Luizinho – mão de grude
Ele foi considerado um dos grandes goleiros do nosso futebol na década de 40. Veio da cidade de Parintins na época do amadorismo para defender o Atlético Rio Negro Clube com o eventual substituto de Iano Monteiro que já estava em final de carreira.
Luíz de Souza Gonçalves ou Luizinho “Mão de Grude” chegou ao início dos anos quarentas, atendendo a um convite do Dr. Rocha Barros, quando o Rio Negro era presidido pelo Dr. Flávio de Castro. Iano era o grande ídolo da torcida rionegrina, pois ocupava o posto desde 1937.
Em princípio, Luizinho amargou a reserva, mas de quando em quando entrava como titular, sempre com boas atuações e por isso não foi difícil segurar a posição, destacando-se pela colocação e, principalmente, pela segurança, incapaz de largar uma bola mesmo estando ela molhada. E foi por isso que a torcida barriga-preta o apelidou de “Mão de Grude”. Segurava a redonda, com impressionante firmeza, naquele tempo de couro grosseiro e de bico, quando nem se pensava no uso de luvas..
Campeão em 1940 e em 1943 pelo Rio Negro e tinha como companheiros, Amâncio, Marcilio, Parintins, Lé, Benjamim, Cláudio Coelho, Meireles, Valdir Oliveira, Zenith, Raimundo Rebelo Dog, França, Silvio, Valdemir Osório e outros. Seria também campeão em 1945, mas a FADA, numa manobra de bastidores, decidiu transferir o título para o Nacional e por isso o Rio Negro deixou o futebol, afastando-se dos gramados pelo espaço de quinze anos. Na ocasião, seus jogadores tomaram outros rumos: Luisinho foi para o Nacional e logo depois para o Olímpico, conquistando o título invicto de 1947 ao lado de Tuta, Aurélio, Silvio, Gato, Omar, Gatinho, Dog, Zé Luís, Cabral, Juvenil, Silvio e Raimundo Rebelo.
OS VETERANOS

Luizinho, Mário Matos, Lafayette Vieira e Raimundo Rebelo.
Luizinho participou da Seleção do Amazonas em 1943. Era funcionário da Polícia Civil, depois, por iniciativa de seu conterrâneo Gláucio Gonçalves, passou a prestar serviços na Assembléia Legislativa e sempre que tinha tempo rabiscava alguns versos, quase todos dedicados ao seu Rio Negro ou ao São Raimundo, que ele considerava seu segundo time, na época do presidente Ismael Benigno.
Sócio Benemérito do Rio Negro e membro da Diretoria do São Raimundo E. Clube morreu na madrugada de uma terça-feira, dia 16 de março de 1993. Há algum tempo estava com problemas de saúde. Melhorava, mas abusava tomando algumas geladinhas. Um dia antes de morrer, esteve com os velhos amigos de São Raimundo, onde residia desde quando casou com Dona Creusa, uma filha do bairro. Chegou a casa em estado de desespero. Levado para uma clínica, lá faleceu, aos 73 anos de idade, deixando ainda três filhos (Dayse, Darly e Craveiro) e dois netos (Ana Fátima e Luiz Neto).
Freqüentava campos de futebol, nos campos do Parque ou do Luso, desde meus cinco anos de idade, levado pelo meu pai, um torcedor ranzinza da União Esportiva Portuguesa, cuja sede própria, na Avenida Joaquim Nabuco, foi vendida sem devida consulta aos sócios proprietários.
“No primeiro tempo o Brasil não jogou mal e o placar de 0×0. No segundo tempo e logo aos 10 minutos, Colassi , em jogada individual, fez o primeiro gol italiano. E veio o golpe fatal. Domingos, que vinha sofrendo provocações do atacante Piola desde o início da partida, perdeu a cabeça e cometeu um penal infantil. A jogada acontecia no meio-campo, quando Domingos deu um pontapé em Piola que caiu na área Pela infelicidade do zagueiro brasileiro, o árbitro suíço viu o lance e marcou pênalti. Meazza bateu e marcou o segundo gol. No final da partida Romeu ainda diminuiu, mas já era tarde”. Na foto ao lado, Silvio Piola entre Machado e Domingos da Guia. 











Álvaro Maia, nascido a 19 de fevereiro de 1893, no município de Humaitá, Rio Madeira, veio criança para Manaus. Estudou direito, em Fortaleza e colou grau na Faculdade do Rio de Janeiro. Seu primeiro emprego no Amazonas foi de redator da Assembléia Legislativa, depois Procurador da República. Era jornalista, poeta e político atuante. Foi Deputado Federal (1933–1935), Governador (1935–1937, Interventor com o golpe político do Estado Novo (1937-1945), Senador (1946–1951), novamente Governador (1951–1954 e tambem Senador da República (1967–1969). Faleceu na madrugada do dia 4 de maio de 1969, na Santa Casa de Misericórdia, acometido de infarto.
COMENTÁRIOS
Carlos Zamith
Jonas : A decisão do camapeonaro profissional de 1970, foi no dia 25-10-70, , no Parque Amazonense, entre Fast x...Jonas Filho
Sr Zamith o senhor saberia me dizer por favor,qual foi o dia da decisão do campeonato Amazonense de 1970.Me parece...Emerson uchoa
Pois entao, vc poderia republicar esta materia do talvez 1o time da uniao portuguesa, na foto da qual meu avoh...Emerson uchoa
Obrigado, entao manda pro meu email: manaus10@click21.com.br, ficaria muito grato. gostaria de mostrar por meus 2 filhos.Carlos Zamith
Emerson: Fui um dos fundadores da Rádio Rio Mar, no edifício IAPETEC. Ingressei na emissora, inaugurada a 15 de novembro de...Carlos Zamith
Emerson: Na matéria que escrevi, não há qualquer dúvida a respeito da União Esportiva Portuguesa, como vc atribuiu. Desde a década de...Emerson uchoa
Meu pai foi locutor da radio rio mar e difusora, vc conheceu ele? chamava-se Jose maria pinto. mORREU eu era...Emerson uchoa
O clube em questao eh uniao portuguesa, que na sua materia vc disse q era formado por portugueses e descentes.Emerson uchoa
Poxa, queria ver a materia sob a historia de criação do clube, o qual voce publicou no bau velho do...Jose Helnio Ena da Silva
Parabens pelas suas matérias, gostaria que vc fizesse uma sobre o goleiro Marialvo. Que Deus lhe abençoe.