 a 1, ficando de posse da Taça “Silvio Franco”.

Como jogaram os times:

FASTReginaldo, Luiz Batista e Rodolpho Gonçalves; Sócrates Batista, Eduardo Cangalhas e Oger Batista; Horácio, Fausto, Valdemar Lisboa, Leonardo e Pequenino. Jogaram ainda, Leno e Luiz Gonzaga.

RIO NEGROHugo Guimarães, Almir e Vicente; Armando Barbosa, Sebastião e Firmino; Goiot, Moacir Marques, Rochinha, Vidinho e Raimundo Bandeira.
Jogaram ainda, Chico Oliveira e Luís Travassos.

O árbitro (naquele tempo referee) desse jogo foi Eurico Romariz, da Federação do Pará, devidamente convidado.

OS TÍTULOS

1948 – 1949 – 1955 – 19601970 e 1971

O primeiro título do Fast, em 1948, conquistado 18 anos após a sua fundação tinha esta formação:

Raul Cerqueira (Ditó), Canhão e Dedé; Waldemir Osório, Edison Souza e Nêgo; Álvaro, Pereirinha, Paulo Onety, Lafayette Vieira e Careca (Rui); Técnico: João Liberal.

Raul do Fast Lafayete album Paulo Onety recordista
Raul, Lafayette e Paulo Onety participaram do primeiro titulo do Fast.

 

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1
jul

A primeira copa que ouvi

 Publicado por Carlos Zamith em Velhos tempos

Copa do mundo 1938-225x300Freqüentava campos de futebol, nos campos do Parque ou do Luso, desde meus cinco anos de idade, levado pelo meu pai, um torcedor ranzinza da União Esportiva Portuguesa, cuja sede própria, na Avenida Joaquim Nabuco, foi vendida sem devida consulta aos sócios proprietários.

Em 1938, aos 12 anos de idade e já trabalhando no comércio, acompanhei pela primeira vez a disputa da Terceira Copa do Mundo, na França. Naquele tempo era difícil qualquer pessoa possuir um rádio em sua casa. Portátil nem se cogitava.

Quem quebrava o galho do torcedor era a firma Antonio M. Henrique, instalada na Rua Marechal Deodoro com fundos para a Avenida Eduardo Ribeiro.

Na hora do jogo, normalmente às 13 horas, a firma colocava uma boca de alto-falante nas imediações do Relógio Municipal. O comercio fechava na hora do jogo e a multidão e aglomerava na Eduardo Ribeiro. O problema é que só se escutava uma chiadeira tremenda. Ouvia-se com um pouquinho de nitidez, quando o locutor Gagliano Neto gritava gol. E era preciso indagar: de quem foi, de quem foi.

Na Avenida Eduardo Ribeiro esquina com a Henrique Martins, hoje Loja Marisa, existia o “Café Ponto Chic”. Lá, numa vitrine, o proprietário colocava uma foto do time do Brasil de relativo tamanho e o torcedor ficava bom tempo admirando a imagem dos craques brasileiros.

OS CONVOCADOS

O técnico da Seleção do Brasil era Ademar Pimenta que convocou estes jogadores:

  • Do Flamengo – O goleiro Walter, Domingos e Leônidas;
  • Do Fluminense – o goleiro Batatais, Machado, Romeu, Tim e Hercules;
  • Do Botafogo – Nariz, Zezé Procópio, Martin Silveira, Perácio e Patesko;
  • Do Corinthians – Jaú, Brandão e Lopes;
  • Do São Cristóvão – Afonsinho e Roberto;
  • Do América – Brito;
  • Do Palmeiras – Luizinho;
  • Da Portuguesa Santista – Argemiro;
  • Do Vasco da Gama – Niginho, que não chegou a jogar por ter vínculo com o Lazio, da Itália.

A disputa era no sistema mata-mata. Nas oitavas-de-finais teriam de jogar partidas eliminatórias. Terminando empatado, as seleções sairiam para prorrogação.

O Brasil estreou contra a Polônia e venceu por 6×5 (Leônidas 3, Peracio 2 e Romeu). O jogo seguinte contra a Tchecoslováquia, 1×1 (Leônidas). Na prorrogação novo empate. Nova partida foi disputada e o Brasil venceu por 2×1. (Leônidas e Roberto).

Brasil 1938
Seleção Brasileira de 1938. Em primeiro plano, tecnico Ademar Pimenta com o boné na mão seguido de Leonidas da Silva, artilheiro da Copa.

CONTRA A ITÁLIA

Este foi o jogo do sofrimento, pela semifinal. Brasil perde por 2×1 (Perácio). A Itália disputou o titulo contra Hungria e venceu por 4×2.

O PENAL DE DOMINGOS

A Revista “Seleção Brasileira”, de Antonio Carlos Napoleão e Roberto Assaf, registram o penal cometido por Domingos contra a Itália, assim:

Silvio Piola entre Machado e Domingos da Guia“No primeiro tempo o Brasil não jogou mal e o placar de 0×0. No segundo tempo e logo aos 10 minutos, Colassi , em jogada individual, fez o primeiro gol italiano. E veio o golpe fatal. Domingos, que vinha sofrendo provocações do atacante Piola desde o início da partida, perdeu a cabeça e cometeu um penal infantil. A jogada acontecia no meio-campo, quando Domingos deu um pontapé em Piola que caiu na área Pela infelicidade do zagueiro brasileiro, o árbitro suíço viu o lance e marcou pênalti. Meazza bateu e marcou o segundo gol. No final da partida Romeu ainda diminuiu, mas já era tarde”. Na foto ao lado, Silvio Piola entre Machado e Domingos da Guia.

Time base do Brasil: Walter, Domingos e Machado: Zezé Procópio, Martin Silveira e Afonsinho; Lopes (Roberto), Romeu, Leônidas, Peracio e Hércules

O Brasil disputou o terceiro lugar com a Suécia, vencendo por 4×2 (Leonidas 2, Peracio e Romeu).

Nessa Copa, o Brasil disputou cinco jogos, com 3 vitórias, um empate e uma derrota. Marcou 14 gols e sofreu 11. Leônidas da Silva foi o artilheiro, com 7 gols.

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